O ladrão de carne (parte I)

Nesta semana, correu o Brasil a história de um senhor, desempregado, que fora preso ao roubar carne para alimentar seus filhos. Os policiais que o detiveram, dotados de compaixão pelo humilhado homem, adquiriram cestas básicas e, em questão de dias, pela repercussão do caso na mídia, o senhor já podia ser chamado novamente de eletricista pelas ações de um empresário tocado pela história.

vítimas da pobreza

 

Esta história possui todos os elementos para que torne alvo de uma explosão midiática. Há um desempregado,  sem recursos, que se apresenta vitimado pela economia. Há os opressores do Estado que levaram o pobre homem preso. Há a reviravolta da história, em que os próprios opressores criam compaixão pelo oprimido e resolvem ajudar-lhe. E há o final feliz que nos faz tão bem.

Por isso, analistas de todas as sortes lançam-se a tirar conclusões das mais variadas. Os que acreditam no Estado como possível solução de problemas de desigualdade, lançam-se a propor aumento de programas sociais. A argumentação é aparentemente sólida: Se este pai de família tivesse acesso a uma renda suplementar, se ele tivesse um rendimento que lhe garantisse o sustento,  ele não seria obrigado a fazer o que fez. E sempre há quem pudesse ter pago, alguém de quem pudéssemos tirar os míseros reais necessários para alimentar os filhos do eletricista. Há sempre um rico lucrando muito, e que pode repartir estes ganhos com pessoas necessitadas, sustentam de modo geral. E se não o fazem espontaneamente, por doações, forçaremos a que isso seja feito por impostos sobre a riqueza.

Ao mesmo tempo, alguns defensores do livre mercado atacam com veemência  o personagem principal. Ele não poderia ter roubado, quem rouba é ladrão, e ladrão deve ir preso são algumas das frases que li durante a semana. Existe até quem pense que o desfecho – que o desempregado tenha conseguido um emprego – seja injusta pelo fato dele ter lucrado da mídia gerada pelo crime que cometeu. A lógica é impecável: um roubo é um ataque à propriedade privada, um direito fundamental que deve ser resguardado para que a economia funcione. Afinal, só a economia forte pode gerar renda suficiente para financiar o desenvolvimento, a alimentação, a saúde de todos. Se deixamos de defender o direito à propriedade privada, rapidamente caímos em uma situação de instabilidade cujo principal efeito seria um aumento no desemprego, desabastecimento e pobreza ainda maior. Argumentam que a questão dos seus atos mostrar a natureza de seu caráter, e que este tipo de ação só poderia ser tomada em um regime de exceção, talvez em um estado de guerra civil.

Eu tenho certeza absoluta que faria o mesmo em nome de meus filhos se confrontado com as únicas opções de roubar ou vê-los passar fome. Eu não hesitaria nem por um segundo. Por mais que tenha convicção que roubar é errado, o direito à vida, e principalmente, à vida de meus filhos é mais forte que qualquer direito de outros. Eu defenderia a vida deles à vida de outros sem a mínima dúvida, então quem dirá compará-las com o direito secundário de propriedade privada em nome de uma economia e sociedade estável.

É então o momento de não analisarmos a história apenas do ponto de vista macro, mas do ponto de vista psicológico também. A diferença entre a situação de impotência diante da absoluta crise financeira de uma família assemelha-se em muitos aspectos à uma situação de grave crise conjuntural ou guerra civil.  O que me importa se sou apenas eu ou todos que não conseguem alimentar seus filhos? Se eu não conseguir pôr comida em minha mesa, o desespero é real e imediato, e não uma situação hipotética agregada a ser analisada no Jornal Nacional.

 Perde o liberal que não consegue ter a empatia pelo desespero alheio, perde a razão quando falha em perceber o problema real, aqui e agora.  Perdem todos quando falham em ver as consequências reais de curto, médio e longo prazo, psicológicas, sociais e econômicas das ações que propõem.

Na segunda parte do texto iremos iniciar a entender em mais detalhes essas consequências e propor ações que possam funcionar tanto na teoria quanto na prática. Enquanto o texto não está pronto, deixe seu comentário.

Os dez mandamentos da Gestão de projetos – primeira parte

Através do site http://portalgestao.blogspot.com/2009/12/os-10-mandamentos-do-gerenciamento-de.html tomei conhecimento dos dez mandamentos escritos por James M. Kerr na Computerword. Tomei a liberdade de reinterpretá-los aqui, subvertendo os mandamentos conforme minha visão.

I  – Estreitarás teus escopos. Nada é pior do que um projeto interminável. Ele pode sugar todos os recursos e esgotar até mesmo a equipe mais motivada. Para manter os projetos firmes e orientados, concentre seus maiores esforços em projetos menores, que tenham entregas (”deliverables“) alcançáveis e que possam cumprir seus prazos. A longo prazo, uma série de vitórias pequenas tem mais impacto sobre a organização do que uma gigantesca orquestra sinfônica que nunca chega a tocar.

Primeiro Mandamento Reescrito: Terás velocidade na entrega de valor.  Nada é pior que um projeto que não entrega valor aos stakeholders, em especial aos patrocinadores. Valor entregue antes é benefício. Custos adiados, são benefícios também. Se for preciso dividir o projeto em entregas menores e mais rápidas, é importantante fazê-lo, mesmo que isto signifique dividir em pequenos projetos.

II – Não tolerarás equipes inchadas. Uma boa maneira de começar com o pé direito é garantir que a equipe do projeto terá o tamanho certo. Equipes maiores são mais difíceis de motivar e administrar, e as personalidades podem ficar no meio do caminho, atrapalhando o trabalho. Não existe um tamanho ideal para a equipe, mas uma boa regra empírica é ter uma pessoa para cada papel e um papel para cada pessoa. Se alguns integrantes tiverem que desempenhar mais de um papel, tudo bem – se você for errar o dimensionamento, erre a favor de uma equipe menor.

Segundo Mandamento Reescrito: Não tolerarás equipes ineficazes ou ineficientes. Ineficiente é não fazer bem feito e Ineficaz é não fazer o que precisa ser feito, dizia um texto que li. Concordo com a tese de que é muito mais complexo garantir que uma equipe seja eficiente e eficaz se ela for menor. Mas não é isto que conta em um projeto. Se uma equipe maior for mais eficiente ou mais eficaz, o seu tamanho não importará. Preferiremos sempre equipes menores – tanto porque são mais fáceis de gerenciar, quanto porque o risco de desperdício de recursos humanos é menor quando há escassez de pessoas, mas este está longe de ser o fator mais importante no dimensionamento de equipes.

III – Exigirás dedicação de todas as áreas envolvidas. Se a área de TI aceitar um prazo apertado, mas parte dos documentos de projeto precisar ser aprovado pelas demais áreas da organização, e elas não estiverem comprometidas da mesma forma, o projeto acaba virando uma gincana. Se as áreas de negócio aceitam um prazo apertado, mas dependem de um aplicativo a ser desenvolvido pela área de TI, que não está comprometida da mesma forma, o projeto também acaba virando uma gincana. O gerente de projeto deve se posicionar de forma a que todas as áreas diretamente envolvidas no sucesso do projeto estejam comprometidas, e disponíveis na medida da necessidade, desde o princípio.

Terceiro mandamento reescrito: III – Saberás qual a dedicação exigir ao seu projeto – Nada pode ser mais improdutivo que quando um projeto sem prioridade ou sem relevância atravessa na frente de ações claramente estratégicas porque um gerente de projetos mal direcionado que acredita que seus projetos são mais importantes que quaisquer outros da organização.  É uma característica natural do gerente de projetos fazer com que suas tarefas sejam cumpridas dentro do prazo acordado – mas exigir dedicação (leia-se prioridade) todo o tempo e de todas as áreas é inviável. O gerente de projetos deve sim precaver-se de todas as formas para que as equipes cumpram com o planejado, mas a exigência de disponibilidade nem sempre será salutarmente atrelada à medida de necessidade. Como tudo na vida, há um equilíbrio. E é importante ter em mente que as empresas devem fazer as coisas mais importantes antes – e isto pode não ser o seu projeto.

IV – Estabelecerás um comitê para analisar o andamento. O comitê de acompanhamento, qualquer que seja seu título oficial, é o corpo diretivo do projeto. Ao mesmo tempo em que lida com questões relacionadas às políticas e estratégias da empresa, ele pode e deve remover as lombadas e obstáculos do caminho do projeto. Um arranjo típico envolve reuniões quinzenais das áreas de gerência intermediária envolvidas no projeto, para analisar seu andamento e verificar como se envolver das formas descritas acima.

Quarto mandamento reescrito: Manterá o controle do andamento e a comunicação clara. Comitês são soluções muito interessantes em grande parte dos projetos. Via-de-regra são reuniões periódicas, cujos integrantes se sentem prestigiados de participar e, por massegear seus egos,  raramente faltarão às reuniões.  Mas não é o fim em si formar comitês. Aliás, esta é uma característica que condena muitos gerentes de projetos à serem vistos como meros organizadores de reunião. O objetivo é manter uma comunicação forte e alinhada, além do foco no mínimo periódico no projeto por parte da diretoria. Se isto for conseguido por outros meios – com técnicas diversas que variam desde relatórios à reuniões privadas com os gestores, passando por telefonemas e perseguições de corredor, tudo bem. O que interessa é ser eficaz e eficiente no alinhamento estratégico, comunicação e monitoramento dos avanços.

V – Não consumirás tua equipe. O ‘burnout’, ou esgotamento físico e mental dos membros da equipe, causado pelo stress e esforço das atividades, não é incomum. Fique atento às necessidades das pessoas e evite este efeito que reduz a efetividade da equipe – não planeje de forma que o envolvimento das pessoas vá exigir sacrifícios incomuns e continuados. Em particular, evite o efeito do envolvimento serial: o popular efeito “sempre os mesmos” – pessoas que se destacam por resolver bem os problemas que recebem, e assim acabam sendo envolvidos em mais projetos do que seria racional, gerando stress para elas, e disputa de recursos para os projetos.

Quinto mandamento reescrito: V – Não exaurirá teus recursos. A equipe é o recurso mais precioso do projeto. Esgotá-la física e mentalmente pode não ser apenas pouco produtivo, mas também pode colocar vidas em risco. Mas isto também é verdade em muitas outras situações – desde equipamentos sem manutenção até exigência descabida sobre fornecedores. De maneira geral, também aqui deve permanecer o equilíbrio.

Na próxima semana, comentarei sobre a minha visão dos próximos dez mandamentos. Até lá!

Guilherme Silva, PMP

Provocações econômicas

Eu gosto de provocações. Fui provocado pelo Julio em meu post http://www.gerenciamentoeconomico.com.br/economia/o-mercado-de-trabalho-da-engenharia/ e acredito que deva responder de forma mais genérica e ampla que apenas um comentário naquele post. Também pretendo ampliar um pouco a discussão, trazendo outros temas e explicando de forma um pouco mais profunda os conceitos lá trazidos. O Julio escreveu (sic):

Certo.Mas qual a situaçao dos trabalhadores da India e da China por exemplo ? Ganham bem? Sempre ouvi dizer que os trabalhadores dos Eua e Europa ganham 5 a 10 vezes mais do que os nosssos para desempenharem a mesma funçao .No
Primeiro Mundo as relaçoes trabalhistas sao mais
flexiveis pq a economia é mais dinamica e nao o contrario

Capitalismo é mesmo correr riscos e nao exigir garantias .Mas o fato é que quando uma grande empresa quebra , ela vai correndo pedir ajuda ao
Estado ( todos nós , ligados ou nao a ela ) .Outro fato é que as grandes empresas tb possuem seus sindicatos , associaçoes , federaçoes , etc.

Ao pensar na diferença de remuneração entre países – principalmente em se tratando de países tão diferentes, seria completamente errôneo supor que toda a variação decorre da flexibilização ou rigidez da legislação trabalhista. Pode ser um fator a mais a contribuir ou impedir a valorização profissional, mas nunca será o mais importante.

Nos países comparados, por exemplo, há uma grande diferença entre a produtividade de um trabalhador americano e um chinês. Em uma pesquisa rápida na internet é visto que em 2006, a produtividade média de um trabalhador americano era de US$ 63,8 mil, enquanto a de um trabalhador chinês girava em torno de US$ 12,5 mil.

É preciso sempre lembrar que nenhum trabalhador ganhará mais do que consegue produzir, e isto é tratado naquele artigo original com a frase “a) Não agregar valor à empresa; Pelo menos não agrega o valor que você pensa agregar.”. Infelizmente o trabalhador não tem como escolher o valor que ele pode agregar à empresa, já que esta noção é dependente também do próprio valor da empresa! Vou tentar esclarecer melhor: Suponha um profissional de consultoria, que consegue elevar fantasticamente os índices de produtividade de empresas.

Este super-consultor consegue sempre elevar em 10% o lucro de qualquer empresa (fantástico, certo? mas é só um exemplo). Agora imaginem o efeito deste consultor em uma grande empresa: 10% no lucro de uma empresa grande pode ser muito dinheiro. 10% no lucro de uma empresa pequena não será nada… Ou seja, se o nosso super-homem mora em país rico, com grandes empresas, é bem provável que ele consiga ter uma grande remuneração. Se ele for de um país pobre, onde qualquer empresa é pequena e desestruturada (imagino o Haiti, mesmo antes da tragédia, por exemplo), ele estará condenado a nunca conseguir grande remuneração. E isso independe da sua própria capacidade de apresentar resultados, apenas do ambiente disponível para que ele trabalhe.

Portanto, discutir diferenças entre legislações trabalhistas usando a diferença de remuneração entre Estados Unidos e China ou Brasil como argumento é um grande erro.

Outro assunto trazido nos comentários é a questão da presença do estado na economia – com uma asserção de que os empresários usam o socorro do Estado no caso de crises. Esta é uma questão muito mais séria que o exposto, pois está diretamente ligada às consequências de uma má administração de uma empresa. Quando uma empresa grande encontra-se em estado de recuperação, este realmente deve ser o objetivo de todos os envolvidos – de empresários à família dos empregados, incluindo também os sindicatos envolvidos. É devastador o efeito de muitos empregos perdidos simultaneamente, principalmente se contabilizamos todos que trabalham também indiretamente para aquela cadeia produtiva.

Não vejo problemas maiores se o Estado puder contribuir para a manutenção das operações da grande empresa, incluindo com a injeção de capital se isto fizer sentido, o que jamais excluirá a responsabilização dos sócios e diretores da empresa. Com uma legislação bem pensada, é possível criar mecanismos que permitam a continuidade da operação das empresas, ao mesmo tempo que responsabiliza os empresários e diretores pelos fatos ocorridos, através, por exemplo, de uma possível perda dos direitos sobre a empresa, até o completo ressarcimento ao erário público. O uso de tal mecanismo seria sempre a última opção para qualquer empresário.

Quanto à existência de sindicatos, federações, etc. existem diversas formas de ler a situação. A primeira é que também o sindicato patronal é obrigatório no Brasil, com contribuições compulsórias variáveis de acordo com o capital social da empresa. E que sim, há algumas vantagens para as empresas sindicalizadas.

Há, ainda, um sério problema de incentivos – se você tivesse garantida a sua existência por meio de uma lei, você faria algo efetivo para as empresas? Talvez sim, mas os incentivos não são corretos. Há casos e casos. Há os casos de redes de colaboração, por exemplo, em que diversas empresas se fundem e criam uma grande, com benefícios de escala. Um sindicato competente pode sim ajudar em casos similares, ou ainda em termos de representatividade junto aos políticos.

Fiz a comparação de um sindicato com um cartel – quando é criado, pode trazer grandes vantagens individualmente para as empresa, mas também trará um efeito à sociedade, que não necessariamente será beneficiada. E um cartel geralmente só é mantido se houver força suficiente para que todos os membros cumpram as suas determinações – se não, a empresa que vende abaixo do preço estipulado tende a ter muito mais clientes. Há semelhanças e diferenças.

Outra semelhança desta comparação é o caso do diploma de jornalismo. Se quiserem saber mais, sugiro fortemente a série de artigos publicados pelo Sílvio Meira em seu blog sobre este assunto: http://smeira.blog.terra.com.br/2009/08/17/profisses-regulamentao-flanelinha-capoeirista/ , http://smeira.blog.terra.com.br/2009/11/13/jornalismo-diploma-articula-volta-triunfal/

Toda a generalização é burra, existem sempre argumentos inteligentes para ambos os lados em qualquer discussão de temas tão complexos. O objetivo do texto original era fazer com que as pessoas reflitam na real causa de sua própria remuneração, se é causada pelo próprio comportamente e desempenho ou se a culpa é dos outros, da conjuntura, do sistema, do sindicato, das empresas.

As 48 leis do poder – Lei 6- Chame atenção a qualquer preço.

Julga-se tudo pelas aparências; o que não se vê não conta. Não fique perdido no meio da multidão, portanto, ou mergulhado no meio do esquecimento. Destaque-se. Fique visível, a qualquer preço. Atraia as atenções parecendo maior, mais colorido, mais misterioso do que as massas tímidas e amenas.

Como gerente de projetos, vejo este tipo de comportamento em muitos momentos. De certa forma, é contradizente ao primeiro mandamento – não ofusque o brilho do mestre. Eu mesmo escrevi na ocasião:

Eu tive um chefe, que era um dos donos de uma empresa de médio porte de prestação de serviços, que, durante uma discussão sobre como responder para um grande cliente, me disse quando eu mostrei um e-mail que pretendia enviar: “Apague tudo e reescreva do início. O cliente é quem sabe o que quer e como fazer, nós somos apenas uma empresa que tenta fazer com que a inteligência dele se sobressaia. Ele não é um dos líderes mundiais por não saber fazer as coisas.”

Não preciso dizer o quanto isso foi valioso. Hoje, como consultor, tenho completa noção que o cliente é quem tem que brilhar, e no fim, é o lucro DELE que importa. Enquanto a sua relação com ele for rentável para a empresa que ele trabalha, ele te chamará todas as vezes que você puder ajudar. Quando você começar a ser mais estrela, inatingível,   senhor dos conhecimentos, ele rapidamente o descartará.

Não acredito que devamos chamar a atenção a qualquer preço. Mas, ao mesmo tempo, estou cada vez mais convencido que as pessoas que consistentemente trazem os holofotes para si acabam por ter um resultado maior no longo prazo, no mínimo no sentido de reconhecimento profissional. O difícil é chamar os holofotes e ao mesmo tempo comandar o espetáculo para o seu objetivo pessoal.

Analisando alguns comportamentos recentes… o que é o twitter? É uma mesa de bar, como diz o professor Sílvio Meira ( http://smeira.blog.terra.com.br ) ou é uma chance de termos um microfone na mão, na esperança de que muita gente nos escute? De que estas pessoas sintam que estamos perto, com a atenção da maior audiência possível?Talvez a fixação por followers do twitter seja simplesmente isso… a briga por atenção da maior quantidade possível de pessoas. A qualquer preço.

Provérbios sobre gerenciamento de Projetos

Desta vez eu não vou escrever nenhum assunto sério. Recebi um email com este conteúdo, e achei interessante… há bobagens, há inverdades grosseiras, há verdades, mas o importante é a diversão. Não posso creditar ao autor (compilador) porque não o conheço… então vai lá:
01 – Você não consegue produzir um bebê em um mês usando nove mulheres.

02 – O mesmo trabalho, sob as mesmas condições será estimado de forma diferente por 10 diferentes analistas ou por um mesmo analista em 10 diferentes vezes.

03 – A palavra mais útil e menos usada em gerenciamento de projetos é “NÃO”.

04 – Você pode convencer um idiota a assumir um prazo irreal, porém, você não pode obrigá-lo a cumpri-lo.

05 – O prazo mais ridículo é o mais caro e dificultoso de se cumprir.

06 – Quanto mais desesperada a situação, mais otimista ela o é.

07 – Poucas pessoas em um projeto conseguem resolver os problemas – porém muito mais pessoas criam problemas acima da capacidade das primeiras resolverem.

08 – Você pode congelar os requisitos de um sistema, porém não consegue congelar as expectativas.

09 – Congelamento de requisitos e o abominável homem das neves são parecidos – ambos são mitos e ambos se derretem quando calor apropriado é aplicado aos mesmos.

10 – As condições sob as quais uma promessa e feita são esquecidas, porém, a promessa será sempre lembrada.

11 – Aquilo que você não conhece o ferirá.

12 – Um usuário somente falará o que lhe for perguntado – nada mais.

13 – Diante de varias interpretações de um comunicado, a menos conveniente é a mais correta.

14 – O que não está escrito, não existe ou não foi dito.

15 – Parkinson e Murphy estão vivos e muito bem – no seu projeto.

16 – Quem não sabe aonde vai, nunca chega.

17 – Para quem está perdido, qualquer caminho serve.

18 – Para quem está perdido, um mapa não resolve.

19 – Noventa por cento do trabalho em um projeto, equivalem a 90% do planejado, os outros dez por cento, consomem os restantes 90% do trabalho.

20 – Prazo de sistemas e fidelidade são promessas difíceis de se cumprir.

21 – A única situação onde você tem tudo sob controle é quando você está morto.

22 – A demissão de um elemento da equipe, quase sempre é a preservação do emprego do resto.

23 – Depois que passei a estudar mais, trabalhar mais e planejar melhor, minha sorte mudou.

24 – Em projetos, não confunda folga nos prazos, com prazos dos folgados.

25 – Normalmente coisas ruins estão ligadas à palavra “usuário” – usuário de drogas, usuário de ônibus, usuário de álcool, usuário de sistemas. . .

26 – No caso de uma crise total no andamento de seu projeto – melhor do que a presença de espírito é a ausência de corpo.

27 – A logística de um projeto sempre exige àquilo que você esqueceu.

28 – Reunião sem pauta vira happy-hour.

29 – Reunião sem ata, não existiu.

30 – Para o usuário – o que você esqueceu sempre é o mais importante.

31 – Em projetos – quando um cachorro te morde, não é boa política correr e morder a perna do cachorro (porém, você pode sutilmente, colocar veneno na sua comida).

32 – O mérito por um projeto bem sucedido é como o funcionamento de um haras – A égua é um animal tão forte quanto o cavalo, e quando ela entra no cio, se torna violenta e trata o seu pretendente a coices e mordidas durante as preliminares sexuais. Como o cavalo puro-sangue é um animal muito valioso, o haras, para não machucá-lo, mantém um plantel de cavalos de baixa categoria (pangarés), chamados de rufiões e durante as preliminares sexuais, é sempre colocado um ou mais desses pangarés para exaurir a fêmea e esse animal (normalmente menor do que a égua) sofre o diabo nas patas e dentes da fêmea no cio, adicionalmente, esses pangarés têm uma cirurgia em seu pênis de forma a deixá-lo torto para evitar que acidentalmente consiga êxito. Quando a égua está exausta e receptiva ao macho, o pangaré babando é retirado e é substituído por um puro-sangue para a parte final do processo (óbvio a melhor parte). Em projetos de sistemas, sempre existe um plantel de pangarés que sofre todos percalços do projeto, isto é, todos coices e mordidas, e na hora da inauguração são substituídos, isto é, será chamado o puro-sangue de plantão para receber a melhor parte (promoção, prêmios, parabéns, elogios, etc.).

33 – Quando tudo estiver perdido – finja-se de morto. [pelo menos, por enquanto, as pessoas ainda respeitam os mortos (por um dia)].

34 – Equipe muito grande em projetos é como chinês fazendo túnel, eles colocam um buzilhão de chineses de um lado da montanha e outro buzilhão do outro lado. Se tudo der certo eles fazem um túnel, se der errado eles fazem dois.

35 – Equipe muito grande é como dinossauro, você tira um bife da ponta do rabo, até a dor chegar ao cérebro leva dois anos.

36 – Grupo de trabalho – quando você está dentro é equipe ou grupo de trabalho; quando você está fora é panela.

37 – Todo chefe tende a ser incompetente. (Peter, L.J.)

38 – Para tocar o seu projeto, conheça bem: o organograma, o mandograma, o orfacograma, o mafiograma, e fundamentalmente, o secretariograma.

39 – Se tudo aparentemente está andando bem, é porque você não olhou direito.

40 – A empresa só te paga para trabalhar, quando você fica nervoso isso é de graça.

41 – Todo membro incompetente da sua equipe é zelosamente pontual nos horários de entrada, almoço e saída. Porém, sua presença não agrega conteúdo, portanto, atrapalha a pontualidade dos prazos do projeto.

42 – A inteligência total do universo é constante, porém, continuam nascendo mais pessoas.

43 – A proporção de analfabetos de ontem com os de hoje, continua a mesma, porém, os analfabetos de hoje, sabem ler e escrever. (Moravia, A.)

44 – Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam, derrama-se o vinho, e os odres se perdem; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam. (Bíblia, Matheus 17). Leitura sistêmica, não desperdice códigos novos em sistemas velhos e nem remonte sistemas velhos para ficarem novos.

45 – Quando seu chefe diz que vai colocar alguém para te ajudar, provavelmente você já foi demitido, é só uma questão de tempo.

46 – Quando o teu chefe pede para colocar no papel a sua brilhante idéia, é porque ele nunca vai vê-la.

47 – Reunião com mais de 2 horas, vira big brother.

48 – Não existe conflito quando a hierarquia é diferente.

49 – Quando um funcionário lhe procura para contar sobre uma idéia e você pede para que ele coloque no papel a sua idéia, essa atitude é a melhor maneira de bloquear a criatividade.

50 – Só erra quem esta inovando.

51 – O inferno não é tão ruim quando você é amigo do diabo.

52 – Qualquer que seja o seu projeto, ele nunca andará se a liderança estiver não mãos de um acadêmico, principalmente se o mesmo for doutor.

53 – A melhor maneira de um projeto não sair é designar uma equipe para decidir sobre a implementação do mesmo.

54 – Decisões são processos democráticos (toma-se em grupo), fazer é um processo ditatorial (deve ter um mandando). Adizes.

55 – Respeito aos membros da equipe alem de humano, protege os dentes.

56 – Respeito de forma geral protege os dentes.

57 – Membro canalha da equipe, é como cobra, só não te morde se estiver morto.

58 – “Bandido” em equipe de trabalho não é ser humano é doença oportunista.

59 – Os maus funcionários de uma equipe tendem a cada dia serem piores, pois todas noites de suas vidas eles são obrigados a dormir com um incompetente.

60 – Funcionária incompetente que sabe administrar a “piriquita” estraga a equipe e prejudica a empresa.

61 – Superior que transa com funcionária incompetente dando em troca favores profissionais, atingiu o nível mais baixo de inferioridade que o ser humano pode chegar.

62 – Ver um ser humano julgando a outro, é um espetáculo que me mataria de rir se não me causasse pena. Pitigrilli.

63 – Estola de peles é um animal que trocou de dono. Pitigrilli.

64 – Ninguém engole sapo pelo valor nutritivo do bicho. Veríssimo.

65 – Tirado de uma fonte é cópia, tirado de duas é plágio, porém, tirado de três é pesquisa.

66 – Não importa a qualidade de seu trabalho, a banca formada por acadêmicos só sabe ver a forma.

67 – Para ferrar o projeto da concorrência, indique um doutor para ajudá-los.

68 – Reconhecimento de chefe e coice de porco são parecidos, ambos são raros e quando ocorrem são curtos.

69 – Quando o gerente encontra a equipe feliz, ele fica infeliz, se perguntando onde foi que errou, não entendendo porque as pessoas estão contentes e rindo.

70 – Dize-me do que te gabas e direi o que te faltas. Freud.

71 – Em sistemas deve ser abolido o termo subentendido.

72 – As relações humanas contrariam as leis da física: quando efetivas, o somatório das partes é maior do que o todo; e quando falsas, o somatório do todo é menor do que as partes.

73 – O diabo tem dois nomes: esposa e gerente.

74 – Em projetos para calcular a parábola formada por uma pedra atirada a 30 metros, existem analistas que entrevistam a pedra.