Após comunicado do BC, projeções do IPCA sobem e Real Valoriza!.

São Paulo, 25 de Julho de 2011.

ECONOMIA & FINANÇAS

Após comunicado do BC, projeções do IPCA sobem e Real Valoriza!.

Por Thiago Flores*

 

Como observado no relatório Focus, as projeções do mercado para as variáveis macroeconômicas em relação a 2012 absorveram as alterações referentes à semana anterior, e, ao contrário das expectativas para 2011, que se mantiveram constantes, conforme divulgado pelo último Relatório Focus do Banco Central, supracitado.

No entanto, ao passo que a projeção para o IPCA de 2011 s manteve em 6,31%, de outro lado  as expectativas para 2012 mostraram elevação, passando de 5,20% para 5,28%.

Nesta mesma linha, as expectativas de crescimento do PIB mantiveram-se constantes em 3,94% e 4,00% para 2011 e 2012, respectivamente.

No que tange a taxa de câmbio, as projeções também permaneceram inalteradas em torno de R$/US$ 1,60 para 2011, e retrocederam de R$/ US$ 1,69 para R$/US$ 1,65 para 2012.

A isto devo anexar o fato de que a expectativa para a taxa Selic em 2011 se manteve em 12,75% para 2011, alinhado com a minha ultima projeção, ao passo que, para 2012, as projeções elevaram-se de 12,63% para 12,75%.

Com o ultimo comunicado do BC do aumento dos juros, aumenta-se o investimento direto produtivo e especulativo no mercado nacional, mantendo o real valorizado frente as demais moedas, sobrevalorizando o cambio local e por sua vez facilitando as importações, tornando-se um ciclo com efeitos diretos e outros marginais no desaquecimento da economia brasileira.

O dólar caiu abaixo de R$ 1,55 pela primeira vez desde 1999 nesta segunda-feira, deixando o mercado de sobreaviso com possíveis medidas do governo para frear a valorização do real. A moeda americana recuava 0,74% às 16h32, nos ajustes finais de fechamento, a R$ 1,5437 para venda.

A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central (BC) e usada como referência para contratos futuros e outros derivativos, recuou 0,63%, a R$ 1,5449 para venda.

A queda do dólar no Brasil era mais intensa do que em outros lugares, onde pesou mais a incerteza a respeito da dívida dos Estados Unidos. Ante uma cesta com as principais divisas, o dólar caía 0,14%.

O BC respondeu com uma intervenção mais intensa do que nos últimos dias. Além dos dois leilões de compra de dólares no mercado à vista que vinha realizando nos últimos dias, o BC fez uma operação a termo, com liquidação em 2 de agosto.

Foi o primeiro leilão de compra de dólares a termo desde abril. Nesse tipo de operação, os bancos se comprometem a vender dólares ao BC em uma data futura a uma taxa predeterminada – no caso desta segunda-feira, a R$ 1,5420.

 

* Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER – SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

www.ffconsult.com

ffconsult@ffconsult.com

twitter.com/FF_Consult

www.facebook.com/FFConsult

ffconsult.blog.com

www.youtube.com/user/FFConsult2011

 

Autor: Thiago Flores - FF Consult

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ® www.ffconsult.com ffconsult@ffconsult.com twitter.com/FF_Consult www.facebook.com/FFConsult ffconsult.blog.com www.youtube.com/user/FFConsult2011