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	<title>Gerenciamento Econômico.com.br</title>
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	<description>Publique seus artigos sobre Gerenciamento e Economia</description>
	<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 16:40:00 +0000</pubDate>
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		<title>Apresentando a teoria da informação assimétrica</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 16:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Assimetria de informação]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito do “empoçamento” da liquidez nos bancos atualmente, encontra amparo técnico numa teoria que vem ganhando força entre os pensadores econômicos: a teoria da informação assimétrica. O mal que vem acometendo banqueiros de todo mundo é a diminuição do seu apetite por risco decorrente da dificuldade de encontrar informações suficientes que possam separar bons e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Muito do “empoçamento” da liquidez nos bancos atualmente, encontra amparo técnico numa teoria que vem ganhando força entre os pensadores econômicos: a teoria da informação assimétrica. O mal que vem acometendo banqueiros de todo mundo é a diminuição do seu apetite por risco decorrente da dificuldade de encontrar informações suficientes que possam separar bons e maus pagadores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Em função de sua atualidade, este artigo se propõe a apresentar a Teoria da Informação Assimétrica, identificando os problemas que podem se seguir em diferentes mercados, devido à diferença de informação existente entre duas partes relacionadas em uma transação econômica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Na teoria econômica de um modo geral é assumido que os agentes econômicos estão cientes de todas as características dos bens e serviços que são adquiridos.<span style="yes;">  </span>Contudo, freqüentemente os mercados são marcados pela presença de assimetria de informações, ou seja, é impossível a um indivíduo determinar a qualidade de um bem antes do mesmo ser adquirido ou de forma similar, muito custoso monitorar o comportamento de um agente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Segundo Stiglitz (2000) o reconhecimento que (i) a informação é imperfeita, (ii) que a obtenção de informação pode ser custosa, (iii) que as assimetrias de informação são importantes, e (iv) que a extensão desta assimetria é afetada pelas ações das firmas e dos indivíduos, teve uma implicação profunda na ciência econômica e tem fornecido explicações concretas para fenômenos sociais e econômicos que de outra forma seriam mais difíceis de serem compreendidos. Stiglitz ainda argumenta que a economia da informação tem direta e indiretamente um efeito profundo em como se pensa economia nos dias de hoje.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Para Stiglitz a principal mudança com a economia da informação foi o reconhecimento de que a informação era fundamentalmente diferente de outras “commodities”. Para ele a questão central é como apropriar os retornos do investimento em informação e conhecimento. Além disso, cada pedaço de informação é diferente de outro, um pedaço de informação não pode ser vendido como uma cadeira, conforme o exemplo apontado pelo autor.<span style="yes;">  </span>Um indivíduo pode olhar para uma cadeira e determinar suas propriedades antes de comprá-la. Mas se o vendedor de informação revela seu produto antes da venda, não há razão para o comprador pagar por ela. Além disso, enquanto um indivíduo pode repetidamente comprar e vender o mesmo produto da mesma loja, cada pedaço de informação, por definição, é diferente de outros pedaços de informação (de outra forma não seria uma nova informação). Neste caso mercados com informação assimétrica são inerentemente imperfeitos, onde questões como reputação e garantia podem fazer toda a diferença. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Inicialmente faz-se necessário alguns conceitos: toda informação que é conhecida por todos ou verificável por todos é denominada como informação pública; em contrapartida, informação privada é aquela que é que é privadamente observada, ou seja, apenas alguns Agentes têm conhecimento acerca dela a outros não.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">A existência de informação privada é responsável pela ocorrência de informação assimétrica nos mercados e leva à elaboração de contratos incompletos. Os contratos estão presentes na economia servindo de instrumento regulador entre as partes de uma transação. Por contrato ótimo compreendemos aquele que especifica qualquer tipo de eventualidade que possa vir a ocorrer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Segundo Kirmani e Rao (2000) a abordagem da economia da informação é baseada na premissa que diferentes partes de uma transação geralmente têm diferentes quantidades de informação sobre a transação, e esta assimetria de informações tem implicações durante o relacionamento entre as partes. Conforme os autores, o problema de informação é reconhecido como sendo uma importante consideração a ser feita no estudo das trocas de mercado realizado pelas disciplinas de contabilidade, finanças, economia do trabalho e pelo marketing.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Para Macho-Stadler e Perez-Castilho (1997) o objetivo da economia da informação é estudar situações nas quais os Agentes procuram superar sua ignorância sobre uma informação relevante, tomando decisões desejadas para adquirir novas informações ou para evitar custos de sua ignorância. Quando a informação é assimetricamente distribuída entre os Agentes estas decisões envolvem a estruturação de contratos que buscam promover incentivos para induzir a revelação de informações privadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Para Stigliz (2000) existem muitos problemas de informação presentes na economia. Ele cita alguns: empregadores querem conhecer a produtividade de seus empregados, seus pontos fortes e fracos, investidores querem saber o retorno de vários ativos em que poderiam investir, companhias de seguro querem saber a probabilidade de seus segurados se acidentarem ou ficarem doentes. Estes são exemplos de problemas de seleção adversa, onde o que importa são as características dos itens que são transacionados.<span style="yes;">  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Stiglitz salienta que, além disso os empregadores também querem saber se seus empregados estão se esforçando no trabalho, as companhias de seguro querem saber se seus segurados estão se prevenindo contra acidentes, os credores querem conhecer os riscos que seus devedores estão assumindo. Estes são exemplos de problemas de incentivo ou risco moral, que focam no comportamento dos Agentes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="2;">                   </span>Portanto, numa transação econômica sempre existe um desequilíbrio entre quem está comprando e quem está vendendo. Especificamente, no mercado de crédito por exemplo, o banqueiro não sabe diferenciar quem pretende pagar ou não o empréstimo tomado. Em situações onde o problema de assimetria não encontra solução, transações não são concretizadas acarretando prejuízos a compradores e vendedores, ou bancos e tomadores de empréstimo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="2;">                   </span>Num cenário de crise, onde a confiança entre as partes está ameaçada, os negócios ficam suspensos temporariamente, até que informação de melhor qualidade torne-se disponível separando projetos mais arriscados e de má qualidade de projetos mais sólidos e portanto, com risco menor.<span style="yes;">  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="2;">                   </span>Sob o ponto de vista da assimetria de informação, a atual crise do subprime só será controlada quando for re-estabelecida a confiança entre os agentes, fazendo com que o apetite por risco dos bancos voltem aos níveis normais. Sempre lembrando que isso acontecerá normalmente via mercado e não através de indução governamental, como essa que o governo brasileiro se propôs nas últimas semanas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Verdana;">Bibliografia:</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="EN-US;" lang="EN-US">KIRMANI, Amna e RAO, Akshay. No Pain, No Gain: A Critical Review of the Literature on Signalling Unobservable Product Quality. Journal of Marketing vol.64, 2000, p. 66-79. </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="EN-US;" lang="EN-US"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="Verdana;">STADLER, Inés Macho e CASTILHO, David Pérez.. </span><span style="EN-US;" lang="EN-US">An Introduction to the Economic of Information. New York: Oxford University Press, 1997.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="EN-US;" lang="EN-US"> </span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="EN-US;" lang="EN-US">STIGLITZ, Joseph E.. The Contributions of the Economics of Information to Twentieth Century Economics. Quaterly Journal of Economics v. 463, 2000, p. 1441-79.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="EN-US;" lang="EN-US"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 04 de dezembro de 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br">alex@venturacorporate.com.br</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span><span style="PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Verdana;"> </span></p>
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		<title>O verdadeiro papel dos mercados financeiros na economia - 2ª parte</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 12:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[bancos]]></category>

		<category><![CDATA[informação assimétrica]]></category>

		<category><![CDATA[Mercado financeiros]]></category>

		<category><![CDATA[risco moral]]></category>

		<category><![CDATA[seleção adversa]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro fator importante que impacta no processo de transferência de recursos dos poupadores para os tomadores é a presença de informação assimétrica. A diferença de informação disponível entre as diferentes partes em um contrato financeiro, pode afetar sensivelmente a atividade econômica.
 
Geralmente os tomadores de empréstimos possuem vantagem informacional em relação aos emprestadores, pois conhecem melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Outro fator importante que impacta no processo de transferência de recursos dos poupadores para os tomadores é a presença de informação assimétrica. A diferença de informação disponível entre as diferentes partes em um contrato financeiro, pode afetar sensivelmente a atividade econômica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Geralmente os tomadores de empréstimos possuem vantagem informacional em relação aos emprestadores, pois conhecem melhor a qualidade de seus projetos de investimento. Nos mercados de títulos de dívidas (bônus) e de ações, os emprestadores têm dificuldade de diferenciar as boas oportunidades de investimento das más, o que acaba por elevar a taxa de juros média e infestar o mercado com oportunidades de investimento de baixa qualidade. Tais fenômenos afetam diretamente a gestão de risco de crédito das instituições financeiras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">A informação assimétrica entre os tomadores de recursos e emprestadores também pode resultar no problema de risco moral. Esta modalidade facilmente identificada no mercado de crédito e diz respeito ao conflito entre o Agente e o Principal (teoria da agência), onde os interesses de ambos não são necessariamente os mesmos e nem sempre o Principal consegue monitorar as atividades desenvolvidas pelo Agente.<span style="yes;">  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Apesar de serem tratados como uma forma de solução para o problema da agência, os contratos de dívida também são passíveis do problema de risco moral, tendo em vista que um contrato exige que os tomadores de empréstimo paguem periodicamente uma quantia fixa, sendo que todo lucro acima deste valor pertence aos tomadores, estes têm um incentivo de se lançar em projetos de investimentos que são mais arriscados de que os emprestadores gostariam, pois caso o projeto obtenha sucesso, o maior beneficiado será o tomador, mas caso o contrário, o maior prejudicado será o emprestador. <span style="1;">      </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Diante dos problemas de informação assimétrica, o sistema financeiro encontra diferentes formas pelas quais os Agentes procuram solucionar os problemas de seleção adversa e risco moral, que são: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">GARANTIAS/PATRIMÔNIO LÍQUIDO: em geral os contratos de dívida contêm cláusulas onde o tomador do empréstimo coloca à disposição do credor garantias reais (colateral) caso não consiga devolver o valor do empréstimo. Este mecanismo diminui os prejuízos do credor perante a inadimplência e conseqüentemente ameniza os problemas criados pela seleção adversa. O risco reduzido incentivará que os credores expandam os empréstimos com garantias, pois são os bons tomadores de empréstimo aqueles mais dispostos a conceder as garantias reais em troca de uma menor taxa de juros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">O Patrimônio Líquido de uma empresa (Ativo – Passivo), pode ser considerado um colateral, pois quanto maior seu Patrimônio, menor será a probabilidade de que a empresa não disponha de recursos para saldar seus compromissos, tendo em vista que, mesmo que ela gere lucros negativos (prejuízos), as dívidas podem ser pagas pela venda de seus ativos. O colateral forte também incentiva os empresários a não se engajarem em projetos mais arriscados, isto é, reduz os problemas de risco moral, já que os empresários terão muito mais a perder caso não obtenham o sucesso esperado e não consigam meios de saldar suas dívidas com terceiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">REGULAMENTAÇÃO DO GOVERNO: a presença de informação assimétrica no sistema financeiro justifica o surgimento de instituições públicas reguladoras como a SEC (Security Exchange Comission) nos EUA. O governo pode obrigar as empresas e instituições financeiras a divulgarem informações para o público diminuindo a assimetria informacional.. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">MONITORAMENTO/PRODUÇÃO PRIVADA DE INFORMAÇÃO: o monitoramento das ações dos empresários visa diminuir os problemas de risco moral. Contudo, devido à existência dos free-riders, este procedimento pode não ser viável pelos custos envolvidos vis-à-vis o retorno obtido, o que desmotiva os gastos no monitoramento ou mesmo a produção privada de informação que não terá escala comercial suficiente para cobrir os custos de produção. Assim, o monitoramento e produção privada de informação é uma solução parcial para os problemas de agência e de seleção adversa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA: os intermediários financeiros além de propiciarem ganhos de escala e expertise nos investimentos para a população, conseguem produzir informação com baixo custo e ainda evitar o problema de free-rider. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Entre os intermediários financeiros, aqueles que mais se destacam são os bancos comerciais, principalmente pela capacidade de superar os problemas de seleção adversa e risco moral, com uma série de princípios de gestão de risco de crédito e produção de informação com menor custo, além de evitar o problema de free-rider. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">O adequado funcionamento dos mercados financeiros e de suas instituições, tanto intermediárias de serviços, como Agentes reguladores do governo, garantem à economia a alocação ótima de recursos poupados para aqueles com a melhor oportunidade de investimento. Desta forma, conforme Rajan e Zingales (1996) afirmam, o desenvolvimento do sistema financeiro e suas instituições tem dois principais efeitos na economia: (i) reduzir o custo de transação da poupança e investimento, o que diminui o custo do capital na economia, (ii) reduzir os custos de financiamento externo por parte das empresas vis-à-vis o custo de investimento com recursos próprios, pois os mercados financeiros e instituições intermediárias reduzem o problema de informação assimétrica, reduzindo os riscos para os poupadores que exigirão menos retorno de seus recursos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Verdana;">Bibliografia:</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="Verdana;">RAJAN, Raghuram G. e ZINGALES, Luigi. </span><strong><span style="EN-US;" lang="EN-US">Financial Dependence and Growth</span></strong><span style="EN-US;" lang="EN-US">. Cambridge: sep. 1996. (National Bureau of Economic Research Working paper n° 5758).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 03 de dezembro de 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br">alex@venturacorporate.com.br</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span><span style="PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="normal;"><span style="Verdana;"> </span></p>
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		<title>O verdadeiro papel dos mercados financeiros na economia</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 13:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[assimetria de informações]]></category>

		<category><![CDATA[bancos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em função do agravamento da crise do subprime e dos prejuízos gerados por ela, o cidadão médio passa a colocar em dúvida o papel dos mercados financeiros dentro da economia.
 
Contudo, a literatura econômica comprova que os mercados financeiros desempenham papel fundamental na economia, já que eles são responsáveis por canalizar os recursos de pessoas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Em função do agravamento da crise do subprime e dos prejuízos gerados por ela, o cidadão médio passa a colocar em dúvida o papel dos mercados financeiros dentro da economia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Contudo, a literatura econômica comprova que os mercados financeiros desempenham papel fundamental na economia, já que eles são responsáveis por canalizar os recursos de pessoas que poupam recursos (renda maior que sua disposição em gastar) para aqueles que desejam gastar mais do que sua disponibilidade, quer seja na forma de consumo ou investimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Essa transferência de fundos permite que pessoas com boas oportunidades de investimentos, mas com poucos recursos correntes, possam expandir a produção de bens e serviços na economia. Da mesma fora, os consumidores podem planejar seu consumo, optando por consumir no presente mais do que sua renda, ou postergar o consumo para um momento futuro, aumentando assim o nível de bem-estar na sociedade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Schumpeter (1911) argumentou que os serviços prestados pelos intermediários financeiros, tais como (i) mobilização de poupanças, (ii) avaliação de projetos, (iii) administração de riscos, (iv) monitoramento dos Agentes e (v) facilitador de trocas, são fundamentais para a inovação tecnológica e o desenvolvimento econômico. Para ele, os intermediários financeiros têm a função de diminuir as fricções de mercado, notadamente a presença de informação assimétrica entre os Agentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">A presença de intermediários financeiros é importante, pois estes, por meio de economias de escala e expertise, conseguem reduzir os custos de transação e produzir informação, permitindo que pequenos poupadores possam usufruir dos benefícios do sistema financeiro: o aumento da liquidez e compartilhamento de risco pela diversificação de seu portfolio. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Segundo Boot (2000) a moderna literatura sobre intermediação financeira está focada no papel do banco como fonte de recursos para os agentes deficitários. É através da relação de empréstimo que o banco desenvolve um forte relacionamento com seus devedores ao longo do tempo. Tal proximidade entre o banco e seus devedores facilita o desenvolvimento de atividades que diminuem o problema de assimetria de informações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Os ganhos de escala podem ser identificados em dois principais casos: (i) os contratos de empréstimos geralmente são padronizados e confeccionados por advogados que cobrarão um valor que pode ser inviável para um investidor em particular, mas não quando a conta é diluída entre vários poupadores reunidos por uma instituição financeira; e (ii) ganhos de escala na utilização de equipamentos (computadores, softwares, telefones&#8230;) para a realização das transações financeiras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Além disso, os intermediários também podem estar melhor habilitados para exercerem a função de investidores, por meio da expertise adquirida com a especialização na análise do setor<span style="yes;">  </span>e empresas onde atuam. Conforme Boot (2000) a intermediação financeira pode ser definido como: (i) investimento na obtenção de informações, geralmente assimetricamente distribuídas no mercado, e (ii) avaliação da rentabilidade destes investimentos através de múltiplas interações com o mesmo cliente e/ou via oferecimento de diversos produtos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;">Como vemos, apesar dos exageros acontecidos dentro do mercado imobiliário americano nos últimos anos, nada pode substituir o mercado financeiro como alocador de recursos disponíveis e indutor do desenvolvimento econômico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="Verdana;">Bibliogragia:</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="EN-US;" lang="EN-US">BOOT, Arnoud W.A&#8230; Relationship Banking: What Do We Know? Journal of Financial Intermediation. vol. 9, p. 7-25, 2000.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="normal;"><span style="EN-US;" lang="EN-US"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="EN-US;" lang="EN-US">SCHUMPETER, Joseph A. The Theory of Economic Development. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1911.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 0pt;"><span style="Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 02 de dezembro de 2008.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br">alex@venturacorporate.com.br</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span><span style="PT-BR;"></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Revisitando Adam Smith: idéias que não devemos esquecer</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/gerenciamento_de_projetos/revisitando-adam-smith-ideias-que-nao-devemos-esquecer</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 16:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>

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		<description><![CDATA[         Em tempos de crise econômica a primeira vítima normalmente é o livre comércio e a primeira atitude é a regulação dos mercados. 
 
Apesar do que os países componentes do G-20 têm declarado, a história mostra que sempre depois de uma crise os países tendem a aumentar o protecionismo. 
 
Da mesma forma, logo que estouram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Em tempos de crise econômica a primeira vítima normalmente é o livre comércio e a primeira atitude é a regulação dos mercados. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Apesar do que os países componentes do G-20 têm declarado, a história mostra que sempre depois de uma crise os países tendem a aumentar o protecionismo. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Da mesma forma, logo que estouram bolhas, as bolsas os mercados tendem a ser mais regulados, com direta intervenção do autoridade estatal. Aqui não resta dúvida: os governos americano e europeus vêm sendo obrigados a entrar como sócio em instituições financeiras consideradas sólidas até bem pouco tempo.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Contudo, em tempos de insegurança e pessimismo quanto ao funcionamento dos mercados e em última instância do próprio capitalismo, nada melhor que lembrarmos do economista que lançou as bases do pensamento liberal: o escocês Adam Smith com a publicação do livro Indagações sobre a natureza e as causas da riqueza das nações em 1776.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>O livro se concentra numa meta em particular: descobrir leis que expliquem como conquistar a riqueza. E tais leis estariam no desejo humano de melhorar suas condições de vida. Smith descobriu um “&#8230; desejo de melhorar a nossa condição, um desejo que, embora geralmente calmo e desapaixonado, vem conosco do útero, e nunca nos abandona até que nós vamos para o túmulo”. Entre o nascimento e morte “&#8230; existe um instante escasso e talvez único no qual qualquer homem está tão perfeita e completamente satisfeito com a sua situação, que não tem nenhum desejo de alteração ou melhoria de nenhum tipo. Existiria ainda “&#8230;uma certa propensão na natureza humana (&#8230;) para negociar, permutar e trocar uma coisa por outra (&#8230;) isso é comum a todos os homens. Para aumentar a riqueza das nações, Smith argumenta que a sociedade deveria explorar essas tendências naturais.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>A seguir apresentamos alguns tópicos sobre o pensamento exposto na Riqueza das Nações:</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Egoísmo: seria uma rica fonte natural de prosperidade, pois nossas ações visam única e exclusivamente nosso próprio benefício. Numa passagem famosa, temos: “ Não é pela benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que nós contamos com o nosso jantar, mas pela consideração do seu próprio interesse”. Mesmo aqueles que gostam de abater gado, fabricar cerveja ou fazer pães não gostariam de fazer isso todos os dias se eles não fossem recompensados pelo trabalho. No livro O Economista Clandestino de Tim Harford encontramos uma alegoria muito interessante sobre os benefícios do egoísmo de Smith: </span></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">“Eu, de forma egoísta, compro cuecas, mas ao fazê-lo transfiro recursos para as mãos dos fabricantes de cuecas e não faço mal a ninguém. Os trabalhadores na indústria têxtil da China, onde a cueca é fabricada, buscam de forma egoísta o melhor emprego, enquanto os empresários buscam, também de maneira egoísta, contratar os empregados mais capazes. Tudo isso beneficia a todos. Os vens são manufaturados apenas se as pessoas quiserem compra-los e são produzidos pelos mais aptos a fazê-lo. Motivos talvez egoístas são postos a serviço de todos.<span style="yes;">  </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Mão invisível – livre mercado: apesar de ser o egoísmo de cada um que rege suas ações, as pessoas podem se mover por diferentes caminhos e ainda assim se harmonizar e ajudar um ao outro – mas não intencionalmente. Noutra afirmação clássica, Smith declara que, se todos procurarem promover o seu próprio interesse, a sociedade prospera como um todo: “Ele (&#8230;) nem pretende promover o interesse público, nem sabe o quanto ele o está promovendo (&#8230;) visa apenas ao seu próprio ganho, e está nisso, como em muitos outros casos, guiado por uma mão invisível para promover um fim que não era parte de sua intenção”. Essa mão invisível simplesmente simboliza o verdadeiro orquestrador da harmonia social – o livre mercado. O escritor Todd G. Buchholz em seu livro Novas idéias de economista mortos, dá o exemplo de John, um jovem escultor que um belo dia resolver esculpir estátuas de grandes abutres para vender em sua comunidade. Nem preciso dizer que o mercado para esculturas de abutres não é lá muito grande o que faz John rapidamente desistir dos abutres e passa a produzir mesas, produto esse que encontra uma melhor acolhida entre seus vizinhos. </span></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Divisão do trabalho: o exemplo clássico de Smith é a fábrica de alfinete, onde ao invés de cada trabalhador começar do arame até chegar ao alfinete acabado, seria mais inteligente dividir o trabalho entre os diversos processos de produção, ganhando-se agilidade e produtividade. </span></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Honestidade: para Smith a honestidade é melhor política na condução dos negócios. Quando há um cenário de confiança entre os agentes, as operações se dão de forma mais fluida sem a participação de intermediários ou ferramentas que atestem a validade do que está sendo proposto. Em outras palavras ganha-se tempo e dinheiro. Para Smith: “A natureza, quando formou o homem para a sociedade, dotou-o de um desejo origina de agradar e de uma aversão original a ofender os irmãos. Ela lhe ensinou a sentir prazer quando o avaliam de maneira favorável e dor quando o avaliam de maneira desfavorável.” Ele ainda acrescentou: “O êxito da maioria (&#8230;) quase sempre depende da simpatia e da opinião favorável dos semelhantes; e sem uma conduta toleravelmente regular, é raro obtê-las. O bom e velho provérbio, portanto, segundo o qual a honestidade é sempre a melhor política, se mantém, em tais situações, quase sempre é verdadeiro.”</span></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Como vemos são princípios simples que descritos com a genialidade de Smith que nortearam o pensamento liberal e a forma de fazer negócios nos últimos 200 anos de economia capitalista. Infelizmente de tempos em tempos parece que alguns desses ensinamentos são esquecidos e acabam por ser substituídos por outros, nem tão brilhantes. O resultado é conhecido: escuridão do pensamento, pobreza e crises financeiras.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;">Bibliografia:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;">Ariely, Dan. Previsivelmente irracional: as forças ocultas que formam as nossas decisões. Tradução Jussara Simões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;">Buchholz, Todd G. Novas Idéias de economistas mortos; tradução de Luiz Guilherme Chaves e Regina Bhering. Rio de Janeiro: Record, 2000.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Gonçalves, Carlos e Guimarães, Bernardo. Economia sem truques: o mundo a partir das escolhas de cada um. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Harford, Tim. O economista clandestino. Tradução Fernando Carneiro. Rio de Janeiro: Record, 2007.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">McMillan, John. A reinvenção do bazar: uma história dos mercados; tradução de Sergio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar E., 2004.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 1° de dezembro de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br"><span style="small;">alex@venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
<p><span style="AR-SA;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crise imobiliária: a experiência japonesa</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 19:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[bolha]]></category>

		<category><![CDATA[crise]]></category>

		<category><![CDATA[especulação]]></category>

		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

		<category><![CDATA[Japão]]></category>

		<category><![CDATA[supprime]]></category>

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		<description><![CDATA[         Vivemos tempos difíceis. A cada notícia vinda dos Estados Unidos  ficamos mais estupefatos com a crise desencadeada nos mercados imobiliários daquele país. Os líderes assim como os mercados mundiais mostram-se surpresos com a aparente irresponsabilidade das agências de crédito imobiliário americanas.
         Aqui no Brasil diz-se que nós brasileiros temos memória curta, e  sendo assim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Vivemos tempos difíceis. A cada notícia vinda dos Estados Unidos <span style="yes;"> </span>ficamos mais estupefatos com a crise desencadeada nos mercados imobiliários daquele país. Os líderes assim como os mercados mundiais mostram-se surpresos com a aparente irresponsabilidade das agências de crédito imobiliário americanas.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Aqui no Brasil diz-se que nós brasileiros temos memória curta, e<span style="yes;">  </span>sendo assim, somos condenados a repetir os erros do passado. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">Contudo, as recordações do passado recente do mercado imobiliário mundial foram cirurgicamente “deletadas” das cabeças de nossos líderes. Já que outro país, tão relevante quanto os Estados Unidos já enfrentou uma crise muito parecida com a do subprime.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Como vamos mostrar nesse artigo, a especulação imobiliária não foi uma “invenção” americana.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>A trama japonesa consegue ser ainda mais complexa do que a americana. Ela envolve:</span></span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">desregulamentação gradual dos controles financeiros;</span></span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">volumosos empréstimos japoneses no exterior e do exterior para o Japão;</span></span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">problemas com os mercados compradores – o Japão exportava sua produção para outros países asiáticos, com as crises cambiais de 97, as vendas caíram, houve paralisia de investimentos e a inflação de empréstimos se transformou numa imensa montanha de créditos incobráveis, </span></span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">uma taxa de câmbio que valorizada o iene - que foi de 260 por dólar em 1982 para 80, até recuar próximo aos 100;</span></span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">um esforço das autoridades monetárias japonesas para cooperar com o G-7 para baixas a taxa de juros em meados de 1980, como estímulo à recuperação mundial;</span></span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">uma espécie de endividamento em pirâmide - onde as empresas japonesas se endividavam com o bancos, que por sua vez buscavam recursos com o Banco do Japão, que recebia orientação do Ministério das Finanças; </span></span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">a presença maciça do estado japonês na economia – que acabou gerando a criação de uma espécie de “corrupção estrutural” derivada da estreita relação entre a cúpula do poder político e os grandes grupos industriais e financeiros;</span></span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;">e até mesmo a participação do crime organizado - o desenvolvimento da economia especulativa abrigou à expansão das redes mafiosas, onde se entrelaçavam gângsters, especuladores, políticos e empresários em negócios imobiliários, contratos públicos, “proteção” e espionagem industrial.</span></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Como sabemos, as crises estão sempre associadas com os auges dos ciclos econômicos, geralmente marcados pelo excesso de liquidez e crescimento do mercado de capitais. No Japão não foi diferente: a economia japonesa viveu um boom no final da década de 1950 e durante a década de 1960. As exportações flutuaram mas cresceram, os investimentos e a poupança estavam altos, a utilização de tecnologia, a inovação e a invenção eram pungentes, o índices Nikkei de ações, que teve início com 100 em maio de 1949, já estava em 5.000 no começo da década de 1970, e em 10.000 em 1984. O volume de ações negociadas foi de 120 bilhões de ações em 1983 para 280 bilhões em 1989.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Com todo esse otimismo, o mercado imobiliário não poderia ficar para trás, um índice de preços para imóveis residenciais em seis grandes cidades, começando com 100 em 1955, atingiu 4.100 em meados de 1970, 5.800 por volta de 1980, atingindo o pico de 20.600 em 1989. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Em 1991, o valor somado dos imóveis do Japão atingiu 18 trilhões de dólares, quatro vezes o preço de todos os prédios e casas dos Estados Unidos na época. Apenas o terreno do Palácio Imperial, em Tóquio, valia mais que todas as casas e prédios da Califórnia juntos. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>O crash era inevitável. Ele teve início em janeiro de 1990 quando foi revelado uma série de escândalos envolvendo empréstimos de grandes bancos para clientes favorecidos, implicando em sérias perdas que haviam sido ocultadas por uma contabilidade fantasiosa.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Os preços dos imóveis ficaram nivelados quando o índices Nikkei caiu, começando mais tarde um lento movimento de queda, em grande parte devido à paralisação das operações naquele mercado.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Na imprensa eram divulgados diariamente relatos de perdas relativas aos maus empréstimos realizados por bancos e instituições financeiras japonesas, em sua maioria operações imobiliárias que atingiram aproximadamente 550 bilhões de dólares. Empresas comerciais e industriais faliram numa média de 1.000 por mês. Três grandes uniões de crédito tiveram que ser salvas pelo governo e acreditava-se na época que apenas alguns poucos bancos não tinham crédito “podres” em suas carteiras. O resultado disso foi que o Japão entrou num longo período de estagnação econômica que se estende até hoje.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"><span style="1;">         </span>Nem preciso dizer que o fenômeno das bolhas imobiliárias não é novo, nem foi inventado ontem. Já que as lições da crise japonesa não foram aprendidas a história econômica nos deu mais uma oportunidade. Resta saber o que faremos com ela: estudá-la ou esquecê-la.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="115%;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Bibliografia</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;">Beinstein, Jorge. Capitalismo senil – A grande crise da economia global. Tradução de Ryta Vinagre. Rio de Janeiro: Record, 2001.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span class="texto1"><span style="10pt;">Canuto, Otaviano. A crise financeira japonesa. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. 1999.</span></span><span style="PT-BR;"><span style="small;"> Texto disponível em </span></span></span><span style="PT-BR;"><a href="http://www.iea.usp.br/artigos"><span style="small;">www.iea.usp.br/artigos</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="PT-BR;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Kindelberger, Charles Poor. Manias, pânico e crashes. Rio de Janeiro: Nova Fronteis, 2000.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="PT-BR;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;">Revista Veja, edição 1939 de 18 de janeiro de 2006. A maior bolha econômica da história.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span class="texto1"><span style="10pt;"><span style="Verdana;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 29 de novembro de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br"><span style="small;">alex@venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span><span style="PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Verdana;"><span style="small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Lula, o eterno keynesiano</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/lula-o-eterno-keynesiano</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/lula-o-eterno-keynesiano#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 18:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Keynes]]></category>

		<category><![CDATA[Lula]]></category>

		<category><![CDATA[recessão]]></category>

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		<description><![CDATA[         Nosso querido presidente com sua capacidade incrível de explicar questões complexas de forma bastante simples, nos brindou com outra pérola, desta vez sobre causas de uma recessão. Disse ele num discurso em 26 de novembro de 2008: “- O sujeito ouve crise no café da manhã, crise no almoço, chega em casa ouve crise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Nosso querido presidente com sua capacidade incrível de explicar questões complexas de forma bastante simples, nos brindou com outra pérola, desta vez sobre causas de uma recessão. Disse ele num discurso em 26 de novembro de 2008: “- O sujeito ouve crise no café da manhã, crise no almoço, chega em casa ouve crise no jantar. Aí o sujeito se assusta e não acaba por não comprar mais nada. Como cai o consumo, a indústria não produz, porque não produz, acaba demitindo. Aí sim temos crise.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Sem dúvida uma explicação de uma oloqüência ímpar. Contudo, é bom lembrar que tal explicação econtra amparo técnico em Keynes e sua crítica ácida sobre a forma que os clássicos viam a recessão e suas soluções.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Vamos aproveitar a fala do nosso presidente e voltar ao bom e velho livro texto. Segundo os clássicos as famílias consomem parte da sua renda e poupam o restante. Se os consumidores decidirem poupar mais, a demanda por bens e serviços cai, mas isso é contrabalançado porque os empresários simplesmente investem mais. Mas como isso acontece? Quando as pessoas poupam elas utilizam um banco para remunerar suas aplicações. Os bancos por sua vez emprestam esses recursos aos empresários. Num cenário de aumento da poupança, o banco terá muito mais fundos para emprestar, por sua vez ele reduz o custo que é cobrado de quem toma dinheiro emprestado – a taxa de juros. Se os juros caem, os empresários tomarão muito mais dinheiro emprestado já que mais projetos se viabilizarão. Assim com mais investimento sendo realizado, o dinheiro acaba chegando ao bolso do cidadão e todos vivem felizes para sempre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Keynes achava toda essa explicação uma falácia. Existe até a história seguidamente repitida, que quando os funcionários do Tesouro Britânico recomendavam paciência e prometiam a recuperação da economia no longo prazo Keynes respondeu em seu Tract on Monetary Reform: “A longo prazo todos nós estaremos mortos”. Mas isso é outra história. Vamos voltar à nossa análise da recessão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Sobre a visão dos clássicos, Keynes refutou a ligação entre poupança e investimento: as famílias e as empresas poupam por razões completamente diferentes. Uma família pode poupar por hábito ou por uma razão específica – velhice, talvez. Já as empresas mudam seus planos de investimentos baseadas na política, na confiança, na tecnologia, na taxa de câmbio, ou simplesmente em qual time ganhará o Campeonato Brasileiro deste ano. Esperar que apenas a taxa de juros traga harmonia para o mercado é insensatez. Se a poupança das famílias exceder os investimentos privados, os excedentes realmente aparecerão, só que acabaram levando os empresários a demitir, trazendo o consumo a um patamar ainda mais baixo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Numa recessão, como é o atual cenário mundial em novembro de 2008, as empresas cortam investimentos gerando desemprego e nova queda no consumo, ou seja, agravamento da recessão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Um ponto interessante é que o pessimismo das famílias e das empresas é uma profecia que sempre se auto-realiza. É por isso que o presidente americano Dwight Eisenhower implorava à população que fosse às compras durante a recessão de 1958. Mas comprar o quê? Qualquer coisa, dizia ele. Da mesma forma, o governo brasileiro nos últimos dias têm repetido o mantra que comprar é bom, que a população não reduza seu consumo e que as empresas não desistam de seus planos de investimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Portanto, da próxima vez que você ouvir uma parábola do Lula sobre consumo e investimento, não se esqueça, ele pode estar citando – mesmo sem saber – os postulados da economia keynesiana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;">Bibliografia:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;">Buchholz, Todd G. Novas Idéias de economistas mortos; tradução de Luiz Guilherme Chaves e Regina Bhering. Rio de Janeiro: Record. 2000.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 27 de novembro de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br"><span style="small;">alex@venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span><span style="PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"><span style="yes;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O golpe das pirâmides volta a atacar</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-golpe-das-piramides-volta-a-atacar</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 17:02:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>

		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>

		<category><![CDATA[golpes]]></category>

		<category><![CDATA[pirâmides]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada um golpe conhecido na história econômica voltou a fazer vítimas no mundo moderno: as chamadas pirâmides.
Segundo divulgado na imprensa internacional uma esquema como esse operava já há vários anos na Colômbia. Para dar uma idéia de sua abrangênciam uma das empresas envolvidas a DFRE - Dinheiro, Rápido, Fácil e Efetivo contava com 66 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Na semana passada um golpe conhecido na história econômica voltou a fazer vítimas no mundo moderno: as chamadas pirâmides.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Segundo divulgado na imprensa internacional uma esquema como esse operava já há vários anos na Colômbia. Para dar uma idéia de sua abrangênciam uma das empresas envolvidas a DFRE - Dinheiro, Rápido, Fácil e Efetivo contava com 66 lojas em 12 departamentos (estados), enquanto outra, a DMG tinha 59 estabelecimentos em 20 departamentos, possuindo cerca de 200 mil famílias afiliadas a seu sistema de carnês, que permitiam a compra de produtos abaixo do preço de mercado.</p>
<p>Nos últimos três anos funcionaram no país pelo menos 240 dessas companhias que arrecadaram US$ 800 milhões com o oferecimento de triplicar os fundos recebidos, mas que obviamente quebraram ao não poder cumprir sua oferta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Uma questão interessante é como um esquema deste tamanho não chamou a atenção do governo colombiano e por quê medidas preventivas não foram tomadas. Atualmente já se investiga se empresas do esquema não financiaram campanhas políticas nas últimas eleições.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Apenas para relembrar em 1997, o colapso dos esquemas de pirâmide na Albânia provocou prejuízos de 2 bilhões de dólares e gerou uma onda de anarquia que obrigou à intervenção de uma força de paz européia, sob comando da Itália.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Em 1994 foi a vez da Albânia. O colapso do esquema em 1997 causou uma revolta popular armada, e o presidente  Sali Berisha foi forçado a renunciar.</p>
<p>Até o Brasil entrou na &#8220;roda&#8221;. Nos anos 80 no Rio de Janeiro funcionou um esquema que parecia uma ação entre amigos onde cada novo participante financiava os ganhos dos antigos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Nos anos 20 milhares de americanos foram lesados pelo esquema montado por Carlo Ponzi (que acabou dando nome a este tipo de &#8220;investimento&#8221;) que prometia dobrar o dinheiro dos investidores em apenas 90 dias.</p>
<p>Mais atrás, em 1720, a empresa de comércio britânica South Sea foi veículo para esquema semelhante, em que os rendimentos dos investidores eram todos garantidos pelos recursos captados com constantes emissões de novas ações. A crise teve enormes proporções em função do envolvimento de grande parte da população. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Também em 1720 temos outro caso bastante pitoresco, protagonizado por uma das figuras mais controversas da história econômica: o escocês John Law. Em 1716 este senhor obteve o direito de estabelecer um banco, que tronou-se o Banque Royale, com um capital de seis milhões de livres. Incluída na concessão, estava o direito de emitir notas, que foram usada pelo banco para pagar gastos correntes do governo francês.<span style="yes;">  </span>No entanto, era necessário também a criação de uma fonte de dinheiro vivo que garantisse a emissão dessas notas. A resposta veio com a fundação da emrpesa Mississippi Company que tinha o objetivo de explorar os depósitos de ouro no território americano da Lousiana. Claro que o ouro nunca chegou a ser procurado e todo o dinheiro foi canalizado para o pagamento das dívidas francesas até que um belo dia alguém desconfiou, o governo criou e todos os investidores perderam seu capital.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Moral da historia: não existe ganho fácil. Risco e retorno são irmãos gêmeos e sempre andam juntos. Mas quando um empreendimento promete dobrar os recursos investidos em poucos dias, ou oferece facilidades demais, pode ter certeza - alguma coisa está errada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Bibliografia: </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Galbraith, Joh, Kennet. Uma breve histpria da euforia financeira. São Paulo: Pioneira, 1992. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Kindelberger, Charles Poor. Manias, pânico e crashes. Rio de Janeiro: Nova Fronteis, 2000.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="PT-BR;"><span style="small;">Gonçalves, Carlos. Economia sem truques. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="PT-BR;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 27 de novembro de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br"><span style="small;">alex@venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span><span style="PT-BR;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="auto;"><span style="PT-BR;"><span style="small;"> </span></span></p>
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		<title>Um pouco de história econômica nunca é demais</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/um-pouco-de-historia-economica-nunca-e-demais</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/um-pouco-de-historia-economica-nunca-e-demais#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 15:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>

		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>

		<category><![CDATA[crise]]></category>

		<category><![CDATA[História econômica]]></category>

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		<description><![CDATA[Em tempos de crise econômica e pessimismo generalizado com o futuro, nunca é demais revisarmos nosso passado para quem sabe acharmos algumas respostas.
 
Abaixo apresentamos uma pequena revisão histórica das idéias que já foram e já voltaram ao debate econômico:
 

O NASCIMENTO DO LIBERALISMO: o livro A Riqueza das Nações, de Adam Smith, publicado em 1776, apresenta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;">Em tempos de crise econômica e pessimismo generalizado com o futuro, nunca é demais revisarmos nosso passado para quem sabe acharmos algumas respostas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;">Abaixo apresentamos uma pequena revisão histórica das idéias que já foram e já voltaram ao debate econômico:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">O NASCIMENTO DO LIBERALISMO: o livro A Riqueza das Nações, de Adam Smith, publicado em 1776, apresenta um conjunto de idéias que prega um mundo mais racional, justo e produtivo e sem limites de regulamentos e monopólios estatais se transforma em escola. </span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">O DESAFIO DA INDUSTRIALIZAÇÃO:<span style="yes;">  </span>a disseminação dos processos fabris, no final do século 19, acentua idéias do liberalismo econômico, como a busca individual de riqueza se transformando em fator de ganho para toda a sociedade. Por outro lado, a urbanização e a criação de grandes contingentes de trabalhadores preparam o cenário que abrigaria uma das principais correntes opostas às teses de Adam Smith. </span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">O BERÇO DO COMUNISMO: no início do século 20, uma revolução adota as idéias marxistas na então Rússia imperial, ainda dominada pela atividade rural. A vitória dos bolcheviques leva à criação da União Soviética, que culmina na total estatização da economia. O mundo ocidental passa a temer a expansão do comunismo.</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">A GRANDE DEPRESSÃO: depois de uma fase de grande euforia e liberdade, o crash de outubro de 1929 arrasta a economia dos Estados Unidos a um período de profunda recessão, chamado de Grande Depressão. Investidores perderam tudo, empresas quebraram e milhares de americanos ficaram sem emprego durante anos.</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">O NEW DEAL: baseado no britânico John Maynard Keynes, o presidente Franklin Roosevelt faz um plano de gastos públicos para recuperar o país, entre 1933 e 1937, chamado de New Deal. Surgem símbolos da cultura americana como a Social Security (seguridade social) e a Securities Exchange Commission (SEC, o órgão regulador do mercado de capitais).</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">A NOVA ORDEM MUNDIAL: poucos anos depois, os EUA emergem como potência hegemônica da II Guerra Mundial. Em 1944, é firmado o acordo de Bretton Woods, que reorganiza a ordem monetária mundial criando o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Três anos depois, os EUA injetam dinheiro na Europa, através do Plano Marshall, para espantar a ameaça do comunismo. Surge o Estado do bem-estar social.</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">O FIM DA RIGIDEZ: em 1971, o presidente dos EUA Richard Nixon rompe uma das regras de Bretton Woods, o padrão-ouro. Interrompe a desvalorização do dólar e inicia uma fase de desregulação econômica. O padrão-ouro era um sistema de taxas fixas de câmbio de várias moedas frente ao dólar, a partir das reservas.</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">O NEOLIBERALISMO: doutrinas de Milton Friedman desenvolvidas na Escola de Chicago se transformam em políticas públicas na década de 80. O presidente dos EUA, Ronald Reagan, e a primeira-ministra da Grã-Bretanha, Margareth Thatcher entronizam a era da privatização, da desregulação e da abertura econômica.</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">O OCASO DO SOCIALISMO: no final de 1989, a queda do Muro de Berlim, que há 28 anos dividia a cidade ao meio, simboliza o fim da oposição entre capitalismo e socialismo. Precedida da perestroika (reestruturação) e da glasnost (transparência), precipita o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), dois anos depois. O liberalismo é apelidado de “pensamento único”.</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">A GLOBALIZAÇÃO DESREGULADA: o final do século 20 e o início do 21 são marcados pela hegemonia do pensamento liberal. As políticas que predominam no período também são conhecidas como Consenso de Washington: disciplina fiscal, abertura comercial, privatização, eliminação de restrições a investimento externo, juro e câmbio definidos pelo mercado e intensa desregulação financeira. </span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">A VOLTA DO INTERVENCIONISMO: o ano de 2008 marcará a reentrada do Estado como ator econômico fundamental da história. O resgate do sistema financeiro internacional exige um volume de recursos públicos nunca antes visto. Começa um novo ciclo do capitalismo, em que o Estado assume papel mais atuante.</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoListParagraph" style="0cm 0cm 10pt 35.4pt;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;">Como se vê o capitalismo já enfrentou inúmeros desafios e sempre soube se reinventar, adaptando-se ao momento mundial. Apesar das idéias francesas de que o capitalismo está morto e que agora cabe ao Estado nortear o desenvolvimento, sabemos que tal modelo não funciona e provavelmente não funcionará jamais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;">Seguramente teremos que viver com mais intervencionismo, mas isso não significa que o capitalismo, enquanto sistema, perdeu sua utilidade. No longo prazo essa crise passará e inovações serão criadas para que o ciclo recomece.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 26 de novembro de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br"><span style="small;">alex@venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Proteção brasileira contra a crise</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/protecao-brasileira-contra-a-crise</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/protecao-brasileira-contra-a-crise#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 15:47:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[economia brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[         A despeito do que dizem as autoridades econômicas brasileiras a crise do subprime já chegou em nosso país. E ao que parece para ficar. As projeções de crescimento para o ano que vem já sinalizam desaceleração e o mercado de crédito já foi bastante atingido.
 
         Em termos macroeconômicos, o Brasil nunca esteja tão protegido, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>A despeito do que dizem as autoridades econômicas brasileiras a crise do subprime já chegou em nosso país. E ao que parece para ficar. As projeções de crescimento para o ano que vem já sinalizam desaceleração e o mercado de crédito já foi bastante atingido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Em termos macroeconômicos, o Brasil nunca esteja tão protegido, cenário bem diferente dos anos 90, onde fomos atingidos severemante por todas as crises cambiais que aconteceram além mar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>A seguir elencamos alguns bons fundamentos que devem nos dar alguma segurança até que a “marola” do presidente LULA diminua:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><strong><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></strong></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="bold;"><span style="small;">Os bancos nacionais são sólidos e rentáveis - Graças ao Proer criado pelo governo FHC nos anos 90, o sistema bancário foi saneado. Hoje, os bancos brasileiros têm uma rentabilidade de quase 3,5% sobre seus ativos - o triplo dos bancos americanos. E seguem os rígidos limites de alavancagem do Acordo da Basiléia.</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="bold;"><span style="small;">As reservas passam de Us$ 200 bilhões - A dívida externa das empresas e do governo brasileiro está garantida pelo colchão de dólares acumulado pelo Banco Central. Esse montante também garante o combate à especulação com o dólar em momentos de crise.</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="bold;"><span style="small;">Mais de 80% das empresas de capital aberto são lucrativas - A rentabilidade das maiores sociedades anônimas do País ficou acima de 10% em 2007, algo que não acontecia desde 1980. No primeiro semestre deste ano, as 340 maiores empresas da Bolsa de Valores já acumulavam R$ 69 bilhões de lucro líquido.</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">Os investimentos batem recordes e sobem 16,2% no ano - Animadas pela demanda interna e o surgimento de uma nova classe média, as empresas trabalham a pleno vapor. Investem em planos de expansão, pois a utilização da capacidade instalada, de 86%, aproxima-se do teto.</span><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"></span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;">Como se vê não há motivos para pânico, contudo, também não é o “tudo azul” que o ministro Mantega e o nosso presidente vem falando há semanas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 26 de novembro de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br"><span style="small;">alex@venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><a href="http://www.venturacorporate.com.br/"><span style="#800080;">www.venturacorporate.com.br</span></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Histórico do mercado de crédito imobiliário americano</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 15:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<category><![CDATA[crise]]></category>

		<category><![CDATA[economia americada]]></category>

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		<description><![CDATA[         Como o mercado imobiliário americano não sai das manchetes, vamos dar uma olhada num pequeno histórico deste tipo de operação:
 

No início da década de 60, tomar um empréstimo nos Estados Unidos para comprar uma casa era um processo rudimentar. O cliente procurava uma agência e respondia a um imenso questionário. A análise da papelada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"><span style="1;">         </span>Como o mercado imobiliário americano não sai das manchetes, vamos dar uma olhada num pequeno histórico deste tipo de operação:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="center;" align="center"><strong><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></strong></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">No início da década de 60, tomar um empréstimo nos Estados Unidos para comprar uma casa era um processo rudimentar. O cliente procurava uma agência e respondia a um imenso questionário. A análise da papelada levava semanas, num trabalho em que contava muito a visão subjetiva do funcionário do banco, ou seja, passível de discriminação ou de erros do ponto de vista da análise de crédito.</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">No final da década de 60, o sistema começou a mudar, quando ganhou impulso a chamada securitização, que permite transferir operações de crédito do balanço dos bancos para o mercado de capitais. A inovação foi transformar financiamentos imobiliários, que são ativos típicos de bancos, em produtos financeiros adaptados dos mercados de capitais - títulos que podem ser negociados a qualquer momento pelos investidores, como fundos de previdência e seguradoras.</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">Na década de 1970, começaram a se difundir nos Estados Unidos os financiamentos imobiliários flexíveis. Clientes podiam contratar empréstimos com amortizações que começam dentro de alguns anos. Ou fazer dívidas com prestações que sobiam junto com as taxas básicas de juros definidas pelo Federal Reserve (Fed).</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">em 1995, foram criados novos mecanismos alavancar os financiamentos imobiliários &#8220;subprime&#8221; (de baixa qualidade). A securitização abriu aos bancos as vastas somas de recursos do mercado de capitais. Os &#8220;scoring models&#8221; reduziram entre US$ 300 e US$ 650 os custos de geração de cada empréstimo, segundo estimativa feita em 1996 pela Freddie Mac, uma securitizadora americana. Os contratos flexíveis permitiram que clientes tomassem empréstimos com juros inicialmente mais baixos, na esperança de que as contas fechassem mais adiante se o preço dos imóveis subisse.</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;">Bibliografia: Ribeiro, Alex. Excessos castigados. Jornal Valor Econômico de 22 de agosto de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 26 de novembro de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br">alex@venturacorporate.com.br</a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">www.venturacorporate.com.br</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
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		<title>No centro de uma crise está uma inovação</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/no-centro-de-uma-crise-esta-uma-inovacao</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/no-centro-de-uma-crise-esta-uma-inovacao#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 15:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<category><![CDATA[crise]]></category>

		<category><![CDATA[economia americana]]></category>

		<category><![CDATA[Subprime]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas páginas de jornal e tinta foram gastos para tentar explicar a grave crise que estamos vivendo neste ano de 2008. Sem dúvida já é a pior experiência que a economia mundial viveu desde 1929.
 
Um ponto que parece que está sendo esquecido é: dentro de uma crise está sempre uma inovação, seja de produto, seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Muitas páginas de jornal e tinta foram gastos para tentar explicar a grave crise que estamos vivendo neste ano de 2008. Sem dúvida já é a pior experiência que a economia mundial viveu desde 1929.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Um ponto que parece que está sendo esquecido é: dentro de uma crise está sempre uma inovação, seja de produto, seja de processo produtivo, que em geral deixa algo de bom para o desenvolvimento econômico. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"><span style="1;">         </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Como todos sabemos o homem é criativo em essência criativo, e é esse desejo de mudar, de transformar que já foi retratado tantas vezes no pensamento econômico como o “aninal spirit” de Keynes,<span style="yes;">  </span>a “destruição criativa” de Schumpeter ou o “greed” de Adam Smith (sob o ponto de vista de cuidar de seus próprios interesses, deixo bem claro).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Exemplos na história de crise que começaram com inovações criadas pelos agentes não faltam, como ilustração apresento três: </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><strong><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></strong></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="bold;"><span style="small;">Inglaterra de 1845: O surgimento da locomotiva a vapor criou uma febre, com reuniões em igrejas para levantar capitais. As perdas foram pesadas e há registros de suicídios, mas a malha ferroviária inglesa foi multiplicada por quatro entre 1840 e 1855, para 12,8 mil quilômetros;</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="&quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="small;"><span style="bold;">Anos 1990, a “bolha” da internet: sua repercussão mais conhecida é o prejuízo causado a investidores e à economia dos Estados Unidos. Mas os cabos ópticos enterrados no território americano geraram, e continuam a gerar, saltos de produtividade;</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<ul style="0cm;" type="square">
<li class="MsoNormal"><span style="bold;"><span style="small;">Anos 2000, crise do &#8220;subprime&#8221; também ocorre na esteira de criações admiráveis. São produtos da engenharia financeira que permitiram a proliferação das operações imobiliárias e a aquisição da casa própria de um contingente da população que normalmente nem poderia sonhar com isso.</span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Portanto, o problema não reside na inovação e nas mudanças dos paradigmas produtivos e sim no uso que o homem faz dela. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Ao que parece o ser humano além da capacidade de inovar ele também é compelido pela ganância, um desejo irracional de ganhar sempre mais e mais, sem medir os meios e conseqüências. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Bem, no que se refere à crise do subprime já descobrimos onde isso vai dar&#8230;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">Por Alexsandro Rebello Bonatto em 26 de novembro de 2008.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"><a href="mailto:alex@venturacorporate.com.br">alex@venturacorporate.com.br</a></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;">www.venturacorporate.com.br</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="bold;"><span style="small;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Atividades Hammock no MS Project</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/gerenciamento_de_projetos/atividades-hammock-no-ms-project</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/gerenciamento_de_projetos/atividades-hammock-no-ms-project#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 20:34:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>

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		<category><![CDATA[gerenciamento de projetos]]></category>

		<category><![CDATA[gestão de projeto]]></category>

		<category><![CDATA[gestão de projetos]]></category>

		<category><![CDATA[Hammock]]></category>

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		<category><![CDATA[MS Project]]></category>

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		<category><![CDATA[Project]]></category>

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		<description><![CDATA[Atividades hammock são atividades que possuem o início e a duração variável, de forma a necessitar uma quantidade variável de recursos para o seu desenvolvimento.  O início e término de uma atividade Hammock dependem de outras atividades que ocorrem em paralelo. Neste artigo, pretendo descrever duas maneiras de inserir uma atividade hammock no Ms Project, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atividades hammock são atividades que possuem o início e a duração variável, de forma a necessitar uma quantidade variável de recursos para o seu desenvolvimento.  O início e término de uma atividade Hammock dependem de outras atividades que ocorrem em paralelo. Neste artigo, pretendo descrever duas maneiras de inserir uma atividade hammock no Ms Project, e traçar um comparativo entre elas.</p>
<p>E quando devemos usar tarefa hammock? São exemplos de usos atividades como a de gerenciamento do projeto, administração da obra, segurança privada de um projeto.  Por exemplo, quanto tempo precisaremos nossos recursos alocados na administração de uma obra? Normalmente será dependente do início e do fim da obra, tendo um uso de recursos linear ao longo do tempo (ou seja, quanto mais tempo a obra levar, mais tempo se gastará administrando a obra).</p>
<h3>Solução 1:</h3>
<p>A primeira solução é transformar a atividade hammock em uma tarefa resumo, com duas subtarefas. Cada uma das duas subtarefas é um marco, ou seja, com duração igual a zero. A primeira subtarefa será o início no tempo da tarefa Hammock, e a segunda será o final da mesma.</p>
<div id="attachment_142" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-content/hammock11.png"><img class="size-full wp-image-142" title="hammock11" src="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-content/hammock11.png" alt="Cronograma com a solução tipo 1" width="500" height="93" /></a><p class="wp-caption-text">Cronograma com a solução tipo 1</p></div>
<h4>Vantagens da Solução 1:</h4>
<p>- Os marcos são linkados normalmente, e por isso podem ser usados quaisquer tipos de relação (II,IT,TI,TT) e colocar latência (lag) entre um link e outro.</p>
<p>- Os links são visíveis e são traçados no gráfico de Gantt se o mesmo estiver configurado para exibi-los.</p>
<p>- Os marcos podem ser linkados entre si com lag, para garantir um tamanho mínimo de tarefa independentemente das outras tarefas.</p>
<h4>Desvantagens da Solução 1:</h4>
<p>- Marcos desnecessários são criados no cronograma. Pode ser uma falha que inviabilize o uso deste recurso,</p>
<p>- A tarefa Hammock vira uma tarefa resumo. Com isso, ela aparecerá de forma diferente das outras tarefas no gráfico de gantt, e pode ser filtrada dependendo dos filtros e macros usados na sua origanização.</p>
<h3>Solução 2:</h3>
<p>A solução 2 consiste em deixar o início e o final da tarefa linkados dinamicamente com o início ou término de outra tarefa. Um bom tutorial para isso está no site do Alex Damásio <a title="http://dpcedamasio.blogspot.com/2007/11/atividade-hammock.html" href="http://dpcedamasio.blogspot.com/2007/11/atividade-hammock.html" target="_blank">http://dpcedamasio.blogspot.com/2007/11/atividade-hammock.html. </a></p>
<p>Devemos, para isto, copiar a data que queremos que seja a origem da informação do vínculo e colar especial na data que queremos que seja vinculada. Ao exibir a caixa de colar especial, devemos escolher a opção &#8220;colar vínculo, à esquerda&#8221;. Com isso, sempre que a primeira data for exibida, a segunda será automaticamente atualizada.</p>
<div id="attachment_140" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-140" title="hammock" src="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-content/hammock.png" alt="Colar Especial" width="500" height="262" /><p class="wp-caption-text">Colar Especial</p></div>
<p>Com esta solução o cronograma fica mais elegante:</p>
<div id="attachment_144" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-144" title="Cronograma usando o método 2" src="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-content/hammock2.png" alt="Cronograma usando o método 2" width="500" height="77" /><p class="wp-caption-text">Cronograma usando o método 2</p></div>
<h4>Vantagens da Solução 2:</h4>
<p>- O cronograma fica mais elegante, já que não possui nenhuma tarefa adicional. A tarefas hammock ficam corretamente marcadas como tarefas comuns.</p>
<h4>Desvantagens da Solução 2:</h4>
<p>- Uma vez feitos os vínculos, não temos como obter a informação de qual tarefa está vinculada. Imagina alguém tentando entender um cronograma feito por outra pessoa com esses vínculos, e tentando entender da onde vem as informações de início e fim de uma tarefa. É certo que (ao menos na versão 2007) existe um pequeno triângulo verde marcando uma data vinculada, mas não sabemos vinculada a qual tarefa.</p>
<p>- É impossível, vinculando datas, colocar um tamanho mínimo para a tarefa. Com essa outra solução é possível colocar um vínculo entre os marcos &#8220;dummies&#8221;, criando uma latência mínima e garantindo que o início venha antes do final.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Tarefas Hammock são importantes do ponto de vista da gestão de projetos. Saber criá-las em seus cronogramas e usá-las pode ser muito útil para o planejamento. Como o Project não trata as tarefas hammock de forma natural, é preciso de alguns artifícios para criá-las. Nenhuma das duas maneiras pode ser aplicada todo o tempo. Sempre há vantagens e desvantagens, que podem pesar mais ou menos em determinados momentos. Cabe ao bom gerente de projetos utilizar as técnicas mais adequadas em cada momento.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O que é um projeto afinal?</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/gerenciamento_de_projetos/o-que-e-um-projeto-afinal</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 18:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Allan</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>

		<category><![CDATA[definição]]></category>

		<category><![CDATA[projeto]]></category>

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		<description><![CDATA[
Vou detalhar o que vem a ser um projeto: Um projeto é algo que surge de uma necessidade, algo que definimos início e fim, talvez tão importante quando isso, seja que um projeto tem um resultado único e específico ou seja projeto acaba sendo tudo aquilo que gastamos tempo esperando um resultado unico e exclusivo.
Bem, se formos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="PostContent">
<p>Vou detalhar o que vem a ser um projeto: Um projeto é algo que surge de uma necessidade, algo que definimos início e fim, talvez tão importante quando isso, seja que um projeto tem um resultado único e específico ou seja projeto acaba sendo tudo aquilo que gastamos tempo esperando um resultado unico e exclusivo.</p>
<p>Bem, se formos pensar bem, tudo praticamente pode ser um projeto? Sim, de certa forma sim, mas temos que saber diferenciar o que é um projeto e o que são operações… <span style="line-through;">(ah eh agora?)</span> Bem, é simples de conseguir diferenciar. Vou dar dois exemplos rápidos para que seja fácil o entendimento.</p>
<p>EXEMPLO 01 - Uma fábrica de carros que fabrica em média 100 carros por dia tem sua linha de montagem, e essa pode ser considerada uma <strong>OPERAÇÃO</strong> pois sua forma de trabalho é repetitiva, não tem hora para acabar e não gera um resultado único, ela tem seu ciclo de vida próprio que pode ser avaliado pelo famoso PDCA <span style="line-through;">(Plan-Do-Check-Act)</span> mas não vou me aprofundar nisso agora, será o tema do próximo post.</p>
<p>EXEMPLO 02 - Uma fábrica de carros decide criar um novo carro para se adequar ao mercado, que esta cada dia mais competitivo. Isso é um <strong>PROJETO </strong>pois será gasto um tempo X para desenvolver um produto Y que é único e como resultado podemos considerar a adequação ao mercado.</p>
<p>Bem, acho que ficou simples de entender a diferença entre projetos e operações, bem, seguindo, um projeto deve ser administrador de forma que seja possivel mensura-lo, mas porque? Por que  só podemos controlar aquilo que podemos contabilizar.</p>
<p>Hoje em dia existem metodologias de Gerenciamento de projetos, que cuidam justamente disso tudo, de todo o ciclo de vida do projeto, seja elas a metodologia do <a title="Project Management Institute" href="http://www.pmi.org/" target="_blank">PMI</a>, Prince2, Scrum, Agile …. Bem, espero que tenha sido facil entender o que é um projeto.</p>
<p><strong>Revisando: </strong><br />
Projeto : Esforço temporário empreendido para se obter um resultado único que tem início e fim.<br />
Principais caracteristicas:</p>
<ol>
<li>Projetos são diferentes de atividades funcionais.</li>
<li>Em geral, são realizados em função de uma necessidade específica, um problema.</li>
<li>São finitos: têm começo e término programados.</li>
<li>Solucionado o problema, o projeto termina.</li>
<li>São “únicos”, ou seja, nenhum projeto é igual a outro.</li>
</ol>
<p>Para aqueles que são como eu e adoram um mapa mental, ai vai.</p>
<p><img src="http://www.allantorres.com.br/wp-content/uploads/2008/03/oqueeprojeto.jpg" border="0" alt="Mapa mental" width="410" height="108" /><br />
Bem gente, fico por aqui, qualquer coisa, mandem e-mail.</p>
<p>Allan Torres<br />
PMportal - www.pmportal.com.br</p></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Gerenciamento de Riscos em Sistemas</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/gerenciamento_de_projetos/gerenciamento-de-riscos-em-sistemas</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/gerenciamento_de_projetos/gerenciamento-de-riscos-em-sistemas#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 17:34:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>educanario</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Gerenciamento de Projetos]]></category>

		<category><![CDATA[administração]]></category>

		<category><![CDATA[gerenciamento de sistemas]]></category>

		<category><![CDATA[segurança de dados]]></category>

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		<description><![CDATA[ Venho a descrever este artigo pois na área de informática temos consecutivamente muitas tentativas de  &#8220;invasão&#8221; estamos em constantes riscos, e estudando gerenciamento de riscos aprendi muito como usar políticas e maneiras de os diminuirem e manter a integridade. Talvez muitos devem perguntar por que escrever um artigo relacionado à segurança da informação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0 21   false false false        MicrosoftInternetExplorer4  &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;   &lt;![endif]--> Venho a descrever este artigo pois na área de informática temos consecutivamente muitas tentativas de <span> </span>&#8220;invasão&#8221; estamos em constantes riscos, e estudando gerenciamento de riscos aprendi muito como usar políticas e maneiras de os diminuirem e manter a integridade. Talvez muitos devem perguntar por que escrever um artigo relacionado à segurança da informação em uma comunidade de gerenciamento de riscos, pois a resposta é que realmente consegui facilitar muito minhas atuais atividades gerenciando paralelamente a outras áreas, e eu acho muito interessante abranger para o campo da informática também, pois sua eficácia é meramente relevante e é um mercado que movimenta muito nossa economia.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Gerenciando risco em dados:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Sabemos que muitas empresas possuem importantes dados que usam um servidor de modo padrão para armazená-los, o qual é o principal e primeiro alvo no caso de uma tentativa de invasão. Vendo pelo lado econômico, uma multinacional parada por um problema em relação a isso pode gerar grandes prejuízos.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Maneiras para gerenciar melhor seu sistema:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">1- Primeiramente fazer um levantamento de como atua seu sistema, se há alguma vulnerabilidade, analisar o comportamento do usuário. Abreviando: Fazer um inventário do sistema.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">2- Compreender as conseqüências dos riscos e sempre ter em mente uma estratégia para alguma eventual ocasião, assim diminuirá o tempo de seu sistema parado.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">3- Estabelecer uma política padrão para nível de acesso interno, impedindo que dentro da empresa os funcionários tenham acesso a coisas que não estejam relacionadas ao trabalho, pois arquivos mal intencionados infectados conhecidos como &#8220;vírus&#8221; é o que mais temos em nosso dia-a-dia, os quais podem gerar grandes conseqüências como criar uma vulnerabilidade do sistema.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">4-Backups diários, semanais, mensais e anuais dos dados são indispensáveis.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Como reduzir problemas trabalhando com múltiplas empresas?</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Para todo profissional na área de sistemas sabemos que cada empresa ou grupo necessita de uma adaptação diferente, e realmente é algo que deixa o profissional atrapalhado por trabalhar com várias plataformas, para estes tipos de problemas pode-se usar uma política de padronização dentre as varias plataformas pelo menos na parte dos servidores, ter um método padrão de configurações, ou tentar deixar mais próximo do padrão já que cada empresa necessita de uma adaptação diferente.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Minha empresa cresceu e precisamos fazer um upgrade e as licenças de software possuem valores não condicionais, o que fazer?</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Nesses casos recomendo usar uma distribuição de software livre, como <em>Linux</em>, além de não ter custos em relação a licença proporciona um melhor desempenho e mais segurança no seu sistema, porém algo muito importante a ser relevado é antes de uma mudança radical estar ciente que os usuários estejam preparado suficiente para a mesma, treinamento nesses casos são indispensáveis.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Encerro por aqui este artigo com intuito de trazer algumas informações absorvidas em prática e que facilitaram muito minha forma de trabalhar.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Eduardo Novochadlo</p>
<p class="MsoNormal">Consultor em Segurança de Sistemas de Alto Risco.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/gerenciamento_de_projetos/gerenciamento-de-riscos-em-sistemas/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Sistema econométrico de determinação de preço justo de uma ação</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/sistema-preco-justo-acao</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/sistema-preco-justo-acao#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 02:42:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Balanços]]></category>

		<category><![CDATA[econometria]]></category>

		<category><![CDATA[Gerdau]]></category>

		<category><![CDATA[preço]]></category>

		<category><![CDATA[preço de ativos]]></category>

		<category><![CDATA[Sistema]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/?p=102</guid>
		<description><![CDATA[Descrição de um sistema econométrico para verificar se as ações da Gerdau (GGBR4) estão em pontos de venda ou compra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if !mso]> <mce:style><!  v\:* {behavior:url(#default#VML);} o\:* {behavior:url(#default#VML);} w\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} --> <!--[endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> Normal   0                           21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4 </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> </xml><![endif]--><!--[if !mso]><span class="mceItemObject"   classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id=ieooui></span> <mce:style><!  st1\:*{behavior:url(#ieooui) } --> <!--[endif]--><!--  --><!--[if gte mso 10]> <mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman","serif";} --> <!--[endif]--></p>
<h4>Capítulo 1 -  <!--[if supportFields]><![endif]--><a name="_Toc175117056">Introdução</a></h4>
<p><a name="_Toc175117056"></a>Uma das maiores utilidades da econometria é a tentativa de previsão de preços de ativos em um ponto no tempo futuro. Para realização deste trabalho, minha motivação foi a tentativa de encontrar alguma correlação entre o valor de uma ação e os dados do balanço.</p>
<p>A maior limitação deste modelo está no fato de se usar o preço de uma ação no dia do fechamento do balanço com os dados do balanço da empresa. Para ser útil, estas correlações deveriam prever uma variação no preço do ativo no momento da divulgação do balanço. Como as datas de publicação dos balanços antigos não estão facilmente disponíveis para consulta, o trabalho foi realizado mesmo possuindo esta limitação.</p>
<p>Espera-se que os dados do balanço não sejam de conhecimento do mercado antes da sua publicação, pois isso significaria que parte do mercado teria informação privilegiada, o que é um crime financeiro. Mas de qualquer maneira, é razoável supor que analistas estejam antecipando corretamente as informações.</p>
<p>Para a realização deste trabalho, foi utilizado como base as ações preferenciais da Gerdau, negociadas com o símbolo de GGBR4 na Bovespa. A Gerdau é um grupo sólido, e cujo interesse em sua saúde financeira é de interesse de todo o estado do Rio Grande do Sul.</p>
<p>As ações da Gerdau foram nos últimos anos um excelente investimento, tendo seu valor real multiplicado em mais de 180 vezes desde o final de 1996 até o fechamento do segundo balanço de 2007.</p>
<h4><a name="_Toc175117057">Capítulo 2 -  Busca das informações</a></h4>
<p>As informações utilizadas neste trabalho foram, principalmente, retiradas do site institucional da Gerdau ( <a href="http://www.gerdau.com.br/">www.gerdau.com.br</a> ) na área de &#8220;relações com investidores&#8221;. No site é possível fazer o download de todos os balanços desde 1996. Destes balanços, foram retiradas as seguintes informações contábeis, agrupadas por trimestre:</p>
<p>Cotação (GGBR4) no fechamento do balanço</p>
<p>Data do fechamento do balanço</p>
<p>Ativo Total</p>
<p>Ativo Circulante</p>
<p>Disponibilidades</p>
<p>Créditos</p>
<p>Estoques</p>
<p>Outros</p>
<p>Ativo Realizável a Longo Prazo</p>
<p>Créditos Diversos</p>
<p>Créditos com Pessoas Ligadas</p>
<p>Outros</p>
<p>Ativo Permanente</p>
<p>Investimentos</p>
<p>Imobilizado</p>
<p>Diferido</p>
<p>Além destas informações a respeito dos balanços trimestrais, foi buscada no site do infomoney ( <a href="http://www.infomoney.com.br/">www.infomoney.com.br</a> ), as seguintes informações:</p>
<p align="center"><!--[if gte vml 1]> <![endif]--></p>
<p>Índice Ibovespa no fechamento do balanço</p>
<p>Dólar Comercial na data de fechamento do balanço</p>
<p>A planilha &#8220;Balanços_INICIAL&#8221; contém toda a informação agregada retirada dos sites, e está disponível em anexo a este arquivo. Ela não será colocada aqui por não conter informações explicitamente relevantes.</p>
<p>O preço considerado das ações GGBR4 são diferentes dos preços considerados à época o valor nominal, pois estão corrigidas pelas bonificações e desdobramentos ocorridos. Os valores abaixo foram retirados do site da Gerdau.</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="492">
<tbody>
<tr>
<td width="109">
<p align="center"><strong>Gerdau S.A.</strong></p>
</td>
<td width="175">
<p align="center">
</td>
<td width="64">
<p align="center">
</td>
<td width="144">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td width="109">
<p align="center"><strong>Data</strong></p>
</td>
<td width="175">
<p align="center"><strong>Evento</strong></p>
</td>
<td width="64">
<p align="center"><strong>%</strong></p>
</td>
<td width="144">
<p align="center"><strong>Custo unitário<br />
atribuído *</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="109">
<p align="center">28/04/2000</p>
</td>
<td width="175">
<p align="center">Desdobramento</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center">100%</p>
</td>
<td width="144" valign="bottom">
<p align="center">-</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="109">
<p align="center">30/04/2003</p>
</td>
<td width="175">
<p align="center">Bonificação</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center">30%</p>
</td>
<td width="144" valign="bottom">
<p align="center">R$ 11.70</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="109">
<p align="center">29/04/2004</p>
</td>
<td width="175">
<p align="center">Bonificação</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center">100%</p>
</td>
<td width="144" valign="bottom">
<p align="center">R$ 11.70</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="109">
<p align="center">31/03/2005</p>
</td>
<td width="175">
<p align="center">Bonificação</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center">50%</p>
</td>
<td width="144" valign="bottom">
<p align="center">R$ 11.70</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="109">
<p align="center">31/03/2006</p>
</td>
<td width="175">
<p align="center">Bonificação</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center">50%</p>
</td>
<td width="144" valign="bottom">
<p align="center">R$ 11.70</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="109">
<p align="center">
</td>
<td width="175">
<p align="center">
</td>
<td width="64">
<p align="center">
</td>
<td width="144">
<p align="center">
</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3" width="348">
<p align="center">*Conforme o § 1º do art. 25 da IN/SRF 25/2001.</p>
</td>
<td width="144">
<p align="center">
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p align="center">Tabela <!--[if supportFields]> STYLEREF 1 \s <![endif]-->2<!--[if supportFields]><![endif]-->‑<!--[if supportFields]> SEQ Tabela \* ARABIC \s 1 <![endif]-->1<!--[if supportFields]><![endif]-->: Desdobramentos e bonificações (fonte: <a href="http://www.gerdau.com.br/">www.gerdau.com.br</a> )</p>
<p>Os valores corrigidos podem ser baixados no site da Gerdau. O gráfico dos valores corrigidos variando no tempo aparece abaixo. Pode-se perceber que o investimento em ações da Gerdau foi uma excelente opção nos últimos anos.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Preço Ações Gerdau" src="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-content/uploads/gerdau.PNG" alt="" width="500" height="310" /></p>
<p><!--[if gte vml 1]> <![endif]--></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-content/uploads/preco-acao-gerdau.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-111" title="preco-acao-gerdau" src="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-content/uploads/preco-acao-gerdau.png" alt="" /></a>Figura <!--[if supportFields]> STYLEREF 1 \s <![endif]-->2<!--[if supportFields]><![endif]-->‑<!--[if supportFields]> SEQ Figura \* ARABIC \s 1 <![endif]-->3<!--[if supportFields]><![endif]-->: Valor ações Gerdau</p>
<h4><a name="_Toc175117058">Capítulo 3 -  Criação da correlação</a></h4>
<p>Ao iniciar a análise dos dados, rapidamente verificou-se que algumas das informações obtidas do balanço causavam erro ao adaptar o modelo, pois eram proporcionais a outras variáveis exógenas. Percebe-se o erro pelo resultado obtido do Excel, colocado abaixo:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="455">
<tbody>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">
<p align="center"><em> </em></p>
</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="center"><em>Coeficientes</em></p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center"><em>Erro padrão</em></p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center"><em>Stat t</em></p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center"><em>valor-P</em></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Interseção</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">-7.79874</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">5.167084</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">-1.50931</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">14%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Ibovespa</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">0.000508</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0.000115</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">4.416274</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Dólar   Comercial</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">1.080499</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">1.309363</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0.825209</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">42%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Ativo   Total</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">1.94E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">6.62E-06</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">2.924378</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">1%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Ativo   Circulante</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">-2.3E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">3.61E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">-0.63389</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">53%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Disponibilidades</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">0</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">65535</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center">#NÚM!</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Créditos</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">4.45E-06</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">3.64E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0.122283</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">90%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Estoques</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">8.48E-06</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">3.99E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0.212731</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">83%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Outros</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">1.15E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">3.72E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0.310339</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">76%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Ativo   Realizável a Longo Prazo</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">0</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">65535</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center">#NÚM!</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Créditos   Diversos</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">-1.6E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">4.22E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">-0.38852</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">70%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Créditos   com Pessoas Ligadas</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">0</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">65535</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="center">#NÚM!</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Outros</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">-5.6E-06</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">7.3E-06</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">-0.7662</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">45%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Ativo   Permanente</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">-2.5E-05</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">7.42E-06</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">-3.33297</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">0%</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="187" valign="bottom">Investimentos</td>
<td width="75" valign="bottom">
<p align="right">6.36E-06</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">2.49E-06</p>
</td>
<td width="64" valign="bottom">
<p align="right">2.550283</p>
</td>
<td width