A semana passada

13 de fevereiro – Pesquisas apresentadas durante o encontro anual da American Association for the Advancement of Science, em Chicago, nos Estado Unidos, indicam que o ato de beijar é uma ferramenta importante para melhorar a qualidade de vida e definir se haverá compatibilidade em um relacionamento. Um dos trabalhos divulgados foi o da neurocientista Wendy Hill, da Lafayette College, na Pensilvânia. Ela avaliou quinze casais, com idades entre 18 e 22 anos, e concluiu que o beijo na boca equilibra uma série de hormônios.Os voluntários foram divididos em dois grupos. No primeiro, o beijo era liberado. Para o segundo, apenas as mãos podiam ficar entrelaçadas. O cortisol, substância que é gatilho para o stress, diminuiu no corpo dos participantes do grupo um. A ocitocina, fundamental no desenvolvimento de afeto e necessidade de cuidado com o outro, aumentou na corrente sanguínea desses mesmos jovens. Esse hormônio, que até há pouco tempo era conhecido por fortalecer os vínculos entre mãe e bebê na hora da amamentação, começa a ser chamado também de “substância do amor” justamente pelas comprovações de que ele entra em ebulição após o contato prazeroso entre as bocas.

13 de fevereiro – O primeiro Governo de união nacional do Zimbábue, liderado pelo presidente Robert Mugabe e pelo primeiro-ministro, Morgan Tsvangirai, tomou posse hoje em Harare em meio à confusão e com cinco ministros além dos previstos. Em um ato no Palácio Presidencial, tomaram posse 18 ministros da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), de Mugabe; 14 do partido majoritário Movimento para a Mudança Democrática (MDC), de Tsvangirai; e 4 da ala minoritária dessa legenda, liderada por Arthur Mutambara. Em seu discurso inaugural, Tsvangirai prometeu uma revolução: estado de direito, liberdade individual, imprensa independente, reforma econômica e alimento para qualquer zimbabuano, independentemente de sua afiliação política. Nada poderia ser mais distante dos horrores que Mugabe impôs a seu país: colapso econômico, falta de comida, caos políticao, violência generalizada e uma epidemia de cólera que matou ao menos 3,5 mil pessoas.

14 de fevereiro – Mais de 6 mil extremistas alemães reuniram-se no centro de Dresden para lembrar o sexagésimo-quarto aniversário da destruição da cidade pelos bombardeios ingleses e americanos durante a II Guerra Mundial. A marcha é evento tradicional na cidade, cuja devastação virou símbolo do ataque dos aliados contra a Alemanha de Hitler.

15 de fevereiro – segundo resultado do referendo realizado no Venezuela, o o presidente Hugo Chávez recebeu o diretio de disputar eleições seguidas sem limite. A próxima será em 2012. Como o mandato presidencial na Venezuela é de seis anos, se for reeleito ele governará até 2018. Terá completado vinte anos de poder. Se os venezuelanos ainda assim o elegerem para um novo mandato, a próxima oporunidade de mudança será em 2024.

16 de fevereiro – Dois submarinos nucleares, um da França, outro da Inglaterra, carregados de armamentos bélicos se chocaram no oceano Atlântico. Autoridades de ambos os países informaram apenas que a colisão se deu em baixa velocidade e que não houve vazamento de material radiativo.

16 de fevereiro – Anunciado que o PIB (Produto Interno Bruto) japonês caiu 3,3% entre outubro e dezembro do ano passado ante os três meses anteriores. Em termos anualizados, houve contração de 12,7%. As autoridades do Japão já avisaram que, diante do resultado, podem rever o plano de estímulo econômico para frear o desaquecimento.

17 de fevereiro – Comemorou-se na estação rodoviária de Brasília, o Dia Nacional da Roupa de Baixo (pelo terceiro ano consecutivo). Trinta e dois modelos, mulheres e homens, desfilaram seminus na capital do País até se concentrarem na rodoviária. A comemoração terminou com uma festa animada pela escola de samba Acadêmicos da Asa Norte. O desfile foi inspirado no americano Underwear Day, que acontece nas ruas de Nova York há seis anos.

17 de fevereiro – Os cassinos do magnata americano Donald Trump (setor imobiliário) estão à beira da falência. A Trump Entertainment Resorts, empresa que administra áreas de jogos em Atlantic City, está penando com a crise econômica dos EUA e pediu concordata na terça-feira 17. As dívidas do grupo chegam a US$ 1,7 bilhão. O império de Trump, no entanto, não deve ser abalado. Os cassinos são apenas 1% de seus negócios.

17 de fevereiro – O presidente Barack Obma sancionou o pacote de estímulo à economia de US$ 787 bilhões. No dia seguinte anunciou ajuda de US$ 75 bilhões aos mutuários que correm o risco de perder suas casas.

17 de fevereiro – O pedido adicional de US$ 21,6 bilhões feito pela General Motors e Chrysler ao governo americano, não deixou dúvidas de que a ameaça de falência das duas montadoras é real. Tanto a GM quanto a Chrysler já foram contempladas com vultuosas quantias liberadas pelo Tesouro americano em dezembro – US$ 13,4 bilhões para a primeira e US$ 4 bilhões para a segunda –, mas alegam precisar de mais. Juntas as duas gigantes do setor automobilístico devem demitir 50 mil funcionários em todo o mundo até o fim do ano.

17 de fevereiro – A Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) acusou o multimilionário texano Robert Allen Stanford de operar um fundo de investimentos fraudulento com o qual captou US$ 8 bilhões com promessas de alta rentabilidade. A SEC divulgou hoje as acusações, enquanto agentes da Polícia federal realizavam operações nos escritórios de Stanford em Houston, no Texas. Stanford é acusado de enganar os investidores, a quem vendeu títulos a prazo fixo conhecidos como certificados de depósito com taxas de juros “improváveis e não justificadas”. Para fazer com que acreditassem no investimento, o Banco Internacional Stanford, com sede em Antígua, criou uma trama de mentiras, segundo a SEC. O banco disse que tinha alcançado uma rentabilidade de dois dígitos durante os últimos 15 anos, e garantiu às vítimas que seus depósitos eram totalmente seguros, pois investiam principalmente em instrumentos financeiros “líquidos”, o que era falso, de acordo com a SEC. Além disso, o banco dizia contar com uma equipe de mais de 20 analistas para fiscalizar as operações, e que estava sujeito às auditorias anuais das autoridades de Antígua, o que também não era verdade, segundo a Comissão.

17 de fevereiro – depois de dez anos de negociações com o governo do Camboja, a ONU finalmente levou um membro do Khmer Vermelho a julgamento. Kaing Guek Eav, de 66 naos, foi acusado formallmente de ter ordenado a morte de milhares de pessoas entre 1975 e 1979. Durante esse período ele comandou o maior centor de tortura do pa´si, o Campo S-21.O Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, massacrou 1,7 milhão de cambojanos em nove da revolução comunista.

17 de fevereiro – Barack Obama mostrou que a guerra ao Talibã será prioridade em seu governo. Ele ordenou o envio de 17 mil soldados ao Afeganistão para “estabilizar a situação deteriorada no país asiático” segundo comunicado oficial. As tropas americanas devem crescer ainda mais até agosto, mês da eleição presidencial afegã. Hoje há 36 mil soldados no Afeganistão.

Bibliografia:
Revista da Semana, edição 76 de 26 de fevereiro de 2009
Revista Veja, edição 2101 de 25 de fevereiro de 2009
Revista Isto É Dinheiro, edição 594 de 25 de fevereiro de 2009
Revista Isto É, edição 2050 de 20 de fevereiro de 2009

Autor: Alexsandro Rebello Bonatto

Sou economista, especialista em Economia e Finanças com MBA em Gestão Empresarial. Sou professor de economia de um curso de Tecnologia e sócio de uma consultoria especializada em treinamentos corportivos. Meu trabalho pode ser conferido no site: www.venturacorporate.com.br