Projeções para 2013 & Opções de Investimento

São Paulo, 2 de Janeiro de 2013.

ECONOMIA & FINANÇAS

Por Prof. Thiago Flores*

Projeções para 2013 & Opções de Investimento

Projeções do mercado para 2013 sugerem uma Selic estável, PIB crescendo 3,30% e IPCA com alta de 5,47%, segundo Relatório Focus do Banco Central. Nossos especialistas apontam para um crescimento de 4% do PIB, ao contrário do que veremos estar destacado no relatório.

As projeções do mercado demonstraram algumas alterações com relação ao encerramento do ano passado, com certa coesão de dados para 2013 indicando uma taxa de juros estável, câmbio relativamente constante, PIB crescendo 3,30%, e crescendo de forma cíclica em relação ao ano passado, e IPCA subindo 5,47%, de acordo com o Relatório Focus ? divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, com estimativas coletadas até o dia 28 de dezembro.

A mediana das expectativas para o IPCA mostrou leve tendência de alta para 2012, passando de 5,69% para 5,71%, ficando estável em 5,47% para 2013. Concomitantemente, a estimativa de crescimento do PIB novamente recuou de 1,00% para 0,98% para 2012 e seguiu em 3,30% em 2013. A mediana da projeção para a taxa Selic ficou praticamente inalterada em 7,25% para este ano. Por fim, as projeções para a taxa de câmbio em 2013 indicou uma leve depreciação, passando de R$/US$ 2,08 para R$/US$ 2,09.

Com isso, com a tendência de aumenta da inflação e mantida praticamente constante a taxa SELIC, investimentos atrelados ao IGP-M e afins são os que terão maior rentabilidade. A taxa básica de juros (Selic) serve de “guia” para os principais fundos de investimentos oferecidos em bancos. Os fundos DI ficam menos atraentes quando essa taxa cai, enquanto os fundos de Renda Fixa se tornam mais vantajosos, e vice-versa. Mas o investidor pode optar por “perseguir” a taxa de inflação, em vez de se guiar pela taxa básica de juros.

Veja os investimentos que podem proteger contra a inflação

Aplicação financeira

Vantagens

Desvantagens

Tesouro Direto: NTN-Bs

As taxas de serviço cobradas tendem a ser baixas

O rendimento pode variar de forma brusca

Fundos de inflação

O banco escolhe a melhor forma de aplicar o dinheiro pelo investidor

As taxas de serviços podem ser bem altas

CDBs-IPCA

O Imposto de Renda somente é cobrado no saque do dinheiro aplicado

A oferta desse produto é bastante restrita

Fundos Imobiliários

O investidor aplica em um bem real, com aluguel corrigido pela inflação

Atrasos no pagamento do aluguel derrubam o rendimento da aplicação

 

* Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER – SP, Professor de Pós-Graduação e Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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Meu mercado favorito

Podemos associar o supermercado com a extensão da nossa casa, levamos dele o leite, o pão, a carne, o iogurte, queremos produtos de qualidade e sempre fresquinhos, mas a relação não pára por aí. Você elege o seu preferido e vários fatores podem influenciar a escolha e, na maioria das vezes, vão além do produto ofertado; o chão limpo, as prateleiras em ordem, os corredores amplos, móveis bem dispostos, loja ampla e bem iluminada, ambiente moderno ou caseiro, atendentes que saibam dar informações corretas ou que se prontifiquem em resolver seu problema.
Nunca gostei daquelas pontas de gôndolas abarrotadas de produto que são dispostas em forma de pirâmide, dão a impressão que tudo irá desmoronar a qualquer momento, corredores muito estreitos que não passam 2 carrinhos, splashs promocionais escritos à mão com letra manuscrita e um texto enorme, é o fim. Podemos pensar, num primeiro momento, que isto só acontece em mercadinhos de bairro, mas mesmo com grandes investimentos em comunicação, materiais de ponto de vendas, comerciais televisivos, as grandes redes continuam pecando no básico.
Estes dias entrei em um supermercado que foi uma empresa familiar e há alguns anos foi adquirido por um grupo estrangeiro, e reafirmei minhas impressões – péssimas impressões – pão murcho exposto na prateleira da padaria, prateleiras de leite com as caixas de transporte à mostra, vazias e com leite derramado, uma grande variedades de pães fatiados, integrais e grãos, misturados em 5 prateleiras longe dos preços, caixas e embalagens vazias nos corredores, atendentes nos caixas sem a menor discrição gritando alto uma para a outra solicitando moedas para troco, e o desfecho: uma frase em letra caixa escrita com grafia errada, sem separação das palavras.
Trabalhando diretamente com comunicação em supermercados, analiso profissionalmente e racionalmente as minhas impressões e a eleição do meu mercado preferido continua sendo aquele que minha mãe já comprava quando eu era criança e, mesmo sendo uma empresa familiar, felizmente cresceu de maneira organizada. Sou uma cliente satisfeita e cada vez mais convencida que mesmo com tecnologia e ações de marketing, os supermercados acabam pecando no básico, pois os cuidados que esperamos destas empresas são os mesmos que temos com nossas casas.

Mãos à obra: como expandir os negócios de forma segura e rentável

Quando o empreendedor inicia um negócio próprio e começa a trabalhar intensamente para desenvolver e manter o seu projeto no mercado, é comum o pensamento de expandir o crescimento e desenvolvimento para se obter um maior retorno financeiro. É fundamental que a empresa programe melhorias para sobreviver no mercado. Porém, quando essa decisão de expansão dos negócios ocorre é necessário a mesma cautela e determinação do início da trajetória.

Primeiramente, é necessário um crescimento pessoal antes do empresarial. O ideal é que o empreendedor se prepare constantemente para estar apto a implementar mudanças  e beneficiar o seu negócio com eficácia e responsabilidade. Para ter um negócio de sucesso, o empreendedor deve ter espírito criativo e pesquisador. O indicado é que o gestor esteja sempre por dentro das tendências e inovações do seu negócio. O mercado é constante como a mudança, e o que era eficaz há cinco anos, hoje em dia pode não ser um método atraente. Cabe ao empresário projetar todas as demandas e adequar a sua gestão de acordo com as exigências dos clientes. Semanalmente existem centenas de novidades no mercado de trabalho e para o empresário conseguir acompanhar essa evolução da sua área, o mais indicado é que participe de eventos, seminários e workshops. Com essas ações, além da aprendizagem, o empresário estabelece relações com outras pessoas da área de atuação.

As empresas que buscam novos caminhos e soluções estão mais propensas a crescerem e construírem um ambiente flexível e evoluído. O atendimento ao cliente é um dos pontos que o empresário deve se atentar, já que é um dos principais problemas do mercado atual. Não adianta investir em uma expansão se não tiver como meta uma reformulação e/ou melhoramento do atendimento, pois o bom contato com o cliente é o essencial em qualquer negócio. Para aumentar a fidelização dos clientes, a empresa deve estabelecer uma política permanente de capacitação da equipe.

Um fato de grande importância é dimensionar corretamente os custos envolvidos na operação e entender as peculiaridades do setor. Também é importante analisar a concorrência para identificar os fatores que devem ser considerados na composição de preços dos produtos e serviços da empresa. Por isso, a expansão deve ser realizada de uma forma metódica e controlada, pois falhas podem gerar um grande atraso no negócio em relação à concorrência. Independentemente, em qualquer empreendimento novo, é necessário o cuidado em começar com pequenos passos, fazendo uma pesquisa cautelosa e considerando recursos suficientes para transformar a ideia em realidade.  Com discernimento e aperfeiçoamento da gestão administrativa e financeira, o empresário consegue expandir o empreendimento e tornar a empresa mais competitiva para o mercado.

Por Simone Domingues, formada em Ciências Contábeis pela FIEO – Fundação Instituto de Ensino para Osasco. Sócia da Trade Contabilidade, empresa de assessoria contábil especializada em análise tributária e aspectos multiregionais, que exerce atividades desde 1998.

Mulheres Empreendedoras: da gestão do lar para a gestão de negócios

Apesar do século XXI, a sociedade brasileira ainda é primitiva e mantém diversas desigualdades sociais e culturais. Tendo em vista as desigualdades em relação ao gênero, é evidente um desequilíbrio na participação da mulher brasileira em diversos espaços, como na política, religião, esportes, movimentos sociais, entre outros. Porém, um setor de grande destaque e influência para a mulher nos últimos tempos é o mercado de trabalho. De acordo com a última pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) realizada em 2010 no Brasil, 49% das empresas nascentes eram administradas por mulheres. Além disso, o último Censo também realizado em 2010 revela que aquela mulher que há 10 anos ganhava 67% dos salários dos homens com o mesmo cargo, atualmente diminuiu essa diferença para 70%. Apesar de nos últimos três anos, as mulheres brasileiras ainda ganharem menos que os homens, é perceptível que entre os novos negócios, a parcela de mulheres empreendedoras já se aproxima do sexo oposto.

O mercado começa aceitar as diferenças biológicas e constitutivas do sexo feminino e a perceber que as qualidades existem independentemente do gênero. A boa comunicação, ética, capacidade de análise e capacidade de inspirar equipes faz parte da postura feminina, mas isso não quer dizer que homens também não são capazes de possuírem essas qualidades. O mundo empresarial cada vez mais compreende que o empenho, a competência e a dedicação são características capazes de distinguir um bom empreendedor, independente se for homem ou mulher.

As mulheres possuem alguns pontos marcantes da condição feminina, que quando equilibrados com racionalidade, podem gerar positividade aos negócios. A mulher possui características como intuição, sensibilidade e criatividade, normalmente derivadas do aspecto maternal, que se afloram na hora de gerenciar uma empresa. Em um quadro de desigualdade no mercado de trabalho, é fundamental que as mulheres saibam quais suas vantagens e seus pontos fortes. As empreendedoras devem saber utilizar esses pontos ao seu favor, sem abrir mão da essência feminina para entrar no ambiente corporativo. No caso, enquanto o homem é mais objetivo, a mulher possui uma visão mais global e essa aptidão auxilia em uma melhor e mais sucedida criação de produtos e análise de cenários. O cuidado deve ser na hora de tomar decisões, pois por possuir essa ampla visão, muitas vezes a mulher acaba sendo bem mais insegura do que o homem. Outro fator importante para a mulher se atentar é com amultifuncionalidade que possui, pois além de gestora de negócios, maior parte das empreendedoras são gestoras do lar, simultaneamente, e isso também pode se tornar um grande problema. Desempenhar papéis como de mãe e esposa, exige uma grande dedicação e responsabilidade, e com uma má administração de tarefas e horários na vida pessoal, isso pode refletir e afetar o perfil profissional da mulher.

Uma projeção apontada na Pesquisa Cenários 2020, do Sebrae-SP, revela que a participação das mulheres deverá subir para 42% em 2020, logo, ainda que a nossa sociedade tenha muito a conquistar para as mulheres, estamos uma época de reconhecimento ao poder feminino. A mulher contemporânea celebra a luta feminina para ter acesso aos direitos básicos de um cidadão, como o voto, emprego e educação. Lembrando que o Brasil é governado, pela primeira vez na história, por uma mulher. Ninguém imaginava que o sexo feminino teria tanta força no mercado de trabalho como está tendo nos últimos tempos.

É possível concluir que o tabu de que todas as mulheres tinham profissões secundárias aos homens é uma ideia ultrapassada. Ao contrário disso, muitas estão fazendo sucesso à frente dos negócios e estão realizadas com seu empreendimento. Apesar da dificuldade de conciliar a vida pessoal com a profissional, as mulheres empreendedoras permanecem no mercado de trabalho, mesmo enfrentando dificuldades econômicas, preconceitos e a cobrança da família. É necessário desenvolver e ampliar o mercado para a mulher, porém não devemos tirar o mérito da expansão e participação feminina no mundo empresarial.

Por Mari Gradilone, sócia-diretora do Grupo Virtual Office, maior empresa de escritórios virtuais em número de clientes no País. Empresária formada em Arquitetura e Desenho Industrial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

MERCADO IMOBILIÁRIO: PANORAMA E TENDÊNCIAS DOS INVESTIMENTOS

Já em abril de 2008, no caderno de Economia e negócios do Globo G1 noticiava-se que em entrevista dada na Conferência Global do Milken Institute, o bilionário do setor imobiliário e barão da mídia Sam Zell afirmou: “Eu compraria Brasil. O país tem a chance de ser uma potência econômica maior que a China nos próximos 30 anos.”
Em fevereiro de 201, matéria do Jornal A Folha de São Paulo, no caderno Mercado noticiava-se que: Os financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança atingiram R$ 56,2 bilhões em 2010, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). O desempenho superou o registrado no ano anterior (R$ 34,0 bilhões) em 65% e bateu novo recorde.
O panorama da economia no setor imobiliário não mudou muito de 2010 para 2011, pois vemos um crescimento constante dos valores cobrados por metro quadrado em todo o Brasil. Com os resultados advindos dos principais investimentos neste primeiro semestre de 2011 vemos que aplicar em imóveis torna-se cada vez mais atraente.
No caso específico da cidade de São Paulo, existe uma carência de unidades de 1 e 2 dormitórios de luxo. São aqueles empreendimentos voltados para executivos, profissionais liberais bem sucedidos, solteiros e descasados. Além dos flats, alguns novos empreendimentos possuem uma gama de serviços facilitando o dia-dia dos seus moradores, são os chamados serviços pay per use, barateando os custos de condomínio em relação aos flats.
Diante deste quadro, acredito que uma excelente opção de investimento e rentabilidade seja a compra de unidades de 1 ou 2 dormitórios em regiões de maior fluxo comercial e turístico, objetivando a locação por temporada.