<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Gerenciamento Econômico.com.br &#187; Economia</title>
	<atom:link href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/category/economia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br</link>
	<description>Publique seus artigos sobre Gerenciamento e Economia</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Sep 2010 01:44:45 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Inflação controlada pós plano real</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/inflacao-anos-2000/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/inflacao-anos-2000/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 00:45:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jcsimionato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[controle inflação]]></category>
		<category><![CDATA[estabilização monetária]]></category>
		<category><![CDATA[inflação anos 2000]]></category>
		<category><![CDATA[Plano real]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/?p=525</guid>
		<description><![CDATA[Introdução Quando um político do partido do atual Governo, dizer que &#8220;Nunca na historia desse país a economia cresceu tanto, a inflação esta controlada, e a população consome mais&#8221;. Em suma, atribuir todo mérito da situação econômica atual, ao seu Governo, e não reconhecer o trabalho que foi feito la atrás, nos anos 90, que graças a tais esforços do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left"><strong>Introdução</strong></p>
<p style="text-align: left">Quando um político do partido do atual Governo, dizer que &#8220;Nunca na historia desse país a economia cresceu tanto, a inflação esta controlada, e a população consome mais&#8221;. Em suma, atribuir todo mérito da situação econômica atual, ao seu Governo, e não reconhecer o trabalho que foi feito la atrás, nos anos 90, que graças a tais esforços do passado estamos colhendo os frutos no presente  e continuaremos colhendo no futuro.</p>
<p style="text-align: left">Nesse texto vou explicar de forma simples e clara os esforços que foram feitos nos anos 80 e 90 para se estabilizar a economia e controlar a hiperinflação.</p>
<p style="text-align: left">No período pré 1994 a economia nacional sofria com altos índices de inflação (principalmente durante a década de 80), graças ao Plano Real, foi controlada,  apesar de pequenas oscilações que observaremos no estudo a seguir.</p>
<p style="text-align: left">Por meio do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), analisaremos e evolução da inflação nos anos 2000 e as principais causas que explicam a inflação em cada ano.</p>
<p style="text-align: left"><strong>Sistema de Metas de Inflação</strong></p>
<p style="text-align: left">A partir de 1999 com o BC estabelecendo o Sistemas de Metas de Inflação, observa-se (junto a estabilidade proporcionada pelo plano) um alto ganho de controle da inflação anual através de ajustes em outras variáveis (principalmente a taxa de juros).</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wp-content/Inflação200.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-529" src="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wp-content/Inflação200-300x151.jpg" alt="" width="500" height="256,5" /></a></p>
<p style="text-align: left"><strong>Causas de 1999 a 2009</strong></p>
<ul style="text-align: left">
<li>1999 O BC estabelece o sistema de Metas de Inflação.</li>
<li>2000 Inflação dentro da meta, preços do álcool caem 11,06%,</li>
<li>2001 A inflação supera a meta. Choques internos e externos: Crise energética, incertezas quanto sucessão presidencial de 2002, crise da Argentina, ataques terroristas EUA. A depreciação cambial (resultado da crise da Argentina) destaca-se como o fator que mais pressionou a inflação. Problemas climáticos fizeram com que alimentos tivessem uma alta de 9,63% no ano, e os produtos não alimentícios tiveram uma alta de 7,12%.</li>
</ul>
<ul style="text-align: left">
<li>2002 Mais um ano em que a inflação supera o teto da meta. Incertezas quanto a sucessão presidencial, dólar valoriza 53,2% no ano em relação ao real, no auge da crise da de confiança, o risco-país atingiu 2.436 pontos em Setembro. Preços dos alimentos sobem 19,47%.</li>
</ul>
<ul style="text-align: left">
<li>2003 Despesas pessoais 11,30%, Saúde 15,16%, Habitação 10,96% pressionaram a inflação.</li>
</ul>
<ul style="text-align: left">
<li>2004 Alta nos preços internacionais do petróleo fazendo a gasolina acumula alta de 14,64% no ano. Problemas climáticos, preço do álcool sobe 31,58%. Tarifas de energia elétrica 9,64%, telefone 14,76%.</li>
</ul>
<ul style="text-align: left">
<li>2005 Boa oferta de produtos agrícolas, alimentos e bebidas contribuíram para conter a inflação, acumularam variação de 1,99% no ano e valorização do real frente ao dólar. O grupo que apresentou maior variação em 2005 foram os transportes, com alta de 8,07%, gasolina (7,76%), salários de empregados domésticos (11,52%) e tarifas de serviços públicos como energia elétrica (8,03%) e telefone fixo (6,68%).</li>
</ul>
<ul style="text-align: left">
<li>2006 O real valorizado, a boa oferta de produtos agrícolas e os menores aumentos de tarifas públicas sustentaram a redução da inflação ao longo do ano, alimentos tiveram alta de 1,22%, combustíveis, de 2,30%, energia elétrica 0,28%, tarifas de telefonia fixa caíram 0,83%, higiene pessoal 0,65%, aparelhos de TV e informática -12,07% artigos de limpeza -2,29%.</li>
</ul>
<ul style="text-align: left">
<li>2007 Condições climáticas desfavoráveis, preços elevados dos produtos cotados no mercado internacional, aumento das exportações, redução de safra por baixa remuneração em períodos anteriores e aumento da demanda por alimentos. Alimentos e bebidas tiveram alta de 10,79%, energia elétrica teve deflação de 6,16%.</li>
</ul>
<ul style="text-align: left">
<li>2008 Preços dos alimentos subiram 11,11% refletindo o aumento dos preços no mercado internacional e o crescimento da demanda por esses produtos. Despesas Pessoais 7,35%, serviços de telefonia fixa 3,64% e de taxas de água e esgoto 7,11%.</li>
</ul>
<ul style="text-align: left">
<li>2009 Alimentos 3,18%, não alimentícios 4,65%, despesas pessoais 8,03%.</li>
</ul>
<p><strong>Inflação antes dos Anos 2000</strong></p>
<h3 style="text-align: left"><a name="_Toc262744510"></a></h3>
<table style="text-align: left" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="399">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="159" valign="bottom"><strong>IPCA anos 90 %</strong></td>
<td style="text-align: center" width="240" valign="bottom"><strong>Presidentes</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #3366ff">1990</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #3366ff">1620,96</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><span style="color: #3366ff"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #3366ff">1991</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #3366ff">472,69</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><strong><span style="color: #3366ff">Fernando Collor de Mello</span></strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #3366ff">1992</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #3366ff">1119,09</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><span style="color: #3366ff"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #339966">1993</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #339966">2477,15</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><strong><span style="color: #339966">Itamar Franco</span></strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #339966">1994</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #339966">916,43</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><span style="color: #339966"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">1995</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">22,41</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><span style="color: #993300"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">1996</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">9,56</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">Fernando Henrique Cardoso</span></strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">1997</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">5,22</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><span style="color: #993300"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td width="61" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">1998</span></strong></td>
<td width="98" valign="bottom"><strong><span style="color: #993300">1,66</span></strong></td>
<td width="240" valign="bottom"><span style="color: #993300"> </span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left"><span style="color: #000000">Fonte: Bacen/adaptado</span></p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align: left">Neste trabalho, relatamos de forma resumida o período de estabilização monetária que a economia brasileira desfruta comparado aos anos anteriores. Tal feito pode ser atribuído  em especial ao sucesso do Plano Real, lei de responsabilidade fiscal, a adoção do Sistema de metas de Inflação pelo BC desde 1999 entre outros, trouxeram credibilidade, previsibilidade e estabilidade para o mercado nos anos posteriores a sua implementação.</p>
<p style="text-align: left">Apesar da inflação ter extrapolado a meta nos primeiros anos, hoje o sistema de metas junto com a política monetária do COPOM, que por meio da taxa básica de juros SELIC controlam o nível de liquidez na economia, são os principais instrumentos de controle a inflação.</p>
<p style="text-align: left">
<p style="text-align: left"><strong>Por isso é bom ficar atento, nenhum Governo ou partido político &#8221;Consertou&#8221; a economia de 2002 pra frente, mas sim, graças aos esforços dos anos 80 e em especial nos anos 90, o </strong>Brasil hoje desfruta de taxas controladas de inflação, juros &#8220;baixos&#8221;, reservas internacionais elevadas, taxas baixas de desemprego, e muitos outros dados macroeconômicos positivos.</p>
<p style="text-align: left">Em suma, tudo é resultado de um trabalho de longo prazo que resultou numa estabilidade econômica, tal estabilidade trouxeram benefícios muito além do controle inflacionário, dentre eles, a estabilidade e previsibilidade econômica, o que repercutiu no crescimento da economia brasileira nos anos seguintes.</p>
<p style="text-align: left"><a href="http://twitter.com/jcsimionato" target="_blank">João Carlos Simionato</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/inflacao-anos-2000/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Gestão de Serviços – Quando a Parceria se transforma em &#8220;Parceria&#8221;</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/gestao-de-servicos-%e2%80%93-quando-a-parceria-se-transforma-em-parceria/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/gestao-de-servicos-%e2%80%93-quando-a-parceria-se-transforma-em-parceria/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 May 2010 02:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tvorecki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/gestao-de-servicos-%e2%80%93-quando-a-parceria-se-transforma-em-parceria/</guid>
		<description><![CDATA[Neste artigo vou explanar um assunto um tanto quanto delicado, onde tem-se a questão de relacionamento entre uma Empresa prestadora de serviços e seus Clientes. A pergunta que dá vida a este artigo é: os serviços prestados por esta devem ser considerados como pura obrigação ou como parceria pela Contratante? No mundo coorporativo temos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo vou explanar um assunto um tanto quanto delicado, onde tem-se a questão de relacionamento entre uma Empresa prestadora de serviços e seus Clientes. A pergunta que dá vida a este artigo é: os serviços prestados por esta devem ser considerados como pura obrigação ou como parceria pela Contratante?</p>
<p>No mundo coorporativo temos a constante relação de terceirização de serviços, muitos destes serviços sendo eventuais e muitos contínuos e, sobre estes é que as parcerias se firmam ou se desmontam. Esta linha é tênue, pois apesar de formalizações legais, pessoas são cruciais para a conquista e manutenção desta parceria.</p>
<p>Empresas de serviços, prestadores de serviços contínuos, tendem a ter relação quase que simbiótica com seus clientes. Em vários momentos estes serviços e recursos terceirizados se misturam. Neste processo pode haver a terceirização de profissionais, com a prestação de serviços &#8216;in-loco&#8217; ou à distância, serviços de terceirização de ferramentas, como no caso de empresas de sistemas o licenciamento de Softwares e soluções conjuntas, licenciamento e prestação de serviços.</p>
<p>Independente da forma e serviço há sempre a questão relativa à dita &#8220;parceria&#8221; entre as instituições. De um lado a questão de custo, onde o cliente entende que contratar de uma empresa é mais barato, mais prático, é questão de controle (terceirizando serviços de apoio e focando apenas nos seus principais) entre outros fatores. De outro há o prestador de serviços, que se compromete a fornecer serviços que supram a necessidade do contratante.</p>
<p>No meio há o contrato, documento que formaliza as regras, direitos e responsabilidades de cada um, do cliente e do prestador de serviços, mas mais do que isso há a parceria, que tem como premissa a confiança, há o acordo implícito de crescimento e colaboração entre as partes, onde ambas as instituições ganhem, isto é, possam aumentar seus lucros, melhorar seus serviços e obter os resultados esperados dentro do previamente contratado.</p>
<p>Quando há a parceria, entende-se que ambas as empresas conseguem trabalhar juntas, onde a prestadora de serviços, mesmo que eventualmente falhando, atenda a contratante, seu cliente, de forma satisfatória para esta, onde consegue trazer mais pontos positivos que negativos. No caso do cliente, contratante, a parceria é vantajosa e existe quando consegue ter estes benefícios tidos de forma clara, quando consegue compreender eventuais &#8216;falhas&#8217; de seu fornecedor.</p>
<p>Também é determinante para a parceria a possibilidade do prestador de serviços se dispõe a fornecer e aceitar receber sugestões. Da mesma forma a parceria ocorre quando a contratante aceita receber sugestões da fornecedora para melhorar seus processos, bem como para melhor usar os serviços contratados e ferramentas licenciadas, sabendo diferenciar custos de responsabilidade da fornecedora e seus, sabendo diferenciar investimentos também desta forma.</p>
<p>Mas a parceria pode se transformar em &#8220;parceria&#8221; (falsa relação de parceria) quando pelo menos uma das partes, mesmo respeitando o contrato formal, deixa de ser parceira, neste momento é finalizada a relação ganha-ganha.</p>
<p>O processo de desmanche da parceria começa a ocorrer quando uma das partes deixa de sugerir e/ou aceitar sugestões ou, por exemplo, quando entende que tudo que a outra parte deve fazer é por pura obrigação da mesma, para melhoria sua e não de ambos. Se esta situação &#8216;surge&#8217; na relação entre as partes tem-se que a parceria deixa de existir, inicia-se então uma &#8220;parceria&#8221; falsa, onde a relação se desgasta, se torna uma relação perda-ganha.</p>
<p>Em situações onde há &#8220;parceria&#8221; é necessária quem alguém fora do processo interfira, para isto é importante que ambas as instituições possuam em seus níveis de staff pessoas que possam entrar nestes momentos como pacificadores, pois nestas situações, se não tiver pessoas de bom senso em ambas as empresas, a relação tenderá a ser rompida, e rompida da pior forma possível para ambas as instituições, tanto a prestadora do serviço quanto a contratante.</p>
<p>Por isto, para evitar que uma parceria se transforme em &#8220;parceira&#8221;, ou se já está a relação nesta situação, procure separar as questões de divergência, procure encontrar tanto para uma empresa quanto para a outra os prós da relação, mas mais que isto, procure profissionais que tenham condições de conversar em condições acima das operacionais.</p>
<p>Quando possível, tente identificar quando a parceria poderá se tornar uma &#8220;parceria&#8221; e intervenha antes. Tente evitar previamente, quando possível, o desgaste da relação. Aqui recomendo ao prestador de serviços ter a iniciativa de ir aos seus clientes sempre que possível, tentando ouvir deste os seus problemas e necessidades e tentando, nestes contatos, buscar oportunidades para melhorar seus laços comercias. Não fique esperando que seu cliente fará isto, pois é muito mais provável que isto não ocorrerá. Clientes normalmente calam-se e fazem de tudo para ‘forçar’ que o prestador de serviços se adapte ou proponha o fim da relação comercial, tendo como última opção a proposição de rompimento desta.</p>
<p>Por este motivo o prestador de serviços tem a responsabilidade maior de manter-se fiel à parceria, pois é mais fácil, como terceiro, ver os pontos de melhora para seu cliente. Mas esta ação do fornecedor de serviços só funcionará se o cliente contratante, não esquecer que sua instituição tem a obrigação de, em nome da parceria, estar aberto para ouvir seu fornecedor em relação às suas propostas e sugestões e, não se omita, lembre que sua instituição, como cliente, tem o direito de passar ao seu prestador de serviços suas necessidades, mas nunca deixando de lado o bom senso e regras contratuais acordadas.</p>
<p>Prestador de serviços e Contratante, se mantenham sempre em alerta, não ignorem o contrato, mas, principalmente, não ignorem a relação humana Sejam empresas pró-ativas e tenham profissionais qualificados para mediar e identificar situações de risco. Desta forma empresas serão parceiras, e não apenas &#8220;parceiras&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/gestao-de-servicos-%e2%80%93-quando-a-parceria-se-transforma-em-parceria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pânico grego</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/panico-grego/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/panico-grego/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 May 2010 21:24:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jcsimionato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[c]]></category>
		<category><![CDATA[Crise euro]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Grécia]]></category>
		<category><![CDATA[Euro]]></category>
		<category><![CDATA[PIIGS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/?p=499</guid>
		<description><![CDATA[No auge da crise financeira que abalou a economia mundial, em virtude dos subprime e da concordata do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008, governos do mundo todo começaram a nacionalizar parcial ou totalmente alguns bancos. Compraram ações dessas instituições e ofereceram diversos tipos de apoio financeiro, como injeção de liquidez, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No auge da crise financeira que abalou a economia mundial, em virtude dos <em><a href="http://restasaber.blogspot.com/2008/09/subprime.html">subprime</a></em> e da concordata do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008, governos do mundo todo começaram a nacionalizar parcial ou totalmente alguns bancos.</p>
<p>Compraram ações dessas instituições e ofereceram diversos tipos de apoio financeiro, como injeção de liquidez, compra de ativos tóxicos, incentivos para que os bancos “mais saudáveis” comprassem os “enfermos”, além de outros planos.</p>
<p>Parecia, no primeiro momento, um alívio para o mercado, afinal governo nenhum queria ver outros grandes bancos (contaminados por papéis podres) irem à falência, abalando a confiança do mercado financeiro e agravando a crise; logo, governos americano e europeu socorreram suas instituições.</p>
<p>Passado todo o pânico, alguns bancos se recuperaram, outros foram vendidos a instituições financeiras maiores, enquanto os governos iniciaram a venda de ações, as quais tinham sido compradas no auge da crise.</p>
<p>Para bancar toda essa ajuda e socorro bilionário aos bancos, e também os estímulos fiscais fornecidos aos setores mais afetados pela crise (como fez o Brasil com a redução do IPI e outros impostos), os governos tiveram que gastar.</p>
<p>O problema ocorre quando o Estado, já deficitário e endividado, é obrigado a gastar ainda mais em épocas de crise, e devido ao seu alto índice de endividamento, gera desconfiança no mercado e temor de calote. É o caso dos PIIGS (sigla em inglês para Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), países com elevados déficits em conta corrente e preocupantes níveis de endividamento em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), em especial a Grécia, que acumula elevados déficits públicos nos últimos anos. A diferença do que a Grécia gastou e arrecadou em 2009 foi de 13,6% do PIB e a previsão para 2010 é de um déficit em conta corrente de 10,4% e uma queda de 0,3% do PIB, levando o país a ter uma dívida equivalente a 123% do PIB neste ano. Somente para efeito de comparação, o Banco Central (BC) prevê que a dívida do setor público no Brasil deve fechar 2010 em 40% do PIB.</p>
<p>O temor é que, mesmo com toda ajuda que a União Europeia e o FMI vão disponibilizar, a Grécia não consiga pagar suas dívidas, o que deixaria o país sem margem de manobra para fugir dessa crise, pelo fato de pertencer à zona do euro. Se a Grécia tivesse soberania sobre a moeda, poderia simplesmente equilibrar as contas desvalorizando-a, estimulando as exportações e emitindo moeda para pagar débitos. A população seria prejudicada, pois haveria queda do poder de compra decorrente da inflação. Entretanto, como o euro é uma moeda regional, a Grécia não tem autonomia para fazer isso.</p>
<p>Segundo afirmam alguns analistas e o próprio BC, a crise da Grécia não deve afetar o fluxo de investimentos ao Brasil nem o crescimento da economia este ano. No curto prazo poderão ser percebidas algumas quedas na bolsa e uma elevação do dólar devido à aversão ao risco por parte dos investidores estrangeiros. A tendência é que eles voltem quando o “nervosismo” passar. Vale lembrar que o Brasil tem reservas financeiras internacionais em torno de US$ 250 bilhões.</p>
<p>O fato de os PIIGS pertencerem a União Monetária Europeia traz reflexos negativos ao euro, o que tem provocado uma acentuada desvalorização frente ao dólar nos últimos meses. Investidores temem um possível abandono da Grécia e de outros países ao euro, o que mostraria um sinal de fraqueza da União Monetária e, para os mais pessimistas, até mesmo sua derrota.</p>
<p>É um exagero pensar num fracasso do euro, mas não se pode descartar a hipótese de que algum país seja convidado a abandonar o bloco, a fim de manter a estabilidade e a credibilidade monetária da região.</p>
<p>Texto de <a href="http://twitter.com/jcsimionato" target="_blank">João Carlos Simionato </a>e colaboração de Ronan Pierote.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/panico-grego/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bahia X Ponto Frio: A fusão subiu no telhado</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/bahia-x-ponto-frio-a-fusao-subiu-no-telhado/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/bahia-x-ponto-frio-a-fusao-subiu-no-telhado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 14:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/bahia-x-ponto-frio-a-fusao-subiu-no-telhado/</guid>
		<description><![CDATA[O maior negócio do varejo brasileiro está sob análise. E o sinal amarelo não foi aceso pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Há cerca de uma semana, a família Klein, dona da Casas Bahia, contratou o escritório Pinheiro Neto Advogados para fazer a revisão do acordo de fusão entre a varejista e o Grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O maior negócio do varejo brasileiro está sob análise. </p>
<p>E o sinal amarelo não foi aceso pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Há cerca de uma semana, a família Klein, dona da Casas Bahia, contratou o escritório Pinheiro Neto Advogados para fazer a revisão do acordo de fusão entre a varejista e o Grupo Pão de Açúcar, firmado no início de dezembro. </p>
<p>Segundo fontes próximas às empresas, a família Klein acredita que tudo o que havia sido combinado com Abílio Diniz, controlador do Pão de Açúcar, não foi para o contrato redigido pelo escritório Tozzini Freire Advogados, que na época assessorou as companhias. Agora, a Casas Bahia se sente em desvantagem e pede revisão.</p>
<p>Um dos principais pontos que incomodam a Casas Bahia é o prazo existente no acordo para que os Klein possam vender a sua participação na nova empresa, criada com a fusão dos ativos das varejistas. Pelo acordo de acionistas, a Casas Bahia fica impedida de vender as ações da nova empresa pelo período de um ano. Dentro de 12 a 48 meses, eles poderão vender 29% dos papéis que possuem. Entre 49 e 72 meses, a fatia disponível sobe para 49% e apenas a partir do 73º mês &#8211; ou seja, a partir de 2016 &#8211; todos os papéis ficam desbloqueados. A questão é que a Casas Bahia quer se desfazer de uma parcela maior das ações num prazo mais curto de tempo.</p>
<p>Outro ponto que pode ser passível de mudanças é o valor nos ativos definido na primeira fase de negociação, em 2009. Pelo acordado, os ativos da Casas Bahia precisam ser aportados dentro da nova empresa e devem corresponder a um aluguel mensal aos Klein. O problema é que a Casas Bahia tem batido na tecla de que os ativos foram subavaliados. Por causa disso, o aluguel das lojas ficaria abaixo dos R$ 130 milhões ao ano, calculados em conjunto pelas duas empresas no início das negociações. Além disso, o processo de &#8220;due diligence&#8221; nos ativos da Casas Bahia ainda não teria terminado dada a complexidade da operação.</p>
<p>Insatisfação<br />
A insatisfação por parte de Michael Klein e Samuel Klein, presidente e fundador da Casas Bahia, respectivamente, começou a ser ouvida pelos corredores da varejista, com sede em São Caetano (SP), no começo do ano. </p>
<p>Em janeiro, a revisão do acordo começou a ser tratada como uma questão de urgência. No contrato assinado, as redes tinham 120 dias (até o início deste mês) para se pronunciarem em relação a qualquer aspecto antes da assinatura final do acordo.</p>
<p>Pouco antes desse prazo terminar, a Casas Bahia decidiu interromper as conversas com o Pão de Açúcar e buscar apoio jurídico. Contratou, então, o Pinheiro Neto. No acordo, a Casas Bahia tem 49% das ações ordinárias da nova empresa (a Globex ampliada com Ponto Frio e Casas Bahia) e o Pão de Açúcar, 51%.</p>
<p>Desconfianças<br />
Na época, a operação chamou a atenção do mercado por seu porte: juntas, passaram a ser donas de um faturamento anual de R$ 40 bilhões. Mas também despertou interesse a maneira como a negociação foi conduzida, com a dispensa da chamada “due dilligence” (a auditoria prévia realizada em uma companhia). Foi ideia dos Diniz, para permitir que o contrato fosse assinado em apenas 90 dias depois do início das conversas. Contribuiu para isso o fato de as duas empresas serem auditadas pela mesma consultoria — a Ernst &amp; Young.</p>
<p>Da sua parte, Klein abriu mão de contratar escritório próprio de advocacia para assessorá-lo (a assessoria jurídica partiu, para as duas companhias, da Tozzini e Freire). A informação de consultores que tiveram acesso às primeiras conversas era que a situação financeira da Casas Bahia dependia do equacionamento de uma dívida superior a R$ 2 bilhões.</p>
<p>O Tozzini atendeu as duas empresas porque já havia atuado na venda das ações de Saul Klein, filho do fundador da Casas Bahia, que deixou a empresa na metade de 2009, e também por ser o escritório da francesa Casino, sócia do Pão de Açúcar. A Estáter, de Pérsio de Souza, o homem de confiança de Abilio Diniz, foi a responsável por desenhar os detalhes do contrato.</p>
<p>O resultado dessa corrida contra o tempo foi um contrato com menos de 30 páginas, que além das condições básicas do negócio estabelece também garantias contra eventuais problemas.</p>
<p>Para efeitos legais, a antiga Casas Bahia continua aberta (com CNPJ ativo), e continuará assim por pelo menos dez anos. Foi a forma de o Pão de Açúcar se defender do risco de processos futuros.</p>
<p>Nessa nova fase de negociação, Klein foi buscar o aconselhamento da Signatura Lazard, uma butique de investimentos, e do escritório de advocacia Pinheiro Neto. O Pão de Açúcar é assessorado pela Estáter (que já trabalhou para Diniz em outras transações) e pelo escritório Barbosa, Mussnich e Aragão</p>
<p>Pressão<br />
A indústria já começou a sentir a pressão vinda da união entre as duas maiores empresas de varejo de eletroeletrônicos e móveis do país. Em janeiro, as empresas chegaram a anunciar aos fornecedores que as compras para as redes Casas Bahia, Ponto Frio e Extra seriam unificadas, sob o cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ) da Casas Bahia. O Cade, no entanto, afirmou em fevereiro que a fusão poderia prosseguir desde que, entre outros itens, a estrutura comercial das redes se mantivesse independente. Teve início, então, o acirramento da queda de braço entre as varejistas e os fabricantes.</p>
<p>A Operação<br />
O primeiro contato entre Michael Klein e Abílio Diniz foi feito três meses antes de a compra ter se tornado pública. Diniz teria procurado Klein logo após a aquisição do Ponto Frio. Segundo fontes do mercado, a saída de Saul Klein do negócio em 2008, após uma briga com o irmão, teria motivado Michael a se associar a Diniz.</p>
<p>As Casas Bahia foram avaliadas em R$ 6 bilhões, embora o Pão de Açúcar não tenha desembolsado nenhum centavo no negócio. Não houve auditoria. O contrato prevê que, se houver contingências fiscais, o vendedor arca com os custos. O mesmo vale para surpresas positivas.</p>
<p>A união das Casas Bahia com o Pão de Açúcar criou um gigante do varejo de alimentos, móveis e eletroeletrônicos, com faturamento de R$ 40 bilhões por ano. O Pão de Açúcar é a terceira maior empresa privada do País. Com a fusão, o grupo teria vendas iguais às do Walmart e do Carrefour, seus principais concorrentes, juntos.</p>
<p>Pelo acordo, as Casas Bahia e o Pão de Açúcar tornaram-se sócios numa nova empresa de móveis e eletroeletrônicos, que inclui o Extra Eletro e o Ponto Frio, adquirido em junho pelo Pão de Açúcar. O faturamento anual dessa empresa seria de R$ 18,5 bilhões, com 1.015 lojas espalhadas por 337 municípios, 28 centros de distribuição e 62 mil funcionários. A nova empresa teria um porte cinco a seis vezes maior que as principais rivais no mercado de eletroeletrônicos e móveis.</p>
<p>O Pão de Açúcar ficaria com 51% do capital e as Casas Bahia, com 49%. Essa cifra inclui 25% da fábrica de móveis Bartira, contrato de fornecimento de móveis por três anos a preço de custo, contrato de locação dos imóveis de dez anos, no valor de R$ 130 milhões, renovável por mais dez, e uma dívida de R$ 950 milhões de curto prazo.</p>
<p>Dois meses depois do anúncio da operação, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu parcialmente o processo de compra das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar. As empresas foram autorizadas a fundir suas atividades administrativas, mas ficaram proibidas de fechar lojas em 146 municípios onde são concorrentes.</p>
<p>As empresas também foram obrigadas a manter as marcas Casas Bahia e Ponto Frio (rede também adquirida pelo Pão de Açúcar em 2009), os centros de distribuição de cada empresa e o nível de emprego até o julgamento final da operação pelo Cade.</p>
<p>Na prática, as duas companhias já podiam se tornar uma única empresa, mas com as marcas operando separadamente.</p>
<p>Filosofias diferentes atrapalham o dia a dia<br />
Segundo um executivo que está participando do processo de integração, a união entre as duas empresas poderia estar mais adiantada e caminhando de forma melhor.</p>
<p>Para ele, um dos principais entraves é a filosofia de cada uma das empresas: — As empresas pensam de forma diferente e trabalham de maneiras distintas. É assim que está sendo — afirmou o executivo.</p>
<p>O Pão de Açúcar já deixou claro aos Klein que a fusão não será simples. A rede terá que integrar a Casas Bahia à sua estrutura e isso vai levar tempo e dinheiro. As duas redes têm formas contábeis diferentes de calcular indicadores, como provisão de débitos e atraso de pagamentos. A taxa de inadimplência na Casas Bahia chega a 12% em algumas regiões do País e, na média, está em 10%. No grupo Pão de Açúcar essa taxa não passaria de 5%. Além disso, o Pão de Açúcar já ressaltou que será preciso investir na integração das redes, e essa conta é alta.</p>
<p>&#8220;A integração das redes foi sendo desenhada ao mesmo tempo em que os comandos das duas redes tratavam dos pontos do acordo que a Casas Bahia queria rever&#8221;, conta um executivo próximo às negociações. &#8220;Mas não era possível avançar em questões operacionais, como a unificação do sistema de logística e distribuição, por exemplo, se a Casas Bahia fazia corpo mole na hora de contribuir com as informações necessárias para a fusão avançar&#8221;, diz outra fonte que está acompanhando o acordo. </p>
<p>Uma das mais importantes sinergias que já deveria estar funcionando ou, pelo menos, ter sido definida diz respeito ao sistema de logística e distribuição. Embora tenha havido a mudança de executivos do Ponto Frio e do Pão de Açúcar para São Caetano do Sul, sede da Casas Bahia, as operações de compra e logística, por exemplo, permanecem separadas. &#8220;Ninguém assinou contrato no escuro e a briga não é boa para nenhum dos dois&#8221;, afirma um executivo que acompanha o acordo. &#8220;Abilio não é uma pessoa muito flexível, mas tem se mostrado propenso a escutar o que a outra parte tem a dizer.&#8221;</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal Valor Econômico de 13 de abril de 2010<br />
Jornal O Estado de S. Paulo de 13 de abril de 2010<br />
Jornal O Globo de 13 de abril de 2010<br />
Jornal Folha de S. Paulo de 13 de abril de 2010<br />
Jornal Correio Braziliense de 14 de abril de 2010<br />
Jornal Folha de S. Paulo de 14 de abril de 2010<br />
Jornal Valor Econômico de 14 de abril de 2010<br />
Jornal Valor Econômico de 15 de abril de 2010</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/bahia-x-ponto-frio-a-fusao-subiu-no-telhado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Gestor Girassol</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-gestor-girassol/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-gestor-girassol/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 02:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tvorecki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-gestor-girassol/</guid>
		<description><![CDATA[Não é de hoje, nem de ontem, mas já de muito tempo. Não só aqui, não só em algum longínquo país, mas no mundo todo. Não apenas em uma autarquia, em uma pequena empresa privada, em uma grande empresa multinacional, mas em todo o tipo de instituição. Em todo e qualquer lugar encontramos Gestores Girassol. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é de hoje, nem de ontem, mas já de muito tempo. Não só aqui, não só em algum longínquo país, mas no mundo todo. Não apenas em uma autarquia, em uma pequena empresa privada, em uma grande empresa multinacional, mas em todo o tipo de instituição. Em todo e qualquer lugar encontramos Gestores Girassol.</p>
<p>Mas os que lêem este artigo estão a perguntar é: “O que é um Gestor Girassol”? A resposta é relativamente simples. Gestor Girassol é o gestor de uma instituição, normalmente de nível de gerência e diretoria, que comanda sua instituição e seus colaboradores conforme está posicionado o Sol, isto é, suas decisões e regras variam constantemente, de manhã para o leste, ao entardecer para o oeste, durante o dia mudando de direção, mas ao meio dia fica perdido, olhando para cima sem ainda saber para que lado deverá ir.</p>
<p>Nas empresas vemos muitos casos assim, regras são definidas, às vezes claramente repassadas, mas quando menos se espera elas mudam, isto sem falar quando nem claramente comunicadas são. Mas o pior ainda se faz quando estas novas regras começam a ser executadas e cobradas como se fossem válidas desde sempre, algo como: “você deveria ter feito assim&#8230;!”.</p>
<p>Em instituições onde existem perfis gerenciais, de chefia, que ditam as normas conforme muda a posição do sol, conforme muda a temperatura ou os ventos, só tem uma direção certa, a direção do “sem direção”. Os profissionais subordinados ficam sem certeza de como proceder, sem certeza quanto a decisões e ações a que devem e podem tomar, isto sem falar no desânimo, que leva a inércia de não mais questionar, que levam a este profissional a não mais colaborar como seria capaz. O que resta a estes profissionais subordinados, normalmente, é se resignar ou deixar a instituição que fazem parte.</p>
<p>E qual o rumo que a empresa do Gestor Girassol tomará? Ninguém sabe, ninguém sabe nem saberá, ficará sempre a dúvida se esta crescerá, se tenderá a nunca crescer ou até a se extinguir.</p>
<p>Portanto, sr(a) Gestor, pense, reflita se sua administração é uma Gestão Girassol, mesmo que mascarada de “processo de crescimento”, “reestruturação” ou como desejar chamar, ou até mesmo se o Sr(a) nem mesmo tem esta noção.</p>
<p>Lembrem, se o Gestor é Girassol, todas as ações da Empresa ou Setor gerido por este tendem também a seguir este rumo, ou melhor, falta de rumo.</p>
<p>Definir regras coerentes é permitir uma tranqüilidade aos colaboradores, o que colabora para uma longa vida da instituição. Estas regras devem ser elaboradas de forma a permitir o uso de bom senso em casos de exceção e permitir, assim, um melhor ambiente de trabalho para todos os colaborados.</p>
<p>Que este artigo auxilie os gestores a pensar, principalmente os Diretores Administrativos, de Projetos, de Processos e de Recursos Humanos. Que estes nunca esqueçam que suas decisões e que suas ações se refletem pela instituição, da mesma forma como o movimento do Sol reflete sobre o movimento do Girassol.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-gestor-girassol/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Provocações econômicas</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/provocacoes-economicas/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/provocacoes-economicas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 19:02:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[estado]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[legislação trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação]]></category>
		<category><![CDATA[regulação]]></category>
		<category><![CDATA[remuneração]]></category>
		<category><![CDATA[resultados]]></category>
		<category><![CDATA[sindicatos]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhadores]]></category>
		<category><![CDATA[valor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/?p=484</guid>
		<description><![CDATA[Eu gosto de provocações. Fui provocado pelo Julio em meu post http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-mercado-de-trabalho-da-engenharia/ e acredito que deva responder de forma mais genérica e ampla que apenas um comentário naquele post. Também pretendo ampliar um pouco a discussão, trazendo outros temas e explicando de forma um pouco mais profunda os conceitos lá trazidos. O Julio escreveu (sic): [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto de provocações. Fui provocado pelo Julio em meu post <a href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-mercado-de-trabalho-da-engenharia/">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-mercado-de-trabalho-da-engenharia/</a> e acredito que deva responder de forma mais genérica e ampla que apenas um comentário naquele post. Também pretendo ampliar um pouco a discussão, trazendo outros temas e explicando de forma um pouco mais profunda os conceitos lá trazidos. O Julio escreveu (sic):</p>
<blockquote><p>Certo.Mas qual a situaçao dos trabalhadores da India e da China por exemplo ? Ganham bem? Sempre ouvi dizer que os trabalhadores dos Eua e Europa ganham 5 a 10 vezes mais do que os nosssos para desempenharem a mesma funçao .No<br />
Primeiro Mundo as relaçoes trabalhistas sao mais<br />
flexiveis pq a economia é mais dinamica e nao o contrario</p>
<p>Capitalismo é mesmo correr riscos e nao exigir garantias .Mas o fato é que quando uma grande empresa quebra , ela vai correndo pedir ajuda ao<br />
Estado ( todos nós , ligados ou nao a ela ) .Outro fato é que as grandes empresas tb possuem seus sindicatos , associaçoes , federaçoes , etc.</p></blockquote>
<p>Ao pensar na diferença de remuneração entre países &#8211; principalmente em se tratando de países tão diferentes, seria completamente errôneo supor que toda a variação decorre da flexibilização ou rigidez da legislação trabalhista. Pode ser um fator a mais a contribuir ou impedir a valorização profissional, mas nunca será o mais importante.</p>
<p>Nos países comparados, por exemplo, há uma grande diferença entre a produtividade de um trabalhador americano e um chinês. Em uma pesquisa rápida na internet é visto que em 2006, a produtividade média de um trabalhador americano era de US$ 63,8 mil, enquanto a de um trabalhador chinês girava em torno de US$ 12,5 mil.</p>
<p>É preciso sempre lembrar que nenhum trabalhador ganhará mais do que consegue produzir, e isto é tratado naquele artigo original com a frase &#8220;<strong>a) Não agregar valor à empresa; Pelo menos não agrega o valor que você pensa agregar.&#8221;. </strong>Infelizmente o trabalhador não tem como escolher o valor que ele pode agregar à empresa, já que esta noção é dependente também do próprio valor da empresa! Vou tentar esclarecer melhor: Suponha um profissional de consultoria, que consegue elevar fantasticamente os índices de produtividade de empresas.</p>
<p>Este super-consultor consegue sempre elevar em 10% o lucro de qualquer empresa (fantástico, certo? mas é só um exemplo). Agora imaginem o efeito deste consultor em uma grande empresa: 10% no lucro de uma empresa grande pode ser muito dinheiro. 10% no lucro de uma empresa pequena não será nada&#8230; Ou seja, se o nosso super-homem mora em país rico, com grandes empresas, é bem provável que ele consiga ter uma grande remuneração. Se ele for de um país pobre, onde qualquer empresa é pequena e desestruturada (imagino o Haiti, mesmo antes da tragédia, por exemplo), ele estará condenado a nunca conseguir grande remuneração. E isso independe da sua própria capacidade de apresentar resultados, apenas do ambiente disponível para que ele trabalhe.</p>
<p>Portanto, discutir diferenças entre legislações trabalhistas usando a diferença de remuneração entre Estados Unidos e China ou Brasil como argumento é um grande erro.</p>
<p>Outro assunto trazido nos comentários é a questão da presença do estado na economia &#8211; com uma asserção de que os empresários usam o socorro do Estado no caso de crises. Esta é uma questão muito mais séria que o exposto, pois está diretamente ligada às consequências de uma má administração de uma empresa. Quando uma empresa grande encontra-se em estado de recuperação, este realmente deve ser o objetivo de todos os envolvidos &#8211; de empresários à família dos empregados, incluindo também os sindicatos envolvidos. É devastador o efeito de muitos empregos perdidos simultaneamente, principalmente se contabilizamos todos que trabalham também indiretamente para aquela cadeia produtiva.</p>
<p>Não vejo problemas maiores se o Estado puder contribuir para a manutenção das operações da grande empresa, incluindo com a injeção de capital se isto fizer sentido, o que jamais excluirá a responsabilização dos sócios e diretores da empresa. Com uma legislação bem pensada, é possível criar mecanismos que permitam a continuidade da operação das empresas, ao mesmo tempo que responsabiliza os empresários e diretores pelos fatos ocorridos, através, por exemplo, de uma possível perda dos direitos sobre a empresa, até o completo ressarcimento ao erário público. O uso de tal mecanismo seria sempre a última opção para qualquer empresário.</p>
<p>Quanto à existência de sindicatos, federações, etc. existem diversas formas de ler a situação. A primeira é que também o sindicato patronal é obrigatório no Brasil, com contribuições compulsórias variáveis de acordo com o capital social da empresa. E que sim, há algumas vantagens para as empresas sindicalizadas.</p>
<p>Há, ainda, um sério problema de incentivos &#8211; se você tivesse garantida a sua existência por meio de uma lei, você faria algo efetivo para as empresas? Talvez sim, mas os incentivos não são corretos. Há casos e casos. Há os casos de redes de colaboração, por exemplo, em que diversas empresas se fundem e criam uma grande, com benefícios de escala. Um sindicato competente pode sim ajudar em casos similares, ou ainda em termos de representatividade junto aos políticos.</p>
<p>Fiz a comparação de um sindicato com um cartel &#8211; quando é criado, pode trazer grandes vantagens individualmente para as empresa, mas também trará um efeito à sociedade, que não necessariamente será beneficiada. E um cartel geralmente só é mantido se houver força suficiente para que todos os membros cumpram as suas determinações &#8211; se não, a empresa que vende abaixo do preço estipulado tende a ter muito mais clientes. Há semelhanças e diferenças.</p>
<p>Outra semelhança desta comparação é o caso do diploma de jornalismo. Se quiserem saber mais, sugiro fortemente a série de artigos publicados pelo Sílvio Meira em seu blog sobre este assunto: <a href="http://smeira.blog.terra.com.br/2009/08/17/profisses-regulamentao-flanelinha-capoeirista/">http://smeira.blog.terra.com.br/2009/08/17/profisses-regulamentao-flanelinha-capoeirista/</a> , <a href="http://smeira.blog.terra.com.br/2009/11/13/jornalismo-diploma-articula-volta-triunfal/">http://smeira.blog.terra.com.br/2009/11/13/jornalismo-diploma-articula-volta-triunfal/</a></p>
<p>Toda a generalização é burra, existem sempre argumentos inteligentes para ambos os lados em qualquer discussão de temas tão complexos. O objetivo do texto original era fazer com que as pessoas reflitam na real causa de sua própria remuneração, se é causada pelo próprio comportamente e desempenho ou se a culpa é dos outros, da conjuntura, do sistema, do sindicato, das empresas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/provocacoes-economicas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A dor do crescimento</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-dor-do-crescimento/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-dor-do-crescimento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 01:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tvorecki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-dor-do-crescimento/</guid>
		<description><![CDATA[O título deste artigo, num primeiro momento, até pode parecer estranho, mas no decorrer deste poderei demonstrar que de estranho não há nada, muito antes pelo contrário. Neste artigo teremos a oportunidade de entender um pouco sobre as dificuldades que uma Empresa de Pequeno Porte passa para se tornar uma de Médio Porte. Como primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título deste artigo, num primeiro momento, até pode parecer estranho, mas no decorrer deste poderei demonstrar que de estranho não há nada, muito antes pelo contrário. Neste artigo teremos a oportunidade de entender um pouco sobre as dificuldades que uma Empresa de Pequeno Porte passa para se tornar uma de Médio Porte.</p>
<p>Como primeiro fator causador de sofrimento tem-se a própria realidade mercadológica, a concorrência das demais instituições que já passaram por esta fase e no momento já estão mais organizadas, pelo menos perante o mercado. Aqui o desafio é conquistar clientes, conseguir mostrar-se ao Mercado. Tem-se também outros desafios, que envolvem o custo de manter a estrutura, de conseguir recursos mínimos que permitam a manutenção da empresa nos primeiros dois anos, pelo menos.</p>
<p>Mas além destes e de alguns outros fatores coloco a mente do Gestor-Fundador da instituições. E é aí que temos a grande dor do crescimento. É neste momento que o profissional que criou a empresa, muitas vezes do ‘zero’ tem que mostrar-se suficientemente preparado para crescer, pois não há nada mais difícil para este profissional do que efetuar a passagem de conhecimento, da conquista de profissionais que confie e a estes efetuar a distribuição de atribuições importantes. Ao Gestor-Fundador, que até este momento tinha para si atividades de decisão estratégica e operacional, que passava por agir como gestor comercial, financeiro, técnico, de pós-venda e também executor de atividades técnicas operacional passa a ter que, finalmente, descentralizar decisões e deixar que outros as tomem.</p>
<p>Ao Gestor-Fundador é um momento extremamente difícil descentralizar, pois este tem em mente que, enquanto ele próprio executa as atividades estas serão efetuadas conforme ele deseja, conforme suas diretrizes pessoais e profissionais. Mas não é fácil para repassar responsabilidades, ter na empresa profissionais devidamente preparados em com perfil de gestão e, principalmente, normalmente não há recursos financeiros para isto e muito menos planejamento prévio efetivamente montado e executado.</p>
<p>O que temos então como foco aqui é que, durante a fase de crescimento da empresa, desde sua fundação e até a chegada da mudança do pequeno para o médio porte, tem-se que deve ocorrer com planejamento prévio, com a execução de um Projeto Interno de Crescimento, onde neste estejam contidos todas as ações necessárias para uma transição menos dolorida, onde haja um preparo prévio para o repasse de atribuições com um nível mínimo de segurança. Mas para isto, mais que a existência do Projeto Interno de Crescimento, haja, como em todos os Projetos, a vontade de executá-lo e a atribuição de um responsável que realmente consiga executar este projeto.</p>
<p>Ressalto aqui, que além da existência do Projeto e da determinação do responsável por este, normalmente o próprio Gestor-Fundador da Organização, tem-se que a mentalidade deste profissional seja de Gestor de Projetos, pois se não for a Dor do Crescimento será grande e, invariavelmente, poderá levar a Instituição em questão a manter-se pequena ou a deixar de existir.</p>
<p>Portanto, cresça, sempre pensando que poderá haver dor, mas que seja a menor dor, pensando e executando projetos bem elaborados, para clientes externos, mas principalmente internos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-dor-do-crescimento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lean Finance</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/lean-finance/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/lean-finance/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 14:03:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[enxuto]]></category>
		<category><![CDATA[finanças]]></category>
		<category><![CDATA[finanças enxutas]]></category>
		<category><![CDATA[grupo]]></category>
		<category><![CDATA[lean]]></category>
		<category><![CDATA[lean finance]]></category>
		<category><![CDATA[leanfinance.com.br]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/lean-finance/</guid>
		<description><![CDATA[Estou criando um grupo com a pretensão de formar uma comunidade para discussão de algo relativo novo – A aplicação da mentalidade lean para gestão financeira. O iniciativa já começa como um blog, www.leanfinance.com.br. Alguns objetivos de longo prazo desta iniciativa são: - Entendimento do que é, e quais os objetivos do Lean Finance. - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>    Estou criando um grupo com a pretensão de formar uma comunidade para discussão de algo relativo novo – A aplicação da mentalidade lean para gestão financeira. O iniciativa já começa como um blog, www.leanfinance.com.br. Alguns objetivos de longo prazo desta iniciativa são:</p>
<p>- Entendimento do que é, e quais os objetivos do Lean Finance.</p>
<p>- Criação de um guia de melhores práticas para gestão financeira exuta.</p>
<p>- Difusão do conhecimento de Lean Finance.</p>
<p>    Convido a todos que tiverem interesse nesse tema a entrar em contato, para que possamos juntos uma comunidade voltada ao estudo desta importante ferramenta.</p>
<p>    Minha intenção é discutir os princípios do Lean Finance (ou Finança enxuta), de modo a solidificar um conhecimento sobre o esse conceito. De modo geral, de acordo com o seguinte artigo, http://www.scribd.com/doc/6811805/Lean-Finance-VG, os princípios são listados como:</p>
<p>- Manter a simplicidade.</p>
<p>- Relatórios enxutos.</p>
<p>    Acredito, porém que há mais em lean finance que o colocado no artigo. Não se trata de realizar apenas relatórios financeiros menores, mas toda a área de finanças de uma empresa necessita estar alinhada com os objetivos da empresa, e não comportar-se como uma área aparte, desconexa da empresa.</p>
<p>    É importante termos em mente as diferenças entre lean accounting e lean finance. A primeira refere-se à contabilidade necessária para uma empresa que adota o lean manufacturing, ou seja, como eu passo a contabilizar estoques, fazer os meus relatórios de acordo com a forma de estruturação de meu processo produtivo.</p>
<p>    Realmente diferente é a forma em que passo a organizar a área de finanças da minha empresa, independentemente do seu processo produtivo, de acordo com os princípios lean. Este é o lean Finance, que hoje não conta com muitos adeptos, e que este grupo quer estudar.</p>
<p>    Isso significa desde menos contas no plano de contas contábil, até a escolha dos melhores métodos de seleção de financiamento. Significa estar alinhado com as necessidades de crescimento, geração de caixa, pagamento de lucros.</p>
<p>    O objetivo é que a discussão sobre estes aspectos permitam criar uma lista mais completa de objetivos do lean finance até o final de 2009.  Quero chamar todos os interessados a participar das discussões para que criemos uma realmente nova e interessante comunidade.</p>
<p>    Para entrar nesta comunidade, acesse:</p>
<p>http://groups.yahoo.com/group/leanfinance</p>
<p>Para participar do grupo, use os links abaixo:<br />
Enviar mensagem: 	leanfinance@yahoogrupos.com.br<br />
Entrar no grupo: 	leanfinance-subscribe@yahoogrupos.com.br<br />
Sair do grupo: 	leanfinance-unsubscribe@yahoogrupos.com.br</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/lean-finance/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sustentabilidade</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/sustentabilidade/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/sustentabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 21:39:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ações]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[econômica]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[gerenciamento]]></category>
		<category><![CDATA[incentivos]]></category>
		<category><![CDATA[lucro]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/?p=443</guid>
		<description><![CDATA[Muitas vezes me pergunto sobre e esta questão de sustentabilidade, pois a minha visão deste conceito é diferente do entendimento padrão. Como não tive ainda a oportunidade de dividir esta questão com um grupo realmente grande, de amadurecê-la, ainda não tenho qualquer conceito formado &#8211; mesmo que as minhas verdades sejam mutáveis ao longo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes me pergunto sobre e esta questão de sustentabilidade, pois a minha visão deste conceito é diferente do entendimento padrão. Como não tive ainda a oportunidade de dividir esta questão com um grupo realmente grande, de amadurecê-la, ainda não tenho qualquer conceito formado &#8211; mesmo que as minhas verdades sejam mutáveis ao longo do tempo, pois aprendo no processo de defendê-las, até que alguém por vezes me prova errado, e passo a defender novas verdades.</p>
<p>Concordo com o Peter Mello ( <a href="http://www.x25.com.br/peter">http://www.x25.com.br/peter</a> ). Ele sabe, já declarei isto aqui diversas vezes, que o conceito de projeto verde que ele uma vez apresentou caiu como uma luva em minhas crenças profissionais. Sem querer detupar o conceito, mas refazendo uma própria interpretação pela simples incapacidade de procurar em e-mails anteriores quais foram as suas exatas palavras, deixou como conceito que ser grande parte do &#8220;conceito verde&#8221; é chegar ao mesmo resultado consumindo menos recursos. Genial.</p>
<p>Mas, aqui começam as minhas dúvidas e inovações &#8211; ser uma empresa socialmente responsável significa cumprir com eficiência a sua função social. Não acredito que seja por acaso que declaramos a função social no contrato social no contrato social. A legislação poderia exigir as &#8220;atividades econômicas&#8221;, o que seria um excelente sinônimo. Este é o seu objetivo, sua meta e sua forma de gerar ganhos econômicos. Mas mais do que isso, esta é a forma que ela contribuirá para a sociedade.</p>
<p>Peço que se despreendam do preconceito para ouvir uma idéia diferente, que sei que é radical demais, e provavelmente não pode nem deve ser usado na sua totalidade na prática, mas que pode valer para contrabalencear pensamentos extremistas na relação inversa.</p>
<p>Quando uma grande siderúrgica ou uma grande petrolífera emprega seus recursos para a construção de escolas &#8211; nada mais louvável que esta atitude, tenho certeza &#8211; a não ser que a própria empresa entenda esta atitude como investimento em formação de mão de obra futura, com retorno calculado, com uma lógica de reaver este recurso como em qualquer investimento padrão, é um desvio de sua função social. E por isso não é socialmente responsável.</p>
<p>Qual a lógica que pode sustentar tal afirmação?</p>
<p>Pois bem, imaginemos o Brasil como um país em competição com todos os demais. Imaginem que os investimentos podem ser realizados no Brasil ou fora dele. Até aqui é uma suposição que entendo real. Agora imaginem os valores do aço vendidos por duas empresas: Uma que apenas investe no que é a melhor relação econômica e outra que emprega seus recursos corretamente, mas que realiza diversas ações PRO BONO.</p>
<p>Considerando que as margens de lucro permanecerão dentro de um padrão mundial com pouca variação, já que é uma empresa listada em bolsa, a empresa que realiza investimentos sem retornos financeiros venderá o aço a um preço maior, no mínimo um percentual para que os custos deste investimento sejam rateados.</p>
<p>Do ponto de vista macroecômico, não é obvio o resultado. O aumento do preço do aço aumenta os custos de todos os investimentos que consomem aço, e que tornam o Brasil um país menos competitivo.E que reduz a venda de aço, pois uma menor quantidade de aço será negociada, o que gera até um impacto de redução dos impostos recolhidos.</p>
<p>Não é cientificamente correto supor pela simples vontade de provar um ponto &#8220;para o lado dos oprimidos&#8221; qual dos efeitos é mais importante &#8211; o aumento dos custos de investimento de todos os investimentos no país mais a queda de arrecadação de impostos ou o real retorno do investimento PRO BONO. Provavelmente ainda assim vale a pena fazer este investimentos, mas são mais variáveis que temos que considerar, e provar na prática.</p>
<p>O que eu quero dizer, ao longo desta idéia super radical é que destinamos a função social de realizar investimentos em educação &#8211; entre outros &#8211; ao Estado. O Estado deve realizar eficientemente esta função. Aliás, pelo ganho de escala, ele deveria ser por demais eficiente em suas ações, visto que está preocupado em resolver este problema no nível nacional, podendo usufruir das vantagens da gestão de programas e portfólios (externalidades positivas), ao invés de projetos individuais.</p>
<p>Supor que é obrigação das empresas privadas melhorar a vida dos que a circundam é, numa outra linha de pensamento, criar impostos &#8220;não obrigatórios&#8221; aos quais os gestores das empresas sentem-se comprometidos. Pode ser encarado como uma outra forma de aumento da carga tributária, que pode diminuir a competitividade de diversas empresas, como o fisco o faz.</p>
<p>Para que o entendimento não seja puramente monetário, vou citar um caso que não sei se é verídico, mas estes são os números que escutei: Uma das empresas de distribuição de água, aqui do RS, tinha uma eficiência operacional de absurdos 50%. Ou seja, metade da água tratada pela empresa é desviada entre roubos, vazamentos e desperdícios.</p>
<p>Vou deixar o lado do roubo por um tempo, fingindo que ele seja de 25% &#8211; não tenho esta informação, estou &#8220;chutando&#8221;. Mesmo assim são 25% da produção de água daquela empresa que vão literalmente pelo ralo.</p>
<p>Se esta empresa consegue, com sua estutura de custos e lógica de distribuição, atingir digamos 80% da população, ela conseguiria chegar muito mais próximo da meta de 100% da população com água tratada. Ao analisar a situação à luz do que eu escrevi, é imensamente mais importante que esta empresa aumente a sua eficiência operacional, que pare com os vazamentos, do que plante árvores ou participe de campanhas para a redução de mortalidade do trânsito, por exemplo.</p>
<p>Claro que ela pode e deve fazer campanhas públicas relacionadas com o tema &#8220;uso racional da água&#8221;. Mas nada pode ser mais demagogo que uma empresa que joga fora metade da sua produção falar sobre o uso racional do seu produto. Crianças reais morrem todos os dias em função da ineficiência desta empresa.</p>
<p>Neste caso, acredito que sejam claras as razões para a sustentabilidade estar ligada à eficiência operacional. Mas temos que ser eficientes com o uso de qualquer recurso, inclusive citei o tempo como um dos primordiais. Pense em distribuição de Tamiflu, pense em auxílios pós desastres. Nestes casos, a dependência de agilidade é clara, mas também o é, pelo menos para mim, qualquer obra ligada à infraestrutura&#8230;</p>
<p>O dinheiro, a eficiência econômica, é algo que permeia todo o conceito pois serve de ferramenta que torna possível o entendimento do conceito e a generalização para todas as empresas, sejam elas de qualquer setor da economia. E mais, qualquer empresa e qualquer pessoa está reagindo a mudanças de preços e variações financeiras, o que torna este tipo de estudo eficaz.</p>
<p>Eu passo longe de ser um porco capitalista que não liga para as pessoas, como o texto pode dar a entender, mas vejo no aumento de efiência a resposta para gerarmos bens e serviços de modo a possibilitar o consumo da grande massa de qualquer país, principalmente os nossos países subdesenvolvidos. Ou seja, é preciso que todos consigam produzir mais (eficiencia operacional) do que o agregado do consumo, com eficiência distribuicional e outras&#8230;</p>
<p>Nenhuma ação da empresa pode ser analisada de forma isolada, defendo a visão holística da empresa. Por vezes, uma empresa busca apenas madeira certificada por outro aspecto que comentei em outro email envaido ontem: sinalização. Ao fazer isto, ela sinaliza para os seus consumidores (voltamos à assimetria de informações, tudo é ligado) que é uma empresa responsável, e espera que os con&#8217;sumidores paguem mais por seus produtos ao conhecer esta informação. É uma forma de diferenciação para tentar entrar em um mercado com menos competidores.</p>
<p>Mas sim, creio que é importante usar madeira certificada. Tanto que eu pago pelo valor mais alto de empresas de móveis certificados da minha casa e do meu escritório, porque sei que isto é importante.</p>
<p>Mais importante ainda é que as empresas cumpram a legislação. E que o Estado tenha poderes de fazer as empresas cumprí-la. O Estado é responsável pelas regras de concorrência entre as empresas, e empresas que não estão sujeitas a esta regulação normalmente obtém vantagens desproporcionais que acabam por destruir qualquer sustentabilidade das empresas que seguem as regras do jogo, num efeito totalmente daninho.</p>
<p>Neste sentido, pode ser encarado como gravíssimo (ao menos para a teoria que expus) o ato de fraudar ao fisco. Quando pensamos que cada empresa deve cumprir a sua função social &#8220;e só&#8221;, é porque ela está contribuindo indiretamente ao todo via pagamento de impostos, que devem ser direcionado nos pontos em que não existam razão ou permissão para que uma empresa explore comercialmente, como a segurança dos cidadãos (conjunta, e não privada), como as regras regulatórias do diversos mercados, e ainda nas conhecidas falhas do capitalismo (única fonte de recursos, mercados de grande ganho de escala, etc.).</p>
<p>Esta é uma das facetas que enxergo, que provavelmente dou mais peso que a maioria das pessoas, mas que não é a única visão que tenho. Como disse, isto é um equilíbrio entre diversos fatores que nunca podem ser analisados individualmente.</p>
<p>Como tudo na vida há um balanço, um ponto de equilíbrio. Há os que defendem mais estado, há os que defendem menos. A única posição que defendo é que, ambos Estado e empresas devem ser eficientes em suas atividades principais, em suas tarefas. Por isso vejo gerentes &#8211; de projetos ou funcionais &#8211; altamente envolvidos com o conceito de sustentabilidade.Como podemos ser responsáveis com o planeta (meu filho de 2 anos adora esse jargão, por causa do Wall-E) se não somos eficientes em extrair o máximo de resultados dos recursos que consumimos, incluindo o precioso tempo?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/sustentabilidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Salários, barganhas, ruídos</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/salarios-barganhas-ruidos/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/salarios-barganhas-ruidos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 17:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[discussão]]></category>
		<category><![CDATA[economia dos recursos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[HR]]></category>
		<category><![CDATA[Lazear]]></category>
		<category><![CDATA[Mankiw]]></category>
		<category><![CDATA[método]]></category>
		<category><![CDATA[recursos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[RH]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/?p=435</guid>
		<description><![CDATA[Discussão sobre a economia dos recursos humanos, também conhecida como ""personnel economics".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na década de 80, o economista Edward Lazear lançou as bases de uma nova visão da economia, que estuda exatamente a relação contratado-contratante.  Chamou este novo ramo de &#8220;personnel economics&#8221;, que em português foi traduzido para &#8220;economia dos recursos humanos&#8221;, mas que eu pessoalmente, acho que não  reflete o seu real objetivo. Sobre o Lazear, mais pode ser lido neste link: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Lazear">http://en.wikipedia.org/wiki/Edward_Lazear</a></p>
<p>Este problema é conhecido em economia como problema do agente-principal.  Agente é quem realmente realiza o trabalho, e o principal é quem tem interesse  na realização deste trabalho. Exemplo mais clássico é a relação médico-paciente.  Quem realiza o trabalho, o especialista, é o médico. O paciente, apresenta o problema ao médico e efetua pagamentos. Mas no íntimo, cada paciente não sabe o  real empenho do médico em tratar a doença. Se o médico adota uma postura de  &#8220;passar o primeiro remédio&#8221; ou se ele vai a fundo pesquisar a doença, entender<br />
as causas, buscar O MELHOR remédio&#8230; é algo que o paciente nunca saberá.</p>
<p>Este contexto é gerado por uma assimetria de informações. O médico sabe se  está se esforçando ou se está relaxando, mas o paciente não.</p>
<p>Em virtude deste estudo, com embasamento matemático e científico, ele concluiu que diversas vezes é de interesse do empregador pagar mais que a média  do mercado. Chamou isto de salários de eficiência. Maiores detalhes sobre  salários de eficiência podem ser encontrados aqui:<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Efficiency_wages">http://en.wikipedia.org/wiki/Efficiency_wages</a> . É hipócrita acreditar que não há  contestações à esta teoria. Numa busca rápida na internet, já achei este link <a href="http://precodosistema.blogspot.com/2009/06/os-problemas-do-modelo-dos-salarios-de.html" target="_blank">http://precodosistema.blogspot.com/2009/06/os-problemas-do-modelo-dos-salarios-de.html </a>que, com bons argumentos, contesta esta visão.</p>
<p>As conclusões da teoria são mais ou menos estas:</p>
<p>- Como o empregador não sabe se o empregao está se esforçando ou não, pode valer a pena pagar mais para que o risco de demissão seja mais pesada (a perda é  maior para o empregado).<br />
- Sendo o salário &#8220;bom&#8221;, o risco de turn over alto da empresa é menor, o  que diminiu seus custos de treinamento.<br />
- O problema da seleção adversa (explico melhor logo após a lista)<br />
- Um moral mais alto da equipe pode trazer um melhor rendimento (Teoria de  Akerlof: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/George_Akerlof">http://en.wikipedia.org/wiki/George_Akerlof</a>)<br />
- Teoria da alimentação (para salário muito baixos, uma melhora na alimentação proporcionada pela maior renda pode aumentar a produtividade)<br />
- Fazer dos salários do topo da pirâmide altos significa um prêmio para os  que se esforçaram, criando uma competição saudável para a empresa.</p>
<p>A mais interessante das abordagens é o problema da seleção adversa. Seleção  adversa é muito estudada no ramo de seguros, onde justamente os fraudadores e as pessoas de maior risco são as pessoas com maior propensão a segurar seus bens.  Mas ela também se aplica na relação agente-principal (empregador-empregado).</p>
<p>Imaginem que eu coloco uma vaga com um salário de 1 unidade monetária qualquer.  As pessoas que se canditariam a esta vaga são parte de um grupo tal que vê uma  melhora em suas condições ao se empregar com este salário. Provavelmente neste grupo encontram-se todos os que já foram dispensados dos cargos anteriores ou que nunca conseguiram subir na organização. Mas se eu ofereço uma vaga com 10<br />
unidades monetárias de salário, todo o grupo que se candidatou à vaga inicialmente estará lá, mas também estarão os bons candidatos. A empresa ainda terá que selecionar adequadamente, mas pelo menos possui candidatos que podem realizar o trabalho.</p>
<p>Em economia também se estuda (o livro do Mankiw explica muito bem) que o único afetado com o salário mínimo é o trabalhor de baixo valor agregado. Mas que ao invés de melhorar as condições dos trabalhadores, aumentam os custos mínimos do emprego por parte do empregador, fazendo com que o mesmo deixe de contratar um funcionário para executar a função. Ou seja, uma lei de salários mínimos aumentaria o desemprego, e não aumenta o salário real dos empregados de empresas privadas (e pessoas físicas empregadoras). Também é polêmica a leitura<br />
e existem contestações.</p>
<p>Isto tudo posto, queria ressaltar que o assunto &#8220;salários&#8221; é delicado, é complexo, tem bastante estudo por trás do comportamento das empresas e dos empregados. Acho, pessoalmente, um verdadeiro absurdo quando uma pessoa declara a um grupo de 5000 pessoas que &#8220;as empresas só querem pagar pouco&#8221;, &#8220;a intenção é denegrir o empregado&#8221;, &#8220;estamos perdendo o respeito porque não nos  valorizamos&#8221; e coisas do gênero, a maior parte em português precário.</p>
<p>A falta de estudo e a super-valorização do conhecimento &#8220;do trecho&#8221; pode  levar a enganos muito claros. Mesmo tecnicamente falando, já vi muitas situações que eu – com meu conhecido de engenharia adquirido em sala de aula – resolvi  problemas que os técnicos &#8220;experientes&#8221; apontavam para soluções que só iriam piorar a situação. Isso foi porque fiquei pouco tempo valorizando o conhecimento<br />
técnico, resolvi deixar de lado a engenharia pura e me dedicar a aprender gestão três anos após formado. Por uma questão de perfil pessoal, e não por entender que um conhecimento é melhor ou pior que outro. Mas as experiências técnicas me tornaram mais completo depois de ter passado por uma experiência real, com as  pressões e condições de contorno da vida real. Agora me dedico à experiências de<br />
gestão, onde já atuo há alguns anos.</p>
<p>Defendo sempre – já disse isso milhões de vezes nesta lista – um equilíbrio entre estudo e experiência. Estudos e experiências contínuas!<br />
Estudar, especialmente os assuntos ligados ao comportamento humano, ampliam a sua capacidade de entender o ambiente em que se está inserido. Estudar assuntos técnicos o torna um especialista cada vez mais confiável e conhecedor das causas dos fenômenos, e não um apertador de parafusos ou tocador de boiadas.</p>
<p>A experiência é insubstituível. A postura, a coerência, os valores são primordiais. Como também o é saber se vender – retornando à questão da<br />
assimetria de informações. Você tem que saber expor suas capacidades, seus conhecimentos, senão nunca percebido pelos empregadores como alguém  insubstituível.</p>
<p>Quem quiser aprender mais sobre a economia dos recursos humanos, segue a  bibliografia da cadeira da UFRGS sobre este assunto:</p>
<p>BARON, James N. e KREPS, David M.(2000). Strategic Human Resources: Framework for General Managers. www.wiley.com/college<br />
BORJAS, George. (1996). Labor Economics. New York, McGraw-Hill. <a href="http://www.mhhe.com/economics/borjas/links.mhtml">http://www.mhhe.com/economics/borjas/links.mhtml</a><br />
EHREMBERG, R.G. e SMITH, R.S. (2000). Moderna Economia do Trabalho: Teoria e Política Pública. Rio de Janeiro, MAKRON. www.awl.com/ehrenberg_smith<br />
LAZEAR,E.(1998).Personnel Economics for Managers. Wiley &amp; Sons – www.wiley.com/college<br />
LAZEAR, E. (1998). Personnel Economics. MIT Press.<br />
McKENZIE, R, e LEE, D.R. (1998). Managing Through Incentives. Oxford University Press.<br />
MILGROM, P. e ROBERTS, J. (1992). Economics, Organization and Management. Pretince Hall.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/salarios-barganhas-ruidos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>IBGE: comércio cresce pouco até abril</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/ibge-comercio-cresce-pouco-ate-abril/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/ibge-comercio-cresce-pouco-ate-abril/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 03:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/ibge-comercio-cresce-pouco-ate-abril/</guid>
		<description><![CDATA[Principal indicador de tendência do comércio, o índice de média móvel trimestral de vendas em lojas do varejo apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que os negócios no setor continuam apresentando pequeno crescimento, mas aproximando-se da estabilidade, o que indica perda de fôlego. O índice registrou alta de 0,37% no trimestre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Principal indicador de tendência do comércio, o índice de média móvel trimestral de vendas em lojas do varejo apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que os negócios no setor continuam apresentando pequeno crescimento, mas aproximando-se da estabilidade, o que indica perda de fôlego. </p>
<p>O índice registrou alta de 0,37% no trimestre encerrado em abril ante o terminado em março. O resultado da média móvel de abril mostra uma desaceleração em relação aos resultados apurados em março (1,01%) e em fevereiro (1,02%). A tendência de expansão ainda existe, mas o ritmo aponta para uma estabilidade. Na comparação de abril deste ano com igual mês do ano passado, as vendas aumentaram 6,9%. Entretanto, houve queda de 0,2% em abril ante março com ajuste sazonal. </p>
<p>Com o resultado até o quarto mês de 2009, as vendas do varejo acumulam alta de 4,5% no ano e de 7,1% nos últimos 12 meses. Dos oito grupos de atividades do comércio varejista pesquisados pelo IBGE, apenas dois registraram expansão em abril ante março: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,9%). </p>
<p>A oferta ainda escassa de crédito e o efeito retardado da redução do IPI sobre o consumo de eletrodomésticos e materiais de construção contribuíram para o resultado, apontaram economistas. Para os próximos meses, as perspectivas são de recuperação das vendas na comparação mensal, mas insuficiente para reverter a tendência de desaceleração do indicador no acumulado de 12 meses. Para o ano, as previsões são de expansão de 3% a 4% no volume de vendas, ante crescimento de 9,1% no ano passado e de 7% no acumulado de 12 meses até abril.</p>
<p>A atividade de hiper e supermercados elevou as vendas em 14,1% em abril ante igual mês do ano passado, no melhor resultado mensal em três anos, puxado pelas vendas da Páscoa. Como a comemoração este ano ocorreu em abril, ao contrário de 2008, quando foi em março, o efeito calendário foi determinante para o desempenho desse segmento, que definiu o resultado total do varejo no mês. Ante março, houve alta de 0,8%.</p>
<p>Em abril, as vendas de eletrodomésticos ainda não mostraram efeitos da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos produtos de linha branca. Ainda sem esse estímulo, esse segmento registrou queda nas vendas em relação a março e ante abril de 2009.</p>
<p>Segundo o IBGE, esse segmento está mostrando resultados negativos nos últimos meses por causa da redução da oferta e prazos de crédito, insegurança dos consumidores e, ainda, &#8220;uma demanda mais satisfeita&#8221; por esses produtos após um forte crescimento ocorrido nos últimos cinco anos. De acordo com o IBGE, do início de 2004 até o final do ano passado, as vendas de móveis e eletrodomésticos tiveram uma alta acumulada de 115%.</p>
<p>Na comparação com março, seis das oito atividades pesquisadas registraram queda, com destaque para Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (- 2,7%) e Móveis e Eletrodomésticos (- 2%). As vendas de Tecidos, Vestuário e Calçados também caíram 1,7%.</p>
<p>As atividades que puxaram a expansão, na comparação com abril de 2008, foram Equipamento e Material para Escritório, Informática e Comunicação (27,0%), Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (14,1%), Outros Artigos de Uso pessoal e Doméstico (13,8%), Artigos Farmacêuticos, Médicos, Ortopédicos e de Perfumaria (11,3%) e Combustíveis e Lubrificantes (3,7%).</p>
<p>A receita cresceu 13% em abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, com destaque para o setor de Supermercados, Bebidas e Fumo, cuja expansão foi de 22%.</p>
<p>Para a LCA Consultores, os dados mostram uma contração, mas a expectativa é que as vendas possam ser ampliadas em até 1% em maio. A previsão oficial da consultoria, ainda está em alta de 0,70%. No entanto, pelas informações que têm sido passadas por empresários e executivos do setor da linha branca, há uma grande possibilidade de as vendas do comércio varejista em maio aumentarem acima de 1% na comparação com as de abril: “Os empresários têm informado que as vendas de linha branca têm crescido a patamares equivalentes a dois dígitos na comparação com maio do ano passado”, disse Borges. </p>
<p>Segundo a consultoria Rosenberg &amp; Associados: &#8220;Os setores de bens duráveis, que dependem mais da disponibilidade de crédito, terão recuperação mais lenta, embora alguns tenham já em maio algum alento por conta do IPI&#8221;. Alguns indicadores corroboram essa tese. Dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apontam alta de 5,38% nas vendas de veículos em maio sobre abril e pesquisa da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) apontou expansão de 4,5% nas vendas do setor.</p>
<p>Em relação a junho, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP) apontou alta de 7% sobre maio, para 134,5 pontos. Levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também apontou melhora na primeira quinzena deste mês, com expansão de 12,1% nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) em comparação com a primeira quinzena de maio, e elevação de 16,3% nas consultas ao SCPC/Cheque. </p>
<p>Para a MB Associados considera que os reajustes do Bolsa Família e do funcionalismo público provocarão avanços na renda e no consumo no segundo semestre: &#8220;Já o efeito da recuperação de crédito ainda é pequeno&#8221;. Segundo dados do Banco Central, o saldo das operações de crédito à pessoa física cresceu 1,8% em abril e 5,2% no ano, mas houve queda no saldo de operações para aquisição de veículos (0,3% no mês e 1,5% no ano) e outros bens (2,9% em abril e 19% no ano).</p>
<p>A Fecomércio-RJ prevê crescimento de 4% nas vendas varejistas do país neste ano. Para que isso aconteça, no entanto, Santini destaca que o governo deve manter a política de redução de carga tributária dos produtos, como a manutenção da extensão do corte do IPI e redução dos juros para estabilizar o crédito.</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal O Estado de S. Paulo de 17 de junho de 2009<br />
Jornal do Brasil de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Correio Braziliense de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Valor Econômico de 17 de junho de 2009 </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/ibge-comercio-cresce-pouco-ate-abril/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>BRICS buscam seu lugar ao sol</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/brics-buscam-seu-lugar-ao-sol/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/brics-buscam-seu-lugar-ao-sol/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 03:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/brics-buscam-seu-lugar-ao-sol/</guid>
		<description><![CDATA[As quatro maiores economias emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (os Brics), vão atuar de forma coordenada na reforma do sistema financeiro e exigem mais poderes para os países em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais e na Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada na noite de ontem, ao término da primeira cúpula [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As quatro maiores economias emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (os Brics), vão atuar de forma coordenada na reforma do sistema financeiro e exigem mais poderes para os países em desenvolvimento nas instituições financeiras internacionais e na Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada na noite de ontem, ao término da primeira cúpula dos Brics, em Ecaterimburgo, na Rússia. </p>
<p>O objetivo da estratégia é reforçar a posição dos quatro países, em especial para a próxima reunião do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados), marcada para Pittsburgh, nos Estados Unidos, em setembro. Antes, será aplicada no encontro dos sete países mais ricos e a Rússia (G-8), no mês que vem, na Itália.</p>
<p>A cúpula do Bric, termo criado em 2001 pelo economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs, Jim O&#8221;Neill, em referência a Brasil, Rússia, Índia e China, terminou com breves comentários do presidente russo, Dmitri Medvedev, e um comunicado que exigiu mais poderes para os países em desenvolvimento em instituições financeiras internacionais e na Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>“Estamos comprometidos em avançar na reforma das instituições financeiras internacionais para refletir as mudanças na economia mundial”, disseram os países no comunicado conjunto. “Os países emergentes e em desenvolvimento precisam ter voz e representação maiores nas instituições financeiras internacionais”.</p>
<p>O anúncio da cooperação foi formalizado na declaração oficial do evento e reafirmado em entrevistas dos líderes políticos do bloco. O texto, com 16 itens, é conclusivo sobre as pretensões dos Brics em relação aos parceiros industrializados. &#8220;As economias emergentes e em desenvolvimento devem ter mais voz e representação nas instituições financeiras internacionais e seus líderes e diretores devem ser designados por meio de processos seletivos abertos, transparentes e baseados no mérito.&#8221; </p>
<p>Nos demais tópicos, os Brics pedem uma arquitetura econômica amparada na democracia, em bases sólidas e reguladas e clamam pela reabertura das negociações da Rodada Doha. Pedem, ainda, apoio aos países pobres e o suporte às energias renováveis. Em declaração anexa sobre segurança alimentar, os Brics defenderam a transferência de tecnologia para a produção de biocombustíveis e o desenvolvimento técnico da produção agrícola. </p>
<p>A ênfase, contudo, foi voltada para a cooperação para a reforma do sistema financeiro. O documento, porém, deixou de fora duas importantes iniciativas de Moscou: um papel menor para o dólar e uma moeda supranacional como reserva de valor . </p>
<p>Os países do Bric representam 15% dos US$ 60,7 trilhões da economia global, mas o Goldman Sachs prevê que, em 20 anos, não só os quatro países podem superar o G-7, como a China pode ter uma economia maior que a dos Estados Unidos.</p>
<p>O principal assessor econômico de Medvedev, Arkady Dvorkovich, pediu que o Fundo Monetário Internacional (FMI) amplie a cesta dos Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês) para incluir o iuan e moedas ligadas a commodities, como o rublo russo e os dólares australiano e canadense, além do ouro. Criado em 1969 pelo FMI, o SDR é formado por quatro moedas (dólar, euro, iene e libra).</p>
<p>Analistas afirmam que a semelhança entre os quatro países do Bric praticamente se resume ao robusto crescimento econômico dos últimos anos. Suas posições políticas e prioridades globais diferem muito e diplomatas se perguntam se o fórum poderia impulsionar posições fortes e unidas.</p>
<p>Questões ausentes<br />
Não foram mencionadas duas importantes iniciativas de Moscou: um papel menor para o dólar e uma moeda supranacional como reserva de valor.</p>
<p>– Não foi mencionada uma moeda comum ou uma nova moeda neste momento. Houve menções como &#8220;não podemos ficar sujeitos a flutuações de uma moeda de um único país&#8221;, mas também a compreensão de que essas coisas ocorrem muito gradualmente e que mudanças no sistema monetário, de maneira brusca, criariam outra crise. Mas isso foi parte indireta da discussão – disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.</p>
<p>Em artigo publicado terça-feira no jornal espanhol El País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os países do Bric chegaram à maioridade: “Os países ricos estão dispostos a aceitar uma supervisão e controle supranacionais do sistema financeiro internacional a fim de evitar o risco de outra crise econômica mundial?”, escreveu Lula. “Estão dispostos a renunciar ao seu controle sobre as decisões do Banco Mundial e do FMI? (&#8230;) Eliminarão os subsídios que tornam a agricultura moderna inviável em muitos países em vias de desenvolvimento e deixam os camponeses pobres a mercê dos especuladores de matérias primas e doadores generosos? (&#8230;) Essas são as perguntas para as quais os países do Bric querem resposta.”</p>
<p>Já uma análise publicada pelo diário britânico Financial Times disse que o bloco representa um quarteto “definido pelas diferenças”, e que trata-se do “primeiro grupo multilateral criado por analistas de um banco de investimento e sua equipe de vendas”.</p>
<p>Próxima reunião no Brasil<br />
Os líderes dos quatro países concluíram sua primeira cúpula com a promessa de uma maior cooperação em diferentes áreas e o anúncio de que o Brasil sediará o próximo encontro do grupo, em 2010.</p>
<p>A segunda cúpula, ainda sem data, é reflexo de um avanço na formalização do bloco. Estão previstos ainda encontros entre ministros de áreas como Fazenda e também de integrantes dos bancos centrais.</p>
<p>O documento final deixa claro também que o Bric, como grupo, apoia as aspirações da Índia e do Brasil de desempenhar um papel maior na Organização das Nações Unidas (ONU).</p>
<p>Fraqueza<br />
A cúpula dos Brics também confirmou a preocupação crescente dos emergentes em traduzir sua força econômica em influência política, lançando-se como contrapeso às posições dos sete países mais ricos. Amorim afirmou que o presidente Lula manifestou aos colegas preocupação com o suposto esvaziamento do G-20. </p>
<p>Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, discordara de Amorim ao dizer que o &#8220;G-8 não morreu&#8221;, que a cooperação é crescente e &#8220;o G-5 será um parceiro integral do G-8&#8243;. Mas demonstrou sintonia sobre a falta de força dos emergentes entre as maiores economias. </p>
<p>Futuro<br />
Após dar os primeiros passos retóricos em Ecaterimburgo, o Bric agora tentará se institucionalizar, com encontros regulares. O Brasil se ofereceu para sediar a próxima cúpula, que deve ocorrer em 2010, e já estão previstas reuniões dos presidentes dos bancos centrais e ministros da Fazenda.</p>
<p>No lado político, o novo bloco já tem pelo menos uma divisão, logo de saída. Brasil e Índia reivindicam assentos permanentes num Conselho de Segurança da ONU ampliado, no que são apoiados pela Rússia. Mas a China rejeita a ampliação, por temer a inclusão de seu maior rival regional, o Japão.</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal do Brasil de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Folha de S. Paulo de 17 de junho de 2009<br />
Jornal O Estado de S. Paulo de 17 de junho de 2009<br />
JornalO Globo de 17 de junho de 2009 </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/brics-buscam-seu-lugar-ao-sol/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Arrecadação federal continua caindo</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/arrecadacao-federal-continua-caindo/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/arrecadacao-federal-continua-caindo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 03:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/arrecadacao-federal-continua-caindo/</guid>
		<description><![CDATA[Considerando a arrecadação total, que inclui as receitas não tributárias, o valor de maio, de R$ 49,83 bilhões, significou queda de 6,06% sobre o mesmo mês em 2008. No acumulado dos primeiros cinco meses, a receita chegou a R$ 267,34 bilhões (retração de 6,92% sobre igual período de 2008). Da perda de R$ 16,9 bilhões, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considerando a arrecadação total, que inclui as receitas não tributárias, o valor de maio, de R$ 49,83 bilhões, significou queda de 6,06% sobre o mesmo mês em 2008. No acumulado dos primeiros cinco meses, a receita chegou a R$ 267,34 bilhões (retração de 6,92% sobre igual período de 2008).</p>
<p>Da perda de R$ 16,9 bilhões, R$ 10,87 bilhões correspondem às desonerações, como a redução do IPI sobre a venda de veículos e eletrodomésticos; R$ 5 bilhões referem-se a compensações tributárias lançadas pelas empresas, como o caso da Petrobras; o aumento da inadimplência explica outra parcela da perda de receitas. Só entre outubro 2008 e janeiro de 2009, o atraso no pagamento de impostos dobrou sobre período igual anterior e chegou a R$ 1,1 bilhão.</p>
<p>Redução no IPI<br />
A principal razão para explicar a queda na arrecadação é a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, eletrodomésticos linha branca e materiais de construção, explicou a Receita, em comunicado.</p>
<p>No início do ano, o Governo decretou fortes descontos no IPI de automóveis e chegou a reduzir a taxa a 0% para os modelos de menor cilindrada, destinados ao mercado de baixo poder aquisitivo, como medida para incentivar o estímulo das vendas no setor automotivo, um dos mais atingidos pela crise.</p>
<p>Nos primeiros cinco meses de 2009, a receita proveniente do IPI sobre automóveis caiu 81,8%, detalhou o comunicado, embora este fator deixe de pesar nas contas públicas a partir de julho, já que o Governo já anunciou que não vai prorrogar por mais tempo os descontos tributários pela melhoria do setor.</p>
<p>Além dos descontos tributários, outros fatores associados à crise também contribuíram negativamente nestes cinco meses, como a queda dos lucros das empresas (-29,5%), o retrocesso da produção industrial (-14,6%) e a queda das importações (-29%).</p>
<p>A queda da arrecadação obrigou o Governo a aplicar cortes no orçamento de diversos ministérios e a revisar para baixo alguns investimentos que estavam previstos.</p>
<p>O Brasil está oficialmente em recessão técnica, por acumular dois trimestres de crescimento negativo, com a retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6% no último trimestre do ano passado e de 0,8% nos três primeiros meses de 2009.</p>
<p>Posição da Receita Federal<br />
Segundo a Receita Federal a tendência para a arrecadação tributária de junho continua de queda, talvez um pouco menor que maio. O governo não espera grande desempenho para a arrecadação neste ano, porque ela está sendo sacrificada em nome da preservação de empregos e da renda. </p>
<p>De janeiro a maio, as reduções de carga do IPI retiraram R$ 2,27 bilhões da arrecadação, na comparação com os números dos primeiros cinco meses de 2008. Outras desonerações relevantes para o período ocorreram no Imposto de Renda da Pessoa Física (R$ 2,44 bilhões), Cofins (R$ 2,35 bilhões), Cide (R$ 1,47 bilhão), IOF (R$ 1,31 bilhão), PIS (R$ 504 milhões), Imposto de Importação (R$ 268 milhões) e ampliação de prazos de pagamento (R$ 250 milhões).</p>
<p>Os R$ 14,9 bilhões perdidos pela arrecadação por desonerações e compensações explicam a maior parte da redução de R$ 16,89 bilhões na receita tributária em relação a janeiro-maio de 2008.</p>
<p>Os principais tributos sobre o lucro das empresas &#8211; IRPJ e CSLL &#8211; renderam R$ 56,08 bilhões aos cofres federais nos primeiros cinco meses de 2009, com queda real de 6,95% sobre igual período no ano passado. As duas contribuições incidentes sobre o faturamento das empresas &#8211; PIS e Cofins &#8211; geraram R$ 55,46 bilhões de janeiro a maio. No ano passado, o mesmo período teve valor 13,12% maior. O destaque tem sido a receita previdenciária. Os R$ 76,39 bilhões arrecadados de janeiro a maio significam crescimento de 6,06% sobre igual período de 2008.</p>
<p>Inadimplência das empresas dobra<br />
A projeção de arrecadação para 2009 é de R$ 485 bilhões (excluindose as receitas previdenciárias). Em 2008, esse valor foi de R$ 479,5 bilhões.</p>
<p>Mas, quando os valores forem corrigidos com base na inflação, o resultado pode ser uma redução em 2009. Em 2003, quando o país enfrentou sua última recessão, a queda na arrecadação foi de cerca de 4%.</p>
<p>No acumulado do ano, a arrecadação foi prejudicada pela perda de fôlego da indústria. A produção fabril recuou 14,7% nos quatro primeiros meses do ano, segundo o IBGE. O recolhimento de impostos também foi afetado pela menor lucratividade das empresas (queda de 29,5% no primeiro trimestre, considerando os balanços de 149 companhias listadas em Bolsa) e pelo recuo das importações.</p>
<p>O recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) — que reflete a lucratividade das empresas — caiu 11,26% no acumulado de 2009. A arrecadação de Cofins e da Cide também está em queda, de 14,03% e de 75,1%, respectivamente.</p>
<p>Isso porque empresas fizeram compensações atípicas de tributos. Entre elas está a Petrobras, que fez mudanças sem amparo legal em seu regime tributário.<br />
Análise<br />
A arrecadação do governo federal caiu mais neste ano do que o PIB do país desde o agravamento da crise econômica global. Mas essa nem é a comparação mais importante para avaliar a gravidade da queda.</p>
<p>Com a receita em queda mais aguda que a da renda total gerada na indústria, na agropecuária, no comércio e nos serviços, o primeiro semestre tende a fechar com a primeira redução da carga tributária federal em dez anos -desde que foi iniciada, por imposição do FMI, a política de aperto fiscal destinada a conter a alta da dívida pública.</p>
<p>Trata-se, é evidente, de um resultado atípico. </p>
<p>Como a indústria é, de longe, o setor mais atingido pela recessão e o que mais paga impostos, o caixa da União sofreu mais de imediato. Não há por que acreditar que a carga tenha iniciado uma trajetória declinante. A dúvida é se ela voltará a subir no ritmo que tem sustentado as políticas públicas dos últimos anos.</p>
<p>A receita, que cai cerca de 6% até abril, aparece nas contas do Tesouro ao lado da despesa, que cresce mais de 10% -compatíveis com o ritmo de alta da arrecadação nos meses pré-crise, de retorno incerto.</p>
<p>A partir do final do primeiro mandato do presidente Lula, os ventos favoráveis da economia proporcionaram o período com que todo governante sonha: cada vez mais dinheiro à disposição, sem necessidade de elevação de tributos. Enquanto a economia do país crescia entre 5% e 6% ao ano, a receita do governo crescia entre 7% e 9%, mesmo com o fim da CPMF.</p>
<p>Esse &#8220;bônus fiscal&#8221;, é explicado pelo aumento generalizado dos lucros e, mais particularmente, pela formalização de empresas e de trabalhadores que não faziam parte do universo de contribuintes.</p>
<p>De natureza transitória, o ganho de receita inspirou a ampliação de despesas de caráter permanente. Impulsionados por reajustes do salário mínimo e dos vencimentos do funcionalismo, os gastos federais se expandiram a uma taxa de 7,4% anuais no período. A média só não foi maior porque o governo decidiu elevar o superávit primário -a poupança destinada ao abatimento da dívida pública- de 2008.</p>
<p>Neste ano, o descompasso entre receita e despesa não inviabiliza nem a economia nem a política: os juros e a meta de superávit caíram, sem sobressaltos do mercado. Mas em 2010 será preciso atender simultaneamente às demandas de investidores e de eleitores.</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal de Brasília de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Valor Econômico de 17 de junho de 2009<br />
Jornal Folha de S. Paulo de 17 de junho de 2009<br />
Jornal O Globo de 17 de junho de 2009<br />
Jornal O Estado de S. Paulo de 17 de junho de 2009 </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/arrecadacao-federal-continua-caindo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Inadimplência ainda preocupa segundo o CNDL</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/inadimplencia-ainda-preocupa-segundo-o-cndl/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/inadimplencia-ainda-preocupa-segundo-o-cndl/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 03:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/inadimplencia-ainda-preocupa-segundo-o-cndl/</guid>
		<description><![CDATA[Responsável por medir o volume de operações de crédito em 800 mil estabelecimentos do varejo brasileiro, o indicador divulgado nesta terça-feira (16 de junho) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) e pelo Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC) aponta que o número de consumidores inadimplentes caiu 11,28% em maio, ante abril, segundo dados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Responsável por medir o volume de operações de crédito em 800 mil estabelecimentos do varejo brasileiro, o indicador divulgado nesta terça-feira (16 de junho) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) e pelo Serviço Nacional de Proteção ao Crédito (SPC) aponta que o número de consumidores inadimplentes caiu 11,28% em maio, ante abril, segundo dados divulgados ontem pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil. O levantamento tem base nos registros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). </p>
<p>Segundo a CNDL, a queda decorre da recuperação do emprego e da melhora na massa salarial real, o que permitiu o pagamento das contas em dia. O resultado do ano ainda é ruim. </p>
<p>De janeiro a maio, a inadimplência aumentou 11,45% em relação ao mesmo período de 2008.</p>
<p> O SPC considera inadimplente o consumidor que deixa de pagar uma compra por 60 a 75 dias.</p>
<p>Análise do CNDL<br />
De acordo com o presidente do CNDL, Roque Pellizzaro, o índice representa a maior variação de inadimplência já registrada pela entidade em períodos comparativos. “Qualquer variação na inadimplência que se aproxime de 5% já é de chamar a atenção. Por isso digo que é a maior alteração registrada até agora”, afirma Pellizzaro. </p>
<p>O desempenho negativo, ainda segundo Pellizzaro, foi provocado pela onda de desemprego registrada nos meses de novembro e dezembro do ano passado – epicentro da crise financeira no país – e a falta de confiança do consumidor, que deixou de honrar as contas para economizar e se prevenir contra o desemprego. O presidente do CNDL acredita que o varejo deve levar pelo menos dois anos para se recuperar. </p>
<p>A última pesquisa CNDL/SPC sobre inadimplência foi divulgada há cerca de um ano e meio. Nesse período, a entidade continuou a computar os números, mas não elaborou estudos sobre eles. Por isso não há como traçar um comparativo mensal sobre o comportamento dos consumidores. A partir desse mês, no entanto, a confederação promete divulgar mensalmente os índices sobre inadimplência no varejo. Até o final do ano, segundo Pellizzaro, será possível mapear a evolução de pendências por regiões e estados. </p>
<p>Em relação a abril, número foi positivo<br />
Apesar do desempenho negativo no acumulado do ano, a inadimplência referente a maio diminuiu 11,28% em relação a abril deste ano. Os números refletem pendências registradas em fevereiro e março, uma vez que os lojistas têm prazo de um mês para notificar os consumidores e, em caso de não pagamento, incluir o CPF no cadastro do SPC. </p>
<p>Segundo a pesquisa, 74,40% dos inadimplentes estão na faixa de débito que vai até R$ 250. Já pendências com valor superior a R$ 500 ficam em 12,98%. A concentração de valores baixos é explicada pelo maior parcelamento de compras.</p>
<p>O maior número de registros no SPC por falta de pagamento, 56,87%, é de mulheres, e 43,13% de homens. Os maiores devedores, 27,27%, estão na faixa de 30 a 39 anos. Já o índice é menor, de 5,8%, entre as pessoas acima de 65 anos. O maior índice de inadimplência está nas dívidas até R$ 250, com 74,40% do número total. A CNDL explica que a concentração em valores baixos deve-se ao parcelamento das compras: quanto maior o número de parcelas, menor seu valor individual.</p>
<p>Recuperação de crédito<br />
No mês de maio, ainda segundo levantamento da CNDL, houve uma queda de 13,18% no volume de cancelamentos de registros no SPC Brasil, na comparação com abril, o que representa a regularização dos débitos em atraso. Na comparação com maio de 2008, no entanto, houve um aumento de 22,02% nos cancelamentos de registros e, no acumulado de 2009, de janeiro a maio, o volume de cancelamentos subiu 10,97% se comparado ao mesmo período do ano passado.</p>
<p>Esse resultado positivo deve-se, segundo a CNDL, também ao maior nível de confiança dos consumidores na recuperação da economia aliado ao aumento real do salário mínimo. Para continuar nessa tendência positiva, é importante, na opinião de Pelizzaro, que seja mantida a &#8220;empregabilidade e o nível de emprego e renda&#8221;.</p>
<p>Dos clientes que recuperaram o crédito no mês de maio, 55,54% foram mulheres e 44,46%, homens. Nesse cenário, compradores com idade entre 30 e 39 anos foram os que mais buscaram colocar as contas em dia.</p>
<p>Número de consultas<br />
O número de consultas ao SPC para compras a prazo e pagamentos em cheque apresentou um crescimento de 11,46% em maio em relação a abril.  </p>
<p>Segundo o presidente da CNDL, essa elevação deve-se, principalmente, ao aquecimento do consumo, por conta da comemoração do Dia das Mães, no mês passado, data que é considerada a segunda melhor de vendas para o comércio.</p>
<p>Na comparação com maio de 2008, o número de consultas cresceu 4,57% e, no acumulado de 2009 até maio, houve um aumento de 7,25%. Essa elevação, segundo a CNDL, é consequência da queda na taxa básica de juros, a Selic, e da melhora no poder de compra dos consumidores.</p>
<p>O indicador CNDL/SPC<br />
O indicador é apurado com base na média de consultas ao banco de dados em todos os estados do país e o Distrito Federal. Atualmente, o cadastro de consumidores conta com aproximadamente 150 milhões de CPFs, entre pessoas com débitos ou que apenas tiveram o número consultado para compras de crédito, mas não apresentam pendências com o serviço de crédito. </p>
<p>O consumidor que tem o CPF registrado no SPC não pode fazer compras a prazo, não pode ser avalista, nem consegue obter financiamento em bancos e instituições financeiras.</p>
<p>Bibliografia<br />
Jornal Estado de S. Paulo de 16 de junho de 2009<br />
Site G1 em 16 de junho de 2009<br />
Site Folha Online em 16 de junho de 2009. </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/inadimplencia-ainda-preocupa-segundo-o-cndl/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A vingança do Bovespa</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-vinganca-do-bovespa/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-vinganca-do-bovespa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-vinganca-do-bovespa/</guid>
		<description><![CDATA[A crise que atingiu o pior momento no fim do ano passado aterrorizou os investidores da Bolsa de Valores, que encerrou 2008 com o pior índice desde 1972, amargando queda de 41,22%. Mas nada como um dia após o outro. A Bolsa de Valores foi pelo segundo mês consecutivo o melhor investimento, superando com folga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise que atingiu o pior momento no fim do ano passado aterrorizou os investidores da Bolsa de Valores, que encerrou 2008 com o pior índice desde 1972, amargando queda de 41,22%.</p>
<p>Mas nada como um dia após o outro.</p>
<p>A Bolsa de Valores foi pelo segundo mês consecutivo o melhor investimento, superando com folga aplicações mais populares, como poupança e fundos de renda fixa em abril.</p>
<p>Investidores que aplicaram seus recursos em dólar e ouro (opções, digamos &#8220;mais seguras&#8221; em momentos de crise), tiveram o dissabor de perder até para a inflação do mês.</p>
<p>O índice de ações Ibovespa, referência para boa parte dos fundos de renda variável, ficou 15,55% mais alto em abril. Trata-se da maior disparada do índice desde fevereiro de 2005, explicada principalmente pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a Bolsa brasileira.</p>
<p>Os fundos de renda fixa e do tipo &#8220;DI&#8221; apresentaram retorno médio de, respectivamente, 0,62% e 0,72% neste mês, segundo cálculo da Anbid (associação dos bancos de investimento), com dados atualizados até o dia 27. Aplicação mais popular do país, a poupança teve rentabilidade de 0,54%.</p>
<p>Esses investimentos ainda conseguiram proporcionar aos aplicadores ganho acima da inflação do mês, que foi de 0,36%, se medida pelo IPCA-15 (que reflete o consumo para famílias com renda até 40 salários mínimos). O retorno foi ainda maior se considerado o IGP-M, utilizado para o reajuste de aluguéis, que em abril apontou deflação de 0,15%. O quadro muda, no entanto, considerando os investimentos em alguns dos ativos financeiros mais arriscados do mercado: dólar e ouro.</p>
<p>Investidores que apostaram na moeda americana viram suas economias encolherem 5,92% neste mês, considerando a cotação formada no mercado à vista. A commodity metálica teve desempenho ainda pior: a cotação da commodity negociada na BM&amp;F (Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros) caiu 7,22%.</p>
<p>A Bolsa e as aplicações mais conservadoras ainda conseguiram  ganhar da inflação do quadrimestre, que foi de 1,51% pelo IPCA-15. Pelo IGP-M, houve deflação, na verdade, de 1,07%. Dólar e ouro, outra vez, perderam. A cotação da moeda americana retraiu 6,55% entre janeiro e abril, enquanto o preço da commodity metálica ficou 2,50% mais baixo.</p>
<p>Da mesma forma, o Ibovespa encabeça o ranking do ano, com ganhos acumulados de 25,94%. A seguir estão, os CDBs com mais de R$ 100 mil, cuja rentabilidade chega a 3,07%. No último lugar está o dólar comercial, com perdas de 6,3%.</p>
<p>A bolsa brasileira foi beneficiada em abril pela melhora da conjuntura internacional. Indicadores econômicos de vários países apresentaram evolução no mês, o que tem levado alguns analistas a afirmar que o fundo do poço da crise ficou para trás.</p>
<p>Com isso, muitos investidores já saíram à caça de oportunidades de aplicações mundo afora. Nesse contexto, a bolsa brasileira ganhou destaque porque o desempenho econômico do País está relativamente melhor do que o de outros emergentes, os preços das ações caíram fortemente aqui entre outubro e dezembro e o Brasil é um grande produtor de commodities (a demanda por matérias-primas é uma das primeiras a crescer em períodos de recuperação).</p>
<p>Para se ter uma ideia, o saldo de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira em abril estava positivo em R$ 3,75 bilhões no acumulado até o dia 28 (último dado disponível). No ano, o superávit era de R$ 5,1 bilhões.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 01 de maio de 2009<br />
Site Folha On Line em 30 de abril de 2009<br />
Site ClicRBS em 03 de maio de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/a-vinganca-do-bovespa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indústria: sinais de &#8220;o pior já passou&#8221;</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/industria-sinais-de-o-pior-ja-passou/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/industria-sinais-de-o-pior-ja-passou/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/industria-sinais-de-o-pior-ja-passou/</guid>
		<description><![CDATA[Já existe no Brasil sinais (fracos é verdade) de que o pior já passou. A despeito do que pensam os mais pessimistas, o setor produtivo brasileiro parece estar dizendo &#8220;chega de crise&#8221; e que já é hora de voltar a vida normal. Um bom exemplo é a indústria brasileira que apresentou recuperação no primeiro trimestre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já existe no Brasil sinais (fracos é verdade) de que o pior já passou. A despeito do que pensam os mais pessimistas, o setor produtivo brasileiro parece estar dizendo &#8220;chega de crise&#8221; e que já é hora de voltar a vida normal.</p>
<p>Um bom exemplo é a indústria brasileira que apresentou recuperação no primeiro trimestre deste ano, após queda generalizada nos pedidos recebidos em dezembro. O nível de estoques da indústria brasileira já está muito próximo de sua média histórica, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação. No mês de abril, os estoques atingiram 88,4 pontos no levantamento &#8211; a variação é de 0 a 200 pontos e a média histórica é de 91,9 pontos.</p>
<p>O mapeamento feito revela que a retomada da demanda está concentrada na produção de bens cujo consumo depende da renda do trabalhador, como alimentos, e da indústria automobilística, que teve o corte de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) renovado.</p>
<p>Neste mês de abril, do total de 1.061 empresas consultadas, 15,7% delas apontaram a existência de estoques excessivos, bem menos que os 21,8% do mês de janeiro. Outro dado que pode ser interpretado como o fim do período de ajuste da indústria é que 4,1% dos empresários responderam que já possuem estoques insuficientes para a demanda. Esse indicador era de 1,8% em março e chegou a 0 nos meses janeiro e novembro.</p>
<p>Desde o início da atual crise, o maior nível de estoques foi verificado no mês de janeiro, quando o indicador da FGV apontou 78,2 pontos, mas, já em fevereiro, voltou aos 82,6 pontos.</p>
<p>Entre os setores que já apresentam estoques abaixo de sua média histórica, estão produtos têxteis e farmacêutico. Em situação equilibrada, estão vestuário e calçados, material de transporte, química, matérias plásticas, minerais não-metálicos e metalúrgica.</p>
<p>Com sobras de estoque, aparecem, em primeiro lugar, mecânica, fortemente influenciada pela indústria de bens de capital, papel e celulose, material elétrico e de comunicações e, surpreendentemente, produtos alimentares.</p>
<p>Emprego<br />
Os empresários da indústria ainda não planejam contratar trabalhadores, mas sinalizam que não têm mais intenção de demitir, como ocorreu nos últimos meses. No mês de abril o indicador Emprego Previsto ficou com 95 pontos, muito próximo da média histórica de 100,9 pontos e bem melhor que o resultado de março (84,6 pontos). A variação do indicador vai de 0 a 200 pontos. O pior resultado ocorreu em fevereiro deste ano (82,4).</p>
<p>Neste mês, aumentou a parcela dos empresários que responderam prever um nível de emprego maior para os próximos três meses. Em abril, esse índice foi de 17,1% dos empresários ante 9,8% em março. A parcela dos industriais que preveem um nível de emprego menor caiu de 25,2% em março para 22,1% em abril.</p>
<p>Diferente do que aconteceu nos meses anteriores, quando a recuperação do nível de emprego previsto estava concentrada no setor automotivo, desta vez houve uma recuperação mais bem distribuída entre os setores industriais. Metalurgia apresentou a maior evolução entre março e abril, saindo de 66 pontos para 89 pontos, bem próximo da média história (90,7).</p>
<p>Acima da média histórica, há perspectiva de contratação de funcionários nos próximos meses nos segmentos de produtos alimentares, química e papel e celulose. Abaixo da média, há ainda setores com possibilidade de demitir, como minerais não-metálicos, mecânico, material elétrico e comunicações e material de transporte. Mas esses segmentos já estão demitindo menos.</p>
<p>Capacidade<br />
Outro destaque da pesquisa foi o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que avançou para 78,3% em abril na série com ajuste sazonal e ficou bem próximo da média histórica (80%). A indústria ainda permanece com muita ociosidade, mas está recuperando o nível de atividade de forma gradual.</p>
<p>Confiança<br />
O setor industrial demonstrou, pelo quarto mês consecutivo, que está mais otimista em relação ao crescimento da economia brasileira. De acordo com pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria aumentou de 77,8, em março, para 84,6 pontos, em abril, uma elevação de 8,7%. Apesar do aumento, o índice se encontra abaixo da média histórica, 99,2 pontos, refletindo o baixo crescimento da atividade econômica, segundo a FGV.</p>
<p>Essa pontuação, conforme a metodologia da pesquisa, reflete as expectativas de 1.061 representantes de empresas, que têm faturamento em torno de R$ 543, 3 bilhões, com participação de 23,3% nas exportações. A pesquisa indica ainda variações favoráveis em outros indicadores. O Índice da Situação Atual (ISA) avançou 8,3%, ao passar de 79,5 para 86,1 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) subiu 9,2%, de 76,1 para 83,1 pontos. Os dois indicadores atingiram os maiores níveis desde outubro de 2008.</p>
<p>O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de zero a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. Os dados atualizados do índice mostram que, na passagem de março para abril, o indicador subiu de 77,8 pontos para 84,6 pontos, na série com ajuste sazonal.</p>
<p>Entre os quesitos que contribuíram para a melhora do ISA e do IE, destacou-se a avaliação mais favorável sobre o nível da demanda. De março para abril, a parcela de empresas pesquisadas que avaliam a demanda atual como forte aumentou de 11,9% para 12,2%. No mesmo período de comparação, o porcentual de companhias entrevistadas que a consideram como fraca caiu de 40,1% para 32,1%.</p>
<p>No campo das respostas relacionadas ao futuro, a FGV informou que as previsões para a produção continuaram melhorando, e alcançaram em abril o melhor resultado desde outubro de 2008. Das empresas consultadas, 31,9% estimam aumento e 21,1% apostam em recuo da produção no segundo trimestre deste ano. Em março, esses percentuais, para as mesmas respostas, haviam sido de 27,7% e de 19,9%, respectivamente.</p>
<p>Esta foi a quarta elevação consecutiva do índice. Na prática, na avaliação da fundação, esse resultado consolida uma tendência de recuperação gradual da confiança, após recuo acentuado durante o quarto trimestre do ano passado. Entretanto, a fundação ressalta que, apesar da evolução favorável, o índice encontra-se abaixo da média histórica, de 99,2 pontos, o que reflete um ritmo ainda fraco de atividade econômica brasileira.</p>
<p>A proporção de empresas com expectativa otimista sobre o aumento de vendas cresceu de 27,7% para 31,9%, enquanto a parcela com percepção de que haverá queda subiu de 19,9% para 21,1%.</p>
<p>Em comunicado, a FGV comentou que essa foi a quarta elevação consecutiva do índice. Na prática, na avaliação da fundação, esse resultado consolida uma tendência de recuperação gradual da confiança, após recuo acentuado durante o quarto trimestre de 2008. Entretanto, a fundação faz uma ressalva: apesar da evolução favorável, o índice encontra-se abaixo da média histórica, o que reflete ainda um ritmo ainda fraco de atividade econômica.</p>
<p>O ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.</p>
<p>De acordo com série histórica fornecida pela fundação, em seu comunicado, o patamar de Nuci referente ao mês de abril é o maior desde dezembro do ano passado, quando esse indicador apontava resultado de 79,9%.</p>
<p>Ainda segundo a fundação, na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em abril foi de 77,6%, também o mais intenso desde dezembro do ano passado (quando o Nuci alcançou patamar de 80,6%).</p>
<p>Estes são indicadores importantes que existe uma tendência de retomada na indústria. A expectativa é que números similares possam ser identificados no varejo e na atividade primário para que possamos, finalmente, anunciar o início do fim da crise.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 01 de maio de 2009<br />
Jornal do Brasil de 01 de maio de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/industria-sinais-de-o-pior-ja-passou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desoneração fiscal: e o escolhido foi &#8230;</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/desoneracao-fiscal-e-o-escolhido-foi/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/desoneracao-fiscal-e-o-escolhido-foi/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:06:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/desoneracao-fiscal-e-o-escolhido-foi/</guid>
		<description><![CDATA[Uma das características do Governo Federal é nunca enfrentar o problema de frente e sim lançar pacotes, Programas e ações que apesar de grande potencial de mídia apresentam poucos resultados práticos. Exemplos não faltam: - o Fome Zero foi um grande lançamento mas na prática os brasileiros ainda não tem acesso às famosas 3 refeições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das características do Governo Federal é nunca enfrentar o problema de frente e sim lançar pacotes, Programas e ações que apesar de grande potencial de mídia apresentam poucos resultados práticos.</p>
<p>Exemplos não faltam:<br />
- o Fome Zero foi um grande lançamento mas na prática os brasileiros ainda não tem acesso às famosas 3 refeições por dia;</p>
<p>- o caos áereo não foi enfrentado em nenhum momento. Uma série de medidas foram anunciadas, poucas foram efetivamente cumpridas e o assunto acabou esfriando por si próprio;</p>
<p>- lembra do Plano Nacional de Segurança Pública, o chamado Pac da Segurança? Ainda não saiu do papel;</p>
<p>- o Plano de Parceria Público-Privada, o também famoso PPP, até hoje não existe;</p>
<p>- o PAC, então nem se fala. Muita espuma para pouca cerveja;</p>
<p>- agora estamos vendo o Plano Nacional de Habitação, que mal foi anunciado já apresentou uma porção de problemas de execução.</p>
<p>Mas talvez o exemplo mais bem acabado da inação do governo é a atual política de uni-duni-tê da desoneração fiscal. Essa nova invenção do Governo Lula prevê abrir o saco de bondades da política fiscal apenas para uns e outros. A necessária ação governamentas que deveria servir como um incentivo às empresas, previnindo demissões e fechamento de fábricas, por algum motivo que ninguém qual é, acabou beneficiando apenas alguns setores escolhidos à dedo, enquanto os outros foram entregues à própria sorte.</p>
<p>Mas por que? Falta de um lobby mais eficiente por parte dos demais setores? Não alinhamento com a ideologia do governo? </p>
<p>Realmente as razões não temos como precisar e sim lamentar.</p>
<p>Reação dos esquecidos<br />
De fato, os pacotes de desoneração do governo federal para estimular alguns setores da economia já despertaram a cobiça de associações e sindicalistas. Com uma proposta debaixo do braço e 4 milhões de empregos para barganhar, dez associações passaram as últimas semanas numa peregrinação pela Esplanada dos Ministérios para convencer o governo da importância de suas reivindicações. </p>
<p>&#8220;Se os tanquinhos e geladeiras foram contemplados, por que outros setores (que também sofrem reflexos da crise) não seriam?&#8221;, indagam representantes do setor produtivo.</p>
<p>Mesma pergunta fez o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, Miguel Torres, no dia Primeiro de maio durante as comemorações do Dia do Trabalho. Ele disse que pediu ao governo a extensão dos benefícios do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da linha branca para o segmento de freezers. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, afirmou que também pode reivindicar nova prorrogação do corte de IPI para carros, dependendo das vendas do setor.</p>
<p>O jornal O Estado de São Paulo consultou dez associações de vários setores, como máquinas e equipamentos, frigoríficos, aéreo, calçados, infraestrutura, têxtil e confecções, eletroeletrônicos, software, consumidores de energia e papel e celulose, responsáveis por 4 milhões de empregos.</p>
<p>Na lista de todas elas, o pedido mais comum, além do IPI, é a desoneração de PIS, Cofins e folha de pagamento. A estratégia é apostar alto para ter margem de manobra nas negociações. Ou seja, eles pedem a isenção total de tributo para, no fim, conseguir alguma redução.</p>
<p>A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) está no grupo dos chorões, como gosta de dizer o Governo. Com apoio de centrais sindicais, propôs um regime especial de desoneração com o compromisso das empresas de manutenção dos 240 mil empregos. Para isso, quer isenção total de PIS, Cofins e ICMS (estadual) durante quatro meses. </p>
<p>Balcão de negócios &#8211; quem &#8220;chora&#8221; mais leva<br />
Ao escolher os setores automotivo, de material de construção civil e de linha branca como beneficiários da redução temporária do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o governo federal optou por transformar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em um balcão de negócios.</p>
<p>Diante dos efeitos da crise, o Ministério defende que medidas fiscais lineares não teriam os efeitos esperados e que vale mais a concessão de benefícios pontuais a setores envolvidos em longas cadeias de produção para preservar empregos. </p>
<p>Desde dezembro, o governo federal reduziu, e em alguns caos zerou, as alíquotas do IPI de automóveis e caminhões, de material de construção e de produtos da linha branca. Também reduziu de 3,65% para 0,65% a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) de motocicletas. Juntas, essas iniciativas correspondem a uma renúncia fiscal de R$ 3,137 bilhões e a 0,65% da arrecadação prevista no Orçamento da União deste ano. Mas ficam restritas a um tributo cuja arrecadação é compartilhada com os Estados, os municípios e os fundos regionais.</p>
<p>Os beneficiados até agora, segundo posição oficial, respondem por um amplo número de empregados, contam com uma capilaridade intensa em outros setores da produção, do comércio e dos serviços. Conforme ressaltou, não havia argumentos plausíveis para a concessão de benefícios para setores em expansão, como o de alimentos. Em contrapartida, todos os favorecidos assumiram um compromisso verbal de não demitir enquanto o benefício fiscal estiver em vigência. </p>
<p>Novos pedidos antigos<br />
O agravamento da crise mundial levou associações de empresários a tirarem da gaveta reivindicações antigas, que até então eram vistas com certo desdém pelo governo. </p>
<p>É o caso da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), que entregou ao Ministério da Fazenda pleito para o governo rever a base de cálculo do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Com a proposta, a associação calcula redução entre 2,59% e 3,11% na carga tributária. </p>
<p>Na Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o argumento da manutenção do trabalho tem tem peso ainda maior. Com 1,6 milhão de empregos, ela quer a redução de PIS/Cofins para produtos, como uniformes, artigos do lar, artigos de hospitais, além da desoneração da folha de pagamento. A proposta prevê ainda a ampliação dos prazos de recolhimento de PIS/Cofins para 90 dias &#8211; medida defendida pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). </p>
<p>Qual será a posição do Governo com relação às novas reivindicações ainda não sabemos. Mas que a política do uni-duni-tê da desoneração é estranha isso é.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Revista Isto É Dinheiro, edição 601de 15 de abril de 2009<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 02 de maio de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/desoneracao-fiscal-e-o-escolhido-foi/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mercado financeiro: sinais de o pior já passou</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/mercado-financeiro-sinais-de-o-pior-ja-passou/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/mercado-financeiro-sinais-de-o-pior-ja-passou/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:06:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/mercado-financeiro-sinais-de-o-pior-ja-passou/</guid>
		<description><![CDATA[Você se lembra da história do copo meio cheio ou meio vazio? Em momentos de incerteza, cada um de nós tem que escolher como vai enxergar o copo. Digo isso, porque já há sinais na imprensa de que o pior já passou, e que os números de vários setores estão se estabilizado. Alguns dias atrás [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você se lembra da história do copo meio cheio ou meio vazio?</p>
<p>Em momentos de incerteza, cada um de nós tem que escolher como vai enxergar o copo. Digo isso, porque já há sinais na imprensa de que o pior já passou, e que os números de vários setores estão se estabilizado.</p>
<p>Alguns dias atrás foram divulgados vários indicadores bastante interessantes da indústria brasileira e no dia 04 de maio foi a vez do mercado financeiro.</p>
<p>De fato, muitos analistas afirmam, desde o segundo semestre do ano passado, que o mercado brasileiro seria um dos primeiros a se beneficiar de uma melhora do cenário econômico-financeiro global. Mas nem o mais otimista deles apostava em altas tão expressivas do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) em tão pouco tempo.</p>
<p>O indicador disparou 6,59% e fechou pela primeira vez acima de 50 mil pontos desde setembro, quando o banco de investimentos americano Lehman Brothers quebrou, provocando&#8230; bem, você sabe o que.</p>
<p>Entre o dia 27 de outubro, quando o Ibovespa atingiu o menor nível dos últimos anos (29.435 pontos no fechamento), e no dia 05 de maio o avanço chega a 71,23%.</p>
<p>As ações mais negociadas, Petrobras e Vale, bem como os papéis do setor siderúrgico, puxaram a disparada do mercado doméstico. A ação preferencial da petrolífera subiu 7,07%, enquanto o ativo da mineradora disparou 8,75%. Já a ação ordinária da CSN teve forte ganho de 7,24%, a ação da Usiminas teve acréscimo de 6,18%, enquanto a ação da Gerdau teve avanço de 8,91%.</p>
<p>O movimento de recuperação foi liderado pelos investidores estrangeiros, que veem no Brasil uma ótima oportunidade em comparação com o resto do mundo neste momento. Até o dia 30 de abril, as compras de ações por parte desses investidores superavam as vendas em R$ 4,5 bilhões no acumulado do ano. Somente em abril, o saldo chegava a R$ 3,1 bilhões.</p>
<p>Uma das explicações que vem ganhando força é que o Brasil é bem visto porque tem um mercado interno forte (mais ainda depois das medidas governamentais de estímulo ao consumo), tem resistido bem à crise (graças a fundamentos considerados sólidos) e por causa de suas relações comerciais crescentes com a China.</p>
<p>Mercado chinês é a bóia de salvação<br />
Uma informação relacionada ao gigante asiático foi a grande responsável pelo otimismo. Um indicador que mede a atividade industrial chinesa teve em abril a primeira expansão após oito meses seguidos de baixa.</p>
<p>A China é grande importadora de matérias-primas, como petróleo e minério de ferro. Como nosso país possui um grande excedente exportável de commodities, ele acaba atraindo a confiança dos investidores estrangeiros.</p>
<p>Além disso, analistas comemoraram a iniciativa dos países asiáticos em criar um fundo de emergência com uma verba de US$ 120 bilhões. Os recursos devem ser utilizados para ajudar os países mais seriamente afetados pela crise mundial.</p>
<p>Notícias que ajudaram a &#8220;levantar&#8221; o índice<br />
Entre as principais notícias do dia, o boletim Focus, preparado pelo Banco Central, revelou que a maioria dos economistas do setor financeiro melhoraram suas projeções para a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano: em vez de uma contração de 0,39%, a mediana das projeções aponta uma retração de 0,30%.</p>
<p>O Ministério do Desenvolvimento contabilizou um superávit comercial (exportações maiores que importações) de US$ 3,7 bilhões. O resultado é 113% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado (US$ 1,737 bilhão) e 109% maior que o verificado em março deste ano (US$ 1,772 bilhão).</p>
<p>O Bradesco anunciou lucro líquido de R$ 1,723 bilhão no primeiro trimestre, resultado 9,6% abaixo dos ganhos apurados em idêntico período de 2008. A instituição bancária elevou sua provisão (dinheiro de reserva) para devedores duvidosos em R$ 1 bilhão.</p>
<p>Expectativa sobre o mercado financeiro americano<br />
O pano de fundo para que questões estruturais voltem a ser consideradas pelos investidores é a melhora de percepção sobre o sistema financeiro dos Estados Unidos. No dia 07 de maio o governo americano deve divulgar os resultados dos testes de estresse aos quais foram submetidos 19 bancos.</p>
<p>Informações antecipadas pela imprensa americana dão conta de que todos deverão precisar de mais capital. Contudo, o mercado não se tem mostrado preocupado porque há a percepção de que os valores necessários não são tão elevados quanto se imaginava, contribuido para a &#8220;calma&#8221; entre os mercados.</p>
<p>Tendência<br />
Incertezas à parte, os analistas acreditam que, apesar das fortes altas recentes, a tendência para a bolsa brasileira ainda é de valorização. A Bovespa encerrou o primeiro pregão de maio com forte valorização e no período de apenas uma semana já acumula valorização de 10%. Em 2009, o ganho acumulado da Bolsa já chega a 34,2%. Os investidores estão um pouco mais animados com as expectativas para a economia doméstica e internacional. A taxa de câmbio retraiu para R$ 2,13, em sua menor cotação desde novembro do ano passado.</p>
<p>E você? Acha que o copo está enchendo ou esvaziando?</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 05 de maio de 2009<br />
Jornal do Brasil de 05 de maio de 2009<br />
Jornal Gazeta Mercantil de 05 de maio de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/mercado-financeiro-sinais-de-o-pior-ja-passou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>EUA: sinais de &#8220;o pior já passou&#8221;</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/eua-sinais-de-o-pior-ja-passou/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/eua-sinais-de-o-pior-ja-passou/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 14:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/eua-sinais-de-o-pior-ja-passou/</guid>
		<description><![CDATA[Em meio a um oceano de más notícias e incerteza, nos últimos dias começam a surgir algumas pequenas ilhas de bons números. A indústria brasileira esboça alguma reação seguida pelo bom desempenho da bolsa nos últimos dois meses e o patamar de valorização atingido no dia 04 de maio &#8211; 50 mil pontos. Da mesma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio a um oceano de más notícias e incerteza, nos últimos dias começam a surgir algumas pequenas ilhas de bons números.</p>
<p>A indústria brasileira esboça alguma reação seguida pelo bom desempenho da bolsa nos últimos dois meses e o patamar de valorização atingido no dia 04 de maio &#8211; 50 mil pontos.</p>
<p>Da mesma forma, os EUA já iniciaram um movimento tímido de retomada. A luz no fim do túnel pode ainda não estar exatamente visível, mas seus reflexos ao menos já parecem confirmar a inevitável chegada.</p>
<p>Indicadores apresentam alguma melhora<br />
Apesar da retração significativa do Produto Interno Bruto (PIB) americano no primeiro trimestre, de 6,1% frente ao quarto trimestre de 2008, especialistas acreditam que outros indicadores começam a mostrar a possibilidade de um cenário mais estável. Índices que monitoram de forma mais atualizada o comportamento da economia, como a confiança do consumidor e números da indústria, sinalizam uma tendência de recuperação.</p>
<p>As vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA cresceram 3,2% em março, para 84,6 pontos, no segundo mês consecutivo de alta no indicador, depois de registrar baixa recorde em janeiro, de 80,4. Uma venda é considerada pendente quando o vendedor aceitou a oferta mas o negócio ainda não foi fechado, o que, em geral, demora dois meses para acontecer. Os gastos com construção também registraram leve alta, de 0,3%, em março, a primeira desde setembro de 2008. Analistas previam uma queda de 1,5%.</p>
<p>Os índices de confiança do consumidor mostraram reação em abril, e chegaram próximos ao patamar anterior à quebra do banco de investimento Lehman Brothers, considerada o marco zero da crise. O índice avançou para 65,1, ante 57,3 em março. Foi ainda a primeira alta na comparação ano a ano desde julho de 2007. O consumo pessoal também cresceu além do esperado, com expansão de 2,2% no trimestre.</p>
<p>O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Richmond, Jeffrey Lacker, disse no dia 03 de maio que considera razoável pensar que a recessão termine este ano nos Estados Unidos. Lacker advertiu, no entanto, que prossegue a queda dos investimentos no setor imobiliário.</p>
<p>– Embora a atividade global ainda esteja em contração, agora parece que o ritmo está diminuindo, e em algum momento ainda este ano a atividade vai bater no fundo do poço e começará a se expandir de novo – disse Lacker, que comanda uma das 12 divisões regionais do Fed.</p>
<p>Manutenção da taxa de juros americana<br />
Em 29 de abril o Federal Reserve, banco central norte-americano, decidiu pela manutenção da taxa básica de juros do país entre zero e 0,25%. O patamar havia sido instituído na reunião de dezembro do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Antes dessa data, a taxa básica estava em 1% anuais.</p>
<p>O banco central americano afirmou que o ritmo de deterioração da economia do país parece estar diminuindo, mas acrescentou que continuará mantendo a taxa de juro em nível excepcionalmente baixo por um longo período.</p>
<p>Entre os meses de março e abril, a atividade econômica &#8220;continuou a se contrair, embora o ritmo de contração pareça um pouco mais lento&#8221; , diz comunicado emitido após a reunião do Comitê de Política Monetária (Fomc, na sigla em inglês).</p>
<p>As informações coletadas pelo Fed desde março levaram à conclusão de que o gasto do consumidor americano caminha para a estabilização, mas ainda persistem os fatores que limitam a retomada &#8211; a dificuldade na obtenção de crédito, a queda no valor dos imóveis e o aumento do desemprego.</p>
<p>As demissões, diz o Fed, foram uma das saídas adotadas pelas empresas no cenário de crise, assim como a redução dos estoques e o corte nos investimentos.</p>
<p>Ainda que tenha havido uma &#8221; modesta melhora &#8221; na conjuntura entre março e abril, atribuída em parte às medidas de auxílio aos mercados financeiros, o Fed continua a prever que a atividade econômica deve &#8221; permanecer fraca por algum tempo &#8221; e que a inflação ficará sob controle &#8211; ou até mesmo com algum risco nocivo de deflação.</p>
<p>Pronunciamento de Bernanke no Congresso<br />
Segundo o presidente do FED, Ben Bernanke em pronunciamento no Congresso realizado no dia 05 de maio, a recessão norte-americana parece estar perdendo força e o crescimento provavelmente deve ser retomado no final deste ano, refletindo uma melhora dos gastos dos consumidores, do setor imobiliário e o fim do processo de liquidação dos estoques das empresas.</p>
<p>Bernanke acrescentou, entretanto, que a recuperação provavelmente será mais lenta do que o normal e advertiu que a taxa de desemprego deve permanecer elevada por algum tempo, já que as empresas continuam cautelosas em relação às contratações. A taxa de desemprego está atualmente em 8,5%, a máxima em 25 anos. Economistas de Wall Street preveem que a taxa de desemprego em abril, que será divulgada nesta sexta-feira, atingirá 8,9%.</p>
<p>Bernanke afirmou haver &#8220;sinais preliminares&#8221; de que a demanda das famílias se estabiliza, citando aumento nos gastos dos consumidores durante o primeiro trimestre. &#8220;O mercado imobiliário, o qual vem desacelerando há três anos, mostrou alguns sinais de aproximação do fundo do poço&#8221;, acrescentou Bernanke, citando &#8220;um razoável montante&#8221; de vendas de imóveis usados, vendas firmes de imóveis novos e um reduzido estoque de imóveis disponíveis à venda. Entretanto, os níveis de vendas permanecem &#8220;deprimidos&#8221;, explicou.</p>
<p>Bernanke explicou ainda que &#8220;algum progresso&#8221; foi obtido nos ajustes dos estoques das empresas e, com este melhor equilíbrio em relação às vendas, &#8220;uma redução no ritmo da liquidação deve oferecer suporte à produção no final do ano&#8221;.</p>
<p>Os sinais são tímidos, é verdade. Mas existem&#8230;</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal Gazeta Mercantil de 06 de maio de 2009<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 02 de maio de 2009<br />
Site G1 em 29 de abril de 2009<br />
Site Estadão em 05 de maio de 2009<br />
Site O Globo em 05 de maio de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/eua-sinais-de-o-pior-ja-passou/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O FMI e a pá de cal na economia mundial</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-fmi-e-a-pa-de-cal-na-economia-mundial/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-fmi-e-a-pa-de-cal-na-economia-mundial/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 14:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-fmi-e-a-pa-de-cal-na-economia-mundial/</guid>
		<description><![CDATA[Sabe aquele seu amigo chato? Aquele que quando abre a boca é sempre para falar mal de alguém ou para fazer alguma previsão pessimista. Aquele que tem na ponta da língua o último número do desemprego, ou da queda das vendas do comércio? Aquele que acha que a crise foi a melhor coisa que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquele seu amigo chato? Aquele que quando abre a boca é sempre para falar mal de alguém ou para fazer alguma previsão pessimista. Aquele que tem na ponta da língua o último número do desemprego, ou da queda das vendas do comércio? Aquele que acha que a crise foi a melhor coisa que já aconteceu, afinal agora ele tem bastante assunto.</p>
<p>Pois o FMI deu uma de amigo chato no dia 22 de abril ao anunciar suas projeções para 2009. Logo agora que sua estrela estava voltando a brilhar desque que o G-20 decidiu triplicar os recursos direcionados para ele.</p>
<p>Parecia que o amigo chato teria uma chance. Contudo, agora que a turma voltou a dar atenção para ele, o FMI se recusa a lançar uma luz de esperança sobre o mundo. Quanto mais os políticos demonstram esperanças de recuperação, mais pessimista o FMI fica.</p>
<p>Segundo o Fundo a economia mundial deve se contrair em 1,3% este ano, na maior retração no período pós-Segunda Guerra. Para o Brasil, o prognóstico é de contração de 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 e expansão de 2,2% em 2010. Além disso, ele elevou sua estimativa para as baixas contábeis financeiras agregadas para US$ 4,1 trilhões, justo quando o secretário do Tesouro dos Estados Unidos dizia que os bancos estão bem capitalizados. Agora, o FMI divulgou previsões de crescimento que farão até mesmo os mais pessimistas ficarem assustados.</p>
<p>Só catástrofes<br />
Os Estados Unidos permanecem no epicentro da crise e que é fundamental que as autoridades norte-americanas combatam as crescentes dívidas tóxicas e a incerteza sobre a solvência dos bancos, informou o Fundo que cortou a previsão para os EUA para uma contração de 2,8% neste ano e crescimento zero do PIB do país em 2010, à medida que acabem os danos do aperto de crédito, a queda dos preços de moradias e de ações e os altos níveis de incerteza.</p>
<p>O Fundo prevê que a produção industrial dos EUA vai cair colossais 2,8% este ano. Ao contrário da maior parte dos economistas que estão prevendo recuperação no segundo semestre, o FMI não espera melhoria alguma antes de meados de 2010. E mesmo aí ele calcula que o crescimento será de anêmicos 1,5%. Por outro lado, o Gabinete do Orçamento do Congresso dos EUA prevê um crescimento de 4% em 2010.</p>
<p>Enquanto isso, a economia da zona do euro deve ter contração de 4,2% este ano e de 0,4% em 2010, segundo o FMI, criticando o bloco em relação às fracas respostas públicas e coordenação. Segundo o Fundo, a recessão deve ser &#8220;particularmente severa&#8221; na Irlanda e &#8220;bastante severa&#8221; na Grã-Bretanha e que o desemprego em economias europeias desenvolvidas deve aumentar em torno de 10% no fim de 2009 e continuar acelerando até 2011.</p>
<p>Na Ásia, o FMI estimou que a recessão do Japão deve se aprofundar mais que o previamente imaginado, enquanto a economia chinesa tende a crescer em um ritmo mais lento. O Fundo espera que a produção japonesa caia 6,2% em 2009, previsão muito pior que o declínio de 2,6% estimado em janeiro. Para a China, o Fundo reduziu a previsão de crescimento em 2009 para 6,5%, ante 6,7%, taxa equivalente à metade da registrada em 2007 e bem abaixo dos 9% registrados no ano passado.</p>
<p>Sobrou até para os bancos latino-americanos<br />
O prolongamento da recessão mundial ameaça criar riscos significativos até mesmo para bancos que hoje parecem sólidos e não foram contaminados pela crise de confiança que abalou o setor financeiro nos países avançados, disse o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn.</p>
<p>&#8220;A América Latina não tem uma crise bancária hoje, mas tem uma crise financeira&#8221;, disse Strauss-Kahn na tarde de terça-feira, em entrevista ao Valor e outros três jornais latino-americanos. &#8220;Se a desaceleração da economia continuar por muito tempo, até os bancos da América Latina vão carregar ativos podres.&#8221;</p>
<p>Ele teme que o aprofundamento da crise submeta instituições financeiras que hoje exibem saúde, como as brasileiras, a pressões semelhantes às enfrentadas pelos bancos americanos com os problemas no mercado imobiliário e o aumento da inadimplência. &#8220;Não é o caso hoje, mas essa é uma possibilidade&#8221;, afirmou.</p>
<p>O diretor do Fundo disse que o mundo não sairá da recessão enquanto os Estados Unidos e outros países ricos não conseguirem tapar os buracos encontrados na contabilidade dos bancos e estabilizar o sistema financeiro, permitindo que ele volte a ampliar a oferta de crédito.</p>
<p>Resultados divulgados nas últimas semanas indicaram que alguns dos maiores bancos americanos voltaram a dar lucro no primeiro trimestre, mas há dúvidas sobre a capacidade que terão de repetir o desempenho nos próximos meses. &#8220;Instituição financeira dando lucro não quer dizer que a distribuição de crédito voltou ao normal&#8221;, disse. &#8220;Os esforços dos governos ainda não foram suficientes para destravar o crédito.&#8221;</p>
<p>E o Brasil então&#8230;.<br />
As previsões do Fundo para o Brasil são bem mais pessimistas do que as feitas pelo governo e por muitos bancos brasileiros. O último relatório do Banco Central sobre a evolução da inflação, publicado em março, previu uma expansão de 1,2% neste ano. Os bancos esperam uma contração de 0,49%, segundo a média das projeções coletadas pelo BC na semana passada.</p>
<p>Na avaliação do FMI, o impacto da crise tem sido subestimado pelo governo e pelos bancos brasileiros. Os economistas do Fundo acreditam que os choques provocados pelos problemas existentes nas economias avançadas estão sendo transmitidos para os mercados emergentes com mais força do que observadores com uma visão menos abrangente da economia global são capazes de perceber.</p>
<p>&#8220;Não é que o Brasil esteja particularmente fraco&#8221;, disse o diretor-adjunto do departamento de pesquisa do FMI, Charles Collyns, numa entrevista em que os economistas da instituição apresentaram a nova edição do seu relatório semestral sobre o cenário econômico global. &#8220;As projeções para o Brasil foram rebaixadas em linha com nossas projeções para a economia mundial.&#8221;</p>
<p>O Fundo vê os problemas que o Brasil enfrenta com a crise como decorrência de sua crescente integração na economia global, e não como resultado de políticas equivocadas. &#8220;O que está acontecendo não é culpa das autoridades brasileiras&#8221;, disse o diretor do departamento que monitora a América Latina, Nicolas Eyzaguirre. &#8220;O Brasil será capaz de surfar a onda quando ela subir de novo.&#8221;</p>
<p>Strauss-Kahn afirmou que a capacidade de resistência demonstrada pela América Latina diante do agravamento da crise o surpreendeu. &#8220;Há diferenças entre os países, mas na média a região não está melhor nem pior que a média mundial&#8221;, disse. &#8220;As crises do passado atingiram a região com muito mais força.&#8221;</p>
<p>O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse em Buenos Aires que as previsões dos organismos internacionais estão &#8220;muito voláteis e mudando muito em função dos últimos acontecimentos&#8221;. &#8220;É prematuro chegarmos a uma conclusão baseados em cada nova previsão dos organismos internacionais&#8221;, afirmou. Meirelles disse que o Brasil tem reagido bem à crise, a indústria automobilística está se recuperando e, embora considere a situação econômica mundial &#8220;grave&#8221;, disse que o país está &#8220;forte e bem preparado&#8221; para enfrentar a crise. Meirelles não quis antecipar qual a projeção de crescimento do Banco Central que será divulgada em junho.</p>
<p>Onde está a luz do fim do túnel?<br />
Na opinião do FMI, a economia mundial só voltará a crescer depois que for restabelecida a saúde do sistema financeiro dos países avançados, o epicentro da crise atual. A falta de crédito e as dificuldades que empresas e consumidores têm encontrado para renegociar suas dívidas deverão continuar reprimindo o consumo e os investimentos por um bom tempo, prevê o Fundo.</p>
<p>O Fundo prevê uma recuperação lenta, que poderá começar em meados do ano que vem e levará tempo para ganhar velocidade. O FMI acredita que medidas como os vários planos de estímulo econômico lançados nos Estados Unidos e em outros países nos últimos meses ajudarão a evitar uma recessão mais profunda, e o relatório sugere que novas iniciativas desse tipo poderão ser necessárias em 2010.</p>
<p>Restaurar a confiança no setor financeiro será essencial para evitar um ciclo vicioso que pode prolongar a crise, na avaliação do FMI.</p>
<p>A fragilidade dos bancos dos países avançados encolheu dramaticamente os fluxos de capital externo para países emergentes como o Brasil. O FMI prevê que neste ano os mercados emergentes enfrentarão uma saída líquida de capitais privados de US$ 190 bilhões, com a fuga de investidores que tinham apostado nas bolsas de valores e dificuldades para rolar dívidas contraídas com bancos estrangeiros. De acordo com o Fundo Monetário, o fluxo de capital externo privado para países emergentes atingiu um pico em 2007, com US$ 617 bilhões em termos líquidos.</p>
<p>Economias do Leste Europeu que se endividaram muito nos últimos tempos serão mais atingidos do que países como o Brasil, que reduziu seu endividamento externo. Mas o impacto da crise será significativo mesmo assim. O Fundo prevê que a América Latina receberá neste ano um fluxo líquido de capital externo de apenas US$ 13 bilhões, um décimo do volume de recursos observado em 2007.</p>
<p>Sabe aquele seu amigo chato? É melhor deixar ele quieto e esquecer de convidá-lo para a próxima reunião da turma.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Revista Isto É Dinheiro, edição 603 de 29 de abril de 2009<br />
Revista Veja, edição 2.110 de 29 de abril de 2009<br />
Revista da Semana, edição 85 de 30 de abril de 2009<br />
Revista Época, edição 571 de 25 de abril de 2009<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 23 de abril de 2009<br />
Jornal Valor Econômico de 23 de abril de 2009<br />
Jornal Gazeta Mercantil de 23 de abril de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-fmi-e-a-pa-de-cal-na-economia-mundial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pactual: o negócio é vender caro e comprar barato</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/pactual-o-negocio-e-vender-caro-e-comprar-barato/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/pactual-o-negocio-e-vender-caro-e-comprar-barato/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 14:55:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/pactual-o-negocio-e-vender-caro-e-comprar-barato/</guid>
		<description><![CDATA[Lembra no primeiro grau que você enganou aquele seu coleguinha mais &#8220;lentinho&#8221;, vendendo sua coleção completa de figurinhas do Jaspion por 31 cruzados novos (?!) e depois recomprava por 25 cruzados? Foi mais ou menos o que fez o financista André Esteves no dia 20 de abril ao se tornar o novo dono da butique [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembra no primeiro grau que você enganou aquele seu coleguinha mais &#8220;lentinho&#8221;, vendendo sua coleção completa de figurinhas do Jaspion por 31 cruzados novos (?!) e depois recomprava por 25 cruzados?</p>
<p>Foi mais ou menos o que fez o financista André Esteves no dia 20 de abril ao se tornar o novo dono da butique de investimentos Pactual.</p>
<p>Numa operação que foi considerada pelo mercado comorápida e barata, Esteves voltou ao topo do mundo dos bancos de investimentos no país, ao recomprar as operações do Pactual das mãos do UBS. Menos de três anos atrás, antes de ser abatido pela crise das hipotecas de alto risco, o banco suíço havia comprado o banco de investimentos brasileiro por US$ 3,1 bilhões, num cenário em que os grandes bancos globais não paravam de expandir suas fronteiras e tomar novos riscos.</p>
<p>A rapidez da negociação foi impressionante.</p>
<p>Desde que os suíços procuraram Esteves para dizer que, finalmente, estavam prontos para atender seu desejo de devolver-lhe o banco, apenas duas semanas se passaram. E o negócio só pôde ser fechado tão rapidamente, sem qualquer auditoria, porque o comprador conhece profundamente o que está levando. Até meados do ano passado, Esteves estava no comando do UBS Pactual. </p>
<p>O contrato assinado com os suíços em Nova York, prevê que nenhum dos lados pode voltar atrás. A BTG Investment está comprando toda a operação do UBS no Brasil, inclusive o private bank. Só ficam de fora as operações de private bank offshore. Esse é um segmento delicado, que muitas vezes envolve dinheiro não declarado e tem colocado o UBS na mira do governo americano.</p>
<p>O preço da venda do Pactual ao UBS, em 2006, e o de recompra podem parecer equivalentes. Mas as aparências não poderiam ser mais enganosas. Quando o UBS se comprometeu a desembolsar US$ 3,1 bilhões pelo Pactual, estava pagando o equivalente a 9 vezes o patrimônio líquido do banco brasileiro à época, de US$ 300 milhões (os US$ 3,1 bilhões seriam pagos a prazo e, quando levados a valor presente, equivaliam a cerca de US$ 2,7 bilhões). Os US$ 2,475 bilhões de agora correspondem a apenas 1,36 vez o patrimônio atual do banco, que está em US$ 1,8 bilhão. O PL cresceu graças aos lucros acumulados de lá para cá. No período, houve apenas uma distribuição de dividendos ao UBS, em torno de US$ 300 milhões.</p>
<p>O preço caiu, refletindo o cenário mundial adverso, que derrubou o valor dos bancos mundo afora. Em janeiro de 2008, Esteves acenou com proposta de US$ 5 bilhões ao UBS, em sua primeira tentativa de recomprar o Pactual.</p>
<p>Agora, do preço total, cerca de US$ 600 milhões serão pagos em dinheiro à vista, tão logo o Banco Central aprove a venda. Uma pequena parte do preço será financiada pelo próprio UBS. A maior parte do preço corresponde à assunção dos pagamentos que o UBS ainda tem a fazer aos ex-sócios pela venda do Pactual. São US$ 1,6 bilhão da segunda parcela (a primeira, de US$ 1 bilhão, foi paga em 2006), que seria paga em julho de 2011. E outros US$ 500 milhões de bônus de retenção, a serem pagos aos sócios que ficarem no banco até julho de 2011. Aqueles que deixaram o banco, inclusive Esteves, perderam direito ao bônus, que reverteu em favor dos que ficaram.</p>
<p>A maior parte da dívida do UBS era com o próprio Esteves e, portanto, essa dívida se anula. Aos demais sócios do Pactual, Esteves vai oferecer duas alternativas: trocar o valor a receber por capital do novo banco, voltando à condição de sócio, ou receber antecipadamente os valores devidos pelo UBS. Nesse caso, o executivo estará livre para deixar a instituição.</p>
<p>Oficialmente, os suíços decidiram se desfazer do banco brasileiro devido à mudança na estratégica da organização. Se, antes, eles queriam correr mais riscos nos mercados emergentes, agora querem uma gestão mais conservadora. Os sócios brasileiros, que antes estavam motivados em fazer parte de uma agressiva instituição global, não aceitaram a mudança de postura e alguns deixaram o banco, inclusive o próprio Esteves, rumo ao BTG. Adivergência estratégica era constante. O UBS nega que atritos de gestão no Brasil determinaram a venda. </p>
<p>O que o UBS não menciona é que vem sendo pressionado desde 2007 a vender o Pactual por um grupo de acionistas liderado pelo ex-presidente do banco, Luqman Arnold. Em carta enviada ao vice-presidente do UBS, Sergio Marchionne, Arnold pede a venda do Pactual e de outros bancos de investimento que o UBSpossui no mundo. &#8220;Essas vendas não devem ferir o foco das operações globais do UBSe devem atrair compradores dispostos a pagar o preço justo nesse competitivo mercado. O Pactual, a área de Global Asset Management e os negócios na Austrália e na Ásia preenchem esses requisitos&#8221;, escreveu Arnold. Esteves, que teve uma breve passagem na matriz do banco como diretor global de renda fixa antes de voltar ao Brasil, estava atento. </p>
<p>Para o suíço UBS, a venda, ou como preferem alguns, a devolução do Pactual representa o cumprimento de promessas feitas recentemente a acionistas. Há uma semana, o novo CEO do banco, Oswald Grübel, disse durante a assembleia anual de acionistas que, como parte dos esforços para dar a volta por cima, o banco iria reduzir sua atividade de banco de investimentos global, focando no negócio de gestão de riquezas. &#8220;(Em banco de investimentos), vamos nos concentrar nos mercados de capitais mais importantes e sair de alguns lugares&#8221;, afirmou ele. Doug Morris, porta-voz do UBS em Nova York, disse que a venda &#8220;melhora a estrutura de capital do UBS e aumenta seu foco estratégico e geográfico&#8221;. </p>
<p>Como dizia o calendário: &#8220;Nada como um dia depois do outro&#8221;.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Revista Isto É Dinheiro, edição 603 de 29 de abril de 2009<br />
Revista da Semana, edição 85 de 30 de abril de 2009<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 21 de abril de 2009<br />
Jornal Gazeta Mercantil de 22 de abril de 2009<br />
Jornal Valor Econômico de 22 de abril de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/pactual-o-negocio-e-vender-caro-e-comprar-barato/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Piratas condenados (e não são os somalis!)</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/piratas-condenados-e-nao-sao-os-somalis/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/piratas-condenados-e-nao-sao-os-somalis/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 14:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/piratas-condenados-e-nao-sao-os-somalis/</guid>
		<description><![CDATA[No mês de abril a milenar prática da pirataria voltou à mídia mundial em duas frentes: em águas internacionais e no oceano da internet . No dia 12 de abril, depios de cinco dias de sequesto do cargueiro americano Maersk Alabama por piratas da Somália, o presidente Barack Obama autorizou o uso da força para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No mês de abril a milenar prática da pirataria voltou à mídia mundial em duas frentes: em águas internacionais e no oceano da internet . </p>
<p>No dia 12 de abril, depios de cinco dias de sequesto do cargueiro americano Maersk Alabama por piratas da Somália, o presidente Barack Obama autorizou o uso da força para libertar o capitão Richard Phillips, refém dos bandios. O saldo da operação, comandada por uma tropa de elite da Marinha americana: três bandidos mortos e a tripulação inteira libertada.</p>
<p>E no dia 17 de abril um tribunal de Estocolmo, na Suécia, condenou a um ano de prisão quatro homens responsáveis pelo Pirate Bay, o maior site de torrents do Mundo. O site foi acusado por várias companhias da indústria fonográfica e do cinema de facilitar a partilha ilegal de arquivos. Os fundadores da página, Frederik Neij, Gottfrid Svartholm Warg e Peter Sunde foram condenados juntamente com Carl Lundstrom, o fornecedor do serviço de acesso à Internet (ou ISP) onde o site estava hospedado. Para além da pena de prisão, os condenados terão de pagar 30 milhões de coroas suecas (2,7 milhões de euros) em indenizações. A acusação tinha exigido compensações no valor de 117 milhões de coroas (11 milhões de euros). </p>
<p>Vamos nos concentrar na pirataria virtual, que a meu ver é mais inofensiva.</p>
<p>Fundado em 2003, o Pirate Bay não aloja nenhum conteúdo protegido por direitos de autor, mas funciona como motor de busca para torrents, pequenos arquivos que permitem a partilha de conteúdos entre computadores, mesmo que essa partilha não seja autorizada.</p>
<p>A equipe de acusação era constituída por 17 empresas , incluindo a produtora cinematográfica 20th Century Fox, a gravadora EMI e a empresa de jogos de vídeo Blizzard Entertainment. Ao todo, a acusação identificou 21 músicas, cinco filmes e três jogos de vídeo que terão sido partilhados ilegalmente através de torrents encontradas no Pirate Bay. </p>
<p>De acordo com a AFP, a International Federation of Phonographic Industries (IFPI), associação que representa grandes empresas da indústria fonoográfica como a Sony BMG e a Universal, afirmou num comunicado que esta sentença era uma &#8220;boa notícia&#8221; para a comunidade artística. &#8220;O tribunal atribuiu uma sentença bastante dissuasora, que reflete a gravidade dos crimes cometidos&#8221;, escreveu John Kennedy, presidente da IFPI, no comunicado. A IFPI foi uma das associações a processar o Pirate Bay.</p>
<p>Ao meio-dia (13h00 na Suécia), Peter Sunde deu uma conferência de imprensa online, através do site sueco www.bambuser.com. Os espectadores puderam enviar perguntas a Peter, mas a ligação foi várias vezes abaixo, devido à enorme quantidade de visitas ao site. O porta-voz do Pirate Bay mostrou-se descontraído com a sentença. &#8220;Todos nos rimos com o resultado. Uma pena de prisão é de fato um assunto sério, mas tão bizarro que só nos conseguimos rir&#8221;, afirmou Sunde. Quanto à indenização, Peter disse que nenhum dos quatro condenados poderia pagar aquela soma, nem pagaria mesmo que pudesse.</p>
<p>O porta-voz do grupo de piratas mostrou-se confiante de que iria ganhar o apelo da sentença. Esse processo pode, no entanto, &#8220;demorar cinco a seis anos&#8221;, explicou Sunde.Vale lembrar que Sunde já confirmou presença na décima edição do Festival Internacional de Softwares Livre, que será realizado em junho em Porto Alegre. Vida de celebridade é isso aí.</p>
<p>O site Pirate Bay já está na mira das autoridades suecas desde 2006. Em maio daquele ano, a polícia sueca aprendeu servidores do Pirate Bay suficientes para encher três caminhões. Apesar de devastadora, a ação policial não conseguiu pôr fim ao site. Com a ajuda de voluntários espalhados por todo o mundo, a página foi restabelecido em apenas três dias, a partir de servidores holandeses. </p>
<p>Também em 2006, o engenheiro Rickard Falkvinge fundou o Partido Pirata sueco, um movimento político sem nenhuma ligação oficial ao Pirate Bay, que pretende reformular as leis que regem os direitos de propriedade inteletual. Pouco depois do ataque ao site, o número de militantes aumentou rapidamente, ultrapassando os do Partido Verde sueco. A sua juventude partidária, os “Jovens Piratas”, é a segunda maior do país. O partido concorreu nas eleições parlamentares nesse ano, onde conseguiu 33 mil votos nas eleições, o equivalente a 0,6 por cento dos votantes. O resultado não deu direito a assento parlamentar, mas tornou-o no décimo maior dos 40 partidos suecos. O Partido anunciou recentemente que irá participar nas eleições europeias, em Junho deste ano, com o candidato Christian Engström.</p>
<p>Pelo jeito é mais fácil enfrentar a piratária marítima do que a virtual.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 18 de abril de 2009<br />
Revista Isto É Dinheiro, edição 603 de 29 de abril de 2009<br />
Revista da Semana, edição 84 de 23 de abril de 2009<br />
Revista da Semana, edição 85 de 30 de abril de 2009<br />
Site Ultima Hora em 17 de abril de 2009 </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/piratas-condenados-e-nao-sao-os-somalis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cartões: expansão do mercado e vigília do governo</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/cartoes-expansao-do-mercado-e-vigilia-do-governo/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/cartoes-expansao-do-mercado-e-vigilia-do-governo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 14:54:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/cartoes-expansao-do-mercado-e-vigilia-do-governo/</guid>
		<description><![CDATA[E lá se vão 15 anos de estabilidade econômica e com ela verifica-se uma mudança expressiva nos hábitos de pagamento do consumidor. Depois de experimentar a obsessão pela liquidez (dinheiro vivo sempre nos bolsos), embarcar na onda dos cheques pré-datados, agora parece ser a hora do dinheiro de plástico. O ano de 2008 foi marcado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E lá se vão 15 anos de estabilidade econômica e com ela verifica-se uma mudança expressiva nos hábitos de pagamento do consumidor. Depois de experimentar a obsessão pela liquidez (dinheiro vivo sempre nos bolsos), embarcar na onda dos cheques pré-datados, agora parece ser a hora do dinheiro de plástico.</p>
<p>O ano de 2008 foi marcado pela explosão do uso do cartão de débito e da queda do uso do cheque. No ano passado, a quantidade de transações com cartões de débito cresceu 27% na comparação com 2007, período em que o número de cheques emitidos caiu 5,2%. Os cartões de crédito também cresceram em 23,5%, fôlego que garantiu a vice-liderança no ranking da expansão dos meios de pagamentos. </p>
<p>Os dados foram divulgados pelo Banco Central no dia 27 de abril e fazem parte do &#8220;Diagnóstico do Sistema de Pagamentos de Varejo no Brasil&#8221;, estudo publicado anualmente desde maio de 2005. Para o BC, a consolidação da pesquisa indica que há continuidade do aumento da utilização de papel-moeda e dos instrumentos eletrônicos de pagamento. </p>
<p>Nos últimos quatro anos, o pagamento eletrônico cresceu 17% por ano, enquanto que a quantidade de cheques emitidos caiu 9,3%. Em 2008, houve 1,373 bilhão de cheques que circularam com liquidação interbancária, frente 2,136 bilhões em 2003. Já a quantidade de transações com cartões de débito saltou de 662 milhões, em 2003, para 2,1 bilhões no ano passado. </p>
<p>De acordo com o estudo do BC, a substituição do cheque por meios eletrônicos ocorre nas transações de menor valor. O valor médio dos cheques, no ano passado, chegou a R$ 835,00, contra R$ 716,00 em 2007. No mesmo período, o valor médio por transação com cartão de débito manteve-se em R$ 49,00, enquanto que a operação média com cartão de crédito subiu de R$ 84,00 para R$ 86,00. Ou seja, o cheque mantém-se firme em um nicho específico das transações.&#8221;Há espaço para criação de facilidades adicionais que possibilitem pagamentos de maior valor comandados eletronicamente a partir de pontos de venda&#8221;, cita o relatório do Banco Central, referindo-se a operações unitárias de valor menor que R$ 5 mil. Acima desse limite, as operações devem ocorrer por meio de Transferência Eletrônica Disponível (TED), mecanismo lançado em 2002 quando foi criado o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). </p>
<p>O potencial de expansão dos cartões foi comprovado em 2008, quando pela primeira vez os cartões de débito cresceram mais que os de crédito. Em quantidade de cartões no mercado, o crescimento foi de 14% no segmento de débito e de 12% nos cartões de crédito. </p>
<p>O BC prevê aumento da presença dos cartões de débito levando em consideração a &#8220;baixa frequência&#8221; de uso do produto: em 2007, cada cartão de débito registrou média de 9,3 transações por ano. Na Suécia, foram mais de 124 usos por ano, chegando a 159 na Finlândia. Já os cartões de crédito registraram, no ano passado, 18,4 transações por unidade, o que se aproxima mais do que ocorre em outros países (15,4 usos por ano, na França, e 14,6 usos, na Itália). As comparações com outros países consideram dados de 2007, devido à defasagem das informações internacionais. </p>
<p>O governo já está de olho<br />
Com a expansão o governo brasileiro pretende pressionar de forma mais incisiva a indústria de cartões de crédito para promover uma redução dos custos que ela impõe aos clientes. Uma das possibilidades em estudo &#8211; e no momento é a que aparece como a mais viável &#8211; é chamar os representantes do setor para conversar e forçá-los politicamente a ajustar sua conduta. A ideia é convencer as empresas que dominam o mercado a trabalhar com preços menores, reduzir a margem de lucro e diminuir as barreiras à entrada de novos concorrentes. Caso demonstrem resistência, o governo pode partir para uma ação mais dura.</p>
<p>Segundo outro estudo divulgado no fim de março pelos Ministérios da Justiça e da Fazenda e pelo Banco Central o setor tem uma taxa de lucratividade muito acima da média praticada na economia brasileira e esse quadro precisa ser revisto. Segundo o levantamento, o lucro das credenciadoras (as empresas que levam os cartões para as lojas) aumentou 300% entre 2003 e 2007, passando de quase R$ 600 milhões para perto de R$ 2,5 bilhões. O estudo considera que a margem de ganho das empresas é desproporcionalmente elevada em comparação com o risco da atividade. Além disso, a margem de lucro no Brasil é bem superior à da União Europeia. </p>
<p>Outra opção do governo, considerada mais difícil de implementar e avaliada como mais intervencionista, é determinar a desverticalização do setor. Hoje, as empresas de cartão de crédito controlam todo o processo: credenciamento, fornecimento de terminais de pagamento, captura e processamento de transações, encaminhamento de pedido de autorização e compensação e liquidação. Isso diminuiria o poder de fogo das companhias do setor, pois a verticalização é a maior fonte do poder dessas empresas.</p>
<p>A alternativa mais radical, mas não desejada pelo governo, é transformar o segmento em um setor regulado, o que poderia significar o tabelamento de preços. Além dessas possibilidades, o governo estuda promover alguma regulamentação do setor, tentando fechar brechas que garantam a concentração do sistema e estimular uma maior concorrência. </p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal Gazeta Mercantil de 28 de abril de 2009<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 29 de abril de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/cartoes-expansao-do-mercado-e-vigilia-do-governo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cuidado com a corrente do calote</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/cuidado-com-a-corrente-do-calote/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/cuidado-com-a-corrente-do-calote/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 19:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/cuidado-com-a-corrente-do-calote/</guid>
		<description><![CDATA[O problema da economia é que tudo está relacionado. Uma crise bancária no mercado financeiro americano acaba influenciando num aperto de crédito no Brasil, que por sua vez deixa as empresas sem acesso a recursos. Como o crédito pára de irrigar a economia, investimentos deixam de ser feitos gerando desemprego. Pessoas sem trabalho acabam atrasando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O problema da economia é que tudo está relacionado.</p>
<p>Uma crise bancária no mercado financeiro americano acaba influenciando num aperto de crédito no Brasil, que por sua vez deixa as empresas sem acesso a recursos.</p>
<p>Como o crédito pára de irrigar a economia, investimentos deixam de ser feitos gerando desemprego. Pessoas sem trabalho acabam atrasando o pagamento de seus compromissos e por aí vai.</p>
<p>É exatamente o avanço da inadimplência do consumidor começa a provocar um efeito cascata na economia nacional e já chega às grandes empresas. Se, até o momento, eram as empresas pequenas e médias que vinham apresentando maiores dificuldades para honrar seus pagamentos, agora as grandes também começam a enfrentar esse problema e estão tendo de fazer uma verdadeira &#8220;ginástica financeira&#8221;. A alternativa adotada tem sido negociar prazos, cortar funcionários e investimentos ou eleger contas prioritárias para pagamento &#8211; o que tem elevado as estatísticas de inadimplência entre empresas. Só em fevereiro, a alta foi de 20,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados da empresa de análise de crédito Serasa Experian.</p>
<p>Quando não há acordo, a dívida entre as empresas acaba parando na Justiça. No primeiro bimestre, o volume de títulos protestados (apenas de pessoas jurídicas) subiu 40% em relação a 2008, segundo dados da empresa de solução para gestão de risco Equifax. O volume de cheques devolvidos subiu 23%. Um dos efeitos disso foi o aumento de 25,16% no número de falências no Brasil.</p>
<p>No caso dos consumidores, os compromissos com cartões de crédito concentravam 37,1% dos problemas com inadimplência no trimestre, também maior do que os 31,4% de participação apurados um ano antes. A dívida média no período foi de R$ 386,86 – valor 13,3% menor do que o verificado no primeiro trimestre do ano passado.</p>
<p>Em relação aos cheques sem fundo, a fatia caiu de 23,4% para 17,6% de janeiro a março deste ano, com dívida média de R$ 828,70, uma alta de 31,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.</p>
<p>O Jornal O Estado de São Paulo traz um exemplo muito interessante sobre como a inadimplência se propaga:</p>
<p>&#8220;No setor têxtil, essa &#8220;corrente do calote&#8221; já é perceptível. Pequenos varejistas ou sacoleiros com dificuldades em receber de seus clientes pessoas físicas pedem mais prazo a fornecedores &#8211; como os fabricantes de roupas -, que, por sua vez, têm de renegociar suas dívidas com seus próprios fornecedores, as grandes tecelagens.</p>
<p>&#8220;Essa situação tem sido muito ruim para a indústria&#8221;, diz o empresário Eliezer Turco, sócio da Bordados Sulamita, empresa instalada há 30 anos em Ibitinga, no interior de São Paulo. Conhecida como a &#8220;capital nacional do bordado&#8221;, a cidade convive com representantes comerciais de redes de varejo e também com os sacoleiros, que invadem as ruas do município em busca de novidades no mercado de enxovais.</p>
<p>Na Bordados Sulamita, a devolução de cheques &#8211; de pessoa jurídica ou dos sacoleiros &#8211; dobrou em relação ao ano passado. Isso sem contar o aumento do número de clientes que pedem a prorrogação dos prazos de pagamento, para até 120 dias. &#8220;Não tenho alternativa. Se não estender um pouco o prazo, não recebo nada&#8221;, diz Turco, destacando que tudo depende do cliente que faz o pedido.</p>
<p>Com o caixa debilitado e sem crédito, a saída da Sulamita foi adotar a mesma estratégia dos clientes: pedir a extensão dos prazos das dívidas com as indústrias de tecelagem. &#8220;Não temos margem para fazer milagres&#8221;, destaca Turco, explicando que a empresa foi obrigada a demitir 15% do quadro de funcionários por causa da crise.</p>
<p>Na outra ponta da corrente, no caso da indústria têxtil, estão as grandes tecelagens, que veem aumentar o pedido de renegociações de dívidas. Na Teka, por exemplo, os pedidos de aumento de prazos não partem apenas dos clientes nacionais, mas também dos estrangeiros. A empresa, porém, tem sido resistente, diz o diretor de relações com investidores da companhia, Marcelo Stewers. &#8220;Na compra, eles já pedem descontos entre 15% e 25%. Em alguns casos, a gente cede. Em outros, a gente não vende.&#8221;"</p>
<p>Os números negativos pegaram os empresários no contrapé. Muitos tinham acabado de fazer investimentos pesados para atender a uma demanda cada vez maior. De repente, passaram a conviver com escassez de crédito, queda na receita e inadimplência. Tal situação dificultou o planejamento das empresas,  implicando no aumento dos prazos de pagamento dos clientes para evitar a inadimplência. Contudo essa gestão de curto prazo posterga investimentos e dificulta a criação de estratégias para exatamente enfrentar a crise.</p>
<p>A escalada da inadimplência em função de seu &#8220;efeito corrente&#8221; impactando no caixa das empresas, dificultando sua tomada de decisão, gerando desemprego e por consequência mais inadimplência.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Jornal O Estado de São Paulo de 13 de abril de 2009<br />
Jornal do Brasil de 14 de abril de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/cuidado-com-a-corrente-do-calote/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Daslu: sonegação ainda é crime no Brasil</title>
		<link>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/daslu-sonegacao-ainda-e-crime-no-brasil/</link>
		<comments>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/daslu-sonegacao-ainda-e-crime-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 19:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexsandro Rebello Bonatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/daslu-sonegacao-ainda-e-crime-no-brasil/</guid>
		<description><![CDATA[O Brasil é o país dos debates. Aqui dabate-se de tudo, qual é a melhor cerveja, quem é o melhor atacante da seleção, qual deve ser a nova taxa Selic, Maya deve ficar com Raj ou Bahuan, enfim de tudo. Nas últimas semanas de março um novo debate tomou conta do país: A sentença de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é o país dos debates.</p>
<p>Aqui dabate-se de tudo, qual é a melhor cerveja, quem é o melhor atacante da seleção, qual deve ser a nova taxa Selic, Maya deve ficar com Raj ou Bahuan, enfim de tudo.</p>
<p>Nas últimas semanas de março um novo debate tomou conta do país: A sentença de 94 anos de cadeia para a &#8220;empresária&#8221; Eliana Tranchesi foram justiça ou exagero?</p>
<p>Em primeiro lugar vamos aos fatos.</p>
<p>Segundo a sentença da juíza federal Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara Criminal de Guarulhos, os 94 anos e meio são por importação fraudulenta, tentativa de importação fraudulenta, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Junto com a &#8220;empresária&#8221;, foram condenados seu irmão, ex-diretor financeiro da Daslu, e outros cinco empresários, cujas companhias serviriam de intermediárias para as compras subfaturadas no Exterior.</p>
<p>Em 13 de julho de 2005, quando Eliana foi presa na chamada Operação Narciso da Polícia Federal, o Ministério Público apresentou a investigação como contraponto à impunidade que privilegiaria a elite nacional.<br />
Em 2005, quando a Operação Narciso revelou que produtos vendidos na Daslu tinham o preço subfaturado para reduzir a incidência do imposto de importação, Eliana estava tão convencida de que provaria sua inocência que recusou o conselho do advogado Antônio Mariz de Oliveira de pagar a diferença à Receita Federal para tentar abreviar o caso. Para ela, isso seria reconhecer um crime que ela não cometera e, por isso, acabou mudando de advogado. Segundo a Polícia Federal, alguns vestidos eram declarados por R$ 30 e, depois de importados pelas tradings cujos donos também foram condenados, vendidos por R$ 5 mil na Daslu.</p>
<p>A sentença tem 478 páginas e detalha o funcionamento do esquema criminoso montado pela empresária, por seu irmão e outros cinco homens de confiança, que atuavam nas importadoras usadas pela Daslu para trazer produtos subfaturados do exterior. Segundo a juíza, os crimes repetiam sempre o mesmo padrão. Eliana escolhia as peças de grifes internacionais que queria comprar. Seu irmão era o responsável por selecionar as empresas de fachada que usaria para trazer os produtos para o Brasil, sem declarar que estavam destinados à Daslu. As importadoras escolhidas tinham em seu comando pessoas ligadas à loja. Rodrigo Nardy Figueiredo, dono da Todos os Santos, por exemplo, é filho de uma assessora de Eliana. Já a Multimport, em nome de Celso de Lima, ex-contador da Daslu, tinha 96% do seu faturamento vinculado à loja e sempre registrava prejuízo. As grifes internacionais emitiam, no momento da exportação, uma nota fiscal verdadeira, em nome da Daslu ou da importadora. No Brasil, essa fatura era substituída por outra, falsificada, em nome da importadora e com um valor muito menor que o de mercado. O documento falso era, então, apresentado na alfândega do Aeroporto de Cumbica para que, sobre ele, fossem calculados impostos de importação mais baixos. Dessa forma, uma calça da grife Marc Jacobs comprada por 150 dólares era declarada às autoridades brasileiras como se tivesse custado apenas 20 dólares. Esse procedimento rendeu aos sete envolvidos condenações pelos crimes de formação de quadrilha, descaminho (importação fraudulenta de produto lícito) e falsidade ideológica (por fazer constar nas faturas que a compradora das mercadorias era a importadora e não a butique). </p>
<p>A juíza diz que os crimes são de extrema gravidade. &#8220;Eles associaram-se de forma constante, perene, articulada com sofisticada hierarquia estrutural para a prática de um esquema criminoso e bilionário, com divisão clara de atribuições no âmbito da organização criminosa, cujo objetivo era viabilizar um sistema fraudulento de importações&#8221;, escreveu Maria Isabel.</p>
<p>Seu principal argumento para a decretação da prisão é que o esquema teria sido mantido mesmo depois da Operação Narciso. A única diferença é que, em vez de a carga chegar pelo aeroporto de Guarulhos, desembarcava no porto de Itajaí, em Santa Catarina. O fato levou o irmão de Eliana, Antônio Piva de Albuquerque, de volta à cadeia por alguns dias em 2006. Para a juíza Maria Isabel, a conduta de Eliana e do irmão foi &#8220;intolerante e inescrupulosa&#8221;. A participação da empresária nessa segunda ação é contestada pela advogada Joyce.</p>
<p>A Daslu deve 400 milhões de reais ao Fisco estadual e 236 milhões ao federal. A maior parte desses valores refere-se a multas e juros. O total efetivamente sonegado pela empresa foi de 112,5 milhões de reais, mais de três vezes a quantia que Al Capone deixou de pagar ao Fisco americano. O mafioso intimidou, mutilou e assassinou. Mas foi com a sonegação que os investigadores conseguiram colocá-lo atrás das grades. No Brasil ocorre o contrário. É muito difícil punir quem burla impostos. A lei brasileira prevê uma pena de dois a cinco anos de prisão para a sonegação fiscal. O crime só é comprovado depois de um processo administrativo na Receita, que leva cerca de cinco anos para terminar. Se, no final, o criminoso pagar ou parcelar a dívida, fica limpo no fisco e se livra da ação penal. E, quanto mais conseguir protelar o processo, maior a chance de ser anistiado. Por isso, a estratégia usada pelo Ministério Público para conseguir a punição dos sonegadores tem sido a de processá-los pelos métodos usados para enganar o Leão. Eliana e os outros seis réus do caso Daslu, por exemplo, não foram condenados pela sonegação em si – ainda. Eles foram sentenciados por formar quadrilha, falsificar documentos e importar mercadorias de forma fraudulenta.  </p>
<p>Como ninguém gosta de pagar imposto, em qualquer país sério a punição a quem sonega deve ser rigorosa.</p>
<p>Mas há também a questão do exemplo ou seja, sinalizar à sociedade que perante a lei todos são iguais e que todos devem pagar seus impostos, não importando se você é o dono da quitanda da esquina ou dono da Daslu.</p>
<p>O piloto paulista de Fórmula Indy Helio Castroneves, por exemplo, corre o risco de pegar 35 anos de cana nos Estados Unidos. Ele é acusado de sonegar 5 milhões de dólares. Os promotores americanos são especialmente rígidos com celebridades, para dar o exemplo a outros sonegadores – e o efeito pedagógico costuma ser imediato. </p>
<p>No Rio Grande do Sul, por exemplo, a arrecadação de tributos federais aumentou 8% depois da prisão do empresário Ademar Kehrwald, em 1998, que sonegou 36,4 milhões de reais. Os empresários honestos agradecem. Eles pagam tributos exorbitantes também para compensar a sonegação e ainda sofrem com a concorrência desleal dos desonestos. </p>
<p>No caso da Daslu, a Justiça verificou que esse comportamento desleal era sistemático. A repetição do crime levou à multiplicação da pena. </p>
<p>De fato, a pena de quase um século de prisão, apesar de inusitada, não é absurda na matemática jurídica. Como os crimes foram cometidos ao longo de anos, a juíza considerou cada um deles independente e, portanto, merecedor de uma pena individual. Os sete anos por descaminho, por exemplo, foram multiplicados por seis, o número de delitos desse tipo constatado pela investigação. Uma agravante foi que, mesmo após terem sido processados, em 2005, os donos da Daslu continuaram com a fraude. A Receita Federal de Santa Catarina descobriu em janeiro do ano seguinte que a butique cometeu o mesmo crime de importação fraudulenta no Aeroporto de Navegantes, deixando de pagar 330 000 reais em impostos. O esquema da Daslu tinha um único objetivo: não recolher tributos. Os processos administrativos pela sonegação ainda estão em andamento nas Receitas Federal e Estadual, mas já foi constatado um prejuízo de mais de 600 milhões de reais ao Erário. O procurador Magnani diz que o valor pode chegar a 1 bilhão de reais. Terminada a investigação, o Ministério Público pode denunciar os envolvidos por mais um crime: o de sonegação fiscal. Ou seja, a pena final pode ser ainda maior. A condenação refere-se apenas aos métodos usados pelos réus para sonegar. </p>
<p>A advogada Joyce deverá contestar, no Tribunal Regional Federal (TRF), a maneira de calcular a duração e de estipular o regime da pena. Caso perca também o recurso no TRF, ela ainda poderá apelar ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Até o último julgamento no STF, o processo pode levar dez anos para ser concluído – e, mesmo que a punição de mais de 94 anos seja mantida, depois de dezesseis anos cumpridos em regime fechado (um sexto da pena), Eliana seria beneficiada com a progressão da pena para o regime semiaberto. Em geral, no entanto, as instâncias superiores costumam diminuir bastante as punições estabelecidas pelos juízes de primeiro grau e até anulá-las. Se o julgamento dos sócios da Daslu seguir essa lógica, o que num primeiro momento parecia um exagero poderá ficar com cara de impunidade. </p>
<p>E Eliana não teria nem mesmo um momento Martha Stewart: dona de uma marca bilionária de produtos para casa, apresentadora de um celebrado programa de TV, a americana foi presa em 2004 por obstrução da Justiça num processo que apurava o uso de informação privilegiada na negociação de ações de uma empresa de biotecnologia cujo dono era seu amigo. Passou cinco meses na cadeia e saiu com tornozeleira de controle, que usou durante meses. </p>
<p>O interessante disso tudo é que o brasileiro está acostumado a reclamar da impunidade. Mas quando alguém é punido ele passa a reclamar do rigor da punição.</p>
<p>Vá entender&#8230;.</p>
<p>Bibliografia:<br />
Revista Isto É, edição 2.055 de 01 de abril de 2009<br />
Revista Veja, edição 2.106 de 01 de abril de 2009<br />
Revista Veja, edição 2.107 de 08 de abril de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/daslu-sonegacao-ainda-e-crime-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
