Vendas no Varejo aumentam. Acompanhe os setores.

São Paulo, 12 de Maio de 2011.

ECONOMIA & FINANÇAS

Vendas no Varejo aumentam. Acompanhe os setores.

Por Thiago Flores*

Segundo IBGE, em março, o comércio varejista registrou alta de 1,2% no volume de vendas e de 1,4% na receita nominal, ambas com relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente. Para o volume e receita de vendas, tais resultados apresentam uma melhora em relação às taxas do mês anterior. Nas demais comparações, obtidas das séries sem ajuste, o varejo obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos de 4,1% sobre março do ano anterior, 6,9% no acumulado do trimestre e 9,5% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 8,5%, 11,6% e de 13,5%, respectivamente. 

Em março, oito das dez atividades pesquisadas obtiveram resultados positivos: veículos e motos, partes e peças (3,8%);equipamentos e material para escritório, informática e comunicação(3,5%); material de construção (2,7%); móveis e eletrodomésticos(1,6%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico(1,4%);tecidos, vestuário e calçados (1,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%);combustíveis e lubrificantes (-0,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos(–0,1%).

Na comparação com março de 2010 (série sem ajuste), todas as atividades cresceram. Por ordem de importância, as variações foram:móveis e eletrodomésticos (11,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%);equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (18,2%); tecidos, vestuário e calçados (5,6%);artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,5%); combustíveis e lubrificantes (2,7%);outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,5%); livros, jornais, revistas e papelaria (0,1%).

Móveis e eletrodomésticos, com variação de 11,1% no volume de vendas em relação a março do ano passado, registrou o principal impacto na formação da taxa do varejo (45%). Este resultado, ainda que reflita as condições favoráveis da economia, teve crescimento inferior às taxas dos últimos meses, o que pode indicar efeitos da política macroprudencial do governo. No acumulado do trimestre a taxa foi de 16,8% e nos últimos 12 meses, de 17,2%.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo,com variação de 1,5% no volume de vendas na comparação com março de 2010, foi responsável pela segunda maior contribuição (18%). Em termos acumulados, a taxa para os primeiros três meses do ano foi de 2,8% e, para os últimos 12 meses, de 6,6%. Pelo terceiro mês consecutivo o setor não proporcionou a principal contribuição à taxa global, refletindo, possivelmente, uma retração de demanda provocada pelo aumento dos preços dos alimentos.

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, responsável pelo terceiro maior impacto na formação da taxa global, obteve acréscimo no volume de vendas da ordem e 18,2% na comparação com março do ano passado, taxa acumulada no ano de 13,9%, e, nos últimos 12 meses, 20,6%. Dentre os fatores que vêm determinando este desempenho, destacam-se a redução de preços dos produtos do gênero (-14,7% nos últimos 12 meses para o subitem microcomputador no IPCA) e a crescente importância que os produtos de informática e comunicação vêm tendo nos hábitos de consumo das famílias.

Vinte das 27 unidades da federação apresentaram resultados positivos na comparação março11/março10 no que tange ao volume de vendas. Os destaques foram: Tocantins (16,5%); Roraima (14,6%); Paraíba (11,0%); Maranhão (10,3); e Ceará (10,0%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, sobressaíram: São Paulo (4,7%); Minas Gerais (8,5%); Rio de Janeiro (4,2%); Ceará (10,0%) e Rio Grande do Sul (2,1%).

Já em relação ao varejo ampliado, dez unidades da federação apresentaram resultados positivos, sendo as maiores taxas de desempenho no volume de vendas verificadas em Roraima (13,8%); Espírito Santo (12,8%); Acre (8,9%); Tocantins (8,8%) e Mato Grosso (5,3%). Quanto aos negativos, destacam-se: Piauí (-13,2%); Sergipe (-10,8%); Distrito Federal (-10,4%) e Rio Grande do Norte (-9,4%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (-3,5%); Rio de Janeiro (-5,3%); Distrito Federal (-10,4%); Bahia (-6,2%) e Pernambuco (-5,2%).

Para o volume de vendas, os resultados com ajuste sazonal apontam para 17 estados com resultados positivos na comparação mês/mês anterior. As maiores variações foram em Piauí (5,8%); Alagoas (4,3%); Sergipe (3,8%); Espírito Santo (3,8%) e Rio de Janeiro (3,1%).

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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Autor: Thiago Flores - FF Consult

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ® www.ffconsult.com ffconsult@ffconsult.com twitter.com/FF_Consult www.facebook.com/FFConsult ffconsult.blog.com www.youtube.com/user/FFConsult2011