Impacto Social – Kiva

Como fazer ações sociais usando o site Kiva – e por que isso é importante.

Como eu posso fazer o mundo um pouco melhor com o pouco que tenho?

oto do “Armée Du Salut Group”, do Congo, que pegou um empréstimo de 3,8 mil dólares para comprar insumos para revender. ( https://www.kiva.org/lend/723885 )

A resposta desta questão não é nada óbvia, e é algo que estudo há anos, já que meus recursos são limitados, e por isso, precisam ser aplicados da melhor maneira possível. A minha dúvida sempre foi… melhor ajudar hoje a matar a fome de alguém, sabendo que essa é uma ação pontual que é muito necessária para uma pessoa, ou talvez ajudar com um investimento em algo que tem o potencial de empregar (e gerar sustento) para diversas famílias? É, claro, uma pergunta que não têm uma resposta correta, mas hoje eu tenho uma preferência pessoal.

Na busca desta resposta, resolvi cursar economia, aprendi sobre diversas formas de pensamento, seu potencial de impacto e diversas organizações que já têm esse objetivo. Conheci gente com muito conhecimento e força de vontade, como o Bruno e a Onília da Escola Convexo, ou ainda o Timbó, e um integrante recém chegado, o Geraldo Rufino, do Desperta já. Gente que está fazendo a diferença, e serão assuntos de posts futuros.

Nesse post, entretanto, eu queria convidar a todos a conhecer uma das formas mais simples e, no meu ponto de vista, mais potentes de contribuir com a sociedade: O site chamado Kiva ( www.kiva.org ). No Kiva, qualquer um pode ajudar a financiar microempréstimos – normalmente para pequenos empreendedores, que precisam de capital de giro para alavancarem ou iniciarem seus negócios. Normalmente são empréstimos pequenos, para países muito carentes, como Ruanda, Congo, Filipinas… ou mesmo o Brasil.

Para quem empresta, o dinheiro (em dólares) retorna sem juros. Pode haver perdas financeiras (devido à variação cambial ou caso o empréstimo não seja pago), mas, pelo menos para mim, encaro como um substituto de parte das doações que eu normalmente faria.

Acredito que o empréstimo faz muito sentido por duas principais razões:

  • Quando a pessoa toma o empréstimo, ela tem algum tipo de plano de investimentos, mesmo que muito superficial. Significa que esse capital entra para alguém que tem um mínimo de planejamento, de vontade de pensar em como aplicar e como fazer esse dinheiro render.
  • Quando e se a pessoa retornar o empréstimo, o dinheiro pode ser re-emprestado. Como entendo que cada depósito é uma doação, quando o dinheiro retorna, ele entra para minha conta apenas para emprestado novamente. Isso faz que, mesmo que eu faça normalmente depósitos mensais baixíssimos, pelo tempo que já tenho essa prática – desde 2014, já recebo uma grande quantidade em pagamentos. Esse mês de dezembro, por exemplo, recebi mais de USD 270 que foram todos re-emprestados.

Aqueles que como eu, acreditam que a liberdade é sempre o principal valor a ser defendido, não podem esquecer que somos seres sociais e que existe uma grande quantidade de pessoas que precisa de ajuda. Ainda que eu defenda que a filantropia não seja obrigatória, ela é muito valorosa e necessária por um valor pessoal meu.

Convido a todos a maximizar seu impacto positivo no mundo. Eu entendo que o Kiva é uma das inúmeras maneiras, que funciona muito bem para mim, e espero que possa servir para alguns leitores.

Quem quiser me perguntar, sugerir, mais detalhes, estou sempre aberto para discussões.

Guilherme

obs: Esse é meu post de estréia no LinkeIn (disponível aqui) , e provavelmente a qualidade melhorará conforme eu for aprendendo, mas já fica o convite para deixar sugestões, curtir, falar mal, agradecer… enfim, é com feedback que posso melhorar nos próximos. E claro, me adicione como Amigo no LinkedIn!

O espetáculo não pode parar.

O espetáculo em questão vem a ser o consumismo exagerado que a sociedade imprime como ritmo, que tem impactos incalculáveis no meio ambiente e em nossas vidas.

Realmente o espetáculo não pode parar, não faço idéia de quem escreveu pela primeira vez e deu força a esta frase, mas realmente será que o espetáculo não pode parar?

O espetáculo em questão vem a ser o consumismo exagerado que a sociedade imprime como ritmo, que tem impactos incalculáveis no meio ambiente e em nossas vidas, estes são simplesmente ignorados pela senhora que compra sua bolsa nova ou pelo senhor que acabou de sair da concessionária com uma nova caminhonete movida a óleo diesel, são fatos que as pessoas ignoram, apenas se interessam pelo seu bem estar e não ligam para o que acontece ao seu redor, a cadeia produtiva de uma forma completa, não dão a menor importância se aquela bolsa foi fabricada em um lugar nos confins da China por crianças ou na esquina de casa.

A cadeia produtiva linear deste sistema produtivo é o maior vilão do cenário globalizado atual, pois vivemos em um planeta de recursos limitados onde podemos avaliar a questão e pensar que a culpa disso tudo é exclusiva dos empresários “gananciosos” que visam o lucro acima de tudo, porém, deixamos de lado a responsabilidade do governo que fecha seus olhos apoiando a produção “suja”, apenas importando-se com os impostos a serem pagos, tanto pelas indústrias como pelos consumidores.

A dura realidade; os governos deixam de ser os grandes blocos econômicos dando espaço aos grupos empresariais e industrias, onde realmente se exerce as demandas do poder deliberando e criando leis que os favorecem, a população em geral apenas é avisada das novas normas e tenta se adequar as mesmas sem voz e muito menos vontade.

O cenário que nos encontramos na atualidade não foi algo que simplesmente aconteceu, e sim, algo planejado, onde o analista de vendas Victor Leboux previa em meados dos anos 50 (pós-guerra) que “A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo nosso caminho de vida (way of life), e que transformemos a compra e o uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez maior“.

Naquela época foram criados conceitos que podemos citar como fundamentos do consumismo atual que são obsolescência planejada e a obsolescência perceptiva, esta primeira trabalha o conceito de criar produtos que vão direto para o lixo, e como principais exemplos cito as sacolas plásticas, copos descartáveis, câmeras descartáveis e ate mesmo computadores, pois a cada ano temos que trocar peças que inviabilizam a manutenção do mesmo equipamento, onde o fabricante troca propositalmente encaixes e dispositivos que nos obrigam a comprarmos outras versões mais novas do que já tínhamos e a obsolescência perceptiva trabalha o conceito de que o ser humano precisa participar de um grupo ou meio em comum, citando como principal exemplo a moda, que no verão utiliza roupas coloridas e fortes e no ano seguinte, a tendência é outra, e infelizmente, movidos pela necessidade de aceitação no meio o ser humano se curva a tais leis do consumismo.

Infelizmente nossa saúde frágil sofre nessa cadeia, atualmente em muitas partes do mundo é utilizado como principal meio de descarte do lixo a incineração, que produz mais poluição (além da fabricação) e um dos efeitos desta é a união de toxinas utilizadas na fabricação, dando origem a toxinas extremamente danosas como a dioxina que é considerada hoje a mais violenta substância criada pelo homem, com seu grau de periculosidade ultrapassando o urânio e o plutônio. Além do que a contaminação não se compara com agente tóxico comum que se possa ver, sentir ou medir por grama. A medida usada para aferir a dioxina encontra-se na escala dos nanogramas, ou seja, um bilionésimo de grama.

Momentaneamente aprofundando nesta questão, as autoridades do mundo científico destacam que as doenças provocadas pela contaminação por dioxina são várias, entre elas o”cloroacne, que dispensa definições; o câncer no fígado; o câncer no palato; o câncer no nariz; o câncer na língua; o câncer no aparelho respiratório; o câncer na tireóide; a queda de imunidade; malformações e óbitos fetais; abortamentos; distúrbios hormonais; concentrações aumentadas de colesterol e triglicéridos; hiperpigmentação da pele; dor de cabeça e nos músculos; desordem no aparelho digestivo; inapetência, fraqueza e perda de peso; neuropatias; perda da libido e desordens dos sensos.

Atualmente é feito um trabalho em todas as partes dessa cadeia “suja” de produção linear visando a otimização da fabricação desses bens de consumo, tentando modificar um modelo que gera poluição, devastação, desigualdade social, a idéia deste movimento é ser responsável, nas atitudes, na vida e principalmente no consumo, onde podemos  ter  o controle da situação. Pequenas atitudes que começam a mudar o mundo, vão desde procurar um mercado perto da sua casa que compra frutas dos produtores da sua região, certificar-se que o móvel que você está comprando é feito de madeira de reflorestamento e principalmente a reciclagem, que consegue mudar totalmente o sistema linear para cíclico, onde podemos aproveitar os restos e o que não será mais usado para criar algo novo vendo então uma antiga e importante frase de um filosofo francês Antonie Lavoisier que diz, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma“.

A reciclagem é o inicio de uma mudança, porém existem sinalizações que podem nos dar esperanças de um futuro melhor, onde vários países do mundo assinaram e protocolaram suas intenções a respeito do protocolo de Kioto, começamos a fazer negócios baseados no fair trade ou comercio justo, onde o produtor que recebia somente alguns centavos pela matéria bruta que compõem o produto final participa de forma justa nos lucros bem como todas as outras partes envolvidas no processo de fabricação.

O conceito linear de produção é antigo, deverá dar lugar a um sistema cíclico sem desperdícios trabalhando novos modelos de negocio onde investimentos estejam concentrados em idéias como energias renováveis,  comercio verde, selo verde de produção e principalmente visando o respeito e ética perante a sociedade trabalhando o conceito de responsabilidade social gerando empregos e economias sustentáveis.

Como Lavoisier propôs, o show não deve parar, deve apenas se reciclar e dar inicia a algo novo e mais produtivo para todos.

Riscos, técnicas de identificação e mitigação.

Esse termo risco é muito utilizado nas áreas de administração, economia, gerencia de projeto e em todas elas é a designação do resultado de uma combinação entre a probabilidade da ocorrência de um determinado evento, aleatório, futuro e que independa da vontade humana juntamente com o impacto resultante caso ocorra.

Esse conceito nas áreas de projeto pode ser mais especifico ao se classificar o risco como uma probabilidade de ocorrência de um determinado evento que se contrapõe ao alcance do objetivo e que normalmente que gere prejuízo.

O simples fato de uma atividade existir, abre a possibilidade da ocorrência de eventos ou combinação deles, cujas conseqüências constituem oportunidades para obter vantagens ou então ameaças ao sucesso ou objetivo. Continue lendo “Riscos, técnicas de identificação e mitigação.”