São Paulo, 27 de Julho de 2011.

ECONOMIA & FINANÇAS

Investimento estrangeiro continua financiando o déficit na economia

Por Thiago Flores*

Segundo nota divulgada pelo BC, o balanço de pagamentos registrou superávit de US$3,2 bilhões em junho. As transações correntes apresentaram déficit de US$3,3 bilhões, acumulando nos últimos 12 meses US$48,9 bilhões, equivalentes a 2,18% do PIB. A balança comercial foi superavitária em US$4,4 bilhões. A conta financeira registrou ingressos líquidos de US$6,2 bilhões, com destaque para os investimentos estrangeiros diretos, US$5,5 bilhões.

A conta de serviços registrou déficit de US$3,4 bilhões no mês, 24,2% acima do registrado em igual período de 2010. As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$1,4 bilhão, com aumentos de 39,9% nos gastos de brasileiros no exterior e de 18,3% nos gastos de estrangeiros no País. As despesas líquidas com transportes, US$599 milhões, apresentaram redução de 6,3%, enquanto os gastos líquidos com aluguel de equipamentos, US$1,4 bilhão, aumentaram 24,3%.

As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$4,5 bilhões, redução de 9,8% em comparação com junho de 2010. As remessas líquidas de renda de investimento direto atingiram US$2,9 bilhões, recuo de 18,4%. As remessas líquidas de renda de investimentos em carteira totalizaram US$903 milhões, elevação de 8,1%, com despesas líquidas de lucros e dividendos, US$1,3 bilhão, e receitas líquidas de juros de títulos de renda fixa, US$373 milhões.

As transferências unilaterais correntes acumularam ingressos líquidos de US$110 milhões no mês, 4% inferiores ao resultado de junho de 2010. Os ingressos para manutenção de residentes somaram US$162 milhões, enquanto os envios de recursos ao exterior com a mesma finalidade alcançaram US$68 milhões, em ambos os casos mostrando-se praticamente inalterados na comparação.

Os investimentos brasileiros diretos no exterior registraram aplicações líquidas de US$117 milhões, compreendendo US$780 milhões em aumento na participação no capital de empresas estrangeiras e US$663 milhões em amortizações líquidas recebidas de empréstimos intercompanhias.

Os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$5,5 bilhões no mês, ante US$766 milhões em igual período de 2010. Os ingressos líquidos para aumento participação no capital de empresas no País somaram US$5,3 bilhões, e os desembolsos líquidos de empréstimos intercompanhia totalizaram US$186 milhões.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram saídas líquidas de US$520 milhões no mês, ante ingressos líquidos de US$3,5 bilhões em maio. Os investimentos em ações somaram saídas líquidas de US$481 milhões no mês, US$356 milhões referentes a ações negociadas no País e US$126 milhões referentes a DR. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País apresentaram ingressos líquidos de US$865 milhões, comparados a US$424 milhões em maio. Os bônus negociados no exterior registraram amortizações líquidas de US$354 milhões, incluindo US$69 milhões de ágios pagos em operações de recompra. As captações líquidas de notes e commercial papers somaram US$1 bilhão em junho, ante US$3,2 bilhões no mês anterior, enquanto as de títulos de curto prazo resultaram em amortizações líquidas de US$1,6 bilhão.

Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em retornos líquidos de US$619 milhões no mês, compreendendo a concessão líquida de empréstimos de curto prazo, US$6,6 bilhões, redução de ativos de bancos no exterior, US$7,7 bilhões, e a constituição de depósitos de demais setores, US$503 milhões.

Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$367 milhões. O crédito comercial de fornecedores somou desembolsos líquidos de curto prazo de US$3,3 bilhões. Os empréstimos de longo prazo somaram ingressos líquidos de US$1,1 bilhão, resultado de desembolsos líquidos de US$4,1 bilhões de empréstimos diretos e de US$77 milhões de financiamento de compradores, e de amortizações líquidas de US$2,7 bilhões a organismos e de US$328 milhões a agências. Os empréstimos de curto prazo somaram amortizações líquidas de US$3,3 bilhões.

 

* Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER – SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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Autor: Thiago Flores - FF Consult

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ® www.ffconsult.com ffconsult@ffconsult.com twitter.com/FF_Consult www.facebook.com/FFConsult ffconsult.blog.com www.youtube.com/user/FFConsult2011