Como proteger seu emprego

Ao contrário do que o nosso Governo previa, a crise financeira não se revelou uma “marolinha”. Infelizmente ela já chegou e chegou com força em nosso país.

A cada dia somos bombardeados com anúncios de novas demissões o que cria um estado de temor permanente entre os trabalhadores.

Por mais difícil que seja, na hora do “aperto” é necessário manter a “cabeça fria”, focando em estratégias que se por um lado não têm o poder de conservar nosssos empregos, por outro possam trazer alguma paz de espírito.

Abaixo apresentamos algumas dicas que podem servir como botes salva-vidas na hora do iminente naufrágio:

Não se desespere: a crise não vai varrer do mapa todos os empregos. A engrenagem econômica continua operando, apenas num ritmo mais lento. Espante o pânico e pense no futuro, no que fazer desde já para navegar nessas águas turvas.

Não esqueça seus maiores aliados: na hora do aperto, é comum a pessoa se isolar e culpar a si mesma pelos problemas que estaja enfrentando. Se não é bom vier na ilusão de que somos perfeitos e o mundo é que não nos compreende, o extremo oposto também não ajuda ninguém. Quando o fardo do trabalho pesa, lembre-se de buscar apoio das pessoas próximas.

Cuide de suas finanças: nos tempos de bonança, os analistas aconselham um “colchão de emergência” equivalente a seis meses de despesas de sua família. Com a crise, essa reserva deve ser ampliada para 12 meses. Este deverá ser o novo período médio ara um gerente ou um executivo demitido arrumar trabalho. Isso significa cortar gastos superfluos, poupar mais.

Saia da zona de conforto: manter a calma não significa ficar passivo. Já passou da hora de você perceber que o ambiente econômico piorou para as empresas. É hora de adaptar-se à nova realidade. Em geral, lutamos para atingir uma zona de conforto e, quanto a atingimos, queremos ficar nela. Em tempos mais tranquilos, quando a demanda é alta, a exigência é menor. E o natura é fazer mais do mesmo, acreditar que o que fazemos é suficiente. O problema da zona de conforto é que em gerla a sensação de conforto é ilusória. Enquanto os negóciosiam de vento em popa, a atitude menos ativa tinha mais chance de ser tolerada. Em tempos de crise essa garantia não existe.

Esteja preparado para mais sacrifícios: Em tempos de crise as empresas precisam reduzir seus custos. Funções que até recentemente eram terceirizadas são absorvidas pela equipe interna. Quanto há demissões, a carga de trabalho dos sobreviventes aumenta. Mesmo as empresas que não pretendem demitir já estão promovendo cortes de custos.Encare o aperto com tranquilidade. E aceite algum nível de frustração.

Reavalie seu sucesso: se você brilhou em seu emprego nos últimos anos parabéns. Mas não pense que isso seja garantia de estabilidade.

Pense como a empresa: O profissional tem de se treinar para olhar o todo da empresa. Deve incorporar a visão dela, não apenas o cargo que ocupa. Se você pensa só em seu cargo, é alguém que apenas cumpre tarefas -e, portanto, mais facilmente substituível. Mais difícil é trocar alguém que dá idéias, entende processos, sabe as consequências de suas ações. Porque esse profissional se antecipa às ordens, sabe questionar as políticas sem nexo e pode enxergar coisas a serem melhoradas.

É hora de planejar: quando a empresa está colhenco bons resultados, a tendência é contentar-se com as rotinas. Se os resultados pioram, começa-se a pensar nas ações estratégicas. O profissional capaz de elaborar planos inovadores de curto, médio e longo prazos será muito mais valorizado nesse momento. Você não precisa ser um alto executivo para pensar estrategicamente. Qualquer que seja sua função, pode pensar nas necessidades da empresa, em como seu trabalho poderia render mais frutos.

Estique as antenas: nos tempos de bonança, o foco é importante. Concentra-se no que está dando certo e extrari o máximo de resultados dali. Agora não é hora do foco, mas dim de abrir as antenas 360 graus. Olhar para fora, tentar entender a situação e transcender os limites de sua especialidade. Isso significa falar com gente de ramos totalmente diferentes, dentro e fora da empresa, consultar clientes e fornecedores, interessar-se por áreas novas, ler artigos, exercitar a curiosidade – e tentar fazer conexões com o mundo que você conhece.

Aceite o risco: em ambientes tensos, as pessoas têm mais medo de errar, e tornam-se menos ousadas. POr isso, é tão importante manter-se tranquilo. Na hora da crise, você deve arriscar mais, não menos.

Bibliografia:
Revista Época, edição 558 de 26 de janeiro

Autor: Alexsandro Rebello Bonatto

Sou economista, especialista em Economia e Finanças com MBA em Gestão Empresarial. Sou professor de economia de um curso de Tecnologia e sócio de uma consultoria especializada em treinamentos corportivos. Meu trabalho pode ser conferido no site: www.venturacorporate.com.br