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	<title>Gerenciamento Econômico.com.br</title>
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	<description>Publique seus artigos sobre Gerenciamento e Economia</description>
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		<title>Os dez mandamentos da Gestão de projetos &#8211; primeira parte</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 02:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>
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		<description><![CDATA[Através do site http://portalgestao.blogspot.com/2009/12/os-10-mandamentos-do-gerenciamento-de.html tomei conhecimento dos dez mandamentos escritos por James M. Kerr na Computerword. Tomei a liberdade de reinterpretá-los aqui, subvertendo os mandamentos conforme minha visão.
I  &#8211; Estreitarás teus escopos. Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Através do site <a href="http://portalgestao.blogspot.com/2009/12/os-10-mandamentos-do-gerenciamento-de.html">http://portalgestao.blogspot.com/2009/12/os-10-mandamentos-do-gerenciamento-de.html</a> tomei conhecimento dos dez mandamentos escritos por James M. Kerr na Computerword. Tomei a liberdade de reinterpretá-los aqui, subvertendo os mandamentos conforme minha visão.</p>
<blockquote><p><strong>I  &#8211; Estreitarás teus escopos.</strong> Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para manter os projetos firmes e orientados, concentre seus maiores esforços em projetos menores, que tenham entregas (”deliverables“) alcançáveis e que possam cumprir seus prazos. A longo prazo, uma série de vitórias pequenas tem mais impacto sobre a organização do que uma gigantesca orquestra sinfônica que nunca chega a tocar.</p></blockquote>
<p><em>Primeiro Mandamento Reescrito: </em> <strong>Terás velocidade na entrega de valor</strong>.  Nada é pior que um projeto que não entrega valor aos stakeholders, em especial aos patrocinadores. Valor entregue antes é benefício. Custos adiados, são benefícios também. Se for preciso dividir o projeto em entregas menores e mais rápidas, é importantante fazê-lo, mesmo que isto signifique dividir em pequenos projetos.</p>
<blockquote><p><strong>II – Não tolerarás equipes inchadas.</strong> Uma boa maneira de começar com o pé direito é garantir que a equipe do projeto terá o tamanho certo. Equipes maiores são mais difíceis de motivar e administrar, e as personalidades podem ficar no meio do caminho, atrapalhando o trabalho. Não existe um tamanho ideal para a equipe, mas uma boa regra empírica é ter uma pessoa para cada papel e um papel para cada pessoa. Se alguns integrantes tiverem que desempenhar mais de um papel, tudo bem – se você for errar o dimensionamento, erre a favor de uma equipe menor.</p></blockquote>
<p><em>Segundo Mandamento Reescrito: </em><strong>Não tolerarás equipes ineficazes ou ineficientes. </strong>Ineficiente é não fazer bem feito e Ineficaz é não fazer o que precisa ser feito, dizia um texto que li. Concordo com a tese de que é muito mais complexo garantir que uma equipe seja eficiente e eficaz se ela for menor. Mas não é isto que conta em um projeto. Se uma equipe maior for mais eficiente ou mais eficaz, o seu tamanho não importará. Preferiremos sempre equipes menores &#8211; tanto porque são mais fáceis de gerenciar, quanto porque o risco de desperdício de recursos humanos é menor quando há escassez de pessoas, mas este está longe de ser o fator mais importante no dimensionamento de equipes.</p>
<blockquote><p><strong>III – Exigirás dedicação de todas as áreas envolvidas.</strong> Se a área de TI aceitar um prazo apertado, mas parte dos documentos de projeto precisar ser aprovado pelas demais áreas da organização, e elas não estiverem comprometidas da mesma forma, o projeto acaba virando uma gincana. Se as áreas de negócio aceitam um prazo apertado, mas dependem de um aplicativo a ser desenvolvido pela área de TI, que não está comprometida da mesma forma, o projeto também acaba virando uma gincana. O gerente de projeto deve se posicionar de forma a que todas as áreas diretamente envolvidas no sucesso do projeto estejam comprometidas, e disponíveis na medida da necessidade, desde o princípio.</p></blockquote>
<p><em>Terceiro mandamento reescrito:</em> <strong>III &#8211; Saberás qual a dedicação exigir ao seu projeto</strong> &#8211; Nada pode ser mais improdutivo que quando um projeto sem prioridade ou sem relevância atravessa na frente de ações claramente estratégicas porque um gerente de projetos mal direcionado que acredita que seus projetos são mais importantes que quaisquer outros da organização.  É uma característica natural do gerente de projetos fazer com que suas tarefas sejam cumpridas dentro do prazo acordado &#8211; mas exigir dedicação (leia-se prioridade) todo o tempo e de todas as áreas é inviável. O gerente de projetos deve sim precaver-se de todas as formas para que as equipes cumpram com o planejado, mas a exigência de disponibilidade nem sempre será salutarmente atrelada à medida de necessidade. Como tudo na vida, há um equilíbrio. E é importante ter em mente que as empresas devem fazer as coisas mais importantes antes &#8211; e isto pode não ser o seu projeto.</p>
<blockquote><p><strong>IV – Estabelecerás um comitê para analisar o andamento.</strong> O comitê de acompanhamento, qualquer que seja seu título oficial, é o corpo diretivo do projeto. Ao mesmo tempo em que lida com questões relacionadas às políticas e estratégias da empresa, ele pode e deve remover as lombadas e obstáculos do caminho do projeto. Um arranjo típico envolve reuniões quinzenais das áreas de gerência intermediária envolvidas no projeto, para analisar seu andamento e verificar como se envolver das formas descritas acima.</p></blockquote>
<p>Quarto mandamento reescrito: <strong>Manterá o controle do andamento e a comunicação clara.</strong> Comitês são soluções muito interessantes em grande parte dos projetos. Via-de-regra são reuniões periódicas, cujos integrantes se sentem prestigiados de participar e, por massegear seus egos,  raramente faltarão às reuniões.  Mas não é o fim em si formar comitês. Aliás, esta é uma característica que condena muitos gerentes de projetos à serem vistos como meros organizadores de reunião. O objetivo é manter uma comunicação forte e alinhada, além do foco no mínimo periódico no projeto por parte da diretoria. Se isto for conseguido por outros meios &#8211; com técnicas diversas que variam desde relatórios à reuniões privadas com os gestores, passando por telefonemas e perseguições de corredor, tudo bem. O que interessa é ser eficaz e eficiente no alinhamento estratégico, comunicação e monitoramento dos avanços.</p>
<blockquote><p><strong>V – Não consumirás tua equipe.</strong> O ‘burnout’, ou esgotamento físico e mental dos membros da equipe, causado pelo stress e esforço das atividades, não é incomum. Fique atento às necessidades das pessoas e evite este efeito que reduz a efetividade da equipe – não planeje de forma que o envolvimento das pessoas vá exigir sacrifícios incomuns e continuados. Em particular, evite o efeito do envolvimento serial: o popular efeito “sempre os mesmos” – pessoas que se destacam por resolver bem os problemas que recebem, e assim acabam sendo envolvidos em mais projetos do que seria racional, gerando stress para elas, e disputa de recursos para os projetos.</p></blockquote>
<p>Quinto mandamento reescrito: <strong>V &#8211; Não exaurirá teus recursos</strong>. A equipe é o recurso mais precioso do projeto. Esgotá-la física e mentalmente pode não ser apenas pouco produtivo, mas também pode colocar vidas em risco. Mas isto também é verdade em muitas outras situações &#8211; desde equipamentos sem manutenção até exigência descabida sobre fornecedores. De maneira geral, também aqui deve permanecer o equilíbrio.</p>
<p>Na próxima semana, comentarei sobre a minha visão dos próximos dez mandamentos. Até lá!</p>
<p>Guilherme Silva, PMP</p>
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		<title>Provocações econômicas</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 19:02:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu gosto de provocações. Fui provocado pelo Julio em meu post http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-mercado-de-trabalho-da-engenharia/ e acredito que deva responder de forma mais genérica e ampla que apenas um comentário naquele post. Também pretendo ampliar um pouco a discussão, trazendo outros temas e explicando de forma um pouco mais profunda os conceitos lá trazidos. O Julio escreveu (sic):
Certo.Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto de provocações. Fui provocado pelo Julio em meu post <a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-mercado-de-trabalho-da-engenharia/">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-mercado-de-trabalho-da-engenharia/</a> e acredito que deva responder de forma mais genérica e ampla que apenas um comentário naquele post. Também pretendo ampliar um pouco a discussão, trazendo outros temas e explicando de forma um pouco mais profunda os conceitos lá trazidos. O Julio escreveu (sic):</p>
<blockquote><p>Certo.Mas qual a situaçao dos trabalhadores da India e da China por exemplo ? Ganham bem? Sempre ouvi dizer que os trabalhadores dos Eua e Europa ganham 5 a 10 vezes mais do que os nosssos para desempenharem a mesma funçao .No<br />
Primeiro Mundo as relaçoes trabalhistas sao mais<br />
flexiveis pq a economia é mais dinamica e nao o contrario</p>
<p>Capitalismo é mesmo correr riscos e nao exigir garantias .Mas o fato é que quando uma grande empresa quebra , ela vai correndo pedir ajuda ao<br />
Estado ( todos nós , ligados ou nao a ela ) .Outro fato é que as grandes empresas tb possuem seus sindicatos , associaçoes , federaçoes , etc.</p></blockquote>
<p>Ao pensar na diferença de remuneração entre países &#8211; principalmente em se tratando de países tão diferentes, seria completamente errôneo supor que toda a variação decorre da flexibilização ou rigidez da legislação trabalhista. Pode ser um fator a mais a contribuir ou impedir a valorização profissional, mas nunca será o mais importante.</p>
<p>Nos países comparados, por exemplo, há uma grande diferença entre a produtividade de um trabalhador americano e um chinês. Em uma pesquisa rápida na internet é visto que em 2006, a produtividade média de um trabalhador americano era de US$ 63,8 mil, enquanto a de um trabalhador chinês girava em torno de US$ 12,5 mil.</p>
<p>É preciso sempre lembrar que nenhum trabalhador ganhará mais do que consegue produzir, e isto é tratado naquele artigo original com a frase &#8220;<strong>a) Não agregar valor à empresa; Pelo menos não agrega o valor que você pensa agregar.&#8221;. </strong>Infelizmente o trabalhador não tem como escolher o valor que ele pode agregar à empresa, já que esta noção é dependente também do próprio valor da empresa! Vou tentar esclarecer melhor: Suponha um profissional de consultoria, que consegue elevar fantasticamente os índices de produtividade de empresas.</p>
<p>Este super-consultor consegue sempre elevar em 10% o lucro de qualquer empresa (fantástico, certo? mas é só um exemplo). Agora imaginem o efeito deste consultor em uma grande empresa: 10% no lucro de uma empresa grande pode ser muito dinheiro. 10% no lucro de uma empresa pequena não será nada&#8230; Ou seja, se o nosso super-homem mora em país rico, com grandes empresas, é bem provável que ele consiga ter uma grande remuneração. Se ele for de um país pobre, onde qualquer empresa é pequena e desestruturada (imagino o Haiti, mesmo antes da tragédia, por exemplo), ele estará condenado a nunca conseguir grande remuneração. E isso independe da sua própria capacidade de apresentar resultados, apenas do ambiente disponível para que ele trabalhe.</p>
<p>Portanto, discutir diferenças entre legislações trabalhistas usando a diferença de remuneração entre Estados Unidos e China ou Brasil como argumento é um grande erro.</p>
<p>Outro assunto trazido nos comentários é a questão da presença do estado na economia &#8211; com uma asserção de que os empresários usam o socorro do Estado no caso de crises. Esta é uma questão muito mais séria que o exposto, pois está diretamente ligada às consequências de uma má administração de uma empresa. Quando uma empresa grande encontra-se em estado de recuperação, este realmente deve ser o objetivo de todos os envolvidos &#8211; de empresários à família dos empregados, incluindo também os sindicatos envolvidos. É devastador o efeito de muitos empregos perdidos simultaneamente, principalmente se contabilizamos todos que trabalham também indiretamente para aquela cadeia produtiva.</p>
<p>Não vejo problemas maiores se o Estado puder contribuir para a manutenção das operações da grande empresa, incluindo com a injeção de capital se isto fizer sentido, o que jamais excluirá a responsabilização dos sócios e diretores da empresa. Com uma legislação bem pensada, é possível criar mecanismos que permitam a continuidade da operação das empresas, ao mesmo tempo que responsabiliza os empresários e diretores pelos fatos ocorridos, através, por exemplo, de uma possível perda dos direitos sobre a empresa, até o completo ressarcimento ao erário público. O uso de tal mecanismo seria sempre a última opção para qualquer empresário.</p>
<p>Quanto à existência de sindicatos, federações, etc. existem diversas formas de ler a situação. A primeira é que também o sindicato patronal é obrigatório no Brasil, com contribuições compulsórias variáveis de acordo com o capital social da empresa. E que sim, há algumas vantagens para as empresas sindicalizadas.</p>
<p>Há, ainda, um sério problema de incentivos &#8211; se você tivesse garantida a sua existência por meio de uma lei, você faria algo efetivo para as empresas? Talvez sim, mas os incentivos não são corretos. Há casos e casos. Há os casos de redes de colaboração, por exemplo, em que diversas empresas se fundem e criam uma grande, com benefícios de escala. Um sindicato competente pode sim ajudar em casos similares, ou ainda em termos de representatividade junto aos políticos.</p>
<p>Fiz a comparação de um sindicato com um cartel &#8211; quando é criado, pode trazer grandes vantagens individualmente para as empresa, mas também trará um efeito à sociedade, que não necessariamente será beneficiada. E um cartel geralmente só é mantido se houver força suficiente para que todos os membros cumpram as suas determinações &#8211; se não, a empresa que vende abaixo do preço estipulado tende a ter muito mais clientes. Há semelhanças e diferenças.</p>
<p>Outra semelhança desta comparação é o caso do diploma de jornalismo. Se quiserem saber mais, sugiro fortemente a série de artigos publicados pelo Sílvio Meira em seu blog sobre este assunto: <a href="http://smeira.blog.terra.com.br/2009/08/17/profisses-regulamentao-flanelinha-capoeirista/">http://smeira.blog.terra.com.br/2009/08/17/profisses-regulamentao-flanelinha-capoeirista/</a> , <a href="http://smeira.blog.terra.com.br/2009/11/13/jornalismo-diploma-articula-volta-triunfal/">http://smeira.blog.terra.com.br/2009/11/13/jornalismo-diploma-articula-volta-triunfal/</a></p>
<p>Toda a generalização é burra, existem sempre argumentos inteligentes para ambos os lados em qualquer discussão de temas tão complexos. O objetivo do texto original era fazer com que as pessoas reflitam na real causa de sua própria remuneração, se é causada pelo próprio comportamente e desempenho ou se a culpa é dos outros, da conjuntura, do sistema, do sindicato, das empresas.</p>
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		<title>Tá quente?</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 14:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josejayme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Currículos]]></category>
		<category><![CDATA[Ferramentas de Gerenciamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Como uma brincadeira de criança pode ser analizada como um paradoxo da vida coorporativa, em se tratando de feedback e crescimento profissional ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não lembro se tinha nome, mas, de quando era criança, me lembro de uma brincadeira bem boba, dentre tantas brincadeiras bobas típicas de certa fase de nossa vida. Havia duas pessoas e uma delas ficava incubida de esconder um determinado objeto, longe das vistas da outra pessoa que iria procurar o item. Doravante, chamaremos aquela pessoa de “Escondedor”. Após a escolha de um lugar aparentemente de dificil localização, o Escondedor convidava a pessoa, denominada aqui de “Procurador”, a voltar ao recinto para a árdua tarefa de localizar o objeto escondido. O procurador se utilizava de todas suas artimanhas para localizar o item: suspendia objetos, se agachava embaixo de móveis, removia coisas maiores para tentar revelar em que lugar o item foi devidamente omitido pelo Escondedor. Como essa tarefa, em sua essência, se mostra aleatória e sem um rumo ou regra, o Escondedor informava sempre a relação de proximidade entre o Procurador e o objeto a ser achado: se estivesse mais próximo informava que o mesmo estava “quente”, se fosse se afastando cada vez mais, era informado que estava “frio”. Seguindo essas dicas o Procurador ia “serpenteando” seu caminho de forma a encontrar a direção correta para o esconderijo e, consequentemente, localizar o artefato fruto da brincadeira.</p>
<p>Com essa brincadeira, podemos fazer uma analogia muito interessante com o ambiente profissional em que estamos inseridos. Imagine alguém que detém o “item” do sucesso dentro do ambiente de trabalho, pode ser uma dica privilegiada ou um rumo a tomar em suas ações diárias. Normalmente, o Escondedor da nossa brincadeira se personifica na figura do chefe, mas pode ser um amigo de trabalho de mesmo nível hierárquico ou mesmo um subordinado com mais tempo de empresa. Como saber se você está indo pelo caminho “quente” ou pelo caminho “frio” dentro da cultura da empresa? Obviamente, sempre ouviremos que estamos “frios” e nunca saberemos qual caminho trilhar. Essa constante indicação de “frio” pode ser análoga às frequentes reclamações sobre seu desempenho no trabalho, às cobranças exageradas, às críticas sobre a eficiência de suas tarefas e sobre sua postura. Por vezes, o profissional pode até estar indo pelo caminho “quente”, mas diante da indicação de “frio”, ele dará um passo para trás e continuará perdido.</p>
<p>Sendo você líder ou liderado, pense sempre nesses pequenos <em>feedbacks</em> que você pode dar para seus companheiros de trabalho, dia após dia. Elogie quando se fizer o que é correto e critique apenas quando houver erro, sempre na dose certa e no tempo certo. Torne o convívio e o crescimento profissional coletivo em uma constante dentro do ambiente de trabalho. A importância disso você vai sentir quando algum Escondedor começar a lhe mostrar se voce está “quente” ou “frio” no caminho da escalada profissional.</p>
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		<title>As 48 leis do poder &#8211; Lei 6- Chame atenção a qualquer preço.</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 21:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[48 leis do poder]]></category>
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		<description><![CDATA[Julga-se tudo pelas aparências; o que não se vê não conta. Não fique perdido no meio da multidão, portanto, ou mergulhado no meio do esquecimento. Destaque-se. Fique visível, a qualquer preço. Atraia as atenções parecendo maior, mais colorido, mais misterioso do que as massas tímidas e amenas.
Como gerente de projetos, vejo este tipo de comportamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Julga-se tudo pelas aparências; o que não se vê não conta. Não fique perdido no meio da multidão, portanto, ou mergulhado no meio do esquecimento. Destaque-se. Fique visível, a qualquer preço. Atraia as atenções parecendo maior, mais colorido, mais misterioso do que as massas tímidas e amenas.</p></blockquote>
<p>Como gerente de projetos, vejo este tipo de comportamento em muitos momentos. De certa forma, é contradizente ao primeiro mandamento &#8211; não ofusque o brilho do mestre. Eu mesmo escrevi na ocasião:</p>
<blockquote><p>Eu tive um chefe, que era um dos donos de uma empresa de médio porte de prestação de serviços, que, durante uma discussão sobre como responder para um grande cliente, me disse quando eu mostrei um e-mail que pretendia enviar: &#8220;Apague tudo e reescreva do início. O cliente é quem sabe o que quer e como fazer, nós somos apenas uma empresa que tenta fazer com que a inteligência dele se sobressaia. Ele não é um dos líderes mundiais por não saber fazer as coisas.&#8221;</p>
<p>Não preciso dizer o quanto isso foi valioso. Hoje, como consultor, tenho completa noção que o cliente é quem tem que brilhar, e no fim, é o lucro DELE que importa. Enquanto a sua relação com ele for rentável para a empresa que ele trabalha, ele te chamará todas as vezes que você puder ajudar. Quando você começar a ser mais estrela, inatingível,   senhor dos conhecimentos, ele rapidamente o descartará.</p></blockquote>
<p>Não acredito que devamos chamar a atenção a qualquer preço. Mas, ao mesmo tempo, estou cada vez mais convencido que as pessoas que consistentemente trazem os holofotes para si acabam por ter um resultado maior no longo prazo, no mínimo no sentido de reconhecimento profissional. O difícil é chamar os holofotes e ao mesmo tempo comandar o espetáculo para o seu objetivo pessoal.</p>
<p>Analisando alguns comportamentos recentes&#8230; o que é o twitter? É uma mesa de bar, como diz o professor Sílvio Meira ( http://smeira.blog.terra.com.br ) ou é uma chance de termos um microfone na mão, na esperança de que muita gente nos escute? De que estas pessoas sintam que estamos perto, com a atenção da maior audiência possível?Talvez a fixação por followers do twitter seja simplesmente isso&#8230; a briga por atenção da maior quantidade possível de pessoas. A qualquer preço.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Provérbios sobre gerenciamento de Projetos</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 13:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[frases]]></category>
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		<description><![CDATA[Desta vez eu não vou escrever nenhum assunto sério. Recebi um email com este conteúdo, e achei interessante&#8230; há bobagens, há inverdades grosseiras, há verdades, mas o importante é a diversão. Não posso creditar ao autor (compilador) porque não o conheço&#8230; então vai lá:
01 &#8211; Você não consegue produzir um bebê em um mês usando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desta vez eu não vou escrever nenhum assunto sério. Recebi um email com este conteúdo, e achei interessante&#8230; há bobagens, há inverdades grosseiras, há verdades, mas o importante é a diversão. Não posso creditar ao autor (compilador) porque não o conheço&#8230; então vai lá:<br />
01 &#8211; Você não consegue produzir um bebê em um mês usando nove mulheres.</p>
<p>02 &#8211; O mesmo trabalho, sob as mesmas condições será estimado de forma diferente por 10 diferentes analistas ou por um mesmo analista em 10 diferentes vezes.</p>
<p>03 &#8211; A palavra mais útil e menos usada em gerenciamento de projetos é &#8220;NÃO&#8221;.</p>
<p>04 &#8211; Você pode convencer um idiota a assumir um prazo irreal, porém, você não pode obrigá-lo a cumpri-lo.</p>
<p>05 &#8211; O prazo mais ridículo é o mais caro e dificultoso de se cumprir.</p>
<p>06 &#8211; Quanto mais desesperada a situação, mais otimista ela o é.</p>
<p>07 &#8211; Poucas pessoas em um projeto conseguem resolver os problemas &#8211; porém muito mais pessoas criam problemas acima da capacidade das primeiras resolverem.</p>
<p>08 &#8211; Você pode congelar os requisitos de um sistema, porém não consegue congelar as expectativas.</p>
<p>09 &#8211; Congelamento de requisitos e o abominável homem das neves são parecidos &#8211; ambos são mitos e ambos se derretem quando calor apropriado é aplicado aos mesmos.</p>
<p>10 &#8211; As condições sob as quais uma promessa e feita são esquecidas, porém, a promessa será sempre lembrada.</p>
<p>11 &#8211; Aquilo que você não conhece o ferirá.</p>
<p>12 &#8211; Um usuário somente falará o que lhe for perguntado &#8211; nada mais.</p>
<p>13 &#8211; Diante de varias interpretações de um comunicado, a menos conveniente é a mais correta.</p>
<p>14 &#8211; O que não está escrito, não existe ou não foi dito.</p>
<p>15 &#8211; Parkinson e Murphy estão vivos e muito bem &#8211; no seu projeto.</p>
<p>16 &#8211; Quem não sabe aonde vai, nunca chega.</p>
<p>17 &#8211; Para quem está perdido, qualquer caminho serve.</p>
<p>18 &#8211; Para quem está perdido, um mapa não resolve.</p>
<p>19 &#8211; Noventa por cento do trabalho em um projeto, equivalem a 90% do planejado, os outros dez por cento, consomem os restantes 90% do trabalho.</p>
<p>20 &#8211; Prazo de sistemas e fidelidade são promessas difíceis de se cumprir.</p>
<p>21 &#8211; A única situação onde você tem tudo sob controle é quando você está morto.</p>
<p>22 &#8211; A demissão de um elemento da equipe, quase sempre é a preservação do emprego do resto.</p>
<p>23 &#8211; Depois que passei a estudar mais, trabalhar mais e planejar melhor, minha sorte mudou.</p>
<p>24 &#8211; Em projetos, não confunda folga nos prazos, com prazos dos folgados.</p>
<p>25 &#8211; Normalmente coisas ruins estão ligadas à palavra &#8220;usuário&#8221; &#8211; usuário de drogas, usuário de ônibus, usuário de álcool, usuário de sistemas. . .</p>
<p>26 &#8211; No caso de uma crise total no andamento de seu projeto &#8211; melhor do que a presença de espírito é a ausência de corpo.</p>
<p>27 &#8211; A logística de um projeto sempre exige àquilo que você esqueceu.</p>
<p>28 &#8211; Reunião sem pauta vira happy-hour.</p>
<p>29 &#8211; Reunião sem ata, não existiu.</p>
<p>30 &#8211; Para o usuário &#8211; o que você esqueceu sempre é o mais importante.</p>
<p>31 &#8211; Em projetos &#8211; quando um cachorro te morde, não é boa política correr e morder a perna do cachorro (porém, você pode sutilmente, colocar veneno na sua comida).</p>
<p>32 &#8211; O mérito por um projeto bem sucedido é como o funcionamento de um haras &#8211; A égua é um animal tão forte quanto o cavalo, e quando ela entra no cio, se torna violenta e trata o seu pretendente a coices e mordidas durante as preliminares sexuais. Como o cavalo puro-sangue é um animal muito valioso, o haras, para não machucá-lo, mantém um plantel de cavalos de baixa categoria (pangarés), chamados de rufiões e durante as preliminares sexuais, é sempre colocado um ou mais desses pangarés para exaurir a fêmea e esse animal (normalmente menor do que a égua) sofre o diabo nas patas e dentes da fêmea no cio, adicionalmente, esses pangarés têm uma cirurgia em seu pênis de forma a deixá-lo torto para evitar que acidentalmente consiga êxito. Quando a égua está exausta e receptiva ao macho, o pangaré babando é retirado e é substituído por um puro-sangue para a parte final do processo (óbvio a melhor parte). Em projetos de sistemas, sempre existe um plantel de pangarés que sofre todos percalços do projeto, isto é, todos coices e mordidas, e na hora da inauguração são substituídos, isto é, será chamado o puro-sangue de plantão para receber a melhor parte (promoção, prêmios, parabéns, elogios, etc.).</p>
<p>33 &#8211; Quando tudo estiver perdido &#8211; finja-se de morto. [pelo menos, por enquanto, as pessoas ainda respeitam os mortos (por um dia)].</p>
<p>34 &#8211; Equipe muito grande em projetos é como chinês fazendo túnel, eles colocam um buzilhão de chineses de um lado da montanha e outro buzilhão do outro lado. Se tudo der certo eles fazem um túnel, se der errado eles fazem dois.</p>
<p>35 &#8211; Equipe muito grande é como dinossauro, você tira um bife da ponta do rabo, até a dor chegar ao cérebro leva dois anos.</p>
<p>36 &#8211; Grupo de trabalho &#8211; quando você está dentro é equipe ou grupo de trabalho; quando você está fora é panela.</p>
<p>37 &#8211; Todo chefe tende a ser incompetente. (Peter, L.J.)</p>
<p>38 &#8211; Para tocar o seu projeto, conheça bem: o organograma, o mandograma, o orfacograma, o mafiograma, e fundamentalmente, o secretariograma.</p>
<p>39 &#8211; Se tudo aparentemente está andando bem, é porque você não olhou direito.</p>
<p>40 &#8211; A empresa só te paga para trabalhar, quando você fica nervoso isso é de graça.</p>
<p>41 &#8211; Todo membro incompetente da sua equipe é zelosamente pontual nos horários de entrada, almoço e saída. Porém, sua presença não agrega conteúdo, portanto, atrapalha a pontualidade dos prazos do projeto.</p>
<p>42 &#8211; A inteligência total do universo é constante, porém, continuam nascendo mais pessoas.</p>
<p>43 &#8211; A proporção de analfabetos de ontem com os de hoje, continua a mesma, porém, os analfabetos de hoje, sabem ler e escrever. (Moravia, A.)</p>
<p>44 &#8211; Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam. (Bíblia, Matheus 17). Leitura sistêmica, não desperdice códigos novos em sistemas velhos e nem remonte sistemas velhos para ficarem novos.</p>
<p>45 &#8211; Quando seu chefe diz que vai colocar alguém para te ajudar, provavelmente você já foi demitido, é só uma questão de tempo.</p>
<p>46 &#8211; Quando o teu chefe pede para colocar no papel a sua brilhante idéia, é porque ele nunca vai vê-la.</p>
<p>47 &#8211; Reunião com mais de 2 horas, vira big brother.</p>
<p>48 &#8211; Não existe conflito quando a hierarquia é diferente.</p>
<p>49 &#8211; Quando um funcionário lhe procura para contar sobre uma idéia e você pede para que ele coloque no papel a sua idéia, essa atitude é a melhor maneira de bloquear a criatividade.</p>
<p>50 &#8211; Só erra quem esta inovando.</p>
<p>51 &#8211; O inferno não é tão ruim quando você é amigo do diabo.</p>
<p>52 &#8211; Qualquer que seja o seu projeto, ele nunca andará se a liderança estiver não mãos de um acadêmico, principalmente se o mesmo for doutor.</p>
<p>53 &#8211; A melhor maneira de um projeto não sair é designar uma equipe para decidir sobre a implementação do mesmo.</p>
<p>54 &#8211; Decisões são processos democráticos (toma-se em grupo), fazer é um processo ditatorial (deve ter um mandando). Adizes.</p>
<p>55 &#8211; Respeito aos membros da equipe alem de humano, protege os dentes.</p>
<p>56 &#8211; Respeito de forma geral protege os dentes.</p>
<p>57 &#8211; Membro canalha da equipe, é como cobra, só não te morde se estiver morto.</p>
<p>58 &#8211; &#8220;Bandido&#8221; em equipe de trabalho não é ser humano é doença oportunista.</p>
<p>59 &#8211; Os maus funcionários de uma equipe tendem a cada dia serem piores, pois todas noites de suas vidas eles são obrigados a dormir com um incompetente.</p>
<p>60 &#8211; Funcionária incompetente que sabe administrar a &#8220;piriquita&#8221; estraga a equipe e prejudica a empresa.</p>
<p>61 &#8211; Superior que transa com funcionária incompetente dando em troca favores profissionais, atingiu o nível mais baixo de inferioridade que o ser humano pode chegar.</p>
<p>62 &#8211; Ver um ser humano julgando a outro, é um espetáculo que me mataria de rir se não me causasse pena. Pitigrilli.</p>
<p>63 &#8211; Estola de peles é um animal que trocou de dono. Pitigrilli.</p>
<p>64 &#8211; Ninguém engole sapo pelo valor nutritivo do bicho. Veríssimo.</p>
<p>65 &#8211; Tirado de uma fonte é cópia, tirado de duas é plágio, porém, tirado de três é pesquisa.</p>
<p>66 &#8211; Não importa a qualidade de seu trabalho, a banca formada por acadêmicos só sabe ver a forma.</p>
<p>67 &#8211; Para ferrar o projeto da concorrência, indique um doutor para ajudá-los.</p>
<p>68 &#8211; Reconhecimento de chefe e coice de porco são parecidos, ambos são raros e quando ocorrem são curtos.</p>
<p>69 &#8211; Quando o gerente encontra a equipe feliz, ele fica infeliz, se perguntando onde foi que errou, não entendendo porque as pessoas estão contentes e rindo.</p>
<p>70 &#8211; Dize-me do que te gabas e direi o que te faltas. Freud.</p>
<p>71 &#8211; Em sistemas deve ser abolido o termo subentendido.</p>
<p>72 &#8211; As relações humanas contrariam as leis da física: quando efetivas, o somatório das partes é maior do que o todo; e quando falsas, o somatório do todo é menor do que as partes.</p>
<p>73 &#8211; O diabo tem dois nomes: esposa e gerente.</p>
<p>74 &#8211; Em projetos para calcular a parábola formada por uma pedra atirada a 30 metros, existem analistas que entrevistam a pedra.</p>
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		<title>O Otimismo Olímpico</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 18:09:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josejayme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Currículos]]></category>
		<category><![CDATA[Ferramentas de Gerenciamento]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[2016]]></category>
		<category><![CDATA[empregabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[olimpiadas]]></category>
		<category><![CDATA[oportunidade]]></category>
		<category><![CDATA[otimismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse artigo traz a luz o tema do otimismo no mercado de trabalho, mesmo para os que estão fora dele, tendo como pano de fundo a conquista da sede das olimpíadas de 2016 pelo Rio de Janeiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Persistência foi decisivo. E, depois de três tentativas, o Brasil finalmente conquistou uma vaga para sediar uma olimpíada: os jogos olímpicos de 2016. Mas o que achei mais interessante nessa vitória não foi a persistência, e sim a demostração de otimismo de muitos, e pessimismo de vários.</p>
<p>Após a abertura do envelope e o anúncio do Comitê Olímpico Internacional, acompanhei muitos dizeres a respeito da conquista. Os poucos que se pronunciaram a favor disseram que é uma oportunidade de ouro, que o país vai se beneficiar da infraestrutura que ficará para a posteridade e, ainda, que a presença dos grandes esportistas mundiais inspiraria muitos a utilizarem o esporte como meio de inclusão social. Os pessimistas bem humorados falavam em medalha de ouro no tiro ao alvo. Os mal-humorados, que o Brasil deveria gastar o dinheiro com educação e saúde e que as obras olímpicas seriam objeto de superfaturamento para os políticos corruptos.</p>
<p>O maior personagem símbolo do primeiro grupo, nesse episódio, é o presidente Lula. Confesso que o otimismo dele me emocionou. O choro e a alegria que se revezaram fizeram-me sentir mais próximo da autoridade máxima da nação. E as palavras de esperança e positivismo me levam a acreditar que um novo país é possível.</p>
<p>Tenho certeza de que muitas bocas torcidas surgiram um pouco antes deste parágrafo e é exatamente sobre essas bocas que eu gostaria de comentar neste artigo. Dentro da minha limitada experiência profissional, nunca conheci alguém que tenha subido na carreira tendo uma visão pessimista de seu mercado, ambiente de trabalho e equipe ou empresa da qual participa. Muitas vezes, vejo pessoas buscando respostas nos males do mundo para justificar as dificuldades delas em crescer ou mesmo se colocar no mercado. O mundo é injusto, as pessoas são injustas, o mercado de trabalho é cruel, o sol é muito quente durante o dia e mais um mar de barreiras num sistema que parece ter sido projetado única e exclusivamente para limitar a possibilidade de se crescer na vida. Algumas pessoas esquecem que as dificuldades estão mais nos olhos de quem vê do que na realidade do mundo.</p>
<p>Otimismo é fundamental para se posicionar no mundo coorporativo, na vida e no planeta. Se você ainda está fazendo cursos, pós-graduações, línguas, e não entende o porquê de ser tão dificil achar um bom emprego, reflita sobre isso! O otimismo contagia, faz bem pra saúde, motiva equipes, nos faz ver caminhos que o pessimismo não deixaria. Enfim, você só tem a ganhar. Invista nisso!</p>
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		<title>A dor do crescimento</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-dor-do-crescimento/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 01:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tvorecki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[O título deste artigo, num primeiro momento, até pode parecer estranho, mas no decorrer deste poderei demonstrar que de estranho não há nada, muito antes pelo contrário. Neste artigo teremos a oportunidade de entender um pouco sobre as dificuldades que uma Empresa de Pequeno Porte passa para se tornar uma de Médio Porte.
Como primeiro fator [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título deste artigo, num primeiro momento, até pode parecer estranho, mas no decorrer deste poderei demonstrar que de estranho não há nada, muito antes pelo contrário. Neste artigo teremos a oportunidade de entender um pouco sobre as dificuldades que uma Empresa de Pequeno Porte passa para se tornar uma de Médio Porte.</p>
<p>Como primeiro fator causador de sofrimento tem-se a própria realidade mercadológica, a concorrência das demais instituições que já passaram por esta fase e no momento já estão mais organizadas, pelo menos perante o mercado. Aqui o desafio é conquistar clientes, conseguir mostrar-se ao Mercado. Tem-se também outros desafios, que envolvem o custo de manter a estrutura, de conseguir recursos mínimos que permitam a manutenção da empresa nos primeiros dois anos, pelo menos.</p>
<p>Mas além destes e de alguns outros fatores coloco a mente do Gestor-Fundador da instituições. E é aí que temos a grande dor do crescimento. É neste momento que o profissional que criou a empresa, muitas vezes do ‘zero’ tem que mostrar-se suficientemente preparado para crescer, pois não há nada mais difícil para este profissional do que efetuar a passagem de conhecimento, da conquista de profissionais que confie e a estes efetuar a distribuição de atribuições importantes. Ao Gestor-Fundador, que até este momento tinha para si atividades de decisão estratégica e operacional, que passava por agir como gestor comercial, financeiro, técnico, de pós-venda e também executor de atividades técnicas operacional passa a ter que, finalmente, descentralizar decisões e deixar que outros as tomem.</p>
<p>Ao Gestor-Fundador é um momento extremamente difícil descentralizar, pois este tem em mente que, enquanto ele próprio executa as atividades estas serão efetuadas conforme ele deseja, conforme suas diretrizes pessoais e profissionais. Mas não é fácil para repassar responsabilidades, ter na empresa profissionais devidamente preparados em com perfil de gestão e, principalmente, normalmente não há recursos financeiros para isto e muito menos planejamento prévio efetivamente montado e executado.</p>
<p>O que temos então como foco aqui é que, durante a fase de crescimento da empresa, desde sua fundação e até a chegada da mudança do pequeno para o médio porte, tem-se que deve ocorrer com planejamento prévio, com a execução de um Projeto Interno de Crescimento, onde neste estejam contidos todas as ações necessárias para uma transição menos dolorida, onde haja um preparo prévio para o repasse de atribuições com um nível mínimo de segurança. Mas para isto, mais que a existência do Projeto Interno de Crescimento, haja, como em todos os Projetos, a vontade de executá-lo e a atribuição de um responsável que realmente consiga executar este projeto.</p>
<p>Ressalto aqui, que além da existência do Projeto e da determinação do responsável por este, normalmente o próprio Gestor-Fundador da Organização, tem-se que a mentalidade deste profissional seja de Gestor de Projetos, pois se não for a Dor do Crescimento será grande e, invariavelmente, poderá levar a Instituição em questão a manter-se pequena ou a deixar de existir.</p>
<p>Portanto, cresça, sempre pensando que poderá haver dor, mas que seja a menor dor, pensando e executando projetos bem elaborados, para clientes externos, mas principalmente internos.</p>
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		<title>Lean Finance</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 14:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
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		<category><![CDATA[finanças enxutas]]></category>
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		<category><![CDATA[lean finance]]></category>
		<category><![CDATA[leanfinance.com.br]]></category>

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		<description><![CDATA[    Estou criando um grupo com a pretensão de formar uma comunidade para discussão de algo relativo novo – A aplicação da mentalidade lean para gestão financeira. O iniciativa já começa como um blog, www.leanfinance.com.br. Alguns objetivos de longo prazo desta iniciativa são:
- Entendimento do que é, e quais os objetivos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>    Estou criando um grupo com a pretensão de formar uma comunidade para discussão de algo relativo novo – A aplicação da mentalidade lean para gestão financeira. O iniciativa já começa como um blog, www.leanfinance.com.br. Alguns objetivos de longo prazo desta iniciativa são:</p>
<p>- Entendimento do que é, e quais os objetivos do Lean Finance.</p>
<p>- Criação de um guia de melhores práticas para gestão financeira exuta.</p>
<p>- Difusão do conhecimento de Lean Finance.</p>
<p>    Convido a todos que tiverem interesse nesse tema a entrar em contato, para que possamos juntos uma comunidade voltada ao estudo desta importante ferramenta.</p>
<p>    Minha intenção é discutir os princípios do Lean Finance (ou Finança enxuta), de modo a solidificar um conhecimento sobre o esse conceito. De modo geral, de acordo com o seguinte artigo, http://www.scribd.com/doc/6811805/Lean-Finance-VG, os princípios são listados como:</p>
<p>- Manter a simplicidade.</p>
<p>- Relatórios enxutos.</p>
<p>    Acredito, porém que há mais em lean finance que o colocado no artigo. Não se trata de realizar apenas relatórios financeiros menores, mas toda a área de finanças de uma empresa necessita estar alinhada com os objetivos da empresa, e não comportar-se como uma área aparte, desconexa da empresa.</p>
<p>    É importante termos em mente as diferenças entre lean accounting e lean finance. A primeira refere-se à contabilidade necessária para uma empresa que adota o lean manufacturing, ou seja, como eu passo a contabilizar estoques, fazer os meus relatórios de acordo com a forma de estruturação de meu processo produtivo.</p>
<p>    Realmente diferente é a forma em que passo a organizar a área de finanças da minha empresa, independentemente do seu processo produtivo, de acordo com os princípios lean. Este é o lean Finance, que hoje não conta com muitos adeptos, e que este grupo quer estudar.</p>
<p>    Isso significa desde menos contas no plano de contas contábil, até a escolha dos melhores métodos de seleção de financiamento. Significa estar alinhado com as necessidades de crescimento, geração de caixa, pagamento de lucros.</p>
<p>    O objetivo é que a discussão sobre estes aspectos permitam criar uma lista mais completa de objetivos do lean finance até o final de 2009.  Quero chamar todos os interessados a participar das discussões para que criemos uma realmente nova e interessante comunidade.</p>
<p>    Para entrar nesta comunidade, acesse:</p>
<p>http://groups.yahoo.com/group/leanfinance</p>
<p>Para participar do grupo, use os links abaixo:<br />
Enviar mensagem: 	leanfinance@yahoogrupos.com.br<br />
Entrar no grupo: 	leanfinance-subscribe@yahoogrupos.com.br<br />
Sair do grupo: 	leanfinance-unsubscribe@yahoogrupos.com.br</p>
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		<title>As 48 leis do poder – Lei 5 – Muito depende da reputação, dê a própria vida para defendê-la</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 20:47:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
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		<description><![CDATA[Não deixar que ninguém, nem nada, abale a confiança que todos tem em você. Construir uma fama que permita que você atue apenas pelo seu prestígio, evitando ter que realmente sujar as mãos com trabalho. Discutamos a quinta lei do poder.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Não deixar que ninguém, nem nada, abale a confiança que todos tem em você. Construir uma fama que permita que você atue apenas pelo seu prestígio, evitando ter que realmente sujar as mãos com trabalho. Ser conhecido e reverenciado antes de sua chegada em qualquer lugar. Ter pessoas que o querem como amigo, apenas para tomar emprestada sua fama&#8230; Essas são algumas das sugestões do livro no tocante à fama. </p>
<blockquote>
<p>
<span style="font-size: 10pt;">A reputação é a pedra de toque do poder. Com a reputação apenas você pode intimidar e vencer; um deslize, entretanto, e você fica vulnerável, e será atacado por todos os lados. Torne a sua reputação inexpugnável. Esteja sempre alerta aos ataques em potencial e frustre-os antes que aconteçam. Enquanto isso aprenda a destruir seus inimigos minando as suas próprias reputações. Depois, afaste-se e deixe a opinião pública acabar com eles.</span></p>
</blockquote>
<p>  Sílvio Meira alerta em seu blog diversas vezes para a incapacidade de esquecer do mundo atual. Uma vez escrito, publicado na internet, não há volta, está gravado para sempre, seja em caches do se searches engines como o Google, seja por republicação em outros sites. Se por um lado este é um aspecto muito interessante, por outro traz uma incrível incapacidade de desvio de qualquer deslize, que terão consequências duradouras, indeléveis. </p>
<p>Nos últimos dias, tivemos dois exemplos de como isso pode ser verdade. A Sasha, filha de Xuxa, escreveu uma palavra de forma errada no Twitter. A cantora Vanusa errou o hino nacional. Por anos que se passem, estas duas histórias serão facilmente lembradas, revividas, discutidas. Ainda que Sasha e Vanusa venham a comportar-se de modo a não cometer erros tão graves, dificilmente terão suas vidas ilesas destes acontecimentos. Sasha terá 60 anos, e poderá entrar em um website que trará a palavra mal escrita e diversas reações ao acontecido. Não será surpreendente se, aos 60 anos, Sasha for interpelada por um adolescente lembrando-se do seu erro na própria adolescência.</p>
<p>  Por outro lado, a fama e o poder do marketing viral é moda. Todos querem um pedaço de um bolo do dinheiro que isto movimenta, pois é enorme o lucro conseguido ao lançar ao estrelato empresas, pessoas ou produtos. Tráfego em website pode significar milhões de dólares na conta de seus proprietários. Mas dominar esta técnica, para que a fama seja trazida de forma a agregar à imagem que o produto, empresa, ou mesmo pessoa queira dominar é difícil e requer muito trabalho &#8211; trabalho em tempo integral.</p>
<p> Considero como trabalho em tempo integral pois a pessoa terá obrigatoriamente de viver aquilo que prega. Com a intimidade cada vez mais revelada em sites sociais, é impensável uma dissociação entre o grande público que vê tudo e a vida real e social de cada um. De certa forma, os tempos atuais revelam estruturas mais complexas para se chegar ao estrelato, porém um número cada vez maior de formas de fazê-lo. E uma dificuldade crescente em se manter no topo.</p>
<p> Como sempre, acho exageradas as palavras do livro quando usa expressões como &#8220;aprenda a usar a sua fama para destruir inimigos&#8221;. Talvez o maior problema seja ter inimigos&#8230; Será necessário? Acredito que não&#8230; será possível viver sem construí-los? Talvez não, mas que é um objetivo valioso, creio que é.</p>
<p>Discuta este tópico em gerenciando.com.br, <a href="http://www.gerenciando.com.br/viewtopic.php?f=5&#038;t=15" > neste link </a></p>
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		<title>48 leis do poder</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 14:36:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[48 leis do poder]]></category>
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		<description><![CDATA[Este artigo é um resumo (link) para cada artigo e discussão em que se discute as 48 leis do poder. Conforme todos os capítulos forem sendo escritos, continuarei atualizando este post.
Lei 1- Não ofusque o brilho do mestre. &#8211; discussão
Faça sempre com que as pessoas acima de você se sintam confortavelmente superiores. Querendo agradar ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo é um resumo (link) para cada artigo e discussão em que se discute as 48 leis do poder. Conforme todos os capítulos forem sendo escritos, continuarei atualizando este post.</p>
<p><a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/bibliografia/as-48-leis-do-poder-lei-1-nao-ofusque-o-brilho-do-mestre/">Lei 1- Não ofusque o brilho do mestre.</a> &#8211; <a href="http://www.gerenciando.com.br/viewtopic.php?f=5&amp;t=5">discussão</a></p>
<p>Faça sempre com que as pessoas acima de você se sintam confortavelmente superiores. Querendo agradar ou impressionar, não exagere exibindo seus próprios talentos ou poderá conseguir o contrário – inspirar medo e insegurança. Faça com que seus mestres pareçam mais brilhantes do que são na realidade e você alcançará o ápice do poder.</p>
<p><a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/bibliografia/as-48-leis-do-poder-lei-2-nao-confie-demais-nos-amigos-aprenda-a-usar-os-inimigos/">Lei 2- Não confie demais nos amigos, aprenda a usar a usar os inimigos.</a> &#8211; <a href="http://www.gerenciando.com.br/viewtopic.php?f=5&amp;t=6">discussão</a></p>
<p>Cautela com os amigos – eles o trairão mais rapidamente, pois são com mais facilidade levados à inveja. Eles também se tornam mimados e tirânicos. Mas contrate um ex-inimigo e ele lhe será mais fiel do que um amigo, porque tem mais a provar. De fato, você tem mais o que temer por parte dos amigos do que dos inimigos. Se você não tem inimigo, descubra um jeito de tê-los.</p>
<p><a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/bibliografia/as-48-leis-do-poder-lei-3-oculte-suas-intencoes/">Lei 3- Oculte as suas intenções.</a> &#8211; <a href="http://www.gerenciando.com.br/viewtopic.php?f=5&amp;t=7">discussão</a></p>
<p>Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito de seus atos. Não sabendo o que você pretende, não podem preparar uma defesa. Leve-as pelo caminho errado até bem longe, envolva-as em bastante fumaça e, quando elas perceberem as suas intenções, será tarde demais.</p>
<p><a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/bibliografia/diga_sempre_menos_que_o_necessario/">Lei 4- Diga sempre menos que o necessário.</a> &#8211; <a href="http://www.gerenciando.com.br/viewtopic.php?f=5&amp;t=12">discussão</a></p>
<p>Quando você procura impressionar as pessoas com palavras, quanto mais você diz, mais comum aparenta ser, e menos controle da situação parece ter. Mesmo que você esteja dizendo algo banal, vai parecer original se você o tornar vago, amplo e enigmático. Pessoas poderosas impressionam e intimidam falando pouco. Quanto mais você fala, maior a probabilidade de dizer uma besteira.</p>
<p><a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/bibliografia/as-48-leis-do-poder-lei-5-depende-reputacao-vida-defende-la/"> Lei 5- Muito depende da reputação, dê a própria vida para defendê-la.</a> <span style="color: #000000;">-</span> <a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/bibliografia/as-48-leis-do-poder-lei-5-depende-reputacao-vida-defende-la/"> </a> <a href="http://www.gerenciando.com.br/viewtopic.php?f=5&amp;t=15"> discussão </a></p>
<p>A reputação e a pedra de toque do poder. Com a reputação apenas você pode intimidar e vencer, um deslize, entretanto, e você fica vulnerável, e será atacado por todos os lados. Torne a sua reputação inexpugnável. Esteja sempre alerta aos ataques em potencial e frustre-os antes que aconteçam. Enquanto isso aprenda a destruir seus inimigos minando as suas próprias reputações. Depois, afaste-se e deixe a opinião pública acabar com eles.</p>
<p><a title="Lei 6 - Chame a atenção a qualquer preço." href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/bibliografia/as-48-leis-do-poder-lei-6-chame-atencao-a-qualquer-preco/" target="_self">Lei 6- Chame atenção a qualquer preço.</a></p>
<p>Julga-se tudo pelas aparências; o que não se vê não conta. Não fique perdido no meio da multidão, portanto, ou mergulhado no meio do esquecimento. Destaque-se. Fique visível, a qualquer preço. Atraia as atenções parecendo maior, mais colorido, mais misterioso do que as massas tímidas e amenas.</p>
<p>Lei 7- Faça os outros trabalharem por você, mas sempre fique com o crédito.</p>
<p>Use a sabedoria, o conhecimento o esforço físico dos outros em causa própria. Não só essa ajuda lhe economizará um tempo e uma energia valiosos, como lhe dará uma aura divina de eficiência e rapidez. No final, seus ajudantes serão esquecidos e você será lembrado. Não faça você mesmo o que os outros podem fazer por você.</p>
<p>Lei 8- Faça as pessoas virem até você – use uma isca se for preciso.</p>
<p>Quando você força os outros a agir, é você quem está no controle. É sempre melhor fazer seu adversário vir até você, abandonando seus próprios planos no processo. Seduza-o com a possibilidade de ganhos fabulosos – depois ataque. É você quem dá as cartas.</p>
<p>Lei 9- Vença por suas atitudes não discuta.</p>
<p>Qualquer triunfo momentâneo que você tenha alcançado discutindo é na verdade uma vitória de Pirro: o ressentimento e a má vontade que você desperta são mais fortes e permanentes do que qualquer mudança momentânea de opinião. É muito mais eficaz os outros concordarem com você por suas atitudes, sem dizer uma palavra. Demonstre, não explique.</p>
<p>Lei 10- Contágio: evite o infeliz e azarado.</p>
<p>A miséria alheia pode matar você – estados emocionais são tão contagiosos quanto às doenças. Você pode achar que está ajudando o homem que se afoga, mas só está precipitando o seu próprio desastre. Os infelizes às vezes provocam a própria infelicidade; vão provocar a sua também. Associe-se, ao contrário, aos felizes afortunados.</p>
<p>Lei 11- Aprenda a manter as pessoas dependentes de você.</p>
<p>Para manter a sua independência você deve sempre ser necessário e querido. Quanto mais dependerem de você, mais liberdade você terá. Faça com que as pessoas dependam de você para serem felizes e prósperas, e você não terá nada a temer. Não lhes ensine o bastante a ponto de poderem virar sem você.</p>
<p>Lei 12- Use a honestidade e a generosidade seletivas para desarmar a sua vítima.</p>
<p>Um gesto sincero e honesto encobrirá dezenas de outros desonestos. Até as pessoas mais desconfiadas baixam a guarda diante de atitudes francas e generosas. Uma vez que a sua honestidade seletiva as desarma, você pode engana-las e manipulá-las a vontade. Um presente oportuno – um cavalo de Tróia- será igualmente útil.</p>
<p>Lei 13- Ao pedir ajuda apele para o egoísmo das pessoas.</p>
<p>Se precisar pedir a um aliado, não se preocupe em lembrar a ele a sua assistência e boas ações no passado. Ele encontrará um meio de ignorar você. Em vez disso, revele algo na sua solicitação, ou na sua aliança com ele, que vá beneficiar, e exagere na ênfase. Ele reagirá entusiasmado de vir que pode lucrar alguma coisa com isso.</p>
<p>Lei 14- Banque o amigo, aja como espião.</p>
<p>Conhecer o seu rival é importantíssimo. Use espiões para colher informações preciosas que o colocarão um passo a frente. Melhor ainda: represente você mesmo o papel de espião. Em encontros sociais, aprenda a sondar. Faça as perguntas indiretas para conseguir que a pessoas revelem seus pontos fracos e intenções. Todas as ocasiões são oportunidades para uma ardilosa espionagem.</p>
<p>Lei 15- Aniquile totalmente o inimigo.</p>
<p>Todos os grandes líderes, desde Moisés, sabem que os inimigos perigosos devem ser esmagados totalmente. (Às vezes, eles aprendem isso da maneira mais difícil.) Se restar uma só brasa, por menor que seja, acabará se transformando numa fogueira. Perde-se mais fazendo concessões do que pela total aniquilação; o inimigo se recuperará, e quererá vingança. Esmague-o, física e espiritualmente.</p>
<p>Lei 16- Use a ausência para aumentar o respeito e a honra.</p>
<p>Circulação em excesso faz os preços caírem: quando você é visto e escutado, mais comum vai parecer. Se você já se estabeleceu em um grupo, afastando-se temporariamente se tornará uma figura mais comentada, até mais admirada. Você deve saber quando se afastar. Crie valor com a escassez.</p>
<p>Lei 17- Mantenha os outros em um estado latente de terror: cultive uma atmosfera de imprevisibilidade.</p>
<p>Os homens são criaturas de hábitos com uma necessidade insaciável de ver familiaridade nos atos alheios. A sua previsibilidade lhes dará um senso de controle.Vire a mesa: seja deliberadamente imprevisível. O comportamento que parece incoerente ou absurdo os manterá desorientados, e eles vão ficar exaustos tentando explicar seus movimentos. Levada ao extremo, esta estratégia pode intimidar e aterrorizar.</p>
<p>Lei 18- Não construa fortaleza para se proteger – o isolamento é perigoso.</p>
<p>O mundo é perigoso e os inimigos estão por toda parte – todos precisam se proteger. Uma fortaleza parece muito segura. Mas o isolamento expõe você amais perigo do que os protege deles – você fica isolado de informações valiosas, transformando-se num alvo fácil e evidente. Melhor circular entre as pessoas, descobrir aliados e se misturar. A multidão serve de escudo contra seus inimigos.</p>
<p>Lei 19- Saiba com que está lidando – não ofenda a pessoa errada.</p>
<p>No mundo há muitos tipos diferentes de pessoas, e você não pode esperar que todas reajam da mesma forma às suas estratégias. Engane ou passe a perna em certas pessoas e elas vão passar o resto da vida procurando se vingar de você. São lobos em pele de cordeiro. Cuidado ao escolher suas vítimas e adversários, portanto – jamais ofenda ou engane a pessoa errada.</p>
<p>Lei 20- Não se comprometa com ninguém.</p>
<p>Tolo é quem se apressa a tomar um partido. Não se comprometa com partidos ou causas, só com você mesmo. Mantenha-se independente, você domina os outros – colocando as pessoas uma contra as outras, fazendo com que sigam você.</p>
<p>Lei 21- Faça-se de otário para pegar os otários – pareça mais bobo do que o normal.</p>
<p>Ninguém gosta de se sentir mais idiota do que o outro. O truque, portanto, é fazer com que suas vítimas se sintam espertas, e não só espertas, mas mais espertas que você. Uma vez convencidas disso, elas jamais desconfiarão que você possa ter segundas intenções.</p>
<p>Lei 22- Use a tática da rendição: transforme fraqueza em poder.</p>
<p>Se você é o mais fraco, não lute só por uma questão de honra; é preferível se render. Rendendo-se, você tem tempo para se recuperar, tempo para atormentar e irritar o seu conquistador, tempo para esperar que ele perca o poder. Não lhe dê a satisfação de lutar e derrotar você – renda-se antes. Oferecendo a outra face, você o enraivece e desequilibra. Faça da rendição um instrumento de poder.</p>
<p>Lei 23- Concentre as suas forças.</p>
<p>Preserve sua força e sua energia concentrando-as no seu ponto mais forte. Ganha-se mais descobrindo uma mina rica e cavando mais fundo, do que pulando de uma mina rasa para outra – a profundidade derrota a superficialidade sempre. Ao procurar fontes de poder para promovê-lo, descubra um patrono-chave, a vaca cheia de leite que o alimentará durante mais tempo.</p>
<p>Lei 24- Represente o cortesão perfeito.</p>
<p>O cortesão perfeito prospera num mundo onde tudo gira em torno do poder e da habilidade perfeita. Ele domina a arte de dissimulação; ele adula, cede aos supervisores, e assegura seu poder sobre os outros da forma mais gentil e dissimulada. Aprenda e aplique as leis da corte e não haverá limites para a sua escala na corte.</p>
<p>Lei 25- Recrie-se.</p>
<p>Não aceite os papéis que a sociedade lhe impinge. Recrie-se forjando uma nova identidade, uma que chame atenção e não canse a platéia. Seja senhor da sua própria imagem, em vez de deixar que os outros a definam para você. Incorpore artifícios dramáticos aos gestos e ações públicas – seu poder se fortalecerá e sua personagem parecerá mais do que a realidade.</p>
<p>Lei 26- mantenha as mãos limpas.</p>
<p>Você deve parecer um modelo de civilidade e eficiência; suas mãos não se sujam com erros e atos desagradáveis. Mantenha essa aparência impecável fazendo os outros de joguete e bode expiatório para disfarçar a sua participação.</p>
<p>Lei 27- Jogue com a necessidade que as pessoas têm de acreditar em alguma coisa para criar um séqüito de devoto.</p>
<p>As pessoas têm um desejo enorme de acreditar em algumas coisas. Torne-se o foco desse desejo oferecendo a elas uma causa, uma nova fé para seguir. Use palavras vazias de sentido, mas cheias de promessas; enfatize o entusiasmo de preferência à racionalidade e à clareza de raciocínio. Dê aos seus novos discípulos rituais a serem cumpridos, peça-lhes que se sacrifiquem por você. Na ausência de uma religião organizada e de grandes causas, o seu novo sistema de crença lhe dará um imensurável poder.</p>
<p>Lei 28- Seja ousado.</p>
<p>Inseguro quanto ao que quer fazer, não tente. Suas dúvidas e hesitações contaminarão os seus atos. A timidez é perigosa: melhor agir com coragem. Qualquer erro cometido com ousadia é facilmente corrigido com mais ousadia. Todos admiram o corajoso; ninguém louva o tímido.</p>
<p>Lei 29- Planeje até o fim.</p>
<p>O desfecho é tudo. Planeje até o fim, considerando todas as possíveis conseqüências, obstáculos e reveses que possa anular o seu esforço e deixar que os outros fiquem com os louros. Planejando tudo até o fim, você não será apanhado de surpresa e saberá quando parar. Guie gentilmente a sorte e ajude a determinar o futuro passando com antecedência.</p>
<p>Lei 30- faça as suas conquistas parecerem fáceis.</p>
<p>Seus atos devem parecer naturais e fáceis. Toda técnica e esforço necessário para sua execução, e também os truques, devem estar dissimulados. Quando você age, age sem se esforçar, como se fosse capaz de muito mais. Não caia na tentação de revelar o trabalho que você teve – isso só despertará dúvida. Não ensine a ninguém os seus truques ou eles serão usados contra você.</p>
<p>Lei 31- Controle as opções: quem dá as cartas é você.</p>
<p>As melhores trapaças são as que parecem deixar ao outro uma opção: suas vítimas acham que estão no controle, mas na verdade são suas marionetes. Dê as pessoas opções que sempre resultem favoráveis a você. Force-as a escolher entre o menor de dois males, ambos atendem ao seu propósito. Coloque-as num dilema; não terão escapatória.</p>
<p>Lei 32- Desperte a fantasia das pessoas.</p>
<p>Em geral evite-se a verdade porque ela é feia e desagradável. Não apele para o que é verdadeiro ou real se não estiver preparado para enfrentar a raiva que vem com o desencanto. A vida é tão dura e angustiante que as pessoas capazes de criar romances ou invocar fantasias são como oásis no meio do deserto: todos correm até lá. Há um enorme poder em despertar a fantasia das massas.</p>
<p>Lei 33- Descubra o ponto fraco de cada um.</p>
<p>Todo mundo tem um ponto fraco, uma brecha no muro do castelo. Essa fraqueza em geral é uma coisa insegura, uma emoção ou necessidade incontrolável; pode também ser um pequeno prazer secreto. Seja como for, uma vez encontrado esse ponto nevrálgico, é ali que você deve apertar.</p>
<p>Lei 34- Seja Aristocrático ao seu próprio modo; aja como rei para ser tratado como tal;</p>
<p>A maneira como você se comporta em geral determina como você é tratado: ao longo prazo, aparentando ser vulgar ou comum, você fará com que as pessoas o desrespeitam. Pois um rei respeita a si próprio e inspira nos outros o mesmo sentimento. Agindo com realeza e confiança nos seus poderes, você se mostra destinado a usar uma coroa.</p>
<p>Lei 35- Domine a arte de saber o tempo certo.</p>
<p>Jamais demonstre estar com pressa – a pressa trai a falta de controle de si mesmo, e do tempo. Mostre-se sempre paciente, como se soubesse que tudo acabará chegando até você. Torne-se um detetive do momento certo; fareje o espírito dos tempos, as tendências que o levarão ao poder. Aprenda a esperar quando não é hora, e atacar ferozmente quando for propício.</p>
<p>Lei 36- Despreze o que não puder ter: ignorar é a melhor vingança.</p>
<p>Reconhecendo um problema banal, você lhe dá existência e credibilidade. Quanto mais atenção você der a um inimigo, mais forte você o torna; e um pequeno erro se torna pior e mais visível se você tentar conserta-lo. Às vezes, é melhor deixar as coisas como estão. Se existe algo que você quer, mas não pode ter, mostre desprezo. Quanto menos interesse você revelar, mais superior você parece.</p>
<p>Lei 37- Crie espetáculos atraentes.</p>
<p>Imagens surpreendentes e grandes gestos simbólicos criam uma aura de poder – todos reagem a eles. Encenem espetáculos para os que o cercam, repletos de elementos visuais interessantes e símbolos radiantes que realcem a sua presença. Deslumbrados com as aparências, ninguém notará o que você realmente está fazendo.</p>
<p>Lei 38- Pense como quiser, mas comporte como os outros.</p>
<p>Se você alardear que é contrário às tendências da época, ostentando suas idéias pouco convencionais e modos não ortodoxos, as pessoas vão achar que você está apenas querendo chamar atenção e se julga superior. Acharão um jeito de punir você por fazê-las se sentirem inferiores. É muito mais seguro juntar-se a elas e desenvolver um toque comum. Compartilhe a sua originalidade só com os amigos tolerantes e com aqueles que certamente apreciarão a sua singularidade.</p>
<p>Lei 39- Agite as águas para atrair os peixes.</p>
<p>Raiva e reações emocionais são contraproducentes do ponto de vista estratégico. Você precisa se manter sempre calmo e objetivo. Mas, se conseguir irritar o inimigo sem perder a calma, você ganha uma inegável vantagem. Desequilibre o inimigo: descubra uma brecha na sua vaidade para confundi-lo e é você quem fica no comando.</p>
<p>Lei 40- Despreze o que vier de graça.</p>
<p>O que é oferecido de graça é perigoso – em geral é um ardil ou tem uma obrigação oculta. Se tem valor, vale a pena pagar. Pagando, você se livra de problemas de gratidão e culpa. Também é prudente pagar o valor integral – com a excelência não se economiza. Seja pródigo com seu dinheiro e o mantenha circulando, pois a generosidade é um sinal e um imã para o poder.</p>
<p>Lei 41- Evite seguir as pegadas de um grande homem.</p>
<p>O que acontece primeiro sempre parece melhor e mais original do que o que vem depois. Se você substituir um grande homem ou tiver um pai famoso, terá de fazer o dobro do que eles fizeram para brilhar mais do que eles. Não fique perdido na sombra deles, ou preso a um passado que não foi obra sua: estabeleça seu próprio nome e identidade mudando de curso. Mate o pai dominador, menospreze o seu legado e conquiste o poder com sua própria luz.</p>
<p>Lei 42- Ataque o pastor e as ovelhas se dispersam.</p>
<p>A origem dos problemas pode estar em um único individuo forte – o agitador, o subalterno arrogante, o envenenador da boa vontade. Se você der espaço para estas pessoas agirem, outros sucumbirão a sua influência. Não espere os problemas que eles causam se multiplicarem, não tente negociar com eles – eles são irredimíveis. Neutralize a sua influência isolando-os ou banindo-os. Ataque à origem dos problemas e as ovelhas se dispersarão.</p>
<p>Lei 43- Conquiste corações e mentes.</p>
<p>A coerção provoca reações que acabam funcionando contra você. É preciso atrair as pessoas para que queiram vir até você. A pessoa seduzida torna-se um fiel peão. Seduzem-se os outros atuando individualmente em suas psicologias e ponto fracos. Amacie os resistentes atuando em suas emoções, jogando com aquilo de que ele gosta muito ou teme. Ignore o coração e as mentes dos outros e eles o odiarão.</p>
<p>Lei 44- Desarme e enfureça com o efeito espelho.</p>
<p>O espelho reflete a realidade, mas também é a ferramenta perfeita para a ilusão. Quando você espelha os seus inimigos, agindo exatamente como eles agem, eles não entendem a sua estratégia. O Efeito Espelho os ridiculariza e humilha, fazendo com que reajam exageradamente. Colocando um espelho diante das suas psiques, você os seduz com a ilusão de que compartilha os seus valores; ao espelhar as suas ações, você lhes dá uma lição. Raros são os que resistem ao poder do Efeito Espelho.</p>
<p>Lei 45- Pregue a necessidade de mudança, mas não mude muita coisa ao mesmo tempo.</p>
<p>Teoricamente, todos sabem que é preciso mudar, mas na prática as pessoas são criaturas de hábitos. Muita inovação é traumático, e conduz à rebeldia. Se você é novo numa posição de poder, ou alguém de fora tentando construir a sua base de poder, mostre explicitamente que respeita a maneira antiga de fazer as coisas. Se a mudança é necessária, faça a parecer um a suave melhoria do passado.</p>
<p>Lei 46- Não pareça perfeito demais.</p>
<p>Parecer melhor do que os outros é sempre perigoso, mas o que é perigosíssimo é parecer não ter falhas ou fraquezas. A inveja cria inimigos silenciosos. É sinal de astúcia exibir ocasionalmente alguns defeitos, e admitir vícios inofensivos, para desviar a inveja e parece mais humano e acessível. Só os deuses e os mortos podem parecer perfeitos impunemente.</p>
<p>Lei 47- Não ultrapasse a meta estabelecida; na vitória, aprenda a parar.</p>
<p>O momento da vitória é quase sempre o mais perigoso. No calor da vitória, a arrogância e o excesso de confiança podem fazer você avançar além da sua meta e, ao ir longe demais, você conquista mais inimigos do que derrota. Não deixe o sucesso lhe subir a cabeça. Nada substitui a estratégia e o planejamento cuidadoso. Fixe a meta, e ao alcançá-la, pare.</p>
<p>Lei 48- Evite ter uma forma definida.</p>
<p>Ao assumir uma forma, ao ter um pano visível, você se expõe ao ataque. Em vez de assumir uma forma que o seu inimigo possa agarrar, mantenha-se maleável e em movimento. Aceite o fato de que nada é certo e nenhuma lei é fixa. A melhor maneira de se proteger é ser tão fluido e amorfo como a água, não aposte na estabilidade ou na ordem permanente. Tudo muda.</p>
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		<title>Gerenciamento de riscos em projetos</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 16:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[gerenciamento de projeto]]></category>
		<category><![CDATA[gerenciamento de projetos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de projeto]]></category>
		<category><![CDATA[maximização lucro]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[risco]]></category>
		<category><![CDATA[riscos]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevi este artigo pois, em uma discussão com o grupo do PMI-SP, uma conversa foi iniciada a respeito da gestão de riscos do projeto. O tópico versava, entre outros assuntos, se a reserva de contigência deveria garantir os custos de riscos de projetos em 100% dos casos. Meu argumento central é de que não, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevi este artigo pois, em uma discussão com o grupo do PMI-SP, uma conversa foi iniciada a respeito da gestão de riscos do projeto. O tópico versava, entre outros assuntos, se a reserva de contigência deveria garantir os custos de riscos de projetos em 100% dos casos. Meu argumento central é de que não, em diversas ocasiões o custo do projeto superará o previsto pela reserva de contigência. E a explicação está abaixo:</p>
<p>Imagine um projeto qualquer com dois riscos:</p>
<p>Risco A: 50% de chance de ocorrer, impacto de 100.<br />
Risco B: 40% de chance de ocorrer, impacto de 130.</p>
<p>Se formos analisar em termos de impacto esperado e chance, teremos a seguinte distribuição:</p>
<table>
<tr>
<th>Probabilidade </th>
<th>Acumulado</th>
<th>Descrição</th>
<th>Impacto</th>
</tr>
<tr>
<td>
30%</td>
<td>30%</td>
<td>Não ocorrer</td>
<td>0 </td>
</tr>
<tr>
<td>
30%</td>
<td>60%</td>
<td>Ocorrer só o A</td>
<td>100 </td>
</tr>
<tr>
<td>
20%</td>
<td>80%</td>
<td>Ocorrer só o B</td>
<td>130</td>
</tr>
<tr>
<td>
20%</td>
<td>100%</td>
<td>Ocorrer A e B</td>
<td>230</td>
</tr>
</table>
<p>Ao formarmos nossa reserva de contigência, usaríamos o cálculo que encontra-se em qualquer livro-texto de riscos, que é somar a multiplicação do impacto pela probabilidade:</p>
<p>130*0,4 + 100*0,5 = 102</p>
<p>Ou seja: Estaríamos cubrindo os seguintes eventos:</p>
<table>
<tr>
<th>Probabilidade</th>
<th>Acumulado</th>
<th>Descrição</th>
<th>Impacto</th>
<th>Coberto pela reserva?</th>
</tr>
<tr>
<td>
30%</td>
<td>30%</td>
<td>Não ocorrer nenhum</td>
<td>0</td>
<td>S &#8211; Sobraria 102</td>
</tr>
<tr>
<td>
30%</td>
<td>60%</td>
<td>ocorrer só o A</td>
<td>100</td>
<td>S &#8211; Sobraria 2</td>
</tr>
<tr>
<td>
20%</td>
<td>80%</td>
<td>Ocorrer só o B</td>
<td>130</td>
<td>N &#8211; Faltaria 28</td>
</tr>
<tr>
<td>
20%</td>
<td>100%</td>
<td>ocorrer A e B</td>
<td>230</td>
<td>N &#8211; Faltaria 128</td>
</tr>
</table>
<p>Trocando em miúdos, em 60% dos casos, nossa reserva de contigência pagaria os custos dos riscos esperados; Se quisermos aumentar nossa confiança para 80%, devemos ter uma reserva de 130; Para 100%, temos que ter a reserva de 230. Imaginem agora que identificamos e registramos um 3º risco:</p>
<p>Risco A: 50% de chance de ocorrer, impacto de 100.<br />
Risco B: 40% de chance de ocorrer, impacto de 130.<br />
Risco C: 10% de chance de ocorrer, impacto de 1000.</p>
<p>Fazendo a mesma tabela, segundo a análise combinatória das probabilidades:</p>
<table>
<tr>
<th>
Chance    </th>
<th>    Acumulado    </th>
<th>    Riscos Cobertos   </th>
<th>    Impacto</th>
</tr>
<tr>
<td>
27%</td>
<td>27%</td>
<td>nenhum</td>
<td>0</td>
</tr>
<tr>
<td>
27%</td>
<td>54%</td>
<td>A</td>
<td>100</td>
</tr>
<tr>
<td>
18%</td>
<td>72%</td>
<td>B</td>
<td>130</td>
</tr>
<tr>
<td>
18%</td>
<td>90%</td>
<td>AB</td>
<td>230</td>
</tr>
<tr>
<td>
3%</td>
<td>93%</td>
<td>C</td>
<td>1000</td>
</tr>
<tr>
<td>
3%</td>
<td>96%</td>
<td>AC</td>
<td>1100</td>
</tr>
<tr>
<td>
2%</td>
<td>98%</td>
<td>BC</td>
<td>1130</td>
</tr>
<tr>
<td>
2%</td>
<td>100%</td>
<td>ABC</td>
<td>1230</td>
</tr>
</table>
<p></p>
<p>Na mesma conta-padrão:</p>
<p> 130*0,4+100*0,5+1000*0,1 = 202 </p>
<p>Ou seja, com uma reserva de 202, estaríamos cobrindo 72% dos nossos projetos. Se quisermos saltar para 90%, teríamos que ter uma reserva de 230. Para 100% de certeza, somente tendo uma reserva de 1230. Por isso, quando se falar em reserva de contigência, é obrigatório que exista uma probabilidade associada, pois quantos % dos projetos terão seus riscos cobertos pela reserva de contigência é uma decisão da empresa. Via de regra, como gerente do projeto, eu pediria uma reserva de 230 (garante 100% desde que C não ocorra!), garantindo cobetura em 90% dos casos, ou de 130 &#8211; que garantiria 72% dos projetos (80% das vezes que o risco C não ocorrer), se a empresa realmente pressionar por diminuição dos custos. Ficaria inclusive ABAIXO da reserva do cálculo-padrão.</p>
<p> Eu como gerente, adicionalmente, frisaria em todas as reuniões que eu pudesse escrever: Minha reserva de contigência NÃO COBRE o efeito do risco C. Se o risco acontecer, e que não depende de mim, o projeto estourará o budget. Vou tentar apoio do cliente (transferência do risco) dizendo que este risco eu como empresa não posso assumir (durante a fase de negociação), que se esse risco ocorrer eu terei um custo extra, que ele arcará (via extra-escopo?).</p>
<p> A quantidade de ações possíveis decorrente de uma análise um pouco melhorada de riscos é muito grande. Acredito que valha a pena o estudo um pouco mais detalhado da gestão de risco por profissionais de gerenciamento de projetos, que simplesmente adotam as práticas descritas nos livros sem se perguntar qual a razão para o comportamento. </p>
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		<title>planejamento estratégico</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 18:58:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas de Gerenciamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando crianças, sempre ouvimos a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Os anos se passam, escolhemos nossas primeiras profissões, e nunca mais esta pergunta nos é dirigida. Mas talvez tenhamos que nos perguntar constantemente: O que quero fazer daqui a cinco, dez anos? É estranho que ninguém faça esta pergunta a novas empresas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando crianças, sempre ouvimos a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Os anos se passam, escolhemos nossas primeiras profissões, e nunca mais esta pergunta nos é dirigida. Mas talvez tenhamos que nos perguntar constantemente: O que quero fazer daqui a cinco, dez anos? É estranho que ninguém faça esta pergunta a novas empresas. O que esta empresa quer ser quando crescer? O que seus donos querem que ela seja?</p>
<p>Quando tentamos entender e direcionar uma organização – seja um empresa com fins lucrativos, ONGs ou o próprio governo, seremos mais efetivos se tivermos um plano traçado, metas e objetivos claros e compartilhados entre todos os colaboradores. Podemos chamar de cultura organizacional, de valores da empresa, mas é a visão conjunta de todos os envolvidos que faz com que os objetivos coletivos sejam alcançados.</p>
<p>Muitos administradores estudaram e ainda estudam a melhor forma de direcionarmos as ações de uma empresa de forma coerente. A mais conhecida e adotada, inicia seu processo pela declaração formal de missão e visão da empresa. </p>
<p>Sem uma estratégia coerente, sem um objetivo, cada empresa agiria como uma pessoa que toma um ônibus aleatório, mas espera ser deixado em um local específico – vez por outra, por sorte, pode acabar acertando, mas não é um meio confiável.</p>
<p>Organizar estas informações em algo tangível, que realmente guie as ações da empresa, tanto no curto quanto no longo prazo é o planejamento estratégico. E para conseguir um planejamento eficiente, os administradores criaram uma série de ferramentas que são acessíveis a qualquer empresa que entenda esta necessidade. </p>
<p>A literatura sobre planejamento estratégico na internet é farta.Existe, entre outras tantas iniciativas que tratam deste assunto, até um formato padrão de divulgação de visão, missão, valores. Este formato chama-se Strategy Markup Language (StratML), eu um pouco dele pode ser conhecido na página <a href="http://xml.gov/stratml/index.htm">http://xml.gov/stratml/index.htm</a>.</p>
<p>Para planejar de forma estratégica, é preciso antes definir claramente quais os objetivos da empresa. O mesmo também é válido para o planejamento pessoal, embora este não ganhe tanto com a formalização dos objetivos. Se estamos em uma comunidade qualquer, seja ela empresa, ong ou grupo de amigos. Como cada pessoa pode ter uma visão diferente de cada assunto, faz sentido começar pela discussão dos objetivos comuns.</p>
<p>Mas considerando objetivos&#8230; estes devem ser alcançáveis, mensuráveis para ser classificados como tal. E como poderíamos começar uma análise pelos objetivos? De fato, não começamos. Começamos antes, definindo o que queremos ser.</p>
<p>Chamaremos o que queremos ser de missão da organização. Normann defende, de forma correta, que a missão é o objetivo final a ser alcançado, que pode ser colocada de forma atemporal. É a grande razão da existência da empresa, e que poderá ser atingida ou não. Por isso, “Ajudar a eliminar a desigualdade mundial” pode ser uma missão. </p>
<p>Visão, por outro lado, é baseado em uma expectativa de tempo. Visão então pode ser “Ser a referência em soluções criativas para redução da desigualdade nos estados de RS e SC.” É algo que implica uma distância temporal do estado atual ao estado que a empresa vislumbra no futuro. A diferença entre a visão e missão é clara.</p>
<p>E o que adianta então declararmos ambas visão e missão de uma empresa, colocando-a em diversos materiais impressos e distribuída a nossos colaboradores? Ainda há algo mais palpável, mais perto de um código de conduta ou de ética, de que deve ser amplamente divulgado e reconhecido.</p>
<p>Eis que entram os valores da empresa. Estes sim devem ser reconhecidos como verdadeiros por todos os seus colaboradores. Se a visão e missão espelham as vontades da empresa, os valores espelham a forma de apresentação da mesma. Claro, visão, missão e valores devem ser equilibrados entre si. Ter como missão eliminar a desigualdade mundial, e ter como valores a busca do lucro acima de tudo não faz sentido.</p>
<p>O que deve ser levado em conta, aqui, é que os valores devem ser vividos pela organização. Os valores colocados no papel, devem estar misturados de tal forma na empresa, que devemos entendê-los como cultura organizacional. Somente deste modo toda a teoria e formalização começam a sair do papel e tornar-se algo prático, modificando o comportamento das empresas.</p>
<p>Por fim, desdobram-se os objetivos. Objetivos podem ser pensados como os resultados de curto prazo esperados, para que a visão de longo prazo seja alcançada. Devem ser quantificáveis, bem definidos. E principalmente, devem estar em equilíbrio com a missão, visão e valores da empresa.</p>
<p>Guilherme Silva, PMP<br />
Referência Bibliográfica</p>
<p>Bloom, Benjamin S; Taxonomy of Educational Objectives (1956). Published by Allyn and Bacon, Boston, MA. Copyright (c) 1984 by Pearson Education.</p>
<p>Institute,Balanced Scorecard; Balanced Scorecard Basics in <a href="http://www.balancedscorecard.org/BSCResources/AbouttheBalancedScorecard/tabid/55/Default.aspx">http://www.balancedscorecard.org/BSCResources/AbouttheBalancedScorecard/tabid/55/Default.aspx</a></p>
<p>Normann, Richard; Reframing Business When the Map Changes the Landscape</p>
<p>Nunes ,Iran Barros ; Laboratório de Planejamento Estratégico e Formulação de Estratégia</p>
<p>Porter, M.E. (1980); Competitive Strategy, Free Press, New York, 1980.</p>
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		<title>Sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 21:39:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[econômica]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes me pergunto sobre e esta questão de sustentabilidade, pois a minha visão deste conceito é diferente do entendimento padrão. Como não tive ainda a oportunidade de dividir esta questão com um grupo realmente grande, de amadurecê-la, ainda não tenho qualquer conceito formado &#8211; mesmo que as minhas verdades sejam mutáveis ao longo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes me pergunto sobre e esta questão de sustentabilidade, pois a minha visão deste conceito é diferente do entendimento padrão. Como não tive ainda a oportunidade de dividir esta questão com um grupo realmente grande, de amadurecê-la, ainda não tenho qualquer conceito formado &#8211; mesmo que as minhas verdades sejam mutáveis ao longo do tempo, pois aprendo no processo de defendê-las, até que alguém por vezes me prova errado, e passo a defender novas verdades.</p>
<p>Concordo com o Peter Mello ( <a href="http://www.x25.com.br/peter">http://www.x25.com.br/peter</a> ). Ele sabe, já declarei isto aqui diversas vezes, que o conceito de projeto verde que ele uma vez apresentou caiu como uma luva em minhas crenças profissionais. Sem querer detupar o conceito, mas refazendo uma própria interpretação pela simples incapacidade de procurar em e-mails anteriores quais foram as suas exatas palavras, deixou como conceito que ser grande parte do &#8220;conceito verde&#8221; é chegar ao mesmo resultado consumindo menos recursos. Genial.</p>
<p>Mas, aqui começam as minhas dúvidas e inovações &#8211; ser uma empresa socialmente responsável significa cumprir com eficiência a sua função social. Não acredito que seja por acaso que declaramos a função social no contrato social no contrato social. A legislação poderia exigir as &#8220;atividades econômicas&#8221;, o que seria um excelente sinônimo. Este é o seu objetivo, sua meta e sua forma de gerar ganhos econômicos. Mas mais do que isso, esta é a forma que ela contribuirá para a sociedade.</p>
<p>Peço que se despreendam do preconceito para ouvir uma idéia diferente, que sei que é radical demais, e provavelmente não pode nem deve ser usado na sua totalidade na prática, mas que pode valer para contrabalencear pensamentos extremistas na relação inversa.</p>
<p>Quando uma grande siderúrgica ou uma grande petrolífera emprega seus recursos para a construção de escolas &#8211; nada mais louvável que esta atitude, tenho certeza &#8211; a não ser que a própria empresa entenda esta atitude como investimento em formação de mão de obra futura, com retorno calculado, com uma lógica de reaver este recurso como em qualquer investimento padrão, é um desvio de sua função social. E por isso não é socialmente responsável.</p>
<p>Qual a lógica que pode sustentar tal afirmação?</p>
<p>Pois bem, imaginemos o Brasil como um país em competição com todos os demais. Imaginem que os investimentos podem ser realizados no Brasil ou fora dele. Até aqui é uma suposição que entendo real. Agora imaginem os valores do aço vendidos por duas empresas: Uma que apenas investe no que é a melhor relação econômica e outra que emprega seus recursos corretamente, mas que realiza diversas ações PRO BONO.</p>
<p>Considerando que as margens de lucro permanecerão dentro de um padrão mundial com pouca variação, já que é uma empresa listada em bolsa, a empresa que realiza investimentos sem retornos financeiros venderá o aço a um preço maior, no mínimo um percentual para que os custos deste investimento sejam rateados.</p>
<p>Do ponto de vista macroecômico, não é obvio o resultado. O aumento do preço do aço aumenta os custos de todos os investimentos que consomem aço, e que tornam o Brasil um país menos competitivo.E que reduz a venda de aço, pois uma menor quantidade de aço será negociada, o que gera até um impacto de redução dos impostos recolhidos.</p>
<p>Não é cientificamente correto supor pela simples vontade de provar um ponto &#8220;para o lado dos oprimidos&#8221; qual dos efeitos é mais importante &#8211; o aumento dos custos de investimento de todos os investimentos no país mais a queda de arrecadação de impostos ou o real retorno do investimento PRO BONO. Provavelmente ainda assim vale a pena fazer este investimentos, mas são mais variáveis que temos que considerar, e provar na prática.</p>
<p>O que eu quero dizer, ao longo desta idéia super radical é que destinamos a função social de realizar investimentos em educação &#8211; entre outros &#8211; ao Estado. O Estado deve realizar eficientemente esta função. Aliás, pelo ganho de escala, ele deveria ser por demais eficiente em suas ações, visto que está preocupado em resolver este problema no nível nacional, podendo usufruir das vantagens da gestão de programas e portfólios (externalidades positivas), ao invés de projetos individuais.</p>
<p>Supor que é obrigação das empresas privadas melhorar a vida dos que a circundam é, numa outra linha de pensamento, criar impostos &#8220;não obrigatórios&#8221; aos quais os gestores das empresas sentem-se comprometidos. Pode ser encarado como uma outra forma de aumento da carga tributária, que pode diminuir a competitividade de diversas empresas, como o fisco o faz.</p>
<p>Para que o entendimento não seja puramente monetário, vou citar um caso que não sei se é verídico, mas estes são os números que escutei: Uma das empresas de distribuição de água, aqui do RS, tinha uma eficiência operacional de absurdos 50%. Ou seja, metade da água tratada pela empresa é desviada entre roubos, vazamentos e desperdícios.</p>
<p>Vou deixar o lado do roubo por um tempo, fingindo que ele seja de 25% &#8211; não tenho esta informação, estou &#8220;chutando&#8221;. Mesmo assim são 25% da produção de água daquela empresa que vão literalmente pelo ralo.</p>
<p>Se esta empresa consegue, com sua estutura de custos e lógica de distribuição, atingir digamos 80% da população, ela conseguiria chegar muito mais próximo da meta de 100% da população com água tratada. Ao analisar a situação à luz do que eu escrevi, é imensamente mais importante que esta empresa aumente a sua eficiência operacional, que pare com os vazamentos, do que plante árvores ou participe de campanhas para a redução de mortalidade do trânsito, por exemplo.</p>
<p>Claro que ela pode e deve fazer campanhas públicas relacionadas com o tema &#8220;uso racional da água&#8221;. Mas nada pode ser mais demagogo que uma empresa que joga fora metade da sua produção falar sobre o uso racional do seu produto. Crianças reais morrem todos os dias em função da ineficiência desta empresa.</p>
<p>Neste caso, acredito que sejam claras as razões para a sustentabilidade estar ligada à eficiência operacional. Mas temos que ser eficientes com o uso de qualquer recurso, inclusive citei o tempo como um dos primordiais. Pense em distribuição de Tamiflu, pense em auxílios pós desastres. Nestes casos, a dependência de agilidade é clara, mas também o é, pelo menos para mim, qualquer obra ligada à infraestrutura&#8230;</p>
<p>O dinheiro, a eficiência econômica, é algo que permeia todo o conceito pois serve de ferramenta que torna possível o entendimento do conceito e a generalização para todas as empresas, sejam elas de qualquer setor da economia. E mais, qualquer empresa e qualquer pessoa está reagindo a mudanças de preços e variações financeiras, o que torna este tipo de estudo eficaz.</p>
<p>Eu passo longe de ser um porco capitalista que não liga para as pessoas, como o texto pode dar a entender, mas vejo no aumento de efiência a resposta para gerarmos bens e serviços de modo a possibilitar o consumo da grande massa de qualquer país, principalmente os nossos países subdesenvolvidos. Ou seja, é preciso que todos consigam produzir mais (eficiencia operacional) do que o agregado do consumo, com eficiência distribuicional e outras&#8230;</p>
<p>Nenhuma ação da empresa pode ser analisada de forma isolada, defendo a visão holística da empresa. Por vezes, uma empresa busca apenas madeira certificada por outro aspecto que comentei em outro email envaido ontem: sinalização. Ao fazer isto, ela sinaliza para os seus consumidores (voltamos à assimetria de informações, tudo é ligado) que é uma empresa responsável, e espera que os con&#8217;sumidores paguem mais por seus produtos ao conhecer esta informação. É uma forma de diferenciação para tentar entrar em um mercado com menos competidores.</p>
<p>Mas sim, creio que é importante usar madeira certificada. Tanto que eu pago pelo valor mais alto de empresas de móveis certificados da minha casa e do meu escritório, porque sei que isto é importante.</p>
<p>Mais importante ainda é que as empresas cumpram a legislação. E que o Estado tenha poderes de fazer as empresas cumprí-la. O Estado é responsável pelas regras de concorrência entre as empresas, e empresas que não estão sujeitas a esta regulação normalmente obtém vantagens desproporcionais que acabam por destruir qualquer sustentabilidade das empresas que seguem as regras do jogo, num efeito totalmente daninho.</p>
<p>Neste sentido, pode ser encarado como gravíssimo (ao menos para a teoria que expus) o ato de fraudar ao fisco. Quando pensamos que cada empresa deve cumprir a sua função social &#8220;e só&#8221;, é porque ela está contribuindo indiretamente ao todo via pagamento de impostos, que devem ser direcionado nos pontos em que não existam razão ou permissão para que uma empresa explore comercialmente, como a segurança dos cidadãos (conjunta, e não privada), como as regras regulatórias do diversos mercados, e ainda nas conhecidas falhas do capitalismo (única fonte de recursos, mercados de grande ganho de escala, etc.).</p>
<p>Esta é uma das facetas que enxergo, que provavelmente dou mais peso que a maioria das pessoas, mas que não é a única visão que tenho. Como disse, isto é um equilíbrio entre diversos fatores que nunca podem ser analisados individualmente.</p>
<p>Como tudo na vida há um balanço, um ponto de equilíbrio. Há os que defendem mais estado, há os que defendem menos. A única posição que defendo é que, ambos Estado e empresas devem ser eficientes em suas atividades principais, em suas tarefas. Por isso vejo gerentes &#8211; de projetos ou funcionais &#8211; altamente envolvidos com o conceito de sustentabilidade.Como podemos ser responsáveis com o planeta (meu filho de 2 anos adora esse jargão, por causa do Wall-E) se não somos eficientes em extrair o máximo de resultados dos recursos que consumimos, incluindo o precioso tempo?</p>
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		<title>Curso Online de Gerenciamento de Projetos</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 14:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Escobar, PMP</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostaria de indicar o curso de eLEARNING Introdução ao Gerenciamento de Projetos, de minha autoria.
O objetivo do curso é apresentar todos os conhecimentos e todas as práticas descritas no PMBoK (Project Management Body of Knowledge), e detalhar os seus processos, suas respectivas entradas, técnicas e saídas.
O curso é composto de mais de 450 slides, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de indicar o curso de eLEARNING Introdução ao Gerenciamento de Projetos, de minha autoria.</p>
<p>O objetivo do curso é apresentar todos os conhecimentos e todas as práticas descritas no PMBoK (Project Management Body of Knowledge), e detalhar os seus processos, suas respectivas entradas, técnicas e saídas.</p>
<p>O curso é composto de mais de 450 slides, com áudio, contendo explicações detalhadas de cada tópico. São mais de 7 horas de conteúdo de eLEARNING (equivalente a um curso presencial de 40 horas), 100% aderente ao PMBOK. A primeira aula desse curso é GRÁTIS!</p>
<p>Além disso, existe um curso GRÁTIS de Escritório de Projetos (para você conhecer a ferramenta de Ensino à Distância).</p>
<p>Visite: <a href="http://www.managerbrazil.com.br/" target="_blank">http://www.managerbrazil.com.br</a></p>
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		<title>Salários, barganhas, ruídos</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/salarios-barganhas-ruidos/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 17:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[discussão]]></category>
		<category><![CDATA[economia dos recursos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[HR]]></category>
		<category><![CDATA[Lazear]]></category>
		<category><![CDATA[Mankiw]]></category>
		<category><![CDATA[método]]></category>
		<category><![CDATA[recursos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[RH]]></category>

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		<description><![CDATA[Discussão sobre a economia dos recursos humanos, também conhecida como ""personnel economics".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na década de 80, o economista Edward Lazear lançou as bases de uma nova visão da economia, que estuda exatamente a relação contratado-contratante.  Chamou este novo ramo de &#8220;personnel economics&#8221;, que em português foi traduzido para &#8220;economia dos recursos humanos&#8221;, mas que eu pessoalmente, acho que não  reflete o seu real objetivo. Sobre o Lazear, mais pode ser lido neste link: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Lazear">http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Lazear</a></p>
<p>Este problema é conhecido em economia como problema do agente-principal.  Agente é quem realmente realiza o trabalho, e o principal é quem tem interesse  na realização deste trabalho. Exemplo mais clássico é a relação médico-paciente.  Quem realiza o trabalho, o especialista, é o médico. O paciente, apresenta o problema ao médico e efetua pagamentos. Mas no íntimo, cada paciente não sabe o  real empenho do médico em tratar a doença. Se o médico adota uma postura de  &#8220;passar o primeiro remédio&#8221; ou se ele vai a fundo pesquisar a doença, entender<br />
as causas, buscar O MELHOR remédio&#8230; é algo que o paciente nunca saberá.</p>
<p>Este contexto é gerado por uma assimetria de informações. O médico sabe se  está se esforçando ou se está relaxando, mas o paciente não.</p>
<p>Em virtude deste estudo, com embasamento matemático e científico, ele concluiu que diversas vezes é de interesse do empregador pagar mais que a média  do mercado. Chamou isto de salários de eficiência. Maiores detalhes sobre  salários de eficiência podem ser encontrados aqui:<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Efficiency_wages">http://en.wikipedia.org/wiki/Efficiency_wages</a> . É hipócrita acreditar que não há  contestações à esta teoria. Numa busca rápida na internet, já achei este link <a href="http://precodosistema.blogspot.com/2009/06/os-problemas-do-modelo-dos-salarios-de.html" target="_blank">http://precodosistema.blogspot.com/2009/06/os-problemas-do-modelo-dos-salarios-de.html </a>que, com bons argumentos, contesta esta visão.</p>
<p>As conclusões da teoria são mais ou menos estas:</p>
<p>- Como o empregador não sabe se o empregao está se esforçando ou não, pode valer a pena pagar mais para que o risco de demissão seja mais pesada (a perda é  maior para o empregado).<br />
- Sendo o salário &#8220;bom&#8221;, o risco de turn over alto da empresa é menor, o  que diminiu seus custos de treinamento.<br />
- O problema da seleção adversa (explico melhor logo após a lista)<br />
- Um moral mais alto da equipe pode trazer um melhor rendimento (Teoria de  Akerlof: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/George_Akerlof">http://en.wikipedia.org/wiki/George_Akerlof</a>)<br />
- Teoria da alimentação (para salário muito baixos, uma melhora na alimentação proporcionada pela maior renda pode aumentar a produtividade)<br />
- Fazer dos salários do topo da pirâmide altos significa um prêmio para os  que se esforçaram, criando uma competição saudável para a empresa.</p>
<p>A mais interessante das abordagens é o problema da seleção adversa. Seleção  adversa é muito estudada no ramo de seguros, onde justamente os fraudadores e as pessoas de maior risco são as pessoas com maior propensão a segurar seus bens.  Mas ela também se aplica na relação agente-principal (empregador-empregado).</p>
<p>Imaginem que eu coloco uma vaga com um salário de 1 unidade monetária qualquer.  As pessoas que se canditariam a esta vaga são parte de um grupo tal que vê uma  melhora em suas condições ao se empregar com este salário. Provavelmente neste grupo encontram-se todos os que já foram dispensados dos cargos anteriores ou que nunca conseguiram subir na organização. Mas se eu ofereço uma vaga com 10<br />
unidades monetárias de salário, todo o grupo que se candidatou à vaga inicialmente estará lá, mas também estarão os bons candidatos. A empresa ainda terá que selecionar adequadamente, mas pelo menos possui candidatos que podem realizar o trabalho.</p>
<p>Em economia também se estuda (o livro do Mankiw explica muito bem) que o único afetado com o salário mínimo é o trabalhor de baixo valor agregado. Mas que ao invés de melhorar as condições dos trabalhadores, aumentam os custos mínimos do emprego por parte do empregador, fazendo com que o mesmo deixe de contratar um funcionário para executar a função. Ou seja, uma lei de salários mínimos aumentaria o desemprego, e não aumenta o salário real dos empregados de empresas privadas (e pessoas físicas empregadoras). Também é polêmica a leitura<br />
e existem contestações.</p>
<p>Isto tudo posto, queria ressaltar que o assunto &#8220;salários&#8221; é delicado, é complexo, tem bastante estudo por trás do comportamento das empresas e dos empregados. Acho, pessoalmente, um verdadeiro absurdo quando uma pessoa declara a um grupo de 5000 pessoas que &#8220;as empresas só querem pagar pouco&#8221;, &#8220;a intenção é denegrir o empregado&#8221;, &#8220;estamos perdendo o respeito porque não nos  valorizamos&#8221; e coisas do gênero, a maior parte em português precário.</p>
<p>A falta de estudo e a super-valorização do conhecimento &#8220;do trecho&#8221; pode  levar a enganos muito claros. Mesmo tecnicamente falando, já vi muitas situações que eu – com meu conhecido de engenharia adquirido em sala de aula – resolvi  problemas que os técnicos &#8220;experientes&#8221; apontavam para soluções que só iriam piorar a situação. Isso foi porque fiquei pouco tempo valorizando o conhecimento<br />
técnico, resolvi deixar de lado a engenharia pura e me dedicar a aprender gestão três anos após formado. Por uma questão de perfil pessoal, e não por entender que um conhecimento é melhor ou pior que outro. Mas as experiências técnicas me tornaram mais completo depois de ter passado por uma experiência real, com as  pressões e condições de contorno da vida real. Agora me dedico à experiências de<br />
gestão, onde já atuo há alguns anos.</p>
<p>Defendo sempre – já disse isso milhões de vezes nesta lista – um equilíbrio entre estudo e experiência. Estudos e experiências contínuas!<br />
Estudar, especialmente os assuntos ligados ao comportamento humano, ampliam a sua capacidade de entender o ambiente em que se está inserido. Estudar assuntos técnicos o torna um especialista cada vez mais confiável e conhecedor das causas dos fenômenos, e não um apertador de parafusos ou tocador de boiadas.</p>
<p>A experiência é insubstituível. A postura, a coerência, os valores são primordiais. Como também o é saber se vender – retornando à questão da<br />
assimetria de informações. Você tem que saber expor suas capacidades, seus conhecimentos, senão nunca percebido pelos empregadores como alguém  insubstituível.</p>
<p>Quem quiser aprender mais sobre a economia dos recursos humanos, segue a  bibliografia da cadeira da UFRGS sobre este assunto:</p>
<p>BARON, James N. e KREPS, David M.(2000). Strategic Human Resources: Framework for General Managers. www.wiley.com/college<br />
BORJAS, George. (1996). Labor Economics. New York, McGraw-Hill. <a href="http://www.mhhe.com/economics/borjas/links.mhtml">http://www.mhhe.com/economics/borjas/links.mhtml</a><br />
EHREMBERG, R.G. e SMITH, R.S. (2000). Moderna Economia do Trabalho: Teoria e Política Pública. Rio de Janeiro, MAKRON. www.awl.com/ehrenberg_smith<br />
LAZEAR,E.(1998).Personnel Economics for Managers. Wiley &amp; Sons – www.wiley.com/college<br />
LAZEAR, E. (1998). Personnel Economics. MIT Press.<br />
McKENZIE, R, e LEE, D.R. (1998). Managing Through Incentives. Oxford University Press.<br />
MILGROM, P. e ROBERTS, J. (1992). Economics, Organization and Management. Pretince Hall.</p>
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		<title>As 48 leis do poder &#8211; Lei 4 &#8211; Diga sempre MENOS que o necessário</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2009 22:22:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[aparecer]]></category>
		<category><![CDATA[as 48 leis do poder]]></category>
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		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[fale menos]]></category>
		<category><![CDATA[leis]]></category>
		<category><![CDATA[líderes]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[necesidade]]></category>
		<category><![CDATA[perda]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste 4º artigo da série sobre as 48 leis do poder, a lei "Fale menos que o necessário" é discutida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Quarta lei do poder é: Diga sempre MENOS que o necessário.</p>
<blockquote><p>Quando você procura impressionar as pessoas com palavras, quanto mais você diz, mais comum aparenta ser, e menos controle da situação aparenta ter. Mesmo que você esteja dizendo algo banal, vai parecer original se você o tornar vago, amplo e enigmático. Pessoas poderosas impressionam e intimidam falando pouco. Quanto mais você fala, maior a proabilidade de dizer uma besteira.</p></blockquote>
<p>Pessoalmente acho esta &#8220;lei&#8221; uma das mais difíceis de aplicar. Acredito que temos todos carências, que, para suprir nossos próprios desejos de amizade, acabamos tentando convencer a todos que queremos sua amizades. E por isso, nos abrimos, mostramos nosso lado frágil de modo a tornarmos mais desejados e queridos.</p>
<p>Não acredito que façamos algo de forma intencional, mas sempre acabamos por querer agradar demais os nossos colegas, chefes, clientes. Muitas vezes queremos dá-los o que não precisam, ou o que usarão contra nós no futuro: Informações valiosas.</p>
<p>Não ser por demasiado aberto, ser reservado, conserva uma aura interessante. Não ser previsível via-de-regra torna-nos mais interessantes e atraentes. Este clima de suspense, de incerteza, muitas vezes mais valorizado que o mar de informações e sinceridades que desejamos despejar em nossos interlocutores.</p>
<p>A real virtude está em usar tudo isso quando for favorável. Saber mudar o comportamento, ser quieto quando necessário, ser expansivo e atraente quando favorável, ser sincero quando preciso&#8230; Saber quando alternar entre estes comportamentos é algo que realmente pode melhorar a nossa vida.</p>
<blockquote></blockquote>
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		<title>IBGE: comércio cresce pouco até abril</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 03:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Principal indicador de tendência do comércio, o índice de média móvel trimestral de vendas em lojas do varejo apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que os negócios no setor continuam apresentando pequeno crescimento, mas aproximando-se da estabilidade, o que indica perda de fôlego. 
O índice registrou alta de 0,37% no trimestre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Principal indicador de tendência do comércio, o índice de média móvel trimestral de vendas em lojas do varejo apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que os negócios no setor continuam apresentando pequeno crescimento, mas aproximando-se da estabilidade, o que indica perda de fôlego. </p>
<p>O índice registrou alta de 0,37% no trimestre encerrado em abril ante o terminado em março. O resultado da média móvel de abril mostra uma desaceleração em relação aos resultados apurados em março (1,01%) e em fevereiro (1,02%). A tendência de expansão ainda existe, mas o ritmo aponta para uma estabilidade. Na comparação de abril deste ano com igual mês do ano passado, as vendas aumentaram 6,9%. Entretanto, houve queda de 0,2% em abril ante março com ajuste sazonal. </p>
<p>Com o resultado até o quarto mês de 2009, as vendas do varejo acumulam alta de 4,5% no ano e de 7,1% nos últimos 12 meses. Dos oito grupos de atividades do comércio varejista pesquisados pelo IBGE, apenas dois registraram expansão em abril ante março: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,9%). </p>
<p>A oferta ainda escassa de crédito e o efeito retardado da redução do IPI sobre o consumo de eletrodomésticos e materiais de construção contribuíram para o resultado, apontaram economistas. Para os próximos meses, as perspectivas são de recuperação das vendas na comparação mensal, mas insuficiente para reverter a tendência de desaceleração do indicador no acumulado de 12 meses. Para o ano, as previsões são de expansão de 3% a 4% no volume de vendas, ante crescimento de 9,1% no ano passado e de 7% no acumulado de 12 meses até abril.</p>
<p>A atividade de hiper e supermercados elevou as vendas em 14,1% em abril ante igual mês do ano passado, no melhor resultado mensal em três anos, puxado pelas vendas da Páscoa. Como a comemoração este ano ocorreu em abril, ao contrário de 2008, quando foi em março, o efeito calendário foi determinante para o desempenho desse segmento, que definiu o resultado total do varejo no mês. Ante março, houve alta de 0,8%.</p>
<p>Em abril, as vendas de eletrodomésticos ainda não mostraram efeitos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos produtos de linha branca. Ainda sem esse estímulo, esse segmento registrou queda nas vendas em relação a março e ante abril de 2009.</p>
<p>Segundo o IBGE, esse segmento está mostrando resultados negativos nos últimos meses por causa da redução da oferta e prazos de crédito, insegurança dos consumidores e, ainda, &#8220;uma demanda mais satisfeita&#8221; por esses produtos após um forte crescimento ocorrido nos últimos cinco anos. De acordo com o IBGE, do início de 2004 até o final do ano passado, as vendas de móveis e eletrodomésticos tiveram uma alta acumulada de 115%.</p>
<p>Na comparação com março, seis das oito atividades pesquisadas registraram queda, com destaque para Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (- 2,7%) e Móveis e Eletrodomésticos (- 2%). As vendas de Tecidos, Vestuário e Calçados também caíram 1,7%.</p>
<p>As atividades que puxaram a expansão, na comparação com abril de 2008, foram Equipamento e Material para Escritório, Informática e Comunicação (27,0%), Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (14,1%), Outros Artigos de Uso pessoal e Doméstico (13,8%), Artigos Farmacêuticos, Médicos, Ortopédicos e de Perfumaria (11,3%) e Combustíveis e Lubrificantes (3,7%).</p>
<p>A receita cresceu 13% em abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, com destaque para o setor de Supermercados, Bebidas e Fumo, cuja expansão foi de 22%.</p>
<p>Para a LCA Consultores, os dados mostram uma contração, mas a expectativa é que as vendas possam ser ampliadas em até 1% em maio. A previsão oficial da consultoria, ainda está em alta de 0,70%. No entanto, pelas informações que têm sido passadas por empresários e executivos do setor da linha branca, há uma grande possibilidade de as vendas do comércio varejista em maio aumentarem acima de 1% na comparação com as de abril: “Os empresários têm informado que as vendas de linha branca têm crescido a patamares equivalentes a dois dígitos na comparação com maio do ano passado”, disse Borges. </p>
<p>Segundo a consultoria Rosenberg &amp; Associados: &#8220;Os setores de bens duráveis, que dependem mais da disponibilidade de crédito, terão recuperação mais lenta, embora alguns tenham já em maio algum alento por conta do IPI&#8221;. Alguns indicadores corroboram essa tese. Dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apontam alta de 5,38% nas vendas de veículos em maio sobre abril e pesquisa da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) apontou expansão de 4,5% nas vendas do setor.</p>
<p>Em relação a junho, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) apontou alta de 7% sobre maio, para 134,5 pontos. Levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também apontou melhora na primeira quinzena deste mês, com expansão de 12,1% nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) em comparação com a primeira quinzena de maio, e elevação de 16,3% nas consultas ao SCPC/Cheque. </p>
<p>Para a MB Associados considera que os reajustes do Bolsa Família e do funcionalismo público provocarão avanços na renda e no consumo no segundo semestre: &#8220;Já o efeito da recuperação de crédito ainda é pequeno&#8221;. Segundo dados do Banco Central, o saldo das operações de crédito à pessoa física cresceu 1,8% em abril e 5,2% no ano, mas houve queda no saldo de operações para aquisição de veículos (0,3% no mês e 1,5% no ano) e outros bens (2,9% em abril e 19% no ano).</p>
<p>A Fecomércio-RJ prevê crescimento de 4% nas vendas varejistas do país neste ano. Para que isso aconteça, no entanto, Santini destaca que o governo deve manter a política de redução de carga tributária dos produtos, como a manutenção da extensão do corte do IPI e redução dos juros para estabilizar o crédito.</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal O Estado de S. Paulo de 17 de junho de 2009<br />
Jornal do Brasil de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Correio Braziliense de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Valor Econômico de 17 de junho de 2009 </p>
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		<title>BRICS buscam seu lugar ao sol</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 03:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As quatro maiores economias emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (os Brics), vão atuar de forma coordenada na reforma do sistema financeiro e exigem mais poderes para os países em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais e na Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada na noite de ontem, ao término da primeira cúpula [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As quatro maiores economias emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (os Brics), vão atuar de forma coordenada na reforma do sistema financeiro e exigem mais poderes para os países em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais e na Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada na noite de ontem, ao término da primeira cúpula dos Brics, em Ecaterimburgo, na Rússia. </p>
<p>O objetivo da estratégia é reforçar a posição dos quatro países, em especial para a próxima reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados), marcada para Pittsburgh, nos Estados Unidos, em setembro. Antes, será aplicada no encontro dos sete países mais ricos e a Rússia (G-8), no mês que vem, na Itália.</p>
<p>A cúpula do Bric, termo criado em 2001 pelo economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs, Jim O&#8221;Neill, em referência a Brasil, Rússia, Índia e China, terminou com breves comentários do presidente russo, Dmitri Medvedev, e um comunicado que exigiu mais poderes para os países em desenvolvimento em instituições financeiras internacionais e na Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>“Estamos comprometidos em avançar na reforma das instituições financeiras internacionais para refletir as mudanças na economia mundial”, disseram os países no comunicado conjunto. “Os países emergentes e em desenvolvimento precisam ter voz e representação maiores nas instituições financeiras internacionais”.</p>
<p>O anúncio da cooperação foi formalizado na declaração oficial do evento e reafirmado em entrevistas dos líderes políticos do bloco. O texto, com 16 itens, é conclusivo sobre as pretensões dos Brics em relação aos parceiros industrializados. &#8220;As economias emergentes e em desenvolvimento devem ter mais voz e representação nas instituições financeiras internacionais e seus líderes e diretores devem ser designados por meio de processos seletivos abertos, transparentes e baseados no mérito.&#8221; </p>
<p>Nos demais tópicos, os Brics pedem uma arquitetura econômica amparada na democracia, em bases sólidas e reguladas e clamam pela reabertura das negociações da Rodada Doha. Pedem, ainda, apoio aos países pobres e o suporte às energias renováveis. Em declaração anexa sobre segurança alimentar, os Brics defenderam a transferência de tecnologia para a produção de biocombustíveis e o desenvolvimento técnico da produção agrícola. </p>
<p>A ênfase, contudo, foi voltada para a cooperação para a reforma do sistema financeiro. O documento, porém, deixou de fora duas importantes iniciativas de Moscou: um papel menor para o dólar e uma moeda supranacional como reserva de valor . </p>
<p>Os países do Bric representam 15% dos US$ 60,7 trilhões da economia global, mas o Goldman Sachs prevê que, em 20 anos, não só os quatro países podem superar o G-7, como a China pode ter uma economia maior que a dos Estados Unidos.</p>
<p>O principal assessor econômico de Medvedev, Arkady Dvorkovich, pediu que o Fundo Monetário Internacional (FMI) amplie a cesta dos Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês) para incluir o iuan e moedas ligadas a commodities, como o rublo russo e os dólares australiano e canadense, além do ouro. Criado em 1969 pelo FMI, o SDR é formado por quatro moedas (dólar, euro, iene e libra).</p>
<p>Analistas afirmam que a semelhança entre os quatro países do Bric praticamente se resume ao robusto crescimento econômico dos últimos anos. Suas posições políticas e prioridades globais diferem muito e diplomatas se perguntam se o fórum poderia impulsionar posições fortes e unidas.</p>
<p>Questões ausentes<br />
Não foram mencionadas duas importantes iniciativas de Moscou: um papel menor para o dólar e uma moeda supranacional como reserva de valor.</p>
<p>– Não foi mencionada uma moeda comum ou uma nova moeda neste momento. Houve menções como &#8220;não podemos ficar sujeitos a flutuações de uma moeda de um único país&#8221;, mas também a compreensão de que essas coisas ocorrem muito gradualmente e que mudanças no sistema monetário, de maneira brusca, criariam outra crise. Mas isso foi parte indireta da discussão – disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.</p>
<p>Em artigo publicado terça-feira no jornal espanhol El País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os países do Bric chegaram à maioridade: “Os países ricos estão dispostos a aceitar uma supervisão e controle supranacionais do sistema financeiro internacional a fim de evitar o risco de outra crise econômica mundial?”, escreveu Lula. “Estão dispostos a renunciar ao seu controle sobre as decisões do Banco Mundial e do FMI? (&#8230;) Eliminarão os subsídios que tornam a agricultura moderna inviável em muitos países em vias de desenvolvimento e deixam os camponeses pobres a mercê dos especuladores de matérias primas e doadores generosos? (&#8230;) Essas são as perguntas para as quais os países do Bric querem resposta.”</p>
<p>Já uma análise publicada pelo diário britânico Financial Times disse que o bloco representa um quarteto “definido pelas diferenças”, e que trata-se do “primeiro grupo multilateral criado por analistas de um banco de investimento e sua equipe de vendas”.</p>
<p>Próxima reunião no Brasil<br />
Os líderes dos quatro países concluíram sua primeira cúpula com a promessa de uma maior cooperação em diferentes áreas e o anúncio de que o Brasil sediará o próximo encontro do grupo, em 2010.</p>
<p>A segunda cúpula, ainda sem data, é reflexo de um avanço na formalização do bloco. Estão previstos ainda encontros entre ministros de áreas como Fazenda e também de integrantes dos bancos centrais.</p>
<p>O documento final deixa claro também que o Bric, como grupo, apoia as aspirações da Índia e do Brasil de desempenhar um papel maior na Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>Fraqueza<br />
A cúpula dos Brics também confirmou a preocupação crescente dos emergentes em traduzir sua força econômica em influência política, lançando-se como contrapeso às posições dos sete países mais ricos. Amorim afirmou que o presidente Lula manifestou aos colegas preocupação com o suposto esvaziamento do G-20. </p>
<p>Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, discordara de Amorim ao dizer que o &#8220;G-8 não morreu&#8221;, que a cooperação é crescente e &#8220;o G-5 será um parceiro integral do G-8&#8243;. Mas demonstrou sintonia sobre a falta de força dos emergentes entre as maiores economias. </p>
<p>Futuro<br />
Após dar os primeiros passos retóricos em Ecaterimburgo, o Bric agora tentará se institucionalizar, com encontros regulares. O Brasil se ofereceu para sediar a próxima cúpula, que deve ocorrer em 2010, e já estão previstas reuniões dos presidentes dos bancos centrais e ministros da Fazenda.</p>
<p>No lado político, o novo bloco já tem pelo menos uma divisão, logo de saída. Brasil e Índia reivindicam assentos permanentes num Conselho de Segurança da ONU ampliado, no que são apoiados pela Rússia. Mas a China rejeita a ampliação, por temer a inclusão de seu maior rival regional, o Japão.</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal do Brasil de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Folha de S. Paulo de 17 de junho de 2009<br />
Jornal O Estado de S. Paulo de 17 de junho de 2009<br />
JornalO Globo de 17 de junho de 2009 </p>
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		<title>Arrecadação federal continua caindo</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/arrecadacao-federal-continua-caindo/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 03:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Considerando a arrecadação total, que inclui as receitas não tributárias, o valor de maio, de R$ 49,83 bilhões, significou queda de 6,06% sobre o mesmo mês em 2008. No acumulado dos primeiros cinco meses, a receita chegou a R$ 267,34 bilhões (retração de 6,92% sobre igual período de 2008).
Da perda de R$ 16,9 bilhões, R$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considerando a arrecadação total, que inclui as receitas não tributárias, o valor de maio, de R$ 49,83 bilhões, significou queda de 6,06% sobre o mesmo mês em 2008. No acumulado dos primeiros cinco meses, a receita chegou a R$ 267,34 bilhões (retração de 6,92% sobre igual período de 2008).</p>
<p>Da perda de R$ 16,9 bilhões, R$ 10,87 bilhões correspondem às desonerações, como a redução do IPI sobre a venda de veículos e eletrodomésticos; R$ 5 bilhões referem-se a compensações tributárias lançadas pelas empresas, como o caso da Petrobras; o aumento da inadimplência explica outra parcela da perda de receitas. Só entre outubro 2008 e janeiro de 2009, o atraso no pagamento de impostos dobrou sobre período igual anterior e chegou a R$ 1,1 bilhão.</p>
<p>Redução no IPI<br />
A principal razão para explicar a queda na arrecadação é a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, eletrodomésticos linha branca e materiais de construção, explicou a Receita, em comunicado.</p>
<p>No início do ano, o Governo decretou fortes descontos no IPI de automóveis e chegou a reduzir a taxa a 0% para os modelos de menor cilindrada, destinados ao mercado de baixo poder aquisitivo, como medida para incentivar o estímulo das vendas no setor automotivo, um dos mais atingidos pela crise.</p>
<p>Nos primeiros cinco meses de 2009, a receita proveniente do IPI sobre automóveis caiu 81,8%, detalhou o comunicado, embora este fator deixe de pesar nas contas públicas a partir de julho, já que o Governo já anunciou que não vai prorrogar por mais tempo os descontos tributários pela melhoria do setor.</p>
<p>Além dos descontos tributários, outros fatores associados à crise também contribuíram negativamente nestes cinco meses, como a queda dos lucros das empresas (-29,5%), o retrocesso da produção industrial (-14,6%) e a queda das importações (-29%).</p>
<p>A queda da arrecadação obrigou o Governo a aplicar cortes no orçamento de diversos ministérios e a revisar para baixo alguns investimentos que estavam previstos.</p>
<p>O Brasil está oficialmente em recessão técnica, por acumular dois trimestres de crescimento negativo, com a retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6% no último trimestre do ano passado e de 0,8% nos três primeiros meses de 2009.</p>
<p>Posição da Receita Federal<br />
Segundo a Receita Federal a tendência para a arrecadação tributária de junho continua de queda, talvez um pouco menor que maio. O governo não espera grande desempenho para a arrecadação neste ano, porque ela está sendo sacrificada em nome da preservação de empregos e da renda. </p>
<p>De janeiro a maio, as reduções de carga do IPI retiraram R$ 2,27 bilhões da arrecadação, na comparação com os números dos primeiros cinco meses de 2008. Outras desonerações relevantes para o período ocorreram no Imposto de Renda da Pessoa Física (R$ 2,44 bilhões), Cofins (R$ 2,35 bilhões), Cide (R$ 1,47 bilhão), IOF (R$ 1,31 bilhão), PIS (R$ 504 milhões), Imposto de Importação (R$ 268 milhões) e ampliação de prazos de pagamento (R$ 250 milhões).</p>
<p>Os R$ 14,9 bilhões perdidos pela arrecadação por desonerações e compensações explicam a maior parte da redução de R$ 16,89 bilhões na receita tributária em relação a janeiro-maio de 2008.</p>
<p>Os principais tributos sobre o lucro das empresas &#8211; IRPJ e CSLL &#8211; renderam R$ 56,08 bilhões aos cofres federais nos primeiros cinco meses de 2009, com queda real de 6,95% sobre igual período no ano passado. As duas contribuições incidentes sobre o faturamento das empresas &#8211; PIS e Cofins &#8211; geraram R$ 55,46 bilhões de janeiro a maio. No ano passado, o mesmo período teve valor 13,12% maior. O destaque tem sido a receita previdenciária. Os R$ 76,39 bilhões arrecadados de janeiro a maio significam crescimento de 6,06% sobre igual período de 2008.</p>
<p>Inadimplência das empresas dobra<br />
A projeção de arrecadação para 2009 é de R$ 485 bilhões (excluindose as receitas previdenciárias). Em 2008, esse valor foi de R$ 479,5 bilhões.</p>
<p>Mas, quando os valores forem corrigidos com base na inflação, o resultado pode ser uma redução em 2009. Em 2003, quando o país enfrentou sua última recessão, a queda na arrecadação foi de cerca de 4%.</p>
<p>No acumulado do ano, a arrecadação foi prejudicada pela perda de fôlego da indústria. A produção fabril recuou 14,7% nos quatro primeiros meses do ano, segundo o IBGE. O recolhimento de impostos também foi afetado pela menor lucratividade das empresas (queda de 29,5% no primeiro trimestre, considerando os balanços de 149 companhias listadas em Bolsa) e pelo recuo das importações.</p>
<p>O recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) — que reflete a lucratividade das empresas — caiu 11,26% no acumulado de 2009. A arrecadação de Cofins e da Cide também está em queda, de 14,03% e de 75,1%, respectivamente.</p>
<p>Isso porque empresas fizeram compensações atípicas de tributos. Entre elas está a Petrobras, que fez mudanças sem amparo legal em seu regime tributário.<br />
Análise<br />
A arrecadação do governo federal caiu mais neste ano do que o PIB do país desde o agravamento da crise econômica global. Mas essa nem é a comparação mais importante para avaliar a gravidade da queda.</p>
<p>Com a receita em queda mais aguda que a da renda total gerada na indústria, na agropecuária, no comércio e nos serviços, o primeiro semestre tende a fechar com a primeira redução da carga tributária federal em dez anos -desde que foi iniciada, por imposição do FMI, a política de aperto fiscal destinada a conter a alta da dívida pública.</p>
<p>Trata-se, é evidente, de um resultado atípico. </p>
<p>Como a indústria é, de longe, o setor mais atingido pela recessão e o que mais paga impostos, o caixa da União sofreu mais de imediato. Não há por que acreditar que a carga tenha iniciado uma trajetória declinante. A dúvida é se ela voltará a subir no ritmo que tem sustentado as políticas públicas dos últimos anos.</p>
<p>A receita, que cai cerca de 6% até abril, aparece nas contas do Tesouro ao lado da despesa, que cresce mais de 10% -compatíveis com o ritmo de alta da arrecadação nos meses pré-crise, de retorno incerto.</p>
<p>A partir do final do primeiro mandato do presidente Lula, os ventos favoráveis da economia proporcionaram o período com que todo governante sonha: cada vez mais dinheiro à disposição, sem necessidade de elevação de tributos. Enquanto a economia do país crescia entre 5% e 6% ao ano, a receita do governo crescia entre 7% e 9%, mesmo com o fim da CPMF.</p>
<p>Esse &#8220;bônus fiscal&#8221;, é explicado pelo aumento generalizado dos lucros e, mais particularmente, pela formalização de empresas e de trabalhadores que não faziam parte do universo de contribuintes.</p>
<p>De natureza transitória, o ganho de receita inspirou a ampliação de despesas de caráter permanente. Impulsionados por reajustes do salário mínimo e dos vencimentos do funcionalismo, os gastos federais se expandiram a uma taxa de 7,4% anuais no período. A média só não foi maior porque o governo decidiu elevar o superávit primário -a poupança destinada ao abatimento da dívida pública- de 2008.</p>
<p>Neste ano, o descompasso entre receita e despesa não inviabiliza nem a economia nem a política: os juros e a meta de superávit caíram, sem sobressaltos do mercado. Mas em 2010 será preciso atender simultaneamente às demandas de investidores e de eleitores.</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal de Brasília de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Valor Econômico de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Folha de S. Paulo de 17 de junho de 2009<br />
Jornal O Globo de 17 de junho de 2009<br />
Jornal O Estado de S. Paulo de 17 de junho de 2009 </p>
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		<title>Inadimplência ainda preocupa segundo o CNDL</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 03:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Responsável por medir o volume de operações de crédito em 800 mil estabelecimentos do varejo brasileiro, o indicador divulgado nesta terça-feira (16 de junho) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) e pelo Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC) aponta que o número de consumidores inadimplentes caiu 11,28% em maio, ante abril, segundo dados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Responsável por medir o volume de operações de crédito em 800 mil estabelecimentos do varejo brasileiro, o indicador divulgado nesta terça-feira (16 de junho) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) e pelo Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC) aponta que o número de consumidores inadimplentes caiu 11,28% em maio, ante abril, segundo dados divulgados ontem pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil. O levantamento tem base nos registros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). </p>
<p>Segundo a CNDL, a queda decorre da recuperação do emprego e da melhora na massa salarial real, o que permitiu o pagamento das contas em dia. O resultado do ano ainda é ruim. </p>
<p>De janeiro a maio, a inadimplência aumentou 11,45% em relação ao mesmo período de 2008.</p>
<p> O SPC considera inadimplente o consumidor que deixa de pagar uma compra por 60 a 75 dias.</p>
<p>Análise do CNDL<br />
De acordo com o presidente do CNDL, Roque Pellizzaro, o índice representa a maior variação de inadimplência já registrada pela entidade em períodos comparativos. “Qualquer variação na inadimplência que se aproxime de 5% já é de chamar a atenção. Por isso digo que é a maior alteração registrada até agora”, afirma Pellizzaro. </p>
<p>O desempenho negativo, ainda segundo Pellizzaro, foi provocado pela onda de desemprego registrada nos meses de novembro e dezembro do ano passado – epicentro da crise financeira no país – e a falta de confiança do consumidor, que deixou de honrar as contas para economizar e se prevenir contra o desemprego. O presidente do CNDL acredita que o varejo deve levar pelo menos dois anos para se recuperar. </p>
<p>A última pesquisa CNDL/SPC sobre inadimplência foi divulgada há cerca de um ano e meio. Nesse período, a entidade continuou a computar os números, mas não elaborou estudos sobre eles. Por isso não há como traçar um comparativo mensal sobre o comportamento dos consumidores. A partir desse mês, no entanto, a confederação promete divulgar mensalmente os índices sobre inadimplência no varejo. Até o final do ano, segundo Pellizzaro, será possível mapear a evolução de pendências por regiões e estados. </p>
<p>Em relação a abril, número foi positivo<br />
Apesar do desempenho negativo no acumulado do ano, a inadimplência referente a maio diminuiu 11,28% em relação a abril deste ano. Os números refletem pendências registradas em fevereiro e março, uma vez que os lojistas têm prazo de um mês para notificar os consumidores e, em caso de não pagamento, incluir o CPF no cadastro do SPC. </p>
<p>Segundo a pesquisa, 74,40% dos inadimplentes estão na faixa de débito que vai até R$ 250. Já pendências com valor superior a R$ 500 ficam em 12,98%. A concentração de valores baixos é explicada pelo maior parcelamento de compras.</p>
<p>O maior número de registros no SPC por falta de pagamento, 56,87%, é de mulheres, e 43,13% de homens. Os maiores devedores, 27,27%, estão na faixa de 30 a 39 anos. Já o índice é menor, de 5,8%, entre as pessoas acima de 65 anos. O maior índice de inadimplência está nas dívidas até R$ 250, com 74,40% do número total. A CNDL explica que a concentração em valores baixos deve-se ao parcelamento das compras: quanto maior o número de parcelas, menor seu valor individual.</p>
<p>Recuperação de crédito<br />
No mês de maio, ainda segundo levantamento da CNDL, houve uma queda de 13,18% no volume de cancelamentos de registros no SPC Brasil, na comparação com abril, o que representa a regularização dos débitos em atraso. Na comparação com maio de 2008, no entanto, houve um aumento de 22,02% nos cancelamentos de registros e, no acumulado de 2009, de janeiro a maio, o volume de cancelamentos subiu 10,97% se comparado ao mesmo período do ano passado.</p>
<p>Esse resultado positivo deve-se, segundo a CNDL, também ao maior nível de confiança dos consumidores na recuperação da economia aliado ao aumento real do salário mínimo. Para continuar nessa tendência positiva, é importante, na opinião de Pelizzaro, que seja mantida a &#8220;empregabilidade e o nível de emprego e renda&#8221;.</p>
<p>Dos clientes que recuperaram o crédito no mês de maio, 55,54% foram mulheres e 44,46%, homens. Nesse cenário, compradores com idade entre 30 e 39 anos foram os que mais buscaram colocar as contas em dia.</p>
<p>Número de consultas<br />
O número de consultas ao SPC para compras a prazo e pagamentos em cheque apresentou um crescimento de 11,46% em maio em relação a abril.  </p>
<p>Segundo o presidente da CNDL, essa elevação deve-se, principalmente, ao aquecimento do consumo, por conta da comemoração do Dia das Mães, no mês passado, data que é considerada a segunda melhor de vendas para o comércio.</p>
<p>Na comparação com maio de 2008, o número de consultas cresceu 4,57% e, no acumulado de 2009 até maio, houve um aumento de 7,25%. Essa elevação, segundo a CNDL, é consequência da queda na taxa básica de juros, a Selic, e da melhora no poder de compra dos consumidores.</p>
<p>O indicador CNDL/SPC<br />
O indicador é apurado com base na média de consultas ao banco de dados em todos os estados do país e o Distrito Federal. Atualmente, o cadastro de consumidores conta com aproximadamente 150 milhões de CPFs, entre pessoas com débitos ou que apenas tiveram o número consultado para compras de crédito, mas não apresentam pendências com o serviço de crédito. </p>
<p>O consumidor que tem o CPF registrado no SPC não pode fazer compras a prazo, não pode ser avalista, nem consegue obter financiamento em bancos e instituições financeiras.</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal Estado de S. Paulo de 16 de junho de 2009<br />
Site G1 em 16 de junho de 2009<br />
Site Folha Online em 16 de junho de 2009. </p>
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		<title>A vingança do Bovespa</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise que atingiu o pior momento no fim do ano passado aterrorizou os investidores da Bolsa de Valores, que encerrou 2008 com o pior índice desde 1972, amargando queda de 41,22%.
Mas nada como um dia após o outro.
A Bolsa de Valores foi pelo segundo mês consecutivo o melhor investimento, superando com folga aplicações mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise que atingiu o pior momento no fim do ano passado aterrorizou os investidores da Bolsa de Valores, que encerrou 2008 com o pior índice desde 1972, amargando queda de 41,22%.</p>
<p>Mas nada como um dia após o outro.</p>
<p>A Bolsa de Valores foi pelo segundo mês consecutivo o melhor investimento, superando com folga aplicações mais populares, como poupança e fundos de renda fixa em abril.</p>
<p>Investidores que aplicaram seus recursos em dólar e ouro (opções, digamos &#8220;mais seguras&#8221; em momentos de crise), tiveram o dissabor de perder até para a inflação do mês.</p>
<p>O índice de ações Ibovespa, referência para boa parte dos fundos de renda variável, ficou 15,55% mais alto em abril. Trata-se da maior disparada do índice desde fevereiro de 2005, explicada principalmente pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a Bolsa brasileira.</p>
<p>Os fundos de renda fixa e do tipo &#8220;DI&#8221; apresentaram retorno médio de, respectivamente, 0,62% e 0,72% neste mês, segundo cálculo da Anbid (associação dos bancos de investimento), com dados atualizados até o dia 27. Aplicação mais popular do país, a poupança teve rentabilidade de 0,54%.</p>
<p>Esses investimentos ainda conseguiram proporcionar aos aplicadores ganho acima da inflação do mês, que foi de 0,36%, se medida pelo IPCA-15 (que reflete o consumo para famílias com renda até 40 salários mínimos). O retorno foi ainda maior se considerado o IGP-M, utilizado para o reajuste de aluguéis, que em abril apontou deflação de 0,15%. O quadro muda, no entanto, considerando os investimentos em alguns dos ativos financeiros mais arriscados do mercado: dólar e ouro.</p>
<p>Investidores que apostaram na moeda americana viram suas economias encolherem 5,92% neste mês, considerando a cotação formada no mercado à vista. A commodity metálica teve desempenho ainda pior: a cotação da commodity negociada na BM&amp;F (Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros) caiu 7,22%.</p>
<p>A Bolsa e as aplicações mais conservadoras ainda conseguiram  ganhar da inflação do quadrimestre, que foi de 1,51% pelo IPCA-15. Pelo IGP-M, houve deflação, na verdade, de 1,07%. Dólar e ouro, outra vez, perderam. A cotação da moeda americana retraiu 6,55% entre janeiro e abril, enquanto o preço da commodity metálica ficou 2,50% mais baixo.</p>
<p>Da mesma forma, o Ibovespa encabeça o ranking do ano, com ganhos acumulados de 25,94%. A seguir estão, os CDBs com mais de R$ 100 mil, cuja rentabilidade chega a 3,07%. No último lugar está o dólar comercial, com perdas de 6,3%.</p>
<p>A bolsa brasileira foi beneficiada em abril pela melhora da conjuntura internacional. Indicadores econômicos de vários países apresentaram evolução no mês, o que tem levado alguns analistas a afirmar que o fundo do poço da crise ficou para trás.</p>
<p>Com isso, muitos investidores já saíram à caça de oportunidades de aplicações mundo afora. Nesse contexto, a bolsa brasileira ganhou destaque porque o desempenho econômico do País está relativamente melhor do que o de outros emergentes, os preços das ações caíram fortemente aqui entre outubro e dezembro e o Brasil é um grande produtor de commodities (a demanda por matérias-primas é uma das primeiras a crescer em períodos de recuperação).</p>
<p>Para se ter uma ideia, o saldo de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira em abril estava positivo em R$ 3,75 bilhões no acumulado até o dia 28 (último dado disponível). No ano, o superávit era de R$ 5,1 bilhões.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 01 de maio de 2009<br />
Site Folha On Line em 30 de abril de 2009<br />
Site ClicRBS em 03 de maio de 2009</p>
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		<title>Indústria: sinais de &#8220;o pior já passou&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Já existe no Brasil sinais (fracos é verdade) de que o pior já passou. A despeito do que pensam os mais pessimistas, o setor produtivo brasileiro parece estar dizendo &#8220;chega de crise&#8221; e que já é hora de voltar a vida normal.
Um bom exemplo é a indústria brasileira que apresentou recuperação no primeiro trimestre deste [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já existe no Brasil sinais (fracos é verdade) de que o pior já passou. A despeito do que pensam os mais pessimistas, o setor produtivo brasileiro parece estar dizendo &#8220;chega de crise&#8221; e que já é hora de voltar a vida normal.</p>
<p>Um bom exemplo é a indústria brasileira que apresentou recuperação no primeiro trimestre deste ano, após queda generalizada nos pedidos recebidos em dezembro. O nível de estoques da indústria brasileira já está muito próximo de sua média histórica, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação. No mês de abril, os estoques atingiram 88,4 pontos no levantamento &#8211; a variação é de 0 a 200 pontos e a média histórica é de 91,9 pontos.</p>
<p>O mapeamento feito revela que a retomada da demanda está concentrada na produção de bens cujo consumo depende da renda do trabalhador, como alimentos, e da indústria automobilística, que teve o corte de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) renovado.</p>
<p>Neste mês de abril, do total de 1.061 empresas consultadas, 15,7% delas apontaram a existência de estoques excessivos, bem menos que os 21,8% do mês de janeiro. Outro dado que pode ser interpretado como o fim do período de ajuste da indústria é que 4,1% dos empresários responderam que já possuem estoques insuficientes para a demanda. Esse indicador era de 1,8% em março e chegou a 0 nos meses janeiro e novembro.</p>
<p>Desde o início da atual crise, o maior nível de estoques foi verificado no mês de janeiro, quando o indicador da FGV apontou 78,2 pontos, mas, já em fevereiro, voltou aos 82,6 pontos.</p>
<p>Entre os setores que já apresentam estoques abaixo de sua média histórica, estão produtos têxteis e farmacêutico. Em situação equilibrada, estão vestuário e calçados, material de transporte, química, matérias plásticas, minerais não-metálicos e metalúrgica.</p>
<p>Com sobras de estoque, aparecem, em primeiro lugar, mecânica, fortemente influenciada pela indústria de bens de capital, papel e celulose, material elétrico e de comunicações e, surpreendentemente, produtos alimentares.</p>
<p>Emprego<br />
Os empresários da indústria ainda não planejam contratar trabalhadores, mas sinalizam que não têm mais intenção de demitir, como ocorreu nos últimos meses. No mês de abril o indicador Emprego Previsto ficou com 95 pontos, muito próximo da média histórica de 100,9 pontos e bem melhor que o resultado de março (84,6 pontos). A variação do indicador vai de 0 a 200 pontos. O pior resultado ocorreu em fevereiro deste ano (82,4).</p>
<p>Neste mês, aumentou a parcela dos empresários que responderam prever um nível de emprego maior para os próximos três meses. Em abril, esse índice foi de 17,1% dos empresários ante 9,8% em março. A parcela dos industriais que preveem um nível de emprego menor caiu de 25,2% em março para 22,1% em abril.</p>
<p>Diferente do que aconteceu nos meses anteriores, quando a recuperação do nível de emprego previsto estava concentrada no setor automotivo, desta vez houve uma recuperação mais bem distribuída entre os setores industriais. Metalurgia apresentou a maior evolução entre março e abril, saindo de 66 pontos para 89 pontos, bem próximo da média história (90,7).</p>
<p>Acima da média histórica, há perspectiva de contratação de funcionários nos próximos meses nos segmentos de produtos alimentares, química e papel e celulose. Abaixo da média, há ainda setores com possibilidade de demitir, como minerais não-metálicos, mecânico, material elétrico e comunicações e material de transporte. Mas esses segmentos já estão demitindo menos.</p>
<p>Capacidade<br />
Outro destaque da pesquisa foi o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que avançou para 78,3% em abril na série com ajuste sazonal e ficou bem próximo da média histórica (80%). A indústria ainda permanece com muita ociosidade, mas está recuperando o nível de atividade de forma gradual.</p>
<p>Confiança<br />
O setor industrial demonstrou, pelo quarto mês consecutivo, que está mais otimista em relação ao crescimento da economia brasileira. De acordo com pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria aumentou de 77,8, em março, para 84,6 pontos, em abril, uma elevação de 8,7%. Apesar do aumento, o índice se encontra abaixo da média histórica, 99,2 pontos, refletindo o baixo crescimento da atividade econômica, segundo a FGV.</p>
<p>Essa pontuação, conforme a metodologia da pesquisa, reflete as expectativas de 1.061 representantes de empresas, que têm faturamento em torno de R$ 543, 3 bilhões, com participação de 23,3% nas exportações. A pesquisa indica ainda variações favoráveis em outros indicadores. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 8,3%, ao passar de 79,5 para 86,1 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) subiu 9,2%, de 76,1 para 83,1 pontos. Os dois indicadores atingiram os maiores níveis desde outubro de 2008.</p>
<p>O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de zero a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. Os dados atualizados do índice mostram que, na passagem de março para abril, o indicador subiu de 77,8 pontos para 84,6 pontos, na série com ajuste sazonal.</p>
<p>Entre os quesitos que contribuíram para a melhora do ISA e do IE, destacou-se a avaliação mais favorável sobre o nível da demanda. De março para abril, a parcela de empresas pesquisadas que avaliam a demanda atual como forte aumentou de 11,9% para 12,2%. No mesmo período de comparação, o porcentual de companhias entrevistadas que a consideram como fraca caiu de 40,1% para 32,1%.</p>
<p>No campo das respostas relacionadas ao futuro, a FGV informou que as previsões para a produção continuaram melhorando, e alcançaram em abril o melhor resultado desde outubro de 2008. Das empresas consultadas, 31,9% estimam aumento e 21,1% apostam em recuo da produção no segundo trimestre deste ano. Em março, esses percentuais, para as mesmas respostas, haviam sido de 27,7% e de 19,9%, respectivamente.</p>
<p>Esta foi a quarta elevação consecutiva do índice. Na prática, na avaliação da fundação, esse resultado consolida uma tendência de recuperação gradual da confiança, após recuo acentuado durante o quarto trimestre do ano passado. Entretanto, a fundação ressalta que, apesar da evolução favorável, o índice encontra-se abaixo da média histórica, de 99,2 pontos, o que reflete um ritmo ainda fraco de atividade econômica brasileira.</p>
<p>A proporção de empresas com expectativa otimista sobre o aumento de vendas cresceu de 27,7% para 31,9%, enquanto a parcela com percepção de que haverá queda subiu de 19,9% para 21,1%.</p>
<p>Em comunicado, a FGV comentou que essa foi a quarta elevação consecutiva do índice. Na prática, na avaliação da fundação, esse resultado consolida uma tendência de recuperação gradual da confiança, após recuo acentuado durante o quarto trimestre de 2008. Entretanto, a fundação faz uma ressalva: apesar da evolução favorável, o índice encontra-se abaixo da média histórica, o que reflete ainda um ritmo ainda fraco de atividade econômica.</p>
<p>O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.</p>
<p>De acordo com série histórica fornecida pela fundação, em seu comunicado, o patamar de Nuci referente ao mês de abril é o maior desde dezembro do ano passado, quando esse indicador apontava resultado de 79,9%.</p>
<p>Ainda segundo a fundação, na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em abril foi de 77,6%, também o mais intenso desde dezembro do ano passado (quando o Nuci alcançou patamar de 80,6%).</p>
<p>Estes são indicadores importantes que existe uma tendência de retomada na indústria. A expectativa é que números similares possam ser identificados no varejo e na atividade primário para que possamos, finalmente, anunciar o início do fim da crise.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 01 de maio de 2009<br />
Jornal do Brasil de 01 de maio de 2009</p>
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		<item>
		<title>Desoneração fiscal: e o escolhido foi &#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:06:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das características do Governo Federal é nunca enfrentar o problema de frente e sim lançar pacotes, Programas e ações que apesar de grande potencial de mídia apresentam poucos resultados práticos.
Exemplos não faltam:
- o Fome Zero foi um grande lançamento mas na prática os brasileiros ainda não tem acesso às famosas 3 refeições por dia;
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das características do Governo Federal é nunca enfrentar o problema de frente e sim lançar pacotes, Programas e ações que apesar de grande potencial de mídia apresentam poucos resultados práticos.</p>
<p>Exemplos não faltam:<br />
- o Fome Zero foi um grande lançamento mas na prática os brasileiros ainda não tem acesso às famosas 3 refeições por dia;</p>
<p>- o caos áereo não foi enfrentado em nenhum momento. Uma série de medidas foram anunciadas, poucas foram efetivamente cumpridas e o assunto acabou esfriando por si próprio;</p>
<p>- lembra do Plano Nacional de Segurança Pública, o chamado Pac da Segurança? Ainda não saiu do papel;</p>
<p>- o Plano de Parceria Público-Privada, o também famoso PPP, até hoje não existe;</p>
<p>- o PAC, então nem se fala. Muita espuma para pouca cerveja;</p>
<p>- agora estamos vendo o Plano Nacional de Habitação, que mal foi anunciado já apresentou uma porção de problemas de execução.</p>
<p>Mas talvez o exemplo mais bem acabado da inação do governo é a atual política de uni-duni-tê da desoneração fiscal. Essa nova invenção do Governo Lula prevê abrir o saco de bondades da política fiscal apenas para uns e outros. A necessária ação governamentas que deveria servir como um incentivo às empresas, previnindo demissões e fechamento de fábricas, por algum motivo que ninguém qual é, acabou beneficiando apenas alguns setores escolhidos à dedo, enquanto os outros foram entregues à própria sorte.</p>
<p>Mas por que? Falta de um lobby mais eficiente por parte dos demais setores? Não alinhamento com a ideologia do governo? </p>
<p>Realmente as razões não temos como precisar e sim lamentar.</p>
<p>Reação dos esquecidos<br />
De fato, os pacotes de desoneração do governo federal para estimular alguns setores da economia já despertaram a cobiça de associações e sindicalistas. Com uma proposta debaixo do braço e 4 milhões de empregos para barganhar, dez associações passaram as últimas semanas numa peregrinação pela Esplanada dos Ministérios para convencer o governo da importância de suas reivindicações. </p>
<p>&#8220;Se os tanquinhos e geladeiras foram contemplados, por que outros setores (que também sofrem reflexos da crise) não seriam?&#8221;, indagam representantes do setor produtivo.</p>
<p>Mesma pergunta fez o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, Miguel Torres, no dia Primeiro de maio durante as comemorações do Dia do Trabalho. Ele disse que pediu ao governo a extensão dos benefícios do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da linha branca para o segmento de freezers. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, afirmou que também pode reivindicar nova prorrogação do corte de IPI para carros, dependendo das vendas do setor.</p>
<p>O jornal O Estado de São Paulo consultou dez associações de vários setores, como máquinas e equipamentos, frigoríficos, aéreo, calçados, infraestrutura, têxtil e confecções, eletroeletrônicos, software, consumidores de energia e papel e celulose, responsáveis por 4 milhões de empregos.</p>
<p>Na lista de todas elas, o pedido mais comum, além do IPI, é a desoneração de PIS, Cofins e folha de pagamento. A estratégia é apostar alto para ter margem de manobra nas negociações. Ou seja, eles pedem a isenção total de tributo para, no fim, conseguir alguma redução.</p>
<p>A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) está no grupo dos chorões, como gosta de dizer o Governo. Com apoio de centrais sindicais, propôs um regime especial de desoneração com o compromisso das empresas de manutenção dos 240 mil empregos. Para isso, quer isenção total de PIS, Cofins e ICMS (estadual) durante quatro meses. </p>
<p>Balcão de negócios &#8211; quem &#8220;chora&#8221; mais leva<br />
Ao escolher os setores automotivo, de material de construção civil e de linha branca como beneficiários da redução temporária do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o governo federal optou por transformar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em um balcão de negócios.</p>
<p>Diante dos efeitos da crise, o Ministério defende que medidas fiscais lineares não teriam os efeitos esperados e que vale mais a concessão de benefícios pontuais a setores envolvidos em longas cadeias de produção para preservar empregos. </p>
<p>Desde dezembro, o governo federal reduziu, e em alguns caos zerou, as alíquotas do IPI de automóveis e caminhões, de material de construção e de produtos da linha branca. Também reduziu de 3,65% para 0,65% a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) de motocicletas. Juntas, essas iniciativas correspondem a uma renúncia fiscal de R$ 3,137 bilhões e a 0,65% da arrecadação prevista no Orçamento da União deste ano. Mas ficam restritas a um tributo cuja arrecadação é compartilhada com os Estados, os municípios e os fundos regionais.</p>
<p>Os beneficiados até agora, segundo posição oficial, respondem por um amplo número de empregados, contam com uma capilaridade intensa em outros setores da produção, do comércio e dos serviços. Conforme ressaltou, não havia argumentos plausíveis para a concessão de benefícios para setores em expansão, como o de alimentos. Em contrapartida, todos os favorecidos assumiram um compromisso verbal de não demitir enquanto o benefício fiscal estiver em vigência. </p>
<p>Novos pedidos antigos<br />
O agravamento da crise mundial levou associações de empresários a tirarem da gaveta reivindicações antigas, que até então eram vistas com certo desdém pelo governo. </p>
<p>É o caso da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), que entregou ao Ministério da Fazenda pleito para o governo rever a base de cálculo do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Com a proposta, a associação calcula redução entre 2,59% e 3,11% na carga tributária. </p>
<p>Na Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o argumento da manutenção do trabalho tem tem peso ainda maior. Com 1,6 milhão de empregos, ela quer a redução de PIS/Cofins para produtos, como uniformes, artigos do lar, artigos de hospitais, além da desoneração da folha de pagamento. A proposta prevê ainda a ampliação dos prazos de recolhimento de PIS/Cofins para 90 dias &#8211; medida defendida pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). </p>
<p>Qual será a posição do Governo com relação às novas reivindicações ainda não sabemos. Mas que a política do uni-duni-tê da desoneração é estranha isso é.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Revista Isto É Dinheiro, edição 601de 15 de abril de 2009<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 02 de maio de 2009</p>
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		<title>Mercado financeiro: sinais de o pior já passou</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:06:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Você se lembra da história do copo meio cheio ou meio vazio?
Em momentos de incerteza, cada um de nós tem que escolher como vai enxergar o copo. Digo isso, porque já há sinais na imprensa de que o pior já passou, e que os números de vários setores estão se estabilizado.
Alguns dias atrás foram divulgados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você se lembra da história do copo meio cheio ou meio vazio?</p>
<p>Em momentos de incerteza, cada um de nós tem que escolher como vai enxergar o copo. Digo isso, porque já há sinais na imprensa de que o pior já passou, e que os números de vários setores estão se estabilizado.</p>
<p>Alguns dias atrás foram divulgados vários indicadores bastante interessantes da indústria brasileira e no dia 04 de maio foi a vez do mercado financeiro.</p>
<p>De fato, muitos analistas afirmam, desde o segundo semestre do ano passado, que o mercado brasileiro seria um dos primeiros a se beneficiar de uma melhora do cenário econômico-financeiro global. Mas nem o mais otimista deles apostava em altas tão expressivas do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) em tão pouco tempo.</p>
<p>O indicador disparou 6,59% e fechou pela primeira vez acima de 50 mil pontos desde setembro, quando o banco de investimentos americano Lehman Brothers quebrou, provocando&#8230; bem, você sabe o que.</p>
<p>Entre o dia 27 de outubro, quando o Ibovespa atingiu o menor nível dos últimos anos (29.435 pontos no fechamento), e no dia 05 de maio o avanço chega a 71,23%.</p>
<p>As ações mais negociadas, Petrobras e Vale, bem como os papéis do setor siderúrgico, puxaram a disparada do mercado doméstico. A ação preferencial da petrolífera subiu 7,07%, enquanto o ativo da mineradora disparou 8,75%. Já a ação ordinária da CSN teve forte ganho de 7,24%, a ação da Usiminas teve acréscimo de 6,18%, enquanto a ação da Gerdau teve avanço de 8,91%.</p>
<p>O movimento de recuperação foi liderado pelos investidores estrangeiros, que veem no Brasil uma ótima oportunidade em comparação com o resto do mundo neste momento. Até o dia 30 de abril, as compras de ações por parte desses investidores superavam as vendas em R$ 4,5 bilhões no acumulado do ano. Somente em abril, o saldo chegava a R$ 3,1 bilhões.</p>
<p>Uma das explicações que vem ganhando força é que o Brasil é bem visto porque tem um mercado interno forte (mais ainda depois das medidas governamentais de estímulo ao consumo), tem resistido bem à crise (graças a fundamentos considerados sólidos) e por causa de suas relações comerciais crescentes com a China.</p>
<p>Mercado chinês é a bóia de salvação<br />
Uma informação relacionada ao gigante asiático foi a grande responsável pelo otimismo. Um indicador que mede a atividade industrial chinesa teve em abril a primeira expansão após oito meses seguidos de baixa.</p>
<p>A China é grande importadora de matérias-primas, como petróleo e minério de ferro. Como nosso país possui um grande excedente exportável de commodities, ele acaba atraindo a confiança dos investidores estrangeiros.</p>
<p>Além disso, analistas comemoraram a iniciativa dos países asiáticos em criar um fundo de emergência com uma verba de US$ 120 bilhões. Os recursos devem ser utilizados para ajudar os países mais seriamente afetados pela crise mundial.</p>
<p>Notícias que ajudaram a &#8220;levantar&#8221; o índice<br />
Entre as principais notícias do dia, o boletim Focus, preparado pelo Banco Central, revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro melhoraram suas projeções para a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano: em vez de uma contração de 0,39%, a mediana das projeções aponta uma retração de 0,30%.</p>
<p>O Ministério do Desenvolvimento contabilizou um superávit comercial (exportações maiores que importações) de US$ 3,7 bilhões. O resultado é 113% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado (US$ 1,737 bilhão) e 109% maior que o verificado em março deste ano (US$ 1,772 bilhão).</p>
<p>O Bradesco anunciou lucro líquido de R$ 1,723 bilhão no primeiro trimestre, resultado 9,6% abaixo dos ganhos apurados em idêntico período de 2008. A instituição bancária elevou sua provisão (dinheiro de reserva) para devedores duvidosos em R$ 1 bilhão.</p>
<p>Expectativa sobre o mercado financeiro americano<br />
O pano de fundo para que questões estruturais voltem a ser consideradas pelos investidores é a melhora de percepção sobre o sistema financeiro dos Estados Unidos. No dia 07 de maio o governo americano deve divulgar os resultados dos testes de estresse aos quais foram submetidos 19 bancos.</p>
<p>Informações antecipadas pela imprensa americana dão conta de que todos deverão precisar de mais capital. Contudo, o mercado não se tem mostrado preocupado porque há a percepção de que os valores necessários não são tão elevados quanto se imaginava, contribuido para a &#8220;calma&#8221; entre os mercados.</p>
<p>Tendência<br />
Incertezas à parte, os analistas acreditam que, apesar das fortes altas recentes, a tendência para a bolsa brasileira ainda é de valorização. A Bovespa encerrou o primeiro pregão de maio com forte valorização e no período de apenas uma semana já acumula valorização de 10%. Em 2009, o ganho acumulado da Bolsa já chega a 34,2%. Os investidores estão um pouco mais animados com as expectativas para a economia doméstica e internacional. A taxa de câmbio retraiu para R$ 2,13, em sua menor cotação desde novembro do ano passado.</p>
<p>E você? Acha que o copo está enchendo ou esvaziando?</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 05 de maio de 2009<br />
Jornal do Brasil de 05 de maio de 2009<br />
Jornal Gazeta Mercantil de 05 de maio de 2009</p>
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		<title>EUA: sinais de &#8220;o pior já passou&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em meio a um oceano de más notícias e incerteza, nos últimos dias começam a surgir algumas pequenas ilhas de bons números.
A indústria brasileira esboça alguma reação seguida pelo bom desempenho da bolsa nos últimos dois meses e o patamar de valorização atingido no dia 04 de maio &#8211; 50 mil pontos.
Da mesma forma, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio a um oceano de más notícias e incerteza, nos últimos dias começam a surgir algumas pequenas ilhas de bons números.</p>
<p>A indústria brasileira esboça alguma reação seguida pelo bom desempenho da bolsa nos últimos dois meses e o patamar de valorização atingido no dia 04 de maio &#8211; 50 mil pontos.</p>
<p>Da mesma forma, os EUA já iniciaram um movimento tímido de retomada. A luz no fim do túnel pode ainda não estar exatamente visível, mas seus reflexos ao menos já parecem confirmar a inevitável chegada.</p>
<p>Indicadores apresentam alguma melhora<br />
Apesar da retração significativa do Produto Interno Bruto (PIB) americano no primeiro trimestre, de 6,1% frente ao quarto trimestre de 2008, especialistas acreditam que outros indicadores começam a mostrar a possibilidade de um cenário mais estável. Índices que monitoram de forma mais atualizada o comportamento da economia, como a confiança do consumidor e números da indústria, sinalizam uma tendência de recuperação.</p>
<p>As vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA cresceram 3,2% em março, para 84,6 pontos, no segundo mês consecutivo de alta no indicador, depois de registrar baixa recorde em janeiro, de 80,4. Uma venda é considerada pendente quando o vendedor aceitou a oferta mas o negócio ainda não foi fechado, o que, em geral, demora dois meses para acontecer. Os gastos com construção também registraram leve alta, de 0,3%, em março, a primeira desde setembro de 2008. Analistas previam uma queda de 1,5%.</p>
<p>Os índices de confiança do consumidor mostraram reação em abril, e chegaram próximos ao patamar anterior à quebra do banco de investimento Lehman Brothers, considerada o marco zero da crise. O índice avançou para 65,1, ante 57,3 em março. Foi ainda a primeira alta na comparação ano a ano desde julho de 2007. O consumo pessoal também cresceu além do esperado, com expansão de 2,2% no trimestre.</p>
<p>O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Richmond, Jeffrey Lacker, disse no dia 03 de maio que considera razoável pensar que a recessão termine este ano nos Estados Unidos. Lacker advertiu, no entanto, que prossegue a queda dos investimentos no setor imobiliário.</p>
<p>– Embora a atividade global ainda esteja em contração, agora parece que o ritmo está diminuindo, e em algum momento ainda este ano a atividade vai bater no fundo do poço e começará a se expandir de novo – disse Lacker, que comanda uma das 12 divisões regionais do Fed.</p>
<p>Manutenção da taxa de juros americana<br />
Em 29 de abril o Federal Reserve, banco central norte-americano, decidiu pela manutenção da taxa básica de juros do país entre zero e 0,25%. O patamar havia sido instituído na reunião de dezembro do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Antes dessa data, a taxa básica estava em 1% anuais.</p>
<p>O banco central americano afirmou que o ritmo de deterioração da economia do país parece estar diminuindo, mas acrescentou que continuará mantendo a taxa de juro em nível excepcionalmente baixo por um longo período.</p>
<p>Entre os meses de março e abril, a atividade econômica &#8220;continuou a se contrair, embora o ritmo de contração pareça um pouco mais lento&#8221; , diz comunicado emitido após a reunião do Comitê de Política Monetária (Fomc, na sigla em inglês).</p>
<p>As informações coletadas pelo Fed desde março levaram à conclusão de que o gasto do consumidor americano caminha para a estabilização, mas ainda persistem os fatores que limitam a retomada &#8211; a dificuldade na obtenção de crédito, a queda no valor dos imóveis e o aumento do desemprego.</p>
<p>As demissões, diz o Fed, foram uma das saídas adotadas pelas empresas no cenário de crise, assim como a redução dos estoques e o corte nos investimentos.</p>
<p>Ainda que tenha havido uma &#8221; modesta melhora &#8221; na conjuntura entre março e abril, atribuída em parte às medidas de auxílio aos mercados financeiros, o Fed continua a prever que a atividade econômica deve &#8221; permanecer fraca por algum tempo &#8221; e que a inflação ficará sob controle &#8211; ou até mesmo com algum risco nocivo de deflação.</p>
<p>Pronunciamento de Bernanke no Congresso<br />
Segundo o presidente do FED, Ben Bernanke em pronunciamento no Congresso realizado no dia 05 de maio, a recessão norte-americana parece estar perdendo força e o crescimento provavelmente deve ser retomado no final deste ano, refletindo uma melhora dos gastos dos consumidores, do setor imobiliário e o fim do processo de liquidação dos estoques das empresas.</p>
<p>Bernanke acrescentou, entretanto, que a recuperação provavelmente será mais lenta do que o normal e advertiu que a taxa de desemprego deve permanecer elevada por algum tempo, já que as empresas continuam cautelosas em relação às contratações. A taxa de desemprego está atualmente em 8,5%, a máxima em 25 anos. Economistas de Wall Street preveem que a taxa de desemprego em abril, que será divulgada nesta sexta-feira, atingirá 8,9%.</p>
<p>Bernanke afirmou haver &#8220;sinais preliminares&#8221; de que a demanda das famílias se estabiliza, citando aumento nos gastos dos consumidores durante o primeiro trimestre. &#8220;O mercado imobiliário, o qual vem desacelerando há três anos, mostrou alguns sinais de aproximação do fundo do poço&#8221;, acrescentou Bernanke, citando &#8220;um razoável montante&#8221; de vendas de imóveis usados, vendas firmes de imóveis novos e um reduzido estoque de imóveis disponíveis à venda. Entretanto, os níveis de vendas permanecem &#8220;deprimidos&#8221;, explicou.</p>
<p>Bernanke explicou ainda que &#8220;algum progresso&#8221; foi obtido nos ajustes dos estoques das empresas e, com este melhor equilíbrio em relação às vendas, &#8220;uma redução no ritmo da liquidação deve oferecer suporte à produção no final do ano&#8221;.</p>
<p>Os sinais são tímidos, é verdade. Mas existem&#8230;</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal Gazeta Mercantil de 06 de maio de 2009<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 02 de maio de 2009<br />
Site G1 em 29 de abril de 2009<br />
Site Estadão em 05 de maio de 2009<br />
Site O Globo em 05 de maio de 2009</p>
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