Crescimento e o Mistério da Inflação

São Paulo, 28 de Setembro de 2012.

ECONOMIA & FINANÇAS

Por Prof. Thiago Flores*

Crescimento e o Mistério da Inflação

A economia global segue com perspectiva de baixo crescimento por um período de tempo prolongado segundo divulgação do Banco Central. Nos Estados Unidos, a despeito de o mercado imobiliário ter apresentado sinais de melhora em meses recentes, o ritmo de atividade segue influenciado por risco de contenção fiscal e de fragilidade do mercado de trabalho, que se somam aos associados à crise européia. Na Zona do Euro, embora iniciativas recentes tenham contribuído para reduzir a probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais, permanecem incertezas políticas e o ceticismo sobre a solidez do sistema bancário em alguns países da região, o que sustentam perspectivas desfavoráveis para a atividade. Nesse contexto, nas economias maduras, restrições no espaço de utilização de políticas contracíclicas, mercado de trabalho debilitado, destruição de riqueza e mercado de crédito ainda restritivo compõem o cenário de baixo crescimento.

As expectativas de crescimento de economias emergentes continuam apontando ritmo de atividade moderado em países da América Latina e da Ásia, em parte, reflexo do baixo crescimento das economias maduras. Em casos específicos, observam-se mudanças no padrão de crescimento – com menor ênfase em exportações – que tendem a ser permanentes. Note-se ainda que, o cenário para a economia chinesa (e para a indiana) se apresenta mais desafiador do que se antecipava. Nesse contexto, apesar da resiliência da demanda doméstica nas economias emergentes, o ritmo da atividade tem moderado.

Os preços internacionais das commodities, de forma geral, aumentaram desde a divulgação do último Relatório. No caso específico das commodities agrícolas, em grande parte, reflexo de choques negativos de oferta, cujos efeitos

podem ser potencializados por recentes ações não convencionais de política monetária. Por outro lado, a moderação da atividade na China, aliada à fragilidade da economia mundial, tende a conter pressões altistas sobre os preços de commodities. Além disso, é plausível antecipar a reversão, ainda que parcial, desses choques de oferta. Nesse sentido, o cenário central contempla dinâmica relativamente benigna para os preços dos alimentos no médio prazo, embora a instabilidade dos preços de produtos in natura e de grãos constitua fator de risco.

No Brasil, a recuperação tem se materializado de forma gradual, mas o ritmo de atividade tende a se intensificar neste semestre e no próximo ano, com alguma assimetria entre os diversos setores. De um lado, os eventos externos se transmitem para a economia brasileira, entre outros canais, via confiança, fluxos de comércio exterior e de investimentos. Por outro, o cenário central leva em conta os efeitos, em especial sobre o consumo das famílias e sobre investimentos, do processo de afrouxamento das condições financeiras. A esse respeito, ressalte-se a importância das ações de política monetária implementadas desde agosto de 2011, cujos efeitos sobre atividade (e inflação) operam com defasagens e são cumulativos.

Em meses recentes, a expansão do mercado de crédito seguiu em ritmo moderado, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

No que se refere à política fiscal, iniciativas recentes apontam o balanço do setor público se deslocando de uma posição de neutralidade para ligeiramente expansionista. O Copom avalia que a geração de superavit primários compatíveis com as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação solidifica a tendência de redução da dívida pública. Dessa forma, seu custo de financiamento tende a recuar, com repercussões favoráveis sobre o custo de capital de modo geral, o que estimulará o investimento privado no médio e longo prazo. O Comitê reafirma que seu cenário prospectivo para a inflação está condicionado à materialização das trajetórias com as quais trabalha para variáveis fiscais.

Em relação a transações correntes, o déficit acumulado em doze meses atingiu US$52,0 bilhões em julho, equivalente a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Um componente importante desse deficit tem sido as remessas de lucros e dividendos, que somaram US$29,3 bilhões. Note-se que os investimentos estrangeiros diretos têm sido a principal fonte de financiamento do balanço de

pagamentos e totalizaram US$66,3 bilhões em doze meses até julho, equivalente a 2,8% do PIB.

A inflação, medida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em doze meses, alcançou 5,24% em agosto, 1,98 pontos percentuais (p.p.) abaixo da registrada no mesmo mês de 2011. Os preços livres variaram 5,75% em doze meses até agosto (2,11 p.p. inferior à inflação de agosto de 2011) e os administrados por contrato e monitorados, 3,77% (1,94 p.p. inferior). A trajetória dos preços livres foi influenciada pela elevação de 8,86% dos preços do grupo alimentos e bebidas – em parte devida a fatores climáticos, externos e domésticos.

O Copom reafirma sua visão de que a inflação acumulada em doze meses, que começou a recuar no último trimestre do ano passado, tende a se deslocar na direção da trajetória de metas, de forma não linear. No que se refere a projeções de inflação, de acordo com os procedimentos tradicionalmente adotados e levando em conta o conjunto de informações disponível até 6 de

setembro de 2012 (data de corte), o cenário de referência, que pressupõe manutenção da taxa de câmbio constante no horizonte de previsão em R$2,05/US$ e meta para a taxa Selic em 7,50% a.a., projeta inflação de 5,2% em 2012, de 4,9% em 2013 e de 5,1% para o terceiro trimestre de 2014.

No cenário de mercado, que incorpora dados da pesquisa realizada pelo Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin) com um conjunto significativo de instituições, as projeções apontam inflação de 5,2% em 2012, de 4,8% em 2013 e de 5,0% para o terceiro trimestre de 2014.

Diante do exposto e considerando os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, que em parte se refletem na recuperação em curso da atividade econômica, o Copom entende que, se o cenário prospectivo vier a comportar um ajuste adicional nas condições monetárias, esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia.

De acordo com o cenário de referência, o crescimento projetado do PIB acumulado em quatro trimestres é de 1,6% para 2012, e de 3,3% em quatro trimestres até o segundo trimestre de 2013.

 

* Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER – SP, Professor de Pós-Graduação e Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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Entendendo a Economia Atualmente

São Paulo, 4 de Setembro de 2012.

ECONOMIA & FINANÇAS

Por Prof. Thiago Flores*

Entendendo a Economia Atualmente

Estamos passando por uma crise de confiança conforme pudemos observar no comércio devida a alta da inadimplência, que teve queda em sua confiança em 4,0% entre junho e agosto de acordo com a FGV na comparação com o mesmo período no ano sugerindo um quadro de moderação da atividade no setor devido principalmente ao comércio varejista, e, bem como, no consumidor, que reduziu sua confiança de julho para agosto em 1% e atualmente 1,4%. A desaceleração em curso da economia tem impactado a confiança do consumidor, no entanto, a perspectiva de retomada da atividade econômica, deve melhorar a confiança das famílias juntamente com as condições favoráveis do mercado de trabalho e os sinais de melhora nas expectativas.

A inadimplência segue aumentando de forma cíclica devido à facilidade de acesso ao crédito, melhora das condições de financiamento com redução dos juros (o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,50 p.p., para 7,5% ao ano) e redução do IPI. O estoque total de crédito na economia brasileira alcançou R$ 2,18 trilhões em julho, com crescimento de 17,7% no acumulado em 12 meses, dessa forma, a relação crédito/PIB atingiu o patamar de 50,7%, ante 46,1% registrado em julho de 2011. Descontados os efeitos da inflação e da sazonalidade, o avanço entre junho e julho foi de 0,30%.

O outro lado desta mesma moeda é o aumento de todos os índices de inflação, sendo que o índice de preços ao consumidor (IPC) de São Paulo fechou o mês de agosto com alta de 0,27 por cento, ante avanço de 0,13 por cento em julho, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na última quadrissemana de agosto, os preços do grupo Alimentação avançaram 1,08 por cento, respondendo por 91,90 por cento do IPC-Fipe do mês. O setor de Saúde subiu 0,55 por cento, contribuindo com 15,68 por cento do índice. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

De acordo com o relatório Focus do Banco Central, a expectativa para o IPCA passou de 5,15% para 5,19%, para 2012, e foi mantida em 5,50% para 2013. Ao mesmo tempo, a estimativa de crescimento do PIB foi reduzida novamente de 1,75% para 1,73% para este ano e seguiu em 4,0% para 2013. As projeções para a taxa Selic ficaram inalteradas em 7,25%, para 2012, e foram reduzidas novamente de 8,38% para 8,25%, para o ano que vem. Por fim, as projeções para a taxa de câmbio mantiveram-se em R$/US$ 2,00 tanto para 2012 como 2013, considerando as estimativas para o fechamento do ano.

Com isso, a economia esboça recuperação e apresenta queda da taxa de desemprego em julho.

* Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER – SP, Professor de Pós-Graduação e Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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