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	<title>Gerenciamento Econômico.com.br &#187; simba</title>
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	<description>Publique seus artigos sobre Gerenciamento e Economia</description>
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		<title>Globalização e Meio-Ambiente</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 02:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>simba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[ecologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Atualmente ambientalistas e economistas debatem qual seria a melhor maneira de equilibrar desenvolvimento com proteção ambiental. Organizações não governamentais responsabilizam as instituições internacionais como o FMI, o Banco mundial e a OMC por incentivarem países emergentes a adotarem políticas macroeconômicas recessivas forçando os governos a intensificarem suas exportações agrícolas fomentando o uso de sementes transgênicas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyTextIndent" style="0in 0in 0pt;"><span><span style="Times New Roman;">Atualmente ambientalistas e economistas debatem qual seria a melhor maneira de equilibrar desenvolvimento com proteção ambiental. Organizações não governamentais responsabilizam as instituições internacionais como o FMI, o Banco mundial e a OMC por incentivarem países emergentes a adotarem políticas macroeconômicas recessivas forçando os governos a intensificarem suas exportações agrícolas fomentando o uso de sementes transgênicas, forçando estas nações a expandir suas fronteiras agrícolas florestas adentro.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="0in 0in 0pt;"><span><span style="Times New Roman;">Carlos Walter Porto-Gonçalves (p.82:84) afirma que o impacto ambiental causado pela concentração urbana, promovida pelo desenvolvimento acelerado dos últimos anos pode ser medido pela pegada ecológica</span><a name="_ftnref1" href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="footnote;"><span style="Times New Roman;">[1]</span></span></span></a><span style="Times New Roman;"> que quantifica a degradação dos ecossistemas em relação à concentração populacional de uma determinada região. O autor afirma que uma cidade típica da América do Norte de 300.000km<sup>2</sup>, com uma população de 650 mil habitantes, necessitaria de 30.000 km<sup>2</sup> de terras para suprir suas necessidades internas sem considerar a demanda ambiental da industria. Enquanto uma cidade indiana do mesmo porte e nas mesmas condições consumiria 2.900 km<sup>2</sup> de terras. Colocando esses números de uma outra forma, o impacto de um americano médio sobre o meio-ambiente &#8211; que tem um consumo per capita de 12 hectares de ecossistema &#8211; corresponde ao impacto de cerca de dez africanos ou asiáticos que apresentam um consumo per capita de 1,5 e 1,8 hectares, respectivamente.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="0in 0in 0pt;"><span><span style="Times New Roman;">Assim ganha força e simpatizantes a idéia de ambientalistas e ONGs sobre a taxação sobre a poluição emitidas pelos países, em especial os países ricos. O tratado de Kioto sobre o aquecimento global surgiu como uma vitória dos ambientalistas ao estipular um comércio de licenças de emissões de dióxido de carbono em que os países teriam uma cota de redução de emissões de poluentes a atingir. Caso não atinjam esta cota eles podem comprar as cotas reduzidas de outros países (países emergentes como o Brasil). Contudo, muitos também acham que este tipo de comércio seria uma forma de manter os países ricos poluindo às custas do desenvolvimento dos países pobres. Para uns seria imoral comprar o direito de poluir, pois o que se espera é que todos compartilhem tais objetivos.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="0in 0in 0pt;"><span><span style="Times New Roman;">Observa-se nesta discussão entre ambientalistas e economistas que, segundo Bhagwati,(p154), os ambientalistas priorizam o meio ambiente em relação à renda, e os “neoliberais” fazem o oposto. Dessa forma os ambientalistas que são antiglobalização e conseqüentemente contra o livre comércio acabam criando um mercado mundial ausente. Porém para aqueles que apóiam a integração econômica, um comércio eficiente é um comércio sem regulamentações. Portanto, um comércio sem taxas ou impostos. </span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="0in 0in 0pt;"><span><span style="Times New Roman;">Mas antes que se discuta a introdução de taxas sobre a degradação ambiental oriunda do desenvolvimento econômico, há de se questionar o valor que cada sociedade atribui ao seu meio ambiente de forma racional e soberana, mas também levando em conta o impacto do desenvolvimento nacional no planeta. Atualmente a pressão que governos, instituições internacionais e ONGs internacionais e nacionais exercem sobre os países, sobretudo os emergentes, é muito forte e decisiva na decisão de qual política desenvolvimentista as nações adotam. G.E. do Nascimento e Silva e Hildebrando Accioly</span><a name="_ftnref2" href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="footnote;"><span style="Times New Roman;">[2]</span></span></span></a><span style="Times New Roman;">, ambos embaixadores e autores de livros de Direito Internacional, sustentam essa tendência dizendo que “<em>a partir de agora todo provincianismo cultural está sendo atropelado pela marcha da história, forçando-nos a pensar em termos internacionais, ante a possibilidade essencial dos direitos nacionais satisfazerem as necessidades intrinsecamente internacionais, a pensar em termos universais e a forjar parâmetros legais universais</em>”. Bhagwati pondera que há extremos na valorização do meio ambiente em que o impacto de determinada atividade econômica é avaliado diferentemente por cada nação. Há atividades que podem trazer um grande ganho econômico causando pouco dano ambiental ou vice-versa e cabe a estas sociedades decidirem se estão dispostas a arcar com as conseqüências econômicas e ambientas resultantes de tais atividades. Para o autor, porém, em casos de impactos graves e irreparáveis para o meio ambiente global faz-se necessário a adoção de taxas sobre a poluição causada por certas atividades assim como o seu monitoramento por órgãos internacionais competentes. Fica evidente que o debate entre ambientalistas e economistas está centrado na relação existente entre desenvolvimento econômico e agressão ao meio ambiente.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="0in 0in 0pt;"><span><span style="Times New Roman;">Em paralelo ao trabalho de Simon Kuznets para a desigualdade de renda e as rendas</span><a name="_ftnref3" href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-admin/#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span style="footnote;"><span style="Times New Roman;">[3]</span></span></span></a><span style="Times New Roman;">, foi elaborado um trabalho semelhante, conhecido como a curva ambiental de Kuznets. Ao colocar o nível de poluição ou degradação ambiental no eixo vertical e os níveis de desenvolvimento econômico no eixo horizontal observa-se também uma curva no formato de um U invertido que também mostra que as nações no começo dos processos de desenvolvimento apresentam altos índices de degradação ambiental chegando a um ápice e a partir de um nível satisfatório de desenvolvimento o impacto deste vai sendo amenizado com o aumento nos níveis de desenvolvimento econômico. Essa trajetória é explicada pelo fato de os países, ao se desenvolverem, passarem por etapas intensivas de exploração dos recursos naturais, como a agricultura e extração mineral, seguida de um desenvolvimento industrial e, por fim, chegando ao estágio da prestação de serviços em que o desenvolvimento tecnológico e científico atinge altos níveis de racionalização de recursos. De toda forma essa análise da curva ambiental de Kunznets pode gerar argumentos tanto para ambientalistas como para antiambientalistas.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="0in 0in 0pt;"><span><span style="Times New Roman;">Economistas mais radicais podem ponderar que uma força natural do desenvolvimento econômico amenizaria os danos ambientais do planeta na medida em que os países fossem se desenvolvendo, apoiados em políticas de livre comércio, por exemplo. Assim como ambientalistas extremistas podem afirmar que o atual modelo de crescimento econômico, apoiado no livre comércio, tem um custo inicial de degradação ambiental que pode ser irreparável.</span></span></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="0in 0in 0pt;"><span><span style="Times New Roman;">Há muito tempo debate-se o impacto do livre comércio sobre o meio ambiente, mas até o momento não há consenso, pois há evidências que apóiam as teses tanto do benefício econômico quanto do impacto ambiental. Hoje em dia não é novidade reconhecer que em muitos países pobres, graças à liberalização do comércio, a utilização de fertilizantes ao invés de pesticidas aumentou suas receitas, prosperidade e qualidade ambiental. Da mesma forma, uma eventual cota protecionista de importação de automóveis poderia levar um fabricante a desejar exportar um volume maior de carros maiores dentro de uma determinada cota, que consomem mais combustível e poluem mais, devido a sua margem de lucro bem maior em relação a carros menores, mais econômicos e menos poluentes, com margens de lucros bem reduzidas, afetando a economia e aumentando a degradação do meio ambiente. </span></span></p>
<p><span style="AR-SA;">Assim, o debate atual sobre o impacto da globalização no meio ambiente global gira em torna das preocupações dos governos e sociedade civil em como se ajustarem à atual integração econômica mundial que, conseqüentemente, requer mudanças nas leis internas dos países para que estas estejam de acordo com o Direito Internacional. Também há um debate sobre como a pressão de instituições internacionais afeta a soberania de países como o Brasil, que são acusados, freqüentemente, de não protegerem o meio ambiente e de como esta pressão internacional pode afetar suas relações comerciais com o resto do mundo. E, por fim, uma discussão sobre o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico baseados nos critérios de valoração do meio ambiente e receita dos países e em estudos como a curva ambiental de Kuznets.</span><span style="Times New Roman;"> </span></p>
<div style="footnote-list;"><span style="Times New Roman;"></p>
<hr size="1" /></span></div>
<div style="footnote;">
<p class="MsoFootnoteText" style="justify;"><a name="_ftn1" href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span style="footnote;"><span style="Times New Roman;">[1]</span></span></span></span></a><span><span style="Times New Roman;"> De acordo com o autor, “a pegada ecológica estima a pressão humana sobre os ecossistemas mundiais. Segundo o Pnuma (GEO 3,2002:36), é uma unidade de área que corresponde ao numero necessário de hectares de terra biologicamente produtiva para produzir os alimentos e a madeira que a população consome, a infra-estrutura que utiliza, e para absorver o CO2 produzido durante a queima de combustíveis fósseis. Por conseguinte a pegada ecológica leva em conta o impacto que a população produz sobre o meio ambiente . a pegada ecológica depende do tamanho da população, do consumo médio de recursos per capita<span style="yes;">  </span>e da intensidade dos recursos tecnológicos utilizados”.</span></span></p>
</div>
<div style="footnote;">
<p class="MsoFootnoteText" style="justify;"><a name="_ftn2" href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span style="footnote;"><span style="Times New Roman;">[2]</span></span></span></span></a><span><span style="Times New Roman;"> G.E. do Nascimento e Silva e Hildebrando Accioly, Manual de Direito Internacional Público, São Paulo, Editora Sarauva 2002,<span style="yes;">  </span>p 16. </span></span></p>
</div>
<div style="footnote;">
<p class="MsoFootnoteText" style="justify;"><a name="_ftn3" href="http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/wpress/wp-admin/#_ftnref3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span style="footnote;"><span style="Times New Roman;">[3]</span></span></span></span></a><span><span style="Times New Roman;"> Quando colocados os níveis de desigualdade de renda no eixo vertical e a renda no eixo horizontal, observou se que a curva obteve o formato de U invertido mostrando que o nível de desigualdade chegaria a um pico e depois cairia com o incremento da renda dos indivíduos, ou seja, através do crescimento econômico.</span></span></p>
</div>
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		<title>BSC É Bom Porque Todos Usam ou Todos Usam Porque Ele É Bom?</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 00:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>simba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ferramentas de Gerenciamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao entramos em uma loja de componentes de informática, o vendedor sempre tenta nos convencer de que aquele Pentium 4 com gravador de DVD e placa de vídeo de 64 bits é o que há de mais moderno e que a gente não pode ficar para trás, pois é o que todos estão comprando. Contudo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyTextIndent"><span><span style="Times New Roman;">Ao entramos em uma loja de componentes de informática, o vendedor sempre tenta nos convencer de que aquele Pentium 4 com gravador de DVD e placa de vídeo de 64 bits é o que há de mais moderno e que a gente não pode ficar para trás, pois é o que todos estão comprando. Contudo, não nos damos conta de que não usaremos nem 30% do que a máquina tem a oferecer. Para quê tanta memória e recurso se tudo que fazemos são alguns trabalhos esporádicos no Word, Excel e Internet, visto que hoje em dia nos falta tempo até para ler e-mails? É nessa mesma linha de compulsão consumista que nossas empresas se comportam ao adotarem seus sistemas de gestão empresarial.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span style="Times New Roman;">Quando surgiu na década passada, o <em>Balanced Scorecard</em>, sistema de avaliação de desempenho que considera indicadores não financeiros, desenvolvido por Robert S. Kaplan e David P. Norton, todos pensavam ter a solução para todos os problemas de suas empresas. Além de ter por trás o prestígio de ter sido desenvolvido por pesquisadores da Harvard Business School, o BSC foi testado e aprovado pelos seus criadores com incríveis resultados em doze grandes empresas, transformando-se na coqueluche empresarial da última década. E como não poderia deixar de ser, o BSC chegou ao Brasil com a mesma força com que em outros países do mundo. Porém a idéia de que estabelecer missões, estratégias, objetivos, indicadores, metas e iniciativas eram tarefas de fácil implantação e execução ficou somente no imaginário dos empresários e CEO’s tupiniquins.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span style="Times New Roman;">Para que o BSC traga o mesmo bom desempenho das empresas testadas por Kaplan e Norton, é necessário saber se a empresa tem essa necessidade. Vamos implantá-lo por que precisamos ou o implantaremos por que o concorrente já o fez? Respondida essa intrigante pergunta é de extrema importância um comprometimento desde os presidentes até os funcionários da portaria das empresas. Não basta estipular metas e indicadores e esperar que os funcionários busquem os resultados. Eles têm de se sentir motivados. Todos têm de comprar a idéia e vestir a camisa desse tal de <em>Balanced Scorecard</em> para que nossas empresas saibam realmente aonde querem chegar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span style="Times New Roman;">Não há dúvida de que o <em>Balanced Scorecard </em>oferece uma variedade de benefícios incontestáveis para as empresas, assim como outros sistemas de gestão empresarial, mas há de se pesar os prós e os contras antes de adotá-los. Afinal pra quê vou comprar um Pentium 4 se o Pentium 1 que tenho em casa resolve todos os meus problemas?</span></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><em><span><span style="small;"><span style="Times New Roman;">Robson Coêlho Cardoch Valdez</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span><span style="small;"><span style="Times New Roman;">Especialista em Economia Empresarial &#8211; UFRGS.</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal"><em><span><a href="mailto:robsonvaldez@hotmail.com"><span style="Times New Roman;">robsonvaldez@hotmail.com</span></a><span style="Times New Roman;"> </span></span></em></p>
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