A dor do crescimento

O título deste artigo, num primeiro momento, até pode parecer estranho, mas no decorrer deste poderei demonstrar que de estranho não há nada, muito antes pelo contrário. Neste artigo teremos a oportunidade de entender um pouco sobre as dificuldades que uma Empresa de Pequeno Porte passa para se tornar uma de Médio Porte.

Como primeiro fator causador de sofrimento tem-se a própria realidade mercadológica, a concorrência das demais instituições que já passaram por esta fase e no momento já estão mais organizadas, pelo menos perante o mercado. Aqui o desafio é conquistar clientes, conseguir mostrar-se ao Mercado. Tem-se também outros desafios, que envolvem o custo de manter a estrutura, de conseguir recursos mínimos que permitam a manutenção da empresa nos primeiros dois anos, pelo menos.

Mas além destes e de alguns outros fatores coloco a mente do Gestor-Fundador da instituições. E é aí que temos a grande dor do crescimento. É neste momento que o profissional que criou a empresa, muitas vezes do ‘zero’ tem que mostrar-se suficientemente preparado para crescer, pois não há nada mais difícil para este profissional do que efetuar a passagem de conhecimento, da conquista de profissionais que confie e a estes efetuar a distribuição de atribuições importantes. Ao Gestor-Fundador, que até este momento tinha para si atividades de decisão estratégica e operacional, que passava por agir como gestor comercial, financeiro, técnico, de pós-venda e também executor de atividades técnicas operacional passa a ter que, finalmente, descentralizar decisões e deixar que outros as tomem.

Ao Gestor-Fundador é um momento extremamente difícil descentralizar, pois este tem em mente que, enquanto ele próprio executa as atividades estas serão efetuadas conforme ele deseja, conforme suas diretrizes pessoais e profissionais. Mas não é fácil para repassar responsabilidades, ter na empresa profissionais devidamente preparados em com perfil de gestão e, principalmente, normalmente não há recursos financeiros para isto e muito menos planejamento prévio efetivamente montado e executado.

O que temos então como foco aqui é que, durante a fase de crescimento da empresa, desde sua fundação e até a chegada da mudança do pequeno para o médio porte, tem-se que deve ocorrer com planejamento prévio, com a execução de um Projeto Interno de Crescimento, onde neste estejam contidos todas as ações necessárias para uma transição menos dolorida, onde haja um preparo prévio para o repasse de atribuições com um nível mínimo de segurança. Mas para isto, mais que a existência do Projeto Interno de Crescimento, haja, como em todos os Projetos, a vontade de executá-lo e a atribuição de um responsável que realmente consiga executar este projeto.

Ressalto aqui, que além da existência do Projeto e da determinação do responsável por este, normalmente o próprio Gestor-Fundador da Organização, tem-se que a mentalidade deste profissional seja de Gestor de Projetos, pois se não for a Dor do Crescimento será grande e, invariavelmente, poderá levar a Instituição em questão a manter-se pequena ou a deixar de existir.

Portanto, cresça, sempre pensando que poderá haver dor, mas que seja a menor dor, pensando e executando projetos bem elaborados, para clientes externos, mas principalmente internos.

Lean Finance

Estou criando um grupo com a pretensão de formar uma comunidade para discussão de algo relativo novo – A aplicação da mentalidade lean para gestão financeira. O iniciativa já começa como um blog, www.leanfinance.com.br. Alguns objetivos de longo prazo desta iniciativa são:

– Entendimento do que é, e quais os objetivos do Lean Finance.

– Criação de um guia de melhores práticas para gestão financeira exuta.

– Difusão do conhecimento de Lean Finance.

Convido a todos que tiverem interesse nesse tema a entrar em contato, para que possamos juntos uma comunidade voltada ao estudo desta importante ferramenta.

Minha intenção é discutir os princípios do Lean Finance (ou Finança enxuta), de modo a solidificar um conhecimento sobre o esse conceito. De modo geral, de acordo com o seguinte artigo, http://www.scribd.com/doc/6811805/Lean-Finance-VG, os princípios são listados como:

– Manter a simplicidade.

– Relatórios enxutos.

Acredito, porém que há mais em lean finance que o colocado no artigo. Não se trata de realizar apenas relatórios financeiros menores, mas toda a área de finanças de uma empresa necessita estar alinhada com os objetivos da empresa, e não comportar-se como uma área aparte, desconexa da empresa.

É importante termos em mente as diferenças entre lean accounting e lean finance. A primeira refere-se à contabilidade necessária para uma empresa que adota o lean manufacturing, ou seja, como eu passo a contabilizar estoques, fazer os meus relatórios de acordo com a forma de estruturação de meu processo produtivo.

Realmente diferente é a forma em que passo a organizar a área de finanças da minha empresa, independentemente do seu processo produtivo, de acordo com os princípios lean. Este é o lean Finance, que hoje não conta com muitos adeptos, e que este grupo quer estudar.

Isso significa desde menos contas no plano de contas contábil, até a escolha dos melhores métodos de seleção de financiamento. Significa estar alinhado com as necessidades de crescimento, geração de caixa, pagamento de lucros.

O objetivo é que a discussão sobre estes aspectos permitam criar uma lista mais completa de objetivos do lean finance até o final de 2009. Quero chamar todos os interessados a participar das discussões para que criemos uma realmente nova e interessante comunidade.

Para entrar nesta comunidade, acesse:

http://groups.yahoo.com/group/leanfinance

Para participar do grupo, use os links abaixo:
Enviar mensagem: leanfinance@yahoogrupos.com.br
Entrar no grupo: leanfinance-subscribe@yahoogrupos.com.br
Sair do grupo: leanfinance-unsubscribe@yahoogrupos.com.br

As 48 leis do poder – Lei 5 – Muito depende da reputação, dê a própria vida para defendê-la

Não deixar que ninguém, nem nada, abale a confiança que todos tem em você. Construir uma fama que permita que você atue apenas pelo seu prestígio, evitando ter que realmente sujar as mãos com trabalho. Discutamos a quinta lei do poder.

Não deixar que ninguém, nem nada, abale a confiança que todos tem em você. Construir uma fama que permita que você atue apenas pelo seu prestígio, evitando ter que realmente sujar as mãos com trabalho. Ser conhecido e reverenciado antes de sua chegada em qualquer lugar. Ter pessoas que o querem como amigo, apenas para tomar emprestada sua fama… Essas são algumas das sugestões do livro no tocante à fama.

A reputação é a pedra de toque do poder. Com a reputação apenas você pode intimidar e vencer; um deslize, entretanto, e você fica vulnerável, e será atacado por todos os lados. Torne a sua reputação inexpugnável. Esteja sempre alerta aos ataques em potencial e frustre-os antes que aconteçam. Enquanto isso aprenda a destruir seus inimigos minando as suas próprias reputações. Depois, afaste-se e deixe a opinião pública acabar com eles.

Sílvio Meira alerta em seu blog diversas vezes para a incapacidade de esquecer do mundo atual. Uma vez escrito, publicado na internet, não há volta, está gravado para sempre, seja em caches do se searches engines como o Google, seja por republicação em outros sites. Se por um lado este é um aspecto muito interessante, por outro traz uma incrível incapacidade de desvio de qualquer deslize, que terão consequências duradouras, indeléveis.

Nos últimos dias, tivemos dois exemplos de como isso pode ser verdade. A Sasha, filha de Xuxa, escreveu uma palavra de forma errada no Twitter. A cantora Vanusa errou o hino nacional. Por anos que se passem, estas duas histórias serão facilmente lembradas, revividas, discutidas. Ainda que Sasha e Vanusa venham a comportar-se de modo a não cometer erros tão graves, dificilmente terão suas vidas ilesas destes acontecimentos. Sasha terá 60 anos, e poderá entrar em um website que trará a palavra mal escrita e diversas reações ao acontecido. Não será surpreendente se, aos 60 anos, Sasha for interpelada por um adolescente lembrando-se do seu erro na própria adolescência.

Por outro lado, a fama e o poder do marketing viral é moda. Todos querem um pedaço de um bolo do dinheiro que isto movimenta, pois é enorme o lucro conseguido ao lançar ao estrelato empresas, pessoas ou produtos. Tráfego em website pode significar milhões de dólares na conta de seus proprietários. Mas dominar esta técnica, para que a fama seja trazida de forma a agregar à imagem que o produto, empresa, ou mesmo pessoa queira dominar é difícil e requer muito trabalho – trabalho em tempo integral.

Considero como trabalho em tempo integral pois a pessoa terá obrigatoriamente de viver aquilo que prega. Com a intimidade cada vez mais revelada em sites sociais, é impensável uma dissociação entre o grande público que vê tudo e a vida real e social de cada um. De certa forma, os tempos atuais revelam estruturas mais complexas para se chegar ao estrelato, porém um número cada vez maior de formas de fazê-lo. E uma dificuldade crescente em se manter no topo.

Como sempre, acho exageradas as palavras do livro quando usa expressões como “aprenda a usar a sua fama para destruir inimigos”. Talvez o maior problema seja ter inimigos… Será necessário? Acredito que não… será possível viver sem construí-los? Talvez não, mas que é um objetivo valioso, creio que é.

Discuta este tópico em gerenciando.com.br, neste link

48 leis do poder

Este artigo é um resumo (link) para cada artigo e discussão em que se discute as 48 leis do poder. Conforme todos os capítulos forem sendo escritos, continuarei atualizando este post.

Lei 1- Não ofusque o brilho do mestre.discussão

Faça sempre com que as pessoas acima de você se sintam confortavelmente superiores. Querendo agradar ou impressionar, não exagere exibindo seus próprios talentos ou poderá conseguir o contrário – inspirar medo e insegurança. Faça com que seus mestres pareçam mais brilhantes do que são na realidade e você alcançará o ápice do poder.

Lei 2- Não confie demais nos amigos, aprenda a usar a usar os inimigos.discussão

Cautela com os amigos – eles o trairão mais rapidamente, pois são com mais facilidade levados à inveja. Eles também se tornam mimados e tirânicos. Mas contrate um ex-inimigo e ele lhe será mais fiel do que um amigo, porque tem mais a provar. De fato, você tem mais o que temer por parte dos amigos do que dos inimigos. Se você não tem inimigo, descubra um jeito de tê-los.

Lei 3- Oculte as suas intenções.discussão

Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito de seus atos. Não sabendo o que você pretende, não podem preparar uma defesa. Leve-as pelo caminho errado até bem longe, envolva-as em bastante fumaça e, quando elas perceberem as suas intenções, será tarde demais.

Lei 4- Diga sempre menos que o necessário.discussão

Quando você procura impressionar as pessoas com palavras, quanto mais você diz, mais comum aparenta ser, e menos controle da situação parece ter. Mesmo que você esteja dizendo algo banal, vai parecer original se você o tornar vago, amplo e enigmático. Pessoas poderosas impressionam e intimidam falando pouco. Quanto mais você fala, maior a probabilidade de dizer uma besteira.

Lei 5- Muito depende da reputação, dê a própria vida para defendê-la. discussão

A reputação e a pedra de toque do poder. Com a reputação apenas você pode intimidar e vencer, um deslize, entretanto, e você fica vulnerável, e será atacado por todos os lados. Torne a sua reputação inexpugnável. Esteja sempre alerta aos ataques em potencial e frustre-os antes que aconteçam. Enquanto isso aprenda a destruir seus inimigos minando as suas próprias reputações. Depois, afaste-se e deixe a opinião pública acabar com eles.

Lei 6- Chame atenção a qualquer preço.

Julga-se tudo pelas aparências; o que não se vê não conta. Não fique perdido no meio da multidão, portanto, ou mergulhado no meio do esquecimento. Destaque-se. Fique visível, a qualquer preço. Atraia as atenções parecendo maior, mais colorido, mais misterioso do que as massas tímidas e amenas.

Lei 7- Faça os outros trabalharem por você, mas sempre fique com o crédito.

Use a sabedoria, o conhecimento o esforço físico dos outros em causa própria. Não só essa ajuda lhe economizará um tempo e uma energia valiosos, como lhe dará uma aura divina de eficiência e rapidez. No final, seus ajudantes serão esquecidos e você será lembrado. Não faça você mesmo o que os outros podem fazer por você.

Lei 8- Faça as pessoas virem até você – use uma isca se for preciso.

Quando você força os outros a agir, é você quem está no controle. É sempre melhor fazer seu adversário vir até você, abandonando seus próprios planos no processo. Seduza-o com a possibilidade de ganhos fabulosos – depois ataque. É você quem dá as cartas.

Lei 9- Vença por suas atitudes não discuta.

Qualquer triunfo momentâneo que você tenha alcançado discutindo é na verdade uma vitória de Pirro: o ressentimento e a má vontade que você desperta são mais fortes e permanentes do que qualquer mudança momentânea de opinião. É muito mais eficaz os outros concordarem com você por suas atitudes, sem dizer uma palavra. Demonstre, não explique.

Lei 10- Contágio: evite o infeliz e azarado.

A miséria alheia pode matar você – estados emocionais são tão contagiosos quanto às doenças. Você pode achar que está ajudando o homem que se afoga, mas só está precipitando o seu próprio desastre. Os infelizes às vezes provocam a própria infelicidade; vão provocar a sua também. Associe-se, ao contrário, aos felizes afortunados.

Lei 11- Aprenda a manter as pessoas dependentes de você.

Para manter a sua independência você deve sempre ser necessário e querido. Quanto mais dependerem de você, mais liberdade você terá. Faça com que as pessoas dependam de você para serem felizes e prósperas, e você não terá nada a temer. Não lhes ensine o bastante a ponto de poderem virar sem você.

Lei 12- Use a honestidade e a generosidade seletivas para desarmar a sua vítima.

Um gesto sincero e honesto encobrirá dezenas de outros desonestos. Até as pessoas mais desconfiadas baixam a guarda diante de atitudes francas e generosas. Uma vez que a sua honestidade seletiva as desarma, você pode engana-las e manipulá-las a vontade. Um presente oportuno – um cavalo de Tróia- será igualmente útil.

Lei 13- Ao pedir ajuda apele para o egoísmo das pessoas.

Se precisar pedir a um aliado, não se preocupe em lembrar a ele a sua assistência e boas ações no passado. Ele encontrará um meio de ignorar você. Em vez disso, revele algo na sua solicitação, ou na sua aliança com ele, que vá beneficiar, e exagere na ênfase. Ele reagirá entusiasmado de vir que pode lucrar alguma coisa com isso.

Lei 14- Banque o amigo, aja como espião.

Conhecer o seu rival é importantíssimo. Use espiões para colher informações preciosas que o colocarão um passo a frente. Melhor ainda: represente você mesmo o papel de espião. Em encontros sociais, aprenda a sondar. Faça as perguntas indiretas para conseguir que a pessoas revelem seus pontos fracos e intenções. Todas as ocasiões são oportunidades para uma ardilosa espionagem.

Lei 15- Aniquile totalmente o inimigo.

Todos os grandes líderes, desde Moisés, sabem que os inimigos perigosos devem ser esmagados totalmente. (Às vezes, eles aprendem isso da maneira mais difícil.) Se restar uma só brasa, por menor que seja, acabará se transformando numa fogueira. Perde-se mais fazendo concessões do que pela total aniquilação; o inimigo se recuperará, e quererá vingança. Esmague-o, física e espiritualmente.

Lei 16- Use a ausência para aumentar o respeito e a honra.

Circulação em excesso faz os preços caírem: quando você é visto e escutado, mais comum vai parecer. Se você já se estabeleceu em um grupo, afastando-se temporariamente se tornará uma figura mais comentada, até mais admirada. Você deve saber quando se afastar. Crie valor com a escassez.

Lei 17- Mantenha os outros em um estado latente de terror: cultive uma atmosfera de imprevisibilidade.

Os homens são criaturas de hábitos com uma necessidade insaciável de ver familiaridade nos atos alheios. A sua previsibilidade lhes dará um senso de controle.Vire a mesa: seja deliberadamente imprevisível. O comportamento que parece incoerente ou absurdo os manterá desorientados, e eles vão ficar exaustos tentando explicar seus movimentos. Levada ao extremo, esta estratégia pode intimidar e aterrorizar.

Lei 18- Não construa fortaleza para se proteger – o isolamento é perigoso.

O mundo é perigoso e os inimigos estão por toda parte – todos precisam se proteger. Uma fortaleza parece muito segura. Mas o isolamento expõe você amais perigo do que os protege deles – você fica isolado de informações valiosas, transformando-se num alvo fácil e evidente. Melhor circular entre as pessoas, descobrir aliados e se misturar. A multidão serve de escudo contra seus inimigos.

Lei 19- Saiba com que está lidando – não ofenda a pessoa errada.

No mundo há muitos tipos diferentes de pessoas, e você não pode esperar que todas reajam da mesma forma às suas estratégias. Engane ou passe a perna em certas pessoas e elas vão passar o resto da vida procurando se vingar de você. São lobos em pele de cordeiro. Cuidado ao escolher suas vítimas e adversários, portanto – jamais ofenda ou engane a pessoa errada.

Lei 20- Não se comprometa com ninguém.

Tolo é quem se apressa a tomar um partido. Não se comprometa com partidos ou causas, só com você mesmo. Mantenha-se independente, você domina os outros – colocando as pessoas uma contra as outras, fazendo com que sigam você.

Lei 21- Faça-se de otário para pegar os otários – pareça mais bobo do que o normal.

Ninguém gosta de se sentir mais idiota do que o outro. O truque, portanto, é fazer com que suas vítimas se sintam espertas, e não só espertas, mas mais espertas que você. Uma vez convencidas disso, elas jamais desconfiarão que você possa ter segundas intenções.

Lei 22- Use a tática da rendição: transforme fraqueza em poder.

Se você é o mais fraco, não lute só por uma questão de honra; é preferível se render. Rendendo-se, você tem tempo para se recuperar, tempo para atormentar e irritar o seu conquistador, tempo para esperar que ele perca o poder. Não lhe dê a satisfação de lutar e derrotar você – renda-se antes. Oferecendo a outra face, você o enraivece e desequilibra. Faça da rendição um instrumento de poder.

Lei 23- Concentre as suas forças.

Preserve sua força e sua energia concentrando-as no seu ponto mais forte. Ganha-se mais descobrindo uma mina rica e cavando mais fundo, do que pulando de uma mina rasa para outra – a profundidade derrota a superficialidade sempre. Ao procurar fontes de poder para promovê-lo, descubra um patrono-chave, a vaca cheia de leite que o alimentará durante mais tempo.

Lei 24- Represente o cortesão perfeito.

O cortesão perfeito prospera num mundo onde tudo gira em torno do poder e da habilidade perfeita. Ele domina a arte de dissimulação; ele adula, cede aos supervisores, e assegura seu poder sobre os outros da forma mais gentil e dissimulada. Aprenda e aplique as leis da corte e não haverá limites para a sua escala na corte.

Lei 25- Recrie-se.

Não aceite os papéis que a sociedade lhe impinge. Recrie-se forjando uma nova identidade, uma que chame atenção e não canse a platéia. Seja senhor da sua própria imagem, em vez de deixar que os outros a definam para você. Incorpore artifícios dramáticos aos gestos e ações públicas – seu poder se fortalecerá e sua personagem parecerá mais do que a realidade.

Lei 26- mantenha as mãos limpas.

Você deve parecer um modelo de civilidade e eficiência; suas mãos não se sujam com erros e atos desagradáveis. Mantenha essa aparência impecável fazendo os outros de joguete e bode expiatório para disfarçar a sua participação.

Lei 27- Jogue com a necessidade que as pessoas têm de acreditar em alguma coisa para criar um séqüito de devoto.

As pessoas têm um desejo enorme de acreditar em algumas coisas. Torne-se o foco desse desejo oferecendo a elas uma causa, uma nova fé para seguir. Use palavras vazias de sentido, mas cheias de promessas; enfatize o entusiasmo de preferência à racionalidade e à clareza de raciocínio. Dê aos seus novos discípulos rituais a serem cumpridos, peça-lhes que se sacrifiquem por você. Na ausência de uma religião organizada e de grandes causas, o seu novo sistema de crença lhe dará um imensurável poder.

Lei 28- Seja ousado.

Inseguro quanto ao que quer fazer, não tente. Suas dúvidas e hesitações contaminarão os seus atos. A timidez é perigosa: melhor agir com coragem. Qualquer erro cometido com ousadia é facilmente corrigido com mais ousadia. Todos admiram o corajoso; ninguém louva o tímido.

Lei 29- Planeje até o fim.

O desfecho é tudo. Planeje até o fim, considerando todas as possíveis conseqüências, obstáculos e reveses que possa anular o seu esforço e deixar que os outros fiquem com os louros. Planejando tudo até o fim, você não será apanhado de surpresa e saberá quando parar. Guie gentilmente a sorte e ajude a determinar o futuro passando com antecedência.

Lei 30- faça as suas conquistas parecerem fáceis.

Seus atos devem parecer naturais e fáceis. Toda técnica e esforço necessário para sua execução, e também os truques, devem estar dissimulados. Quando você age, age sem se esforçar, como se fosse capaz de muito mais. Não caia na tentação de revelar o trabalho que você teve – isso só despertará dúvida. Não ensine a ninguém os seus truques ou eles serão usados contra você.

Lei 31- Controle as opções: quem dá as cartas é você.

As melhores trapaças são as que parecem deixar ao outro uma opção: suas vítimas acham que estão no controle, mas na verdade são suas marionetes. Dê as pessoas opções que sempre resultem favoráveis a você. Force-as a escolher entre o menor de dois males, ambos atendem ao seu propósito. Coloque-as num dilema; não terão escapatória.

Lei 32- Desperte a fantasia das pessoas.

Em geral evite-se a verdade porque ela é feia e desagradável. Não apele para o que é verdadeiro ou real se não estiver preparado para enfrentar a raiva que vem com o desencanto. A vida é tão dura e angustiante que as pessoas capazes de criar romances ou invocar fantasias são como oásis no meio do deserto: todos correm até lá. Há um enorme poder em despertar a fantasia das massas.

Lei 33- Descubra o ponto fraco de cada um.

Todo mundo tem um ponto fraco, uma brecha no muro do castelo. Essa fraqueza em geral é uma coisa insegura, uma emoção ou necessidade incontrolável; pode também ser um pequeno prazer secreto. Seja como for, uma vez encontrado esse ponto nevrálgico, é ali que você deve apertar.

Lei 34- Seja Aristocrático ao seu próprio modo; aja como rei para ser tratado como tal;

A maneira como você se comporta em geral determina como você é tratado: ao longo prazo, aparentando ser vulgar ou comum, você fará com que as pessoas o desrespeitam. Pois um rei respeita a si próprio e inspira nos outros o mesmo sentimento. Agindo com realeza e confiança nos seus poderes, você se mostra destinado a usar uma coroa.

Lei 35- Domine a arte de saber o tempo certo.

Jamais demonstre estar com pressa – a pressa trai a falta de controle de si mesmo, e do tempo. Mostre-se sempre paciente, como se soubesse que tudo acabará chegando até você. Torne-se um detetive do momento certo; fareje o espírito dos tempos, as tendências que o levarão ao poder. Aprenda a esperar quando não é hora, e atacar ferozmente quando for propício.

Lei 36- Despreze o que não puder ter: ignorar é a melhor vingança.

Reconhecendo um problema banal, você lhe dá existência e credibilidade. Quanto mais atenção você der a um inimigo, mais forte você o torna; e um pequeno erro se torna pior e mais visível se você tentar conserta-lo. Às vezes, é melhor deixar as coisas como estão. Se existe algo que você quer, mas não pode ter, mostre desprezo. Quanto menos interesse você revelar, mais superior você parece.

Lei 37- Crie espetáculos atraentes.

Imagens surpreendentes e grandes gestos simbólicos criam uma aura de poder – todos reagem a eles. Encenem espetáculos para os que o cercam, repletos de elementos visuais interessantes e símbolos radiantes que realcem a sua presença. Deslumbrados com as aparências, ninguém notará o que você realmente está fazendo.

Lei 38- Pense como quiser, mas comporte como os outros.

Se você alardear que é contrário às tendências da época, ostentando suas idéias pouco convencionais e modos não ortodoxos, as pessoas vão achar que você está apenas querendo chamar atenção e se julga superior. Acharão um jeito de punir você por fazê-las se sentirem inferiores. É muito mais seguro juntar-se a elas e desenvolver um toque comum. Compartilhe a sua originalidade só com os amigos tolerantes e com aqueles que certamente apreciarão a sua singularidade.

Lei 39- Agite as águas para atrair os peixes.

Raiva e reações emocionais são contraproducentes do ponto de vista estratégico. Você precisa se manter sempre calmo e objetivo. Mas, se conseguir irritar o inimigo sem perder a calma, você ganha uma inegável vantagem. Desequilibre o inimigo: descubra uma brecha na sua vaidade para confundi-lo e é você quem fica no comando.

Lei 40- Despreze o que vier de graça.

O que é oferecido de graça é perigoso – em geral é um ardil ou tem uma obrigação oculta. Se tem valor, vale a pena pagar. Pagando, você se livra de problemas de gratidão e culpa. Também é prudente pagar o valor integral – com a excelência não se economiza. Seja pródigo com seu dinheiro e o mantenha circulando, pois a generosidade é um sinal e um imã para o poder.

Lei 41- Evite seguir as pegadas de um grande homem.

O que acontece primeiro sempre parece melhor e mais original do que o que vem depois. Se você substituir um grande homem ou tiver um pai famoso, terá de fazer o dobro do que eles fizeram para brilhar mais do que eles. Não fique perdido na sombra deles, ou preso a um passado que não foi obra sua: estabeleça seu próprio nome e identidade mudando de curso. Mate o pai dominador, menospreze o seu legado e conquiste o poder com sua própria luz.

Lei 42- Ataque o pastor e as ovelhas se dispersam.

A origem dos problemas pode estar em um único individuo forte – o agitador, o subalterno arrogante, o envenenador da boa vontade. Se você der espaço para estas pessoas agirem, outros sucumbirão a sua influência. Não espere os problemas que eles causam se multiplicarem, não tente negociar com eles – eles são irredimíveis. Neutralize a sua influência isolando-os ou banindo-os. Ataque à origem dos problemas e as ovelhas se dispersarão.

Lei 43- Conquiste corações e mentes.

A coerção provoca reações que acabam funcionando contra você. É preciso atrair as pessoas para que queiram vir até você. A pessoa seduzida torna-se um fiel peão. Seduzem-se os outros atuando individualmente em suas psicologias e ponto fracos. Amacie os resistentes atuando em suas emoções, jogando com aquilo de que ele gosta muito ou teme. Ignore o coração e as mentes dos outros e eles o odiarão.

Lei 44- Desarme e enfureça com o efeito espelho.

O espelho reflete a realidade, mas também é a ferramenta perfeita para a ilusão. Quando você espelha os seus inimigos, agindo exatamente como eles agem, eles não entendem a sua estratégia. O Efeito Espelho os ridiculariza e humilha, fazendo com que reajam exageradamente. Colocando um espelho diante das suas psiques, você os seduz com a ilusão de que compartilha os seus valores; ao espelhar as suas ações, você lhes dá uma lição. Raros são os que resistem ao poder do Efeito Espelho.

Lei 45- Pregue a necessidade de mudança, mas não mude muita coisa ao mesmo tempo.

Teoricamente, todos sabem que é preciso mudar, mas na prática as pessoas são criaturas de hábitos. Muita inovação é traumático, e conduz à rebeldia. Se você é novo numa posição de poder, ou alguém de fora tentando construir a sua base de poder, mostre explicitamente que respeita a maneira antiga de fazer as coisas. Se a mudança é necessária, faça a parecer um a suave melhoria do passado.

Lei 46- Não pareça perfeito demais.

Parecer melhor do que os outros é sempre perigoso, mas o que é perigosíssimo é parecer não ter falhas ou fraquezas. A inveja cria inimigos silenciosos. É sinal de astúcia exibir ocasionalmente alguns defeitos, e admitir vícios inofensivos, para desviar a inveja e parece mais humano e acessível. Só os deuses e os mortos podem parecer perfeitos impunemente.

Lei 47- Não ultrapasse a meta estabelecida; na vitória, aprenda a parar.

O momento da vitória é quase sempre o mais perigoso. No calor da vitória, a arrogância e o excesso de confiança podem fazer você avançar além da sua meta e, ao ir longe demais, você conquista mais inimigos do que derrota. Não deixe o sucesso lhe subir a cabeça. Nada substitui a estratégia e o planejamento cuidadoso. Fixe a meta, e ao alcançá-la, pare.

Lei 48- Evite ter uma forma definida.

Ao assumir uma forma, ao ter um pano visível, você se expõe ao ataque. Em vez de assumir uma forma que o seu inimigo possa agarrar, mantenha-se maleável e em movimento. Aceite o fato de que nada é certo e nenhuma lei é fixa. A melhor maneira de se proteger é ser tão fluido e amorfo como a água, não aposte na estabilidade ou na ordem permanente. Tudo muda.

Gerenciamento de riscos em projetos

Escrevi este artigo pois, em uma discussão com o grupo do PMI-SP, uma conversa foi iniciada a respeito da gestão de riscos do projeto. O tópico versava, entre outros assuntos, se a reserva de contigência deveria garantir os custos de riscos de projetos em 100% dos casos. Meu argumento central é de que não, em diversas ocasiões o custo do projeto superará o previsto pela reserva de contigência. E a explicação está abaixo:

Imagine um projeto qualquer com dois riscos:

Risco A: 50% de chance de ocorrer, impacto de 100.
Risco B: 40% de chance de ocorrer, impacto de 130.

Se formos analisar em termos de impacto esperado e chance, teremos a seguinte distribuição:

Probabilidade  Acumulado Descrição Impacto
30% 30% Não ocorrer 0
30% 60% Ocorrer só o A 100
20% 80% Ocorrer só o B 130
20% 100% Ocorrer A e B 230

Ao formarmos nossa reserva de contigência, usaríamos o cálculo que encontra-se em qualquer livro-texto de riscos, que é somar a multiplicação do impacto pela probabilidade:

130*0,4 + 100*0,5 = 102

Ou seja: Estaríamos cubrindo os seguintes eventos:

Probabilidade Acumulado Descrição Impacto Coberto pela reserva?
30% 30% Não ocorrer nenhum 0 S – Sobraria 102
30% 60% ocorrer só o A 100 S – Sobraria 2
20% 80% Ocorrer só o B 130 N – Faltaria 28
20% 100% ocorrer A e B 230 N – Faltaria 128

Trocando em miúdos, em 60% dos casos, nossa reserva de contigência pagaria os custos dos riscos esperados; Se quisermos aumentar nossa confiança para 80%, devemos ter uma reserva de 130; Para 100%, temos que ter a reserva de 230. Imaginem agora que identificamos e registramos um 3º risco:

Risco A: 50% de chance de ocorrer, impacto de 100.
Risco B: 40% de chance de ocorrer, impacto de 130.
Risco C: 10% de chance de ocorrer, impacto de 1000.

Fazendo a mesma tabela, segundo a análise combinatória das probabilidades:

Chance Acumulado Riscos Cobertos Impacto
27% 27% nenhum 0
27% 54% A 100
18% 72% B 130
18% 90% AB 230
3% 93% C 1000
3% 96% AC 1100
2% 98% BC 1130
2% 100% ABC 1230

Na mesma conta-padrão:

130*0,4+100*0,5+1000*0,1 = 202

Ou seja, com uma reserva de 202, estaríamos cobrindo 72% dos nossos projetos. Se quisermos saltar para 90%, teríamos que ter uma reserva de 230. Para 100% de certeza, somente tendo uma reserva de 1230. Por isso, quando se falar em reserva de contigência, é obrigatório que exista uma probabilidade associada, pois quantos % dos projetos terão seus riscos cobertos pela reserva de contigência é uma decisão da empresa. Via de regra, como gerente do projeto, eu pediria uma reserva de 230 (garante 100% desde que C não ocorra!), garantindo cobetura em 90% dos casos, ou de 130 – que garantiria 72% dos projetos (80% das vezes que o risco C não ocorrer), se a empresa realmente pressionar por diminuição dos custos. Ficaria inclusive ABAIXO da reserva do cálculo-padrão.

Eu como gerente, adicionalmente, frisaria em todas as reuniões que eu pudesse escrever: Minha reserva de contigência NÃO COBRE o efeito do risco C. Se o risco acontecer, e que não depende de mim, o projeto estourará o budget. Vou tentar apoio do cliente (transferência do risco) dizendo que este risco eu como empresa não posso assumir (durante a fase de negociação), que se esse risco ocorrer eu terei um custo extra, que ele arcará (via extra-escopo?).

A quantidade de ações possíveis decorrente de uma análise um pouco melhorada de riscos é muito grande. Acredito que valha a pena o estudo um pouco mais detalhado da gestão de risco por profissionais de gerenciamento de projetos, que simplesmente adotam as práticas descritas nos livros sem se perguntar qual a razão para o comportamento.