Expectativas e tendências do mercado!

São Paulo, 6 de Junho de 2011.

ECONOMIA & FINANÇAS

Expectativas e tendências do mercado!

Por Thiago Flores*

Expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos mostraram poucas alterações na última semana.

As projeções do mercado para os principais indicadores econômicos ficaram praticamente estáveis na última semana, de acordo com o Relatório Focus, referente à semana até 3 de junho, divulgado há pouco pelo Banco Central. A projeção para o IPCA deste ano recuou ligeiramente para 6,22%, ante 6,23% na semana anterior, ao passo que a expectativa para 2012 se manteve 5,10%. As expectativas de crescimento do PIB permaneceram estáveis em 4,0% para 2011, enquanto que mostraram leve recuo de 4,20% para 4,10% para 2012. Para a taxa de câmbio, as projeções ficaram estáveis em R$/US$ 1,61 e R$/US$ 1,70 para 2011 e 2012, respectivamente. Por fim, as expectativas para a taxa Selic se mantiveram em 12,50% para 2011, e em 12,25% para 2012.

Inflação mais amena em maio, vendas no varejo se enfraquecendo neste segundo trimestre e o Banco Central mantendo o ritmo de aperto da política monetária ocuparão as atenções do mercado doméstico nesta semana

Nesta semana, a decisão de política monetária do Banco Central será acompanhada tanto pela divulgação de indicadores de atividade quanto de inflação, que ajudarão a confirmar os recentes sinais de acomodação da atividade doméstica combinados com a inflação menos pressionada. A decisão do Copom, na quarta-feira, para a qual esperamos alta de 0,25 p.p. da taxa Selic concentrará as atenções do mercado, que deverá se focar no comunicado e, posteriormente, na ata na próxima semana. Antecedendo a decisão, na terça-feira, conheceremos o IPCA de maio, para o qual esperamos alta de 0,43%, a menor variação do ano, devendo mostrar forte descompressão de preços administrados e álcool. Além disso, destacamos os seguintes indicadores: (i) as vendas no varejo de abril, na sexta-feira, pelo IBGE, que deverá mostrar recuo de 0,1% margem; (ii) o 9º Levantamento da safra de grãos 2010/11, elaborado pela Conab, na quarta-feira; e, por fim, (iii) os indicadores antecedentes da indústria de maio, como as vendas de papelão ondulado pela ABPO e o fluxo de veículos pesados pela ABCR, ambos na sexta-feira. Na agenda internacional, nos EUA, o foco deverá se voltar à divulgação do Livro Bege, na quarta-feira, pelo Federal Reserve, que deverá reforçar os sinais de perda de fôlego da economia norte-americana neste segundo trimestre. Na Europa, destaque para o resultado preliminar do PIB do primeiro trimestre da Zona do Euro na quarta-feira, seguido, na quinta-feira, pelas decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e Banco Central da Inglaterra (BoE). Por fim, na China, atenção ao resultado da balança comercial referente a maio, a ser conhecido na noite de quinta-feira.

A confiança do setor de serviços apresentou arrefecimento na margem em maio, explicado tanto pela piora da avaliação atual quanto de expectativas, conforme divulgado há pouco pela Sondagem de Serviços da FGV, após ter atingido o patamar mais elevado do ano em abril. O Índice de Confiança de Serviços se retraiu 1,4% na margem em maio, após a expansão de 3,0% verificada em abril. Vale a ressalva, entretanto, de que a série não é ajustada pelos efeitos sazonais e que o indicador ainda se mantém em nível elevado, confirmado pela estabilidade observada na média móvel de três meses do indicador (133,5 pontos). Nesta divulgação, destacamos (i) a contração de 2,1% do Índice de Situação Atual, influenciada pela avaliação da situação atual do negócio, com a proporção de empresas pesquisadas que considerava a situação atual como boa passando de 37,7% em abril para 36,1% em maio; e (ii) o recuo de 0,7% do Índice de Expectativas.

Na abertura dos mercados internacionais, sem muitas novidades ao cenário global, as bolsas operam no campo negativo e o dólar se aprecia frente às demais moedas, refletindo a percepção de desaceleração da atividade global. Devido à fraca agenda de indicadores domésticos, acreditamos que a bolsa brasileira seguirá a tendência internacional, operando, por mais um dia, no campo negativo. Somado a isso, o real deverá sofrer ligeira depreciação frente ao dólar. Por fim, no mercado doméstico de juros futuros esperamos ligeira queda em todos os vencimentos.

 

 

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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Autor: Thiago Flores - FF Consult

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ® www.ffconsult.com ffconsult@ffconsult.com twitter.com/FF_Consult www.facebook.com/FFConsult ffconsult.blog.com www.youtube.com/user/FFConsult2011