Juros de cheque especial e Safra de grãos batem recorde.

São Paulo, 10 de Maio de 2011.

 

ECONOMIA & FINANÇAS

Juros de cheque especial e Safra de grãos batem recorde.

Por Thiago Flores*

As taxas de juros para consumo subiram em abril, na terceira elevação no ano e segunda consecutiva, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A média geral para pessoa física cobrada pelos bancos teve alta de 6,78% ao mês (119,72% ao ano) em março para 6,81% ao mês (120,47% ao ano) em abril.

Entre as linhas que tiveram aumento, destaca-se o cheque especial, que passou de 7,78% ao mês (145,73% ao ano) para 7,97% ao mês (150,98% ao ano), atingindo o maior valor desde novembro de 2008. “O cheque especial não é renda e deve ser utilizado por um período curto e emergencial. Se tiver necessidade de usar este limite por um período maior procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial”, afirma a Anefac em nota.

De acordo com a pesquisa, também tiveram aumento os juros do comércio (crédito diretamente pela loja) e do empréstimo pessoal feito por bancos, que tiveram média de 5,68% ao mês (94,05% ao ano) e 4,70% ao mês (73,52% ao ano), respectivamente. Já o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), bastante utilizado para o financiamento de veículos, ficou inalterado em 2,39% ao mês (32,77% ao ano). Apenas o empréstimo pessoal de financeiras mostrou taxa menor que a de março.

Os acréscimos são conseqüências da elevação dos depósitos compulsórios em dezembro do ano passado, das recentes altas na taxa básica de juros – o Banco Central aumentou a Selic três vezes só neste ano, em 1,25 ponto percentual no total -, e das elevações das alíquotas de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), segundo a Anefac. A entidade ainda recomenda que os consumidores evitem comprometer demasiadamente o orçamento.

Por outro lado, segundo o IBGE, a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas indica produção da ordem de 158,7 milhões de toneladas, superior em 6,0% à safra recorde obtida em 2010 (149,7 milhões de toneladas). É o que indica a quarta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011.

A área a ser colhida em 2011, de 48,6 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 4,3%, frente à área colhida em 2010. As três principais culturas, que somadas representam 90,8% do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas: o arroz, o milho e a soja, respondem por 82,5% da área a ser colhida registrando, em relação ao ano anterior, variações de 2,1%, 4,1% e 2,8%, respectivamente. Quanto à produção os acréscimos são, nessa ordem, de 18,4%, 3,0% e 6,3%.

Entre as Grandes Regiões, esse volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresenta a seguinte distribuição: Região Sul, 66,0 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 57,0 milhões de toneladas; Sudeste, 16,4 milhões de toneladas; Nordeste, 15,0 milhões de toneladas e Norte, 4,3 milhões de toneladas. Comparativamente ao ano anterior, são constatados incrementos nas Regiões Norte (7,4%), Nordeste (26,5%), Centro-Oeste (8,5%), Sul (2,8%), e decréscimo na Sudeste (-3,8%). O Paraná, nessa avaliação para 2011, mantém a liderança na produção nacional de grãos, com uma participação de 20,6%, seguido pelo Mato Grosso com 19,9% e Rio Grande do Sul com 17,0%.

Dentre os vinte e cinco produtos selecionados, quinze apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (69,5%), amendoim em casca 1ª safra (7,8%), arroz em casca (18,4%), batata-inglesa 1ª safra (13,3%), batata-inglesa 2ª safra (13,4%), cacau em amêndoa (4,4%), cevada em grão (2,6%), feijão em grão 1ª safra (27,2%), feijão em grão 2ª safra (5,1%), mamona em baga (51,2%), mandioca (9,2%), milho em grão 2ª safra (7,6%), soja em grão (6,3%), sorgo em grão (13,4%) e triticale em grão (26,2%). Com variação negativa: amendoim em casca 2ª safra (7,8%), aveia em grão (12,7%), batata-inglesa 3ª safra (10,2%), café em grão (11,0%), cana-de-açúcar (7,5%), cebola (8,8%), feijão em grão 3ª safra (7,2%), laranja (2,2%), milho em grão 1ª safra (0,2%) e trigo em grão (16,6%).

A colheita das principais culturas temporárias de verão, com ênfase para a soja, milho e o arroz, encaminha-se para o final. Nos próximos levantamentos, prosseguirá o acompanhamento do restante da colheita da safra de verão e do desenvolvimento das segunda e terceira safras de alguns produtos, além das culturas de inverno que, devido ao calendário agrícola apresentam grande parte de suas estimativas ainda baseadas em projeções.

 

 

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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Autor: Thiago Flores - FF Consult

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ® www.ffconsult.com ffconsult@ffconsult.com twitter.com/FF_Consult www.facebook.com/FFConsult ffconsult.blog.com www.youtube.com/user/FFConsult2011