Crise imobiliária: a experiência japonesa

Vivemos tempos difíceis. A cada notícia vinda dos Estados Unidos ficamos mais estupefatos com a crise desencadeada nos mercados imobiliários daquele país. Os líderes assim como os mercados mundiais mostram-se surpresos com a aparente irresponsabilidade das agências de crédito imobiliário americanas.

Aqui no Brasil diz-se que nós brasileiros temos memória curta, e sendo assim, somos condenados a repetir os erros do passado.

Contudo, as recordações do passado recente do mercado imobiliário mundial foram cirurgicamente “deletadas” das cabeças de nossos líderes. Já que outro país, tão relevante quanto os Estados Unidos já enfrentou uma crise muito parecida com a do subprime.

Como vamos mostrar nesse artigo, a especulação imobiliária não foi uma “invenção” americana.

A trama japonesa consegue ser ainda mais complexa do que a americana. Ela envolve:

  • desregulamentação gradual dos controles financeiros;
  • volumosos empréstimos japoneses no exterior e do exterior para o Japão;
  • problemas com os mercados compradores – o Japão exportava sua produção para outros países asiáticos, com as crises cambiais de 97, as vendas caíram, houve paralisia de investimentos e a inflação de empréstimos se transformou numa imensa montanha de créditos incobráveis,
  • uma taxa de câmbio que valorizada o iene – que foi de 260 por dólar em 1982 para 80, até recuar próximo aos 100;
  • um esforço das autoridades monetárias japonesas para cooperar com o G-7 para baixas a taxa de juros em meados de 1980, como estímulo à recuperação mundial;
  • uma espécie de endividamento em pirâmide – onde as empresas japonesas se endividavam com o bancos, que por sua vez buscavam recursos com o Banco do Japão, que recebia orientação do Ministério das Finanças;
  • a presença maciça do estado japonês na economia – que acabou gerando a criação de uma espécie de “corrupção estrutural” derivada da estreita relação entre a cúpula do poder político e os grandes grupos industriais e financeiros;
  • e até mesmo a participação do crime organizado – o desenvolvimento da economia especulativa abrigou à expansão das redes mafiosas, onde se entrelaçavam gângsters, especuladores, políticos e empresários em negócios imobiliários, contratos públicos, “proteção” e espionagem industrial.

Como sabemos, as crises estão sempre associadas com os auges dos ciclos econômicos, geralmente marcados pelo excesso de liquidez e crescimento do mercado de capitais. No Japão não foi diferente: a economia japonesa viveu um boom no final da década de 1950 e durante a década de 1960. As exportações flutuaram mas cresceram, os investimentos e a poupança estavam altos, a utilização de tecnologia, a inovação e a invenção eram pungentes, o índices Nikkei de ações, que teve início com 100 em maio de 1949, já estava em 5.000 no começo da década de 1970, e em 10.000 em 1984. O volume de ações negociadas foi de 120 bilhões de ações em 1983 para 280 bilhões em 1989.

Com todo esse otimismo, o mercado imobiliário não poderia ficar para trás, um índice de preços para imóveis residenciais em seis grandes cidades, começando com 100 em 1955, atingiu 4.100 em meados de 1970, 5.800 por volta de 1980, atingindo o pico de 20.600 em 1989.

Em 1991, o valor somado dos imóveis do Japão atingiu 18 trilhões de dólares, quatro vezes o preço de todos os prédios e casas dos Estados Unidos na época. Apenas o terreno do Palácio Imperial, em Tóquio, valia mais que todas as casas e prédios da Califórnia juntos.

O crash era inevitável. Ele teve início em janeiro de 1990 quando foi revelado uma série de escândalos envolvendo empréstimos de grandes bancos para clientes favorecidos, implicando em sérias perdas que haviam sido ocultadas por uma contabilidade fantasiosa.

Os preços dos imóveis ficaram nivelados quando o índices Nikkei caiu, começando mais tarde um lento movimento de queda, em grande parte devido à paralisação das operações naquele mercado.

Na imprensa eram divulgados diariamente relatos de perdas relativas aos maus empréstimos realizados por bancos e instituições financeiras japonesas, em sua maioria operações imobiliárias que atingiram aproximadamente 550 bilhões de dólares. Empresas comerciais e industriais faliram numa média de 1.000 por mês. Três grandes uniões de crédito tiveram que ser salvas pelo governo e acreditava-se na época que apenas alguns poucos bancos não tinham crédito “podres” em suas carteiras. O resultado disso foi que o Japão entrou num longo período de estagnação econômica que se estende até hoje.

Nem preciso dizer que o fenômeno das bolhas imobiliárias não é novo, nem foi inventado ontem. Já que as lições da crise japonesa não foram aprendidas a história econômica nos deu mais uma oportunidade. Resta saber o que faremos com ela: estudá-la ou esquecê-la.

Bibliografia

Beinstein, Jorge. Capitalismo senil – A grande crise da economia global. Tradução de Ryta Vinagre. Rio de Janeiro: Record, 2001.

Canuto, Otaviano. A crise financeira japonesa. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. 1999. Texto disponível em www.iea.usp.br/artigos

Kindelberger, Charles Poor. Manias, pânico e crashes. Rio de Janeiro: Nova Fronteis, 2000.

Revista Veja, edição 1939 de 18 de janeiro de 2006. A maior bolha econômica da história.

Por Alexsandro Rebello Bonatto em 29 de novembro de 2008.

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Lula, o eterno keynesiano

Nosso querido presidente com sua capacidade incrível de explicar questões complexas de forma bastante simples, nos brindou com outra pérola, desta vez sobre causas de uma recessão. Disse ele num discurso em 26 de novembro de 2008: “- O sujeito ouve crise no café da manhã, crise no almoço, chega em casa ouve crise no jantar. Aí o sujeito se assusta e não acaba por não comprar mais nada. Como cai o consumo, a indústria não produz, porque não produz, acaba demitindo. Aí sim temos crise.”

Sem dúvida uma explicação de uma oloqüência ímpar. Contudo, é bom lembrar que tal explicação econtra amparo técnico em Keynes e sua crítica ácida sobre a forma que os clássicos viam a recessão e suas soluções.

Vamos aproveitar a fala do nosso presidente e voltar ao bom e velho livro texto. Segundo os clássicos as famílias consomem parte da sua renda e poupam o restante. Se os consumidores decidirem poupar mais, a demanda por bens e serviços cai, mas isso é contrabalançado porque os empresários simplesmente investem mais. Mas como isso acontece? Quando as pessoas poupam elas utilizam um banco para remunerar suas aplicações. Os bancos por sua vez emprestam esses recursos aos empresários. Num cenário de aumento da poupança, o banco terá muito mais fundos para emprestar, por sua vez ele reduz o custo que é cobrado de quem toma dinheiro emprestado – a taxa de juros. Se os juros caem, os empresários tomarão muito mais dinheiro emprestado já que mais projetos se viabilizarão. Assim com mais investimento sendo realizado, o dinheiro acaba chegando ao bolso do cidadão e todos vivem felizes para sempre.

Keynes achava toda essa explicação uma falácia. Existe até a história seguidamente repitida, que quando os funcionários do Tesouro Britânico recomendavam paciência e prometiam a recuperação da economia no longo prazo Keynes respondeu em seu Tract on Monetary Reform: “A longo prazo todos nós estaremos mortos”. Mas isso é outra história. Vamos voltar à nossa análise da recessão.

Sobre a visão dos clássicos, Keynes refutou a ligação entre poupança e investimento: as famílias e as empresas poupam por razões completamente diferentes. Uma família pode poupar por hábito ou por uma razão específica – velhice, talvez. Já as empresas mudam seus planos de investimentos baseadas na política, na confiança, na tecnologia, na taxa de câmbio, ou simplesmente em qual time ganhará o Campeonato Brasileiro deste ano. Esperar que apenas a taxa de juros traga harmonia para o mercado é insensatez. Se a poupança das famílias exceder os investimentos privados, os excedentes realmente aparecerão, só que acabaram levando os empresários a demitir, trazendo o consumo a um patamar ainda mais baixo.

Numa recessão, como é o atual cenário mundial em novembro de 2008, as empresas cortam investimentos gerando desemprego e nova queda no consumo, ou seja, agravamento da recessão.

Um ponto interessante é que o pessimismo das famílias e das empresas é uma profecia que sempre se auto-realiza. É por isso que o presidente americano Dwight Eisenhower implorava à população que fosse às compras durante a recessão de 1958. Mas comprar o quê? Qualquer coisa, dizia ele. Da mesma forma, o governo brasileiro nos últimos dias têm repetido o mantra que comprar é bom, que a população não reduza seu consumo e que as empresas não desistam de seus planos de investimento.

Portanto, da próxima vez que você ouvir uma parábola do Lula sobre consumo e investimento, não se esqueça, ele pode estar citando – mesmo sem saber – os postulados da economia keynesiana.

Bibliografia:

Buchholz, Todd G. Novas Idéias de economistas mortos; tradução de Luiz Guilherme Chaves e Regina Bhering. Rio de Janeiro: Record. 2000.

Por Alexsandro Rebello Bonatto em 27 de novembro de 2008.

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O golpe das pirâmides volta a atacar

Na semana passada um golpe conhecido na história econômica voltou a fazer vítimas no mundo moderno: as chamadas pirâmides.

Segundo divulgado na imprensa internacional uma esquema como esse operava já há vários anos na Colômbia. Para dar uma idéia de sua abrangênciam uma das empresas envolvidas a DFRE – Dinheiro, Rápido, Fácil e Efetivo contava com 66 lojas em 12 departamentos (estados), enquanto outra, a DMG tinha 59 estabelecimentos em 20 departamentos, possuindo cerca de 200 mil famílias afiliadas a seu sistema de carnês, que permitiam a compra de produtos abaixo do preço de mercado.

Nos últimos três anos funcionaram no país pelo menos 240 dessas companhias que arrecadaram US$ 800 milhões com o oferecimento de triplicar os fundos recebidos, mas que obviamente quebraram ao não poder cumprir sua oferta.

Uma questão interessante é como um esquema deste tamanho não chamou a atenção do governo colombiano e por quê medidas preventivas não foram tomadas. Atualmente já se investiga se empresas do esquema não financiaram campanhas políticas nas últimas eleições.

Apenas para relembrar em 1997, o colapso dos esquemas de pirâmide na Albânia provocou prejuízos de 2 bilhões de dólares e gerou uma onda de anarquia que obrigou à intervenção de uma força de paz européia, sob comando da Itália.

Em 1994 foi a vez da Albânia. O colapso do esquema em 1997 causou uma revolta popular armada, e o presidente Sali Berisha foi forçado a renunciar.

Até o Brasil entrou na “roda”. Nos anos 80 no Rio de Janeiro funcionou um esquema que parecia uma ação entre amigos onde cada novo participante financiava os ganhos dos antigos.

Nos anos 20 milhares de americanos foram lesados pelo esquema montado por Carlo Ponzi (que acabou dando nome a este tipo de “investimento”) que prometia dobrar o dinheiro dos investidores em apenas 90 dias.

Mais atrás, em 1720, a empresa de comércio britânica South Sea foi veículo para esquema semelhante, em que os rendimentos dos investidores eram todos garantidos pelos recursos captados com constantes emissões de novas ações. A crise teve enormes proporções em função do envolvimento de grande parte da população.

Também em 1720 temos outro caso bastante pitoresco, protagonizado por uma das figuras mais controversas da história econômica: o escocês John Law. Em 1716 este senhor obteve o direito de estabelecer um banco, que tronou-se o Banque Royale, com um capital de seis milhões de livres. Incluída na concessão, estava o direito de emitir notas, que foram usada pelo banco para pagar gastos correntes do governo francês. No entanto, era necessário também a criação de uma fonte de dinheiro vivo que garantisse a emissão dessas notas. A resposta veio com a fundação da emrpesa Mississippi Company que tinha o objetivo de explorar os depósitos de ouro no território americano da Lousiana. Claro que o ouro nunca chegou a ser procurado e todo o dinheiro foi canalizado para o pagamento das dívidas francesas até que um belo dia alguém desconfiou, o governo criou e todos os investidores perderam seu capital.

Moral da historia: não existe ganho fácil. Risco e retorno são irmãos gêmeos e sempre andam juntos. Mas quando um empreendimento promete dobrar os recursos investidos em poucos dias, ou oferece facilidades demais, pode ter certeza – alguma coisa está errada.

Bibliografia:

Galbraith, Joh, Kennet. Uma breve histpria da euforia financeira. São Paulo: Pioneira, 1992.

Kindelberger, Charles Poor. Manias, pânico e crashes. Rio de Janeiro: Nova Fronteis, 2000.

Gonçalves, Carlos. Economia sem truques. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

Por Alexsandro Rebello Bonatto em 27 de novembro de 2008.

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Um pouco de história econômica nunca é demais

Em tempos de crise econômica e pessimismo generalizado com o futuro, nunca é demais revisarmos nosso passado para quem sabe acharmos algumas respostas.

Abaixo apresentamos uma pequena revisão histórica das idéias que já foram e já voltaram ao debate econômico:

  • O NASCIMENTO DO LIBERALISMO: o livro A Riqueza das Nações, de Adam Smith, publicado em 1776, apresenta um conjunto de idéias que prega um mundo mais racional, justo e produtivo e sem limites de regulamentos e monopólios estatais se transforma em escola.

  • O DESAFIO DA INDUSTRIALIZAÇÃO: a disseminação dos processos fabris, no final do século 19, acentua idéias do liberalismo econômico, como a busca individual de riqueza se transformando em fator de ganho para toda a sociedade. Por outro lado, a urbanização e a criação de grandes contingentes de trabalhadores preparam o cenário que abrigaria uma das principais correntes opostas às teses de Adam Smith.

  • O BERÇO DO COMUNISMO: no início do século 20, uma revolução adota as idéias marxistas na então Rússia imperial, ainda dominada pela atividade rural. A vitória dos bolcheviques leva à criação da União Soviética, que culmina na total estatização da economia. O mundo ocidental passa a temer a expansão do comunismo.

  • A GRANDE DEPRESSÃO: depois de uma fase de grande euforia e liberdade, o crash de outubro de 1929 arrasta a economia dos Estados Unidos a um período de profunda recessão, chamado de Grande Depressão. Investidores perderam tudo, empresas quebraram e milhares de americanos ficaram sem emprego durante anos.

  • O NEW DEAL: baseado no britânico John Maynard Keynes, o presidente Franklin Roosevelt faz um plano de gastos públicos para recuperar o país, entre 1933 e 1937, chamado de New Deal. Surgem símbolos da cultura americana como a Social Security (seguridade social) e a Securities Exchange Commission (SEC, o órgão regulador do mercado de capitais).

  • A NOVA ORDEM MUNDIAL: poucos anos depois, os EUA emergem como potência hegemônica da II Guerra Mundial. Em 1944, é firmado o acordo de Bretton Woods, que reorganiza a ordem monetária mundial criando o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Três anos depois, os EUA injetam dinheiro na Europa, através do Plano Marshall, para espantar a ameaça do comunismo. Surge o Estado do bem-estar social.

  • O FIM DA RIGIDEZ: em 1971, o presidente dos EUA Richard Nixon rompe uma das regras de Bretton Woods, o padrão-ouro. Interrompe a desvalorização do dólar e inicia uma fase de desregulação econômica. O padrão-ouro era um sistema de taxas fixas de câmbio de várias moedas frente ao dólar, a partir das reservas.

  • O NEOLIBERALISMO: doutrinas de Milton Friedman desenvolvidas na Escola de Chicago se transformam em políticas públicas na década de 80. O presidente dos EUA, Ronald Reagan, e a primeira-ministra da Grã-Bretanha, Margareth Thatcher entronizam a era da privatização, da desregulação e da abertura econômica.

  • O OCASO DO SOCIALISMO: no final de 1989, a queda do Muro de Berlim, que há 28 anos dividia a cidade ao meio, simboliza o fim da oposição entre capitalismo e socialismo. Precedida da perestroika (reestruturação) e da glasnost (transparência), precipita o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), dois anos depois. O liberalismo é apelidado de “pensamento único”.

  • A GLOBALIZAÇÃO DESREGULADA: o final do século 20 e o início do 21 são marcados pela hegemonia do pensamento liberal. As políticas que predominam no período também são conhecidas como Consenso de Washington: disciplina fiscal, abertura comercial, privatização, eliminação de restrições a investimento externo, juro e câmbio definidos pelo mercado e intensa desregulação financeira.

  • A VOLTA DO INTERVENCIONISMO: o ano de 2008 marcará a reentrada do Estado como ator econômico fundamental da história. O resgate do sistema financeiro internacional exige um volume de recursos públicos nunca antes visto. Começa um novo ciclo do capitalismo, em que o Estado assume papel mais atuante.

Como se vê o capitalismo já enfrentou inúmeros desafios e sempre soube se reinventar, adaptando-se ao momento mundial. Apesar das idéias francesas de que o capitalismo está morto e que agora cabe ao Estado nortear o desenvolvimento, sabemos que tal modelo não funciona e provavelmente não funcionará jamais.

Seguramente teremos que viver com mais intervencionismo, mas isso não significa que o capitalismo, enquanto sistema, perdeu sua utilidade. No longo prazo essa crise passará e inovações serão criadas para que o ciclo recomece.

Por Alexsandro Rebello Bonatto em 26 de novembro de 2008.

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Proteção brasileira contra a crise

A despeito do que dizem as autoridades econômicas brasileiras a crise do subprime já chegou em nosso país. E ao que parece para ficar. As projeções de crescimento para o ano que vem já sinalizam desaceleração e o mercado de crédito já foi bastante atingido.

Em termos macroeconômicos, o Brasil nunca esteja tão protegido, cenário bem diferente dos anos 90, onde fomos atingidos severemante por todas as crises cambiais que aconteceram além mar.

A seguir elencamos alguns bons fundamentos que devem nos dar alguma segurança até que a “marola” do presidente LULA diminua:

  • Os bancos nacionais são sólidos e rentáveis – Graças ao Proer criado pelo governo FHC nos anos 90, o sistema bancário foi saneado. Hoje, os bancos brasileiros têm uma rentabilidade de quase 3,5% sobre seus ativos – o triplo dos bancos americanos. E seguem os rígidos limites de alavancagem do Acordo da Basiléia.

  • As reservas passam de Us$ 200 bilhões – A dívida externa das empresas e do governo brasileiro está garantida pelo colchão de dólares acumulado pelo Banco Central. Esse montante também garante o combate à especulação com o dólar em momentos de crise.

  • Mais de 80% das empresas de capital aberto são lucrativas – A rentabilidade das maiores sociedades anônimas do País ficou acima de 10% em 2007, algo que não acontecia desde 1980. No primeiro semestre deste ano, as 340 maiores empresas da Bolsa de Valores já acumulavam R$ 69 bilhões de lucro líquido.

  • Os investimentos batem recordes e sobem 16,2% no ano – Animadas pela demanda interna e o surgimento de uma nova classe média, as empresas trabalham a pleno vapor. Investem em planos de expansão, pois a utilização da capacidade instalada, de 86%, aproxima-se do teto.

Como se vê não há motivos para pânico, contudo, também não é o “tudo azul” que o ministro Mantega e o nosso presidente vem falando há semanas.

Por Alexsandro Rebello Bonatto em 26 de novembro de 2008.

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