Como ficam as bolsas, títulos, ações, investidores e mercados com a crise dos EUA?

São Paulo, 1 de Agosto de 2011.

ECONOMIA & FINANÇAS

Como ficam as bolsas, títulos, ações, investidores e mercados com a crise dos EUA?

Por Thiago Flores*

            As bolsas europeias caíram nesta segunda-feira (1º) diante dos fracos dados econômicos vindos dos Estados Unidos e consequentes preocupações sobre a recuperação lenta da maior economia do mundo. Esse cenário ofuscava o otimismo sobre a votação no Congresso norte-americano, previsto para a noite desta segunda-feira, para elevar o teto da dívida do país e evitar um default (calote).

O índice europeu de ações, principal indicador das ações da região, caiu 1%, a 1.071 pontos, aproximando-se do menor nível de 2011. Na última semana, o índice perdeu 2,4%.

As ações de bancos tiveram as maiores quedas, com os papéis da Intesa SanPaolo com a pior delas: 7,9%.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 0,70%, a 5.774 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 2,86%, para 6.953 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 2,27%, a 3.588 pontos.

Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 3,87%, para 17.720 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedeu 3,24%, a 9.318 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 2,5%, para 6.722 pontos.

Os investidores impulsionavam as ações e vendiam ativos mais seguros nesta segunda-feira, apostando que o acordo de último minuto em Washington significará que a economia dos Estados Unidos evitará um calote de dívida.

Existe a possibilidade, porém, de que agências de classificação de risco rebaixem os Treasuries (títulos da dívida americana), tirando-os da nota “AAA”, medida que pode ter impacto sobre os valores de uma série de outros ativos.

Os mercados também tentam digerir dados que indicaram um crescimento estagnante na economia global, com a atividade industrial chinesa desaceleramento e a produção manufatureira reduzida na zona do euro. Destaque para os países mais desenvolvidos com crescimento baixo, um paradigma a ser quebrado já que para uma economia continuar se desenvolvendo, é sine qua non que aja crescimento.

 

* Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER – SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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Autor: Thiago Flores - FF Consult

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ® www.ffconsult.com ffconsult@ffconsult.com twitter.com/FF_Consult www.facebook.com/FFConsult ffconsult.blog.com www.youtube.com/user/FFConsult2011