Planejamento e Estratégias Inadequadas no Lançamento de Produtos

 

Quais as Consequências de Um Planejamento Inadequado Para um Novo Produto? No Brasil, Que Casos São Emblemáticos de Uma Estratégia Inadequada?

 

Alguns autores definem Planejamento como sendo uma atividade contínua e permanente que se desenvolve de maneira racional, caracterizando um processo decisório na solução de um determinado problema. Diante disso, pode-se dizer que o Planejamento responde às seguintes questões:

  • O que Fazer?  Quando Fazer? Para Que Fazer? Como Fazer? Onde Fazer?  Com Que Meios Fazer?

Sendo assim, Planejar implica em analisar metas e objetivos postos no futuro, formulando alternativas e prevendo resultados. Além disso, é necessário decidir

sucessivamente em diversas fases do Planejamento e escolher ações a serem realizadas em termos de tempo, espaço e meios disponíveis.

Pela sua própria existência, toda empresa acaba intervindo no mercado e por isso elas se tornam agentes de intervenção, munindo-se de mecanismos racionais para sua atuação, interferindo e sofrendo interferências. Elas se utilizam de elementos racionais que se denominam “Estratégias Empresariais”.

Porém, o Planejamento e a Estratégia para lançamento de produtos precisam ser muito bem avaliados, pois os riscos são tanto maiores quanto maior for o grau de inovação envolvido no projeto de lançamento do novo produto. Também existem vários riscos na tecnologia, nos canais de distribuição utilizados, na estrutura de custos ou até mesmo na técnica de comercialização adotada pela organização.

Um caso emblemático de Planejamento inadequado foi da água mineral Minalba,

a qual esqueceu que uma vez consolidada a imagem de um produto jamais essa marca deveria ser utilizada para “apadrinhar” outros produtos mesmo que, na aparência, apresentem algum tipo de afinidade. No final dos anos 90 a Minalba tentou convencer os consumidores que, além de produzirem uma ótima água mineral, também seriam capazes de produzir bons refrigerantes nos sabores guaraná, uva, acerola e laranja. Passada a síndrome da experimentação o produto foi retirado do mercado, pois nunca se soube que alguém consumisse refrigerante avaliando a leveza da água contida nele.

No Brasil, um caso que retrata bem o fracasso de um novo produto em função de um inadequado Planejamento ocorreu no final dos anos 70, quando a Gurgel (fabricante nacional de automóveis) resolveu lançar seu caminhão – o Puma. Os seus automóveis eram caros, mas bem feitos. Ou seja, eram artigos de luxo.

Embora fosse um segmento desconhecido para ela, a Gurgel planejou lançar seu caminhão seguindo os padrões dos seus automóveis, esquecendo-se de que um caminhão é um veículo de transporte de carga onde beleza é menos importante. Na verdade, ele precisa funcionar bem e levar toneladas de carga com um mínimo de manutenção. Essa foi a falha no Planejamento do Puma onde o motor, o câmbio, a suspensão e a caixa de direção eram de fornecedores diversos e, além disso, não havia rede de assistência técnica adequada para dar suporte a seu novo produto.

Em relação às Estratégias inadequadas podemos citar que em 1989 a BIC – tradicional fabricante de canetas e isqueiros – decidiu lançar seu perfume em uma embalagem semelhante à do isqueiro (em cartelas) com fragrâncias suaves, unissex e pegando carona na grande distribuição de suas canetas e isqueiros, a um preço acessível.

Mas, a BIC se esqueceu de perguntar aos consumidores e o perfume chegou às papelarias, aos postos de gasolina, nas bancas de jornal e nas lojas de conveniência com poucas perspectivas, pois o nome BIC significa produtos descartáveis, de baixo valor agregado e comprados por impulso. Os consumidores jamais identificarão a marca BIC com perfume nem comprarão perfume em banca de jornal e, muito menos, em embalagens semelhantes a de isqueiros. Pelo contrário, isso depõe contra o perfume e faz com que tenha uma imagem inferior – sob o ponto de vista dos consumidores.

 

A Importância da Assertividade Para o Líder

Você Sabe o Que é Assertividade? Você é Assertivo? Você Expressa Livremente Sua Opinião?

 

Alguns autores de Administração afirmam que a assertividade de uma pessoa é a sua capacidade de posicionar-se de forma confiante e objetiva, defendendo claramente seu ponto de vista. Porém, essa importante característica profissional tem sido entendida de forma equivocada por muitas pessoas, as quais acabam confundindo assertividade com agressividade ou arrogância.

Vivemos numa sociedade caracterizada pela crescente violência e, muitas vezes, esta agressividade acaba sendo confundida com a assertividade, de tal maneira que as pessoas agressivas se auto-intitulam “assertivas” ou “muito francas”. Ou até ao contrário, algumas pessoas não assumem suas posições de forma simples e autêntica, com receio de serem tachadas de agressivas.

O dicionário Houaiss nos dá conta que assertividade é “a qualidade ou condição do que é assertivo”. Assertivo: “que faz uma asserção; afirmativo locutor declara algo, positivo ou negativo, do qual assume inteiramente a validade; declarativo; afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor o falante acredita profundamente”.

Quando tratamos especificamente dessa qualidade em profissionais de Liderança, pode-se afirmar que a assertividade seria aquela qualidade essencial que ajuda o Líder a atuar em defesa seus nossos próprios interesses, sem precisar ser agressivo ou arrogante. Diante disso, propomos aos líderes a seguinte reflexão:

  • Você expressa livremente sua opinião, mesmo sabendo que ela contraria a opinião de outras pessoas no seu ambiente de trabalho?
  • Como você reage quando alguém “fura” a fila na sua frente?
  • Você tenta se aproximar e conversar com pessoas estranhas em reuniões ou festas?
  • Você consegue manter o “olho no olho” quando está conversando com alguém?
  • Você xinga e grita com as pessoas quando sua paciência estoura?
  • Você se sente mal ao recusar favores a amigos, mesmo os mais abusados?
  • Você se sente à vontade em pedir favores a alguém?

Obviamente não existem respostas certas ou erradas para essas perguntas e, certamente, as respostas também variam conforme as circunstâncias. Porém, ao analisarmos cada questão é possível avaliar nosso posicionamento e nosso grau de assertividade em situações do cotidiano.

Dessa forma, o Líder deve procurar aumentar seu grau de assertividade porque junto a ela cresce a segurança em interagir com as outras pessoas, afiando as habilidades de liderança e aprofundando o autoconhecimento do próprio Líder.

 

Cinco Motivos Para o Líder Aumentar Sua Assertividade:

 

  • Diminui Sua Ansiedade: Pessoas assertivas são menos tensas e estressadas em situações de conflito, pois o Líder assume com mais segurança suas próprias opiniões e se mantém relaxados e alertas o suficiente para defendê-las com presença de espírito.
  • Expande Sua Liberdade: Tomar o controle da própria vida e decidir por si próprio o que fazer e por que, desperta o sentimento de liberdade e poder que as pessoas passivas jamais conhecem. Não há substitutos para o sentimento de tomar a responsabilidade sobre a própria vida e defendê-la com afinco.
  • Ganha Tempo Livre: Ajudar outras pessoas é uma atitude positiva que nos torna melhores seres humanos, mas há muitas oportunidades em que devemos dizer não. Nosso tempo é precioso e aprender a dizer não é uma forma de delimitar o quanto estamos dispostos a doá-lo ou usá-lo em proveito próprio.
  • Melhora a Qualidade Nos Relacionamentos: Com o tempo, a assertividade contribui para que a qualidade dos relacionamentos melhore muito, pois as relações de poder se equilibram, as conversas se tornam mais sinceras e construtivas, e as pessoas têm o privilégio de conhecer a melhor.
  • Melhora a Sua Auto-Imagem: Muitas pessoas deixam de lado suas opiniões próprias porque têm medo de que seus amigos deixem de gostar deles, ou porque receiam que suas idéias sejam vistas como inúteis – ou imbecis. Esta atitude não resolve os problemas do Líder, apenas perpetua uma posição passiva de baixa auto-estima.

 

Naturalmente, ao emitir posicionamentos próprios, o Líder será eventualmente criticado ou até mesmo ridicularizado, mas isso não deve preocupar pessoas assertivas, pois mesmo falando besteiras vez por outra, ele já conquistou antes o respeito das outras pessoas e, principalmente, de si próprio.

 

A Influência do Estilo de Vida dos Consumidores na Segmentação de Mercados

O Que é Estilo de Vida? Qual a Sua Influência no Comportamento do Consumidor? Quais São os Estilos de Vida Conhecidos?

 

Segmentar um mercado consiste em separar os consumidores potenciais em grupos, de forma que a necessidade a ser atendida tenha características semelhantes para as pessoas que pertencem ao mesmo grupo. O objetivo da segmentação de mercado é desenvolver um “Programa de Marketing” específico para cada tipo de cliente, atendendo assim às suas necessidades.

Para isso, é necessário obter através de pesquisas várias informações a respeito dos consumidores e entre elas estão a sua personalidade, seus hábitos de consumo, o nível de renda, de instrução, as mídias a que estão expostos, a sua percepção da empresa e dos concorrentes.

Pode-se dizer que todos esses padrões normalmente proporcionam uma forte base na determinação do público-alvo de um produto. Porém, esses padrões não são definitivos porque existe um fator desestabilizador, o qual se denomina “Estilo de Vida”.

Estilo de Vida é o padrão expresso por uma pessoa em suas atividades, seus interesses e suas opiniões, envolvendo mais do que sua classe social ou sua personalidade. Na verdade, um Estilo de Vida define o padrão de ação e de interação da pessoa com a sociedade, identificando o que a pessoa pensa de si mesma, o que pretende ser e como pretende ser conhecida.

Um bom exemplo da influência do Estilo de Vida como “fator desestabilizador” numa pesquisa de comportamento do consumidor é o seguinte: _ Imagine duas famílias compostas de marido, mulher e dois filhos. Essas famílias têm mais ou menos a mesma faixa de idade, possuem o mesmo grau de instrução, têm a mesma situação sócio-econômica e moram no mesmo condomínio.

Porém, essas famílias possuem Estilos de Vida diferentes, pois na primeira o marido gosta de ler, de assistir atividades culturais e de viajar para lugares mais calmos. Além disso, ele gosta de usar roupas sóbrias e sua esposa é uma mulher conservadora que se dedica exclusivamente à família e ao bem estar do seu lar. Os filhos desse casal estudam em colégios conservadores, não praticam esportes e estudam instrumentos musicais.

Na segunda família observa-se que o marido gostar de lugares agitados, cinema e boate. Adora dançar e usar roupas esportivas. Sua esposa é empresária e vaidosa; ou seja, ela é uma mulher moderna que escolhe as refeições do lar conforme o valor protéico dos alimentos. Seus filhos estudam em colégios modernos e praticam esportes radicais.

Dessa forma, pode-se afirmar que os Estilos de Vida de ambas as famílias estudadas distorce bastante qualquer pesquisa de comportamento do consumidor e, diante disso, faz-se necessário introduzir novos métodos que consigam captar esse novo padrão de comportamento. Analisando mais profundamente o assunto Phillip Kotler ([i]) apresentou oito (8) Estilos de Vida:

  1. Modernizadores: Possuem maior nível de renda e sua auto-imagem é de extrema importância para eles, não apenas como evidência de status, mas como expressão de sua independência, seu caráter e seus gostos. Esse tipo de consumidor tende a comprar rapidamente as melhores novidades da vida.
  2. Satisfeitos: São profissionais maduros que possuem boa instrução e se concentram em família e lazer. São bem informados, abertos a novas idéias e consumidores práticos, apesar do seu razoável padrão financeiro.
  3. Crédulos: Conservadores. Orientados por certos princípios. Previsíveis como consumidores e, embora possuam menor nível de renda, preferem os produtos nacionais e/ou marcas já consolidadas. Centram suas vidas na família, na igreja, na sua própria comunidade e no seu país.
  4. Realizadores: São empreendedores bem sucedidos, voltados ao trabalho e à família. São – politicamente – um pouco liberais, mas só favorecem os produtos já conhecidos e os serviços que exibam seu próprio sucesso.
  5. Batalhadores: Possuem valores similares aos dos “Realizadores”, embora não sejam tão bem sucedidos quanto eles. Para eles, o estilo de vida é de extrema importância, pois procuram imitar os comportamentos dos grupos com maiores recursos.
  6. Experimentadores: Formam o grupo jovem, o qual aprecia atividades sociais e esportivas. São ávidos consumidores de roupas, fast-food, música e outros produtos voltados para o público mais jovem. Também apreciam as novidades.
  7. Criadores: Procuram afetar o ambiente de maneira mais prática, valorizando sua própria auto-suficiência. Se concentram no trabalho, na família e na recreação, consumindo produtos práticos e não se deixando impressionar pelas novidades.
  8. Lutadores: Formam o grupo de menor renda e, por isso mesmo, não podem formar um padrão de consumo, embora sejam leias às marcas.

 

Como vimos, compreender bem o Estilo de Vida de uma pessoa é de extrema importância para o estudo do comportamento do público-alvo, pois ele é o conjunto de padrões de comportamento que define como as pessoas vivem, gastam seu tempo e seu próprio dinheiro.

 

 


(i) “Princípios de Marketing” – Rio de janeiro, Prentice-Hall do Brasil, 1993, p.87.

 

Novos Investimentos Anunciados na Economia

São Paulo, 19 de Maio de 2011.

ECONOMIA & FINANÇAS

Novos Investimentos Anunciados na Economia

Por Thiago Flores*

De acordo com o divulgado pelo Bradesco segundo dados divulgados no mercado:

• A Oceanair investirá US$ 1,5 bilhão em 15 novas aeronaves do modelo A318 para a sua subsidiária brasileira Avianca. As cinco primeiras aeronaves serão incorporadas à frota ainda este ano e as outras dez entre 2012 e 2013. O A318 transporta 20% mais passageiros que o Fokker 100, atual aeronave da companhia norte americana no País. A substituição das novas aeronaves pelas antigas só será feita a partir de 2013.

• A Eldorado Gold, empresa canadense produtora de ouro, investirá US$ 468,7 milhões na mina Tocantinzinho localizada em Itaituba (PA). Do valor, US$ 81 milhões irão para a pavimentação de 100 km de estrada para escoar a produção e para a infraestrutura em geral. A empresa construirá uma rede elétrica de abastecimento própria com 200 km, por onde passarão os 25 MW utilizados pela mina nos 11 anos de duração do projeto. As obras devem iniciar em 2012 e a expectativa é que a mina produza 1,78 milhão de onças entre 2014 e 2025.

• A Meritor, a antiga ArvinMeritor produtora de eixos para veículos pesados e outros equipamentos para o setor automobilístico, investirá nos próximos dois anos US$ 60 milhões na ampliação de 30% da sua capacidade produtiva. Do aporte, US$ 24 milhões serão destinados para sua unidade em Osasco (SP) e US$ 40 milhões para suas plantas em parceria com o grupo Randon na produção de freios e suspensão.

• A Martin-Brower, empresa de compra, armazenamento e distribuição de alimentos e bebidas para redes de lanchonetes e restaurantes, investirá R$ 150 milhões nos próximos dois anos, sendo R$ 100 milhões este ano, na ampliação de seus centros de distribuição, em câmaras refrigeradoras e no aumento da frota. Em 2012, o aporte da multinacional americana será de R$ 50 milhões.

• A canadense Colossus, empresa de mineração, investirá US$ 50 milhões na escavação de um túnel com 400 metros de profundidade na mina de Serra Pelada em Curionópolis (PA).

• A Build-A-Bear Workshop, rede de lojas de brinquedos na qual a criança pode montar o seu ursinho com acessórios e roupas, investirá R$ 5 milhões na abertura de 24 lojas no País.

• A Equus Jeanstyle, rede de lojas de roupas femininas, abrirá duas unidades, uma em Belém (PA) e outra em São Bernardo do Campo (SP).

• O grupo alemão Melitta, produtor de café e de coadores de café, investirá este ano R$ 7 milhões na ampliação da capacidade de três unidades fabris, sendo em 30% a capacidade de sua unidade em Avaré (SP) e em 10% a de Guaíba (RS).

• A Unigel, grupo que atua em segmentos de químicas, fertilizantes, plásticos e embalagens, investirá R$ 70 milhões na implantação de uma nova linha de produção de ABS (acrilonitrila-butadienoestireno), utilizado na fabricação de peças que compõe o interior de veículos e a parte externa de eletrodomésticos. A nova linha se localizará em sua fábrica no Guarujá (SP) e deverá produzir 90

mil toneladas ao ano.

• A rede de lojas Anne Fontaine, da estilista brasileira com o mesmo nome, vai abrir as suas primeiras lojas no País, sendo uma delas no Rio de Janeiro (RJ) e outra em São Paulo (SP).

• A Dimension Data, multinacional sul-africana de serviços TI planeja ampliar até 2014 o seu portfólio de serviços relacionados à experiência adquirida com a infraestrutura dos estádios da última Copa do Mundo de Futebol.

• A Bibi Calçados Fisiológicos planeja nos próximos cinco anos abrir 100 lojas no País, sendo 23 ainda esse ano.

• A Capital Realty, empresa que desenvolve, executa e gere ativos imobiliários, investirá R$ 130 milhões na construção de um centro logístico em Curitiba (PR) com sete armazéns, posto de combustível e mecânica.

• A Eurofarma, do setor farmacêutico, investirá R$ 30 milhões na construção de um centro de distribuição no parque fabril em Ribeirão Preto (SP), onde deverá concentrar toda a distribuição de produtos para 1.300 hospitais diretos e mais 4 mil indiretos. A nova unidade deverá iniciar suas atividades em 2012.

• O Grupo General Brands (GB), fabricante de sucos, refrescos em pó, chás prontos para beber, bebidas à base de soja, doces e gelatinas, investirá este ano R$ 15 milhões na construção de uma nova fábrica no Nordeste.

• A BR Plásticos investirá R$ 20 milhões em modernização tecnológica, expansão e na abertura até 2012 de duas unidades fabris.

• O grupo Vila Galé, do setor hoteleiro e de construção civil, planeja construir este ano unidades imobiliárias residenciais em Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ). Em Fortaleza (CE), o grupo português construirá um empreendimento de luxo com 226 apartamentos, em parceria com a Rossi e a construtora Diagonal.

• A Calvo, empresa controlada pela Gomes da Costa produtora de pescados em conserva com sede na Espanha, investirá R$ 30 milhões na ampliação de sua fábrica em Itajaí (SC).

• O grupo Jealsa-Rianxeira, fabricante de sardinha e atum em lata, investirá nos próximos dois anos R$ 50 milhões em suas operações no País. O grupo espanhol atua no mercado brasileiro com a marca Crusoe Foods.

• A Coqueiro, fabricante de pescados em conserva da PepsiCo, investirá este ano US$ 11 milhões na ampliação de sua capacidade produtiva, modernização e projetos voltados à sustentabilidade. A empresa tem uma unidade de produção em São Gonçalo (RJ) e, em Itajaí (SC), um interposto e uma fábrica de Patês.

• O Sport Club Corinthians construirá nos próximos 30 meses a nova arena do Corinthians, que será utilizado na Copa do Mundo de 2014. As obras serão realizadas pela Odebrecht.

• A Dasa, do setor de medicina diagnóstica, investirá este ano R$ 150 milhões na expansão e melhoria de sua rede. Os planos da empresa é de abrir sete novas unidades laboratoriais até o fi nal do ano, uma média de uma por mês.

• A AT&T, empresa de rede de comunicação, investirá este ano US$ 1 bilhão na implantação de um centro de telepresença que atuará em soluções de rede baseadas em nuvem (cloud computing), mobilidade e terceirização de redes globais para empresas de vários setores, sobretudo pequenas e médias empresas.

• A Lwart Química, empresa de soluções de impermeabilização para construção civil do Grupo Lwart, planeja expansão focada nos estados Pernambuco, Bahia e Ceará.

• A sul-coreana Hana Micron investirá US$ 300 milhões na instalação no País da HT Micron, uma joint venture com a holding gaúcha Parit Participações. A nova fábrica fará encapsulamento de chips no campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) em São Leopoldo (RS).

• O Grupo Jaraguá, produtora de tabaco, investirá R$ 250 milhões até 2014 na diversifi cação de seus negócios, com foco na produção de biocombustível.

• A Gráfi ca Santa Marta, com matriz em João Pessoa (PB) e fi liais no Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, ernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal, investirá R$ 40 milhões na ampliação da capacidade e seu parque gráfi co, passando de 1,5 mil toneladas de papel por mês para 2,3 mil toneladas.

• A rede de lojas Hope, de roupas femininas com 60 lojas e três unidades industriais, abrirá 300 lojas até 2015, endo 60 delas este ano.

• A Dupont, multinacional norte-americana com atuação em diversos setores agrícolas, investirá este ano US$ 00 milhões na pesquisa de novos defensivos para diversas culturas.

DEPEC 3

Informe Semanal de Investimentos Setoriais Anunciados

• O Grupo Almeida Junior ampliou o seu investimento anunciado em novembro de 2010 de R$ 220 milhões

para R$ 250 milhões na construção do Continente Park Shopping em São José (SC), que já esta sendo

construído e deve ser terminado esse ano. O aporte adicional será utilizado para ampliar a área construída e 105 mil m² para 113 mil m² e para a construção de uma rodovia anexa.

• A Supremo Cimento, empresa produtora de Cimento Portland do tipo composto e pozolânico com sede em Pomerode (SC), planeja instalar uma unidade fabril em Adrianópolis (PR).

• A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) investirá nos próximos quatro anos R$ 1,08 bilhão na ampliação de redes e na eficiência energética em Santa Catarina.

• A Caramuru Alimentos investirá R$ 100 milhões em Sorriso (MT) em uma esmagadora de soja com capacidade para esmagar até mil toneladas de soja por dia para a produção de proteína de soja, gerando 560 postos de trabalho.

• A Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) localizada em São Leopoldo (RS) investirá R$ 60 milhões até 2020 na construção de uma unidade em Porto Alegre (RS) onde hoje é o Colégio Anchieta.

• A Alcoa investirá R$ 23 milhões na ampliação da capacidade produtiva em 40% de sua unidade em Itapissuma (PE), onde produz perfis anodizados (película protetora contra corrosão), chapas e folhas de alumínio.

• A Vilma Alimentos, fabricante de massas, mistura para bolo e refresco em pó com sede em Contagem (MG), investirá R$ 150 milhões na construção de um complexo em Cambé (PR). O aporte será dividido em duas fases. A primeira engloba seis silos no valor de R$ 16 milhões e um Centro de distribuição, para atender a Região Sul. Já a segunda fase, prevê a construção de um moinho e uma fábrica de massas.

• O grupo Invisa, do setor hoteleiro, investirá nos próximos três anos R$ 350 milhões na construção de cinco hotéis em Jandaíra (BA). O empreendimento do grupo espanhol terá nove milhões de m², onde terá quatro resorts de praia e um de golfe.

• A Resort Condominiums International (RCI) planeja construir dez hotéis nos próximos cinco anos com foco no Ceará e em Goiás.

• A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) investirá até 2014 R$ 650 milhões em suas

 

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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Crédito está em baixa e Inadimplência em alta em 2011

São Paulo, 17 de Maio de 2011.

 

ECONOMIA & FINANÇAS

Crédito está em baixa e Inadimplência em alta em 2011

Por Thiago Flores*

De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito, a quantidade de empresas que procurou crédito caiu 5,1% em abril/11 comparativamente ao mês imediatamente anterior (março/11). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve recuo de 5,3% na quantidade de empresas que buscaram crédito em abril de 2011.

Estes resultados demonstram que a demanda das empresas por crédito abriu o segundo trimestre do ano em declínio. De fato, o crescimento acumulado em 2011 passou de uma alta de 1,6% em março/11 para -0,2% em abril/11. As sucessivas elevações da taxa básica de juros, resultando no  encarecimento do custo do crédito, e as perspectivas de desaceleração do ritmo de crescimento econômico estão levando as empresas a ajustar suas demandas por crédito, observam os economistas da Serasa Experian.

O recuo da demanda das empresas por crédito em abril de 2011 foi determinado pela redução de 5,6% registrada pelas micro e pequenas empresas, tanto na comparação contra março/11 quanto em relação ao mês de abril do ano passado. Como as micro e pequenas empresas praticamente  possuem acesso a recursos via rede bancária doméstica, os juros mais elevados tendem a produzir impactos mais significativos sobre a procura por crédito desse segmento, reforçam os economistas da Serasa Experian.

Já entre as médias e as grandes empresas, as demandas por crédito ainda registraram expansões em abril/11 de 2,2% e 4,1%, respectivamente.

Todas as regiões geográficas do país exibiram recuo nas demandas de suas empresas por crédito no primeiro mês do segundo trimestre. A maior delas ocorreu na região Centro-Oeste (queda de 8,6%) seguida pela região Norte (recuo de 7,6%). A menor queda ocorreu na região Nordeste, onde a demanda por crédito das empresas desta região recuou 3,3% no mês passado.

As empresas do comércio, com baixa de 6,0%, puxaram o recuo da demanda por crédito em abril de 2011. Em seguida vieram as empresas de serviços com queda de 4,7% frente ao mês imediatamente anterior e, por último, com menor recuo (2,2%) figuraram as empresas industriais. No acumulado do ano somente as empresas do setor de serviços, menos impactadas pela concorrência internacional como também pela alta dos juros internos, estão com crescimento positivo em termos de demanda por crédito (alta de 2,0%). Os demais segmentos econômicos – indústria (-1,1%) e comércio (-1,5%) – já exibem recuos em suas demandas por crédito na comparação com o primeiro quadrimestre de 2010.

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor cresceu 1,4% em março de 2011, o oitavo avanço mensal consecutivo, atingindo o nível de 99,3. Este resultado sinaliza que a inadimplência do consumidor, que está em crescimento, deverá permanecer nesta trajetória pelo menos até o início do quarto trimestre deste ano.

O maior grau de endividamento dos consumidores, a elevação da inflação, o encarecimento do crédito e as perspectivas de um crescimento mais brando da economia e do mercado de trabalho neste ano de 2011 estão gerando maiores dificuldades para as pessoas honrarem seus compromissos financeiros.

Tal quadro menos benigno não deverá sofrer alterações significativas durante os próximos meses, o que manterá sob pressão os níveis de inadimplemento dos consumidores nesse horizonte.

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas cresceu 1,7% em março de 2011, atingindo o patamar de 91,9, o quarto avanço mensal consecutivo. Isto sinaliza que a inadimplência das empresas deverá sofrer ligeiras elevações com o menor ritmo de crescimento da economia e com as condições de crédito menos favoráveis em 2011.

Os juros mais elevados e os prazos menos elásticos continuarão exercendo pressões sobre o custo financeiro das empresas, num contexto de menor expansão da geração de caixa das empresas. Tal combinação favorece o surgimento de repiques, ainda que modestos, dos níveis de inadimplemento das empresas, salientam os economistas da Serasa Experian.

 

*Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER –SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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