As 48 leis do poder – Lei 3 – Oculte suas intenções

Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito de seus atos. Não sabendo o que você pretende, não podem preparar uma defesa. Leve-as pelo caminho errado até bem longe, envolvendo-as em bastante fumaça e, quando elas perceberem as suas intenções, será tarde demais.

Continuando a discussão das 48 leis do poder, esta semana vamos comentar a 3ª lei: Oculte suas intenções.  A sinopse é:

Mantenha as pessoas na dúvida e no escuro, jamais revelando o propósito de seus atos. Não sabendo o que você pretende, não podem preparar uma defesa. Leve-as pelo caminho errado até bem longe, envolvendo-as em bastante fumaça e, quando elas perceberem as suas intenções, será tarde demais. 

Acredito que existam duas situações aonde esta lei é muito aplicável: Nos assuntos amorosos, a percepção de interesse de uma parte diminui fortemente o interesse da outra. Este, aliás, é o primeiro exemplo do livro.

Em uma segunda aplicação, vejo a os lançamentos de produtos e projetos pelas empresas. Não queremos que nossos concorrentes percebam nossas intenções, pois damos tempo para que adotem a estratégia ótima – copiar outras empresas pode ser a estratégia ótima.

Também na guerra, outro exemplo do livro. Mas como eu não acredito em guerras como alternativa para resolução de conflitos, não acredito nesta aplicação da lei “por tabela”.

Talvez como estratégia para obter o poder, essa lei possa funcionar para nossas amizades. Mas acredito que o preço a se pagar é muito alto, e portanto não sendo oportuna para conduzir a nossa vida diária.

 

Discuta essa lei no nosso fórum:

http://www.gerenciando.com.br/viewtopic.php?f=5&t=7

A SEMANA PASSADA

17 DE JANEIRO – desabou o teto do templo da Igreja Renascer em Cristo, no Cambuci, zona sul de São Paulo, matando nove pessoas e ferindo mais de 100. No momento do acidente havia cerca de 400 fiéis no templo. O imóvel foi comprado pela igreja em 1994, desde então teve inúmeros problemas com a prefeitura por fata de segurança e passou anos sem o alvará. Em 1999, depois de uma reforma para reforçar o telhado, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) emitiu relatório técnico aconselhando que a estrutura deveria ser revista periodicamente. Na eóca não estava prevista a instalação de ar condicionado e acessórios de iluminação, que acabou sendo feita depois, provavelmente sobrecarregando a estrutura.

19 DE JANEIRO – o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou o ex-governador do estado entre 2001 e 2006 e ex-candidato à Presidência da República em 2006, Geraldo Alckmin como novo secretário estadual de Desenvolvimento, marcando uma aproximação entre os dois tucanos. A vaga era ocupada pelo vice-governador, Alberto Goldman.

19 DE JANEIRO – o empresário mexicano Carlso Slim anunciou um investimento de US$ 250 milhões na empresa controladora do jornal New York Times. Com a operação, Slim – que em setembro havia comprado, 6,4% das ações da companhia – passará a ser o maior acionista, com um terço dos papéis, superando a famíla Sulzberger, fundadora do grupo, que tem 19% das ações.

19 DE JANEIRO – anunciado pelo governo britânico o segundo pacote de ajuda ao sistema financeiro do Reino Unido em menos de três meses. Desta vez serão inetados quase US$ 150 bilhões – o socorro anterior anunciado em outrubro de 2008, foi de US$ 592 bilhões.

20 DE JANEIRO – 1,8 milhão de pessoas acampanharam na cidade de Washingto a posse de Barack Obama como o novo presidente americano.

21 DE JANEIRO – depois de quase seis meses de negociação anunciada a compra da Aracruz Celulose pelso Grupo Votorantin. Para a operação, cujo valor poderá chegar a R$ 5,4 bilhões, o grupo contou com o apoio do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social.

21 DE JANEIRO – depois de 77 anos, a Toyota japonesa passou a americana General Motors como a maior montadora do mundo. No ano passado a japonesa vendeu 8,97 milhões de veículos, 620 mil carros a mais que a americana. Em 2007 a GM se manteve na liderança por apenas 3 mil carros.

21 DE JANEIRO – Previdência Social anunciou o fechamento do ano de 2008 com déficit de 36,2 bilhões de reais, queda de 19,3% perante 2007. O valor representa a maior redução desde 1995 e a primeira registrada no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Previdência, o número reflete uma arrecadação de 163,3 bilhões de reais e despesa de 199,5 bilhões.

21 DE JANEIRO – o Comitê de Política Monetária (COPOM) cortou a taxa básica de juros para 12,75% ao ano. Foi a primeira redução desde setembro de 2007 e a maior, fetia de uma única vez (um ponto percentual) desde novembro de 2003. Logo depois do anúncio da redução, cinco grandes bancos também divulgaram cortes nas taxas cobradas em suas operações de crédito.

21 DE JANEIRO – após 22 dias de ataques e mais de 1.300 paçestiinso mortos (foram 13 do lado israelense), o governo de Israel declarou uma trégua unilateral e retirou suas tropas de Gaza. Oficiais do Exército dizem que a saída tem relação direta com a posse do proesidnte americano, Barack Obama.

21 DE JANEIRO – Fidel Castro reapareceu em público. Foi fotografado durante um encontro com a presidente argentina, Cristina Kirchner. A imagem ais recente delíder cubano datava de 18 de novembro.

22 DE JANEIRO – o Governo Federal anucniou uma injeção de US$ 100 bilhões na economia por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Nacional (BNDES). A intenção é fazer com que o banco de fomento tenha condições de atender a demanda por financiamentos do setor produtivo, evitar uma estagnação da economia e uma nova onda de demissões.

23 DE JANEIRO – o Ministério da Justiçã anunciou o bloqueio de aproximadamente US$ 2 bilhões em contas bancárias mantidas no exterior por pessoas investigadas na Operação Satiagraha. O montante equivale a R$ 4,5 bilhões.

Bibliografia:
Revista da Semana, edição 72 de 29 de janeiro de 2009
Revista Época, edição
558 de 26 de janeiro de 2009
Revista Isto É Dinheiro, edição 590 de 28 de janeiro de 2009

Reflexões sobre a obamania

E finalmente Barack Hussein Obama foi empossado como o quadragésimo-quarto presidente americano.

Digo finalmente porque desde 04 de novembro, quando recebeu a votação histórica que lhe deu a presidência, até o dia 20 de janeiro, dia de sua posse, passaram-se dois meses e meio que para o resto do mundo foram intermináveis: a crise financeira se intensificou, a Faixa de Gaza foi invadida por Israel, a Europa foi chantageada pela Rússia no caso do gás natural, etc.

Claro, nem todas as catástrofes terão que ser resolvidas pelo Mr. President, contudo, como Obama muito bem pontuou em seu discurso de posse: “os Estados Unidos não podem resolver todos os problemas sozinho, mas o mundo também não consegue resolver os seus problemas sem os Estados Unidos”. Sem dúvida, “you got a point” Mr. Obama.

Como todos sabem as expectativas quanto ao novo governo são superlativas. Sobre isso, minha vó sempre diz: “o melhor caminho para a frustração são as expectativas”. Talvez estejamos esperando muito de apenas um homem, que mesmo que faça tudo certo (mas tudo mesmo) seus resultados só se mostrarão no longo prazo.

O interessante é que o próprio Obama alimentou essas expectativas. Tomando apenas a preparação da sua posse, todo o programa foi montado para compará-lo com ninguém menos Abraham Lincoln, tido pelos americanos como o melhor presidente da história. Só isso já diz muito do homem que o novo presidente é.

Lembro que durante o recurdescimento da crise do subprime, em outubro com a quebra do Lehmann, discutia-se qual dos dois candidatos, Obama ou McCain, qual dos dois seria o estadista que a América estava procurando. O caso é: um estadista não se conhece de véspera. Grandes estadistas só ganharam este título depois dos eventos, vide Mandela ou Churchill. Este é um julgamento para historiadores e não para adivinhos.

De qualquer forma superar o presidente anterior, Bush Jr., parece ser fácil. W como também é conhecido pelos americanos, deixa a Casa Branca como um dos cinco piores presidentes americanos desde a Independência, em 1776. Ele deixa uma verdadeira herança maldita (para usar um termo caro aos petistas): a pior crise econômica desde os anos 30, o dezemprego em dezembro chegou a 7,2%, o maior em 16 anos; somente no ano passado 3,1 milhões de imóveis foram retomados por falta de pagamento; a venda de veículos caiu 18%, colocando em risco a sobrevivência das montadoras americanas. Isso para ficar apenas na economia.

Na geopolítica Bush foi ainda pior: passou 8 anos de braços cruzados assistindo as agressões mútuas entre palestinos e israelenses, não foi capaz de resolver o embaraço que o governo norte-coreano representa para o mundo, deu espaço para os extremistas do Irã continuarem a desestabilizar o Oriente Médio, deixou a Europa Oriental à mercê do belicoso Putin, agüentou calado 8 anos de bravatas de Hugo Chavez.

Na guerra contra o terrorismo, invadiu e desestabilizou o Iraque, não conseguiu dar o mínimo de condições de vida digna aos afegãos, além de ver o ressurgimento do talibá, aterrorizou o mundo com as torturas em Abu Graib e a vergonha da prisão de Guantanamo.

Dizem que a história julga e acaba absolvendo os presidentes do passado. Com Bush a “briga vai ser dura”.

Voltando a Obama, seu início também já se mostrou atribulado, apenas um mês depois de sua eleição veio à tona o escândalo da tentativa de venda de sua vaga no Senado pelo governador de Illinois, Rod Blogojevich, coisa tão rasteira que parece obra no nosso PMDB. Depois foi o constrangimento da montagem da equipe: teve que livrar-se de um posível secretário de Comércio, que, como governador de Estado, recebera uma contribuição de campanha de uma empresa beneficiada com contratos públicos (alguém aí lembrou das vezes que Lula tinha que aceitar uma indicação do PMDB para algum ministério, mas a imprensa sempre achava alguma falcatrua antes da posse?). Depois foi Tinothy Ghartnes, indicado para a estratégica Secretaria do Tesouro, que teve a indicação congelada porque se descobriu que ele sonegou Imposto de Renda e por três meses manteve uma empregada doméstica em condição irregular (bom, aqui já parece picuinha).

Sob qualquer ângulo que olhemos a “briga vai ser boa”. No mercado já existe a expectativa dos “cem dias” e como Obama se articulará para dar resultado no curtíssimo prazo.

Contudo, fico com a minha vó – expectativas são perigosas, superlativas então? Nem se fala.

Bibliografia:
Revista Época, edição 557 de 19 de janeiro de 2009
Revista Isto É Dinheiro, edição 589 de 21 de janeiro de 2009
Revista Isto É, edição 2.045 de 21 de janeiro de 2009

E a crise chegou

Já virou lugar comum falar da crise do SubPrime. Se no final do ano passado, quando nosso querido presidente disse tratar-se apenas de uma “marolinha”, a crise era algo distante e difuso, hoje ela já está presente no dia-a-dia do brasileiro.

Seja no noticiário que repete a palavra CRISE incessantemente, seja na vida real onde o fantasma do desemprego já é uma realidade em muitos setores da economia.

Se nos países europeus e nos Estados Unidos o retrato da crise é a quebra de bancos e queda no consumo, aqui no Brasil a cara da crise é o desemprego.

Vamos aos números:
– a VALE dispensou 1.300 funcionários no fim do ano passado depios de quedas em sua exportação;

– em Minas Gerais, outras mineradoras e empresas de autopeças já demitiram cerca de 6.400 pessoas nas regiões do Vale do Aço e do Quadrilátero Ferrífero;

– no polo industrial de Manaus, só em dezembro, cerca de 2.700 trabalhadores foram dispensados;

– a francesa Renault optou por suspender temporariamente o contrato de trabalho de 1.000 empregados de sua fábrica na região metropolitana de Curitiba;

– a mineradora MMX interrompeu o contrato de quase 60 0 trabalhadores em Corumbá, em Mato Grosso do Sul;

– a siderúrgica Arcelor Mittal anunciou que suspenderá o contrato de 1.300 funcionários. Nesse caso, os afastados terão 90 dias de estabilidade no emprego após o retorno.

Tais episódios já acenderam a luz vermelha no Governo Federal que já iniciou negociações com empresários e sindicalistas para a criação de medidas que contenham o desemprego, principalmente no setor industrial.

As principais medidas em discussão são:
– férias coletivas: esse costuma ser o primeiro recurso usado quando há redução da produção. A GM concedeu férias coletivas a seus funcionários antes de anunciar as 744 demissões da semana passada;

– licença remunerada: nesse caso, os empregados recebem o salário integral sem trabalhar e sem desconto de férias, normalmente porque elas já foram gozadas. A empresa interrompe a produção temporariamente. É ideal para as indústrias que têm a expectativa de normalizar a situação em um curto espaço de tempo;

– banco de horas: o trabalhador para de trabalhar parte das horas previstas em seu contrato, mas continua recebendo salário integral. Quando a produção total é retomada, o empregado passa a trabalhar mais horas por dia, até compensar as horas pagas não-trabalhadas. O tempo de duração da medida é negociável;

– suspensão temporária do contrato de trabalho: o empregado é afastado do tralbaho por um período de até cinco meses. Durante o afastamento, recebe seguro-desemprego. Pela lei, as empresas precisam bancar cursos profissionalizantes. Algumas empresas eventualmente complementam a reda dos funcionários pagando parte do salário.;

– redução da jornada com diminuição proporcional do salário: a FIESPE e a Força Sindical negociaram na semana passada um acordo em torno dessa medida. Mas os sindicalistas recuaram da ideia, depois que os empresários disseram que não poderiam garantir a manutenção dos empregos. Essa ideia é um tabu para parte dos sindicalistas, que sempre defenderam redução da jornada sem redução do salário. Para eles, esse mecanismo abriria precedente para adoção de contratos por horas trabalhadas, considerado um retrocesso nos direitos trabalhistas.

Sem dúvidas as medidas são impopulares do ponto de vista político. Contudo, para o trabalhador não há nada mais impopular que perder seu emprego.

Bibliografia:
Revista Época, edição 557 de 19 de janeiro de 2009.

As 48 leis do poder – Lei 2 – Não confie demais nos amigos, aprenda a usar os inimigos

Cautela com os amigos – eles o trairão mais rapidamente, pois são facilmente levados à inveja. Eles também se tornam mimados e tirânicos. Mas contrate um ex-inimigo e ele lhe será mais fiel que um amigo, porque tem mais a provar. De fato, você tem mais a temer por parte dos amigos do que dos inimigos. Se você não tem inimigos, descubra um jeito de tê-los.

Esta semana vou comentar sobre a a segunda lei do livro “As 48 leis do poder” de Robert Greene e Joost Elffers. O livro descreve, sem meias palavras, os padrões de comportamento de grandes líderes do passado. Muita gente acha o livro maquiavélico demais, mas acredito que cada uma das leis deve ser analisada friamente e usada com moderação. Adoraria conhecer a opinião de todos sobre estes assuntos.

A segunda lei se chama “Não confie demais nos amigos, aprenda a usar os inimigos”. O seu sumário diz:

Cautela com os amigos – eles o trairão mais rapidamente, pois são facilmente levados à inveja. Eles também se tornam mimados e tirânicos. Mas contrate um ex-inimigo e ele lhe será mais fiel que um amigo, porque tem mais a provar. De fato, você tem mais a temer por parte dos amigos do que dos inimigos. Se você não tem inimigos, descubra um jeito de tê-los.

O texto do capítulo apresenta como argumento principal para esta formulação da lei o fato de seus amigos geralmente concordarem com você – mas só para evitar discussão – disfarçando assim suas qualidades desagradáveis para que não hajam ofensas mútuas. Por isso, você nunca teria certeza de conhecer bem os seus amigos, mas uma imagem do que eles querem passar para você.

Eu, pessoalmente, acredito em meus amigos e na amizade. Acredito que a grande maioria das pessoas são boas, e que não devemos ter inimigos. Muito embora o texto diga que, nas minhas palavras, o bom mesmo é ter ex-inimigos, pois eles terão de se provar constantemente, eu não acredito que semear inimigos valha a pena em quaisquer circunstâncias.

O livro é categórico. Chega a insinuar “Se você não tem inimigos, descubra um jeito de tê-los“. Isso, para mim, é besteira, mas que é possível reverter um inimigo, tornando-o um amigo fiel pelo resto da vida, isso é.

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